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Vida Organizada de cara nova

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Bom pessoal, depois de tantas mudanças, é com grande prazer que venho anunciar a carinha nova do Vida Organizada! Eu ainda vou mexer um pouco aqui e ali, acertar alguns detalhes, mas o importante é que as cores e o logo estão definidos. Eu estudei um bocado para escolher as melhores cores e acabei optando pelo verde e pelo azul, que coincidentemente são as minhas duas cores preferidas:

O verde representa o equilíbrio e o azul dá a sensação de comunidade e tranquilidade. Eu sinceramente espero que o Vida Organizada desperte essas sensações em vocês. =)

As categorias também estão sendo reformuladas. Gente, é dificílimo definir as categorias! Para uma libriana então, tarefa quase impossível. Porém, os assuntos gerais estão ali em cima, e são eles:

  • Casa
  • Família
  • Hobbies
  • Trabalho
  • Lazer
  • Bem-estar

Além, é claro, das colunas que já são características do blog. Dentro das categorias acima estão subcategorias que eu ainda estou estruturando e, não, ainda não passei todos os posts do blog para elas (estou fazendo um pouquinho por dia). Mas eu garanto que tentarei não deixar nenhum assunto de fora, tá bem?

Espero que tenham gostado da nova identidade visual do blog!

Evolução do escritório (cuidado, bagunça!)

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Agosto é o mês de organização do meu escritório e, como vocês podem ver, ele está uma bagunça. Mas eu quis mostrar essas fotos aqui no blog para tirar mais uma vez a impressão de que organização significa ser perfeito o tempo todo. Oras, a bagunça não tem o menor problema, desde que seja temporária. Afinal, quem tem dinheiro para fazer tudo o que quer de uma só vez? O que não pode é deixar a situação se acomodar.

No nosso caso, estamos organizando o escritório este mês e tem todo um processo. Nessa semana chegou a segunda estante e eu já pude guardar algumas coisas nela. Este mês ainda chegará a minha escrivaninha e, provavelmente, farei apenas compras pequenas até setembro porque já não posso gastar muito. Sinceramente? Eu precisava mesmo da estante e da escrivaninha. O resto, os detalhes, podem esperar mais um pouco. Vou comprando e providenciando devagarinho.

Quando a gente entra no escritório, o cenário é este aqui:

Do lado esquerdo está a estante alta com todos os meus livros. Do lado direito, a estante nova que comprei para guardar minhas revistas, itens de craft e ter um pequeno balcão para uso diverso. A cadeira está emprestada da sala, porque ainda não comprei a oficial do escritório.

Então, aí em cima você pode conferir a caixa de entrada, que é a primeira coisa que eu alcanço quando chego pela porta. Vou usá-la para gerenciar a papelada que entra e sai. Ela pode ser facilmente encontrada em lojas de materiais para escritório. Eu queria uma de madeira, mas não encontrei e não quis mandar fazer. Ela é bem simples e clean, transparente, então está boa. Se funciona, serve ao propósito e é esteticamente aceitável, é suficiente.

Embaixo da caixa de entrada fica uma prateleira onde vou guardar meus artigos de craft. Nada disso que está aí ficará. As duas caixas com todos os meus CDs de música vão para a sala, quando comprarmos os gabinetes novos (mês que vem). As revistas com coisas dos Beatles vão para outro lugar e a caixa vai ser forrada com algum tecido e utilizada de outro jeito, que eu ainda não pensei. Essa caixa veio de presente de uma marca para uma resenha e ela era tão bonitinha (e boa, de madeira!) que valia a pena reaproveitar.

Embaixo, de ambos os lados, ficarão as minhas revistas. Essas são as minhas revistas de moda e, ao lado, as de decoração, maternidade e assuntos gerais. Elas não vão ficar assim – vou comprar porta-revistas de madeira e revestí-los com tecido fofo, para manter as revistas em pé e organizadas por assunto. Como ainda não os comprei, elas ficam assim, provisoriamente.

Do lado esquerdo da estante estão o mural, um vidro com artigos de costura e uma corujinha. O mural vai ser colado na parede. Coloquei só algumas fotinhos para não fotografá-lo sem nada. =) O vidro com artigos de costura está defasado. Espero muito em breve estar com ele bem cheio e fazendo companhia para uma máquina de costura. Depois que o mural for para a parede, a ideia é usar esse balcão como apoio à escrivaninha, das mais diversas formas. Ainda vou pensar direitinho como vou fazer isso.

Embaixo de onde está o mural atualmente estão as pastas com contas dos últimos cinco anos, à esquerda. Tirei as etiquetas pois estavam feias e vou rotular novamente. Também pretendo deixá-las de outro jeito, dentro de um cestinho, para harmonizar o visual. No centro, pastas com documentos diversos que substituirei por caixas de madeira mais bonitinhas. E, no canto direito, três fichários novos que comprei para fazer o control journal, um arquivo de emergências e outro que ainda não decidi. Todos precisam ser rotulados, é claro.

“Poxa, Thais, mas está tudo tão bonitinho e você aí exagerando dizendo que está bagunçado.”

Aha!

Nesse canto embaixo da janela vocês podem ver a pequena baguncinha. Na caixa da Pampers (infelizmente não tenho patrocínio), estão minhas fitas k7 com gravações jurássicas de bandas antigas e músicas minhas. A providência é passar tudo para mp3, mas sabem o “someday/maybe” do GTD? Bem por aí. Por enquanto elas ficam nessa caixa, e vou pensar em uma maneira mais bonitinha de guardá-las.

Ao lado vocês conferem duas pilhas de cadernos novos e usados, todos misturados. Vou fazer uma mega-seleção deles e reciclar a maioria. Os cadernos novos vou guardar em uma ou duas caixas, que vão na prateleira debaixo da estante grande (ali ao lado dos fichários vermelhos).

Ali atrás estão miscelâneas diversas como papéis para desenho, pintura, roteador wireless, tripé da máquina etc.

Já contei que sou viciada em papelarias? Sim, eu tenho meus fracos.

Alguns caderninhos aí foram presente, mas a maioria fui eu que comprei mesmo.

Olha só que bagunça nessa prateleira! Esses fichários são o lugar onde eu guardo as matérias interessantes das revistas para poder reciclá-las. Até ontem eu só tinha um (o que tem coisas dentro), então comprei mais dois para deixar um para coisas do blog (organização, decoração, housekeeping), um para mulherzices (beleza, moda) e outro para assuntos relacionados à família.

Quem tem TOC já deve estar morrendo por dentro porque eles têm etiquetas em cores diferentes. Sim, também estão me matando. Substituirei por outras etiquetas em breve.

Ao lado dos fichários estão álbuns de fotografia que trocarei por álbuns maiores (como o preto e branco da esquerda) ou guardarei tudo em caixas. Ainda não decidi. As caixas de bolinhas têm miscelâneas diversas dentro e sairão daí muito em breve também.

Mil desculpas pela foto borrada, mas só tirei essa desse outro canto bagunçado. Do lado esquerdo da estante estão a TV que queimou (e meu marido está com DÓ de doar, help me!), nossos instrumentos (a guitarra está em São Paulo), minha maleta de pintura e coisas para doação. Percebam que as roupas se acumulam em cima da sacola porque estou perdendo peças muito rápido. Estou esperando juntar mais para ligar em uma instituição de caridade e doar de uma vez, mas acho que acabarei fazendo este mês mesmo e depois dôo o resto.

Em cima da estante, algumas pastas (que vou substituir e trazer essas coisas para baixo), uma caixa grande com recortes para montagens (sim, eu curto), uma caixa com a minha coleção de tarôs (também vou colocar em outro lugar) e outra caixa da Pampers com meus diários antigos dentro. A ideia é tirar foto das páginas mais legais e guardar somente um ou outro em uma caixa pequena.

Nessa parte de cima da estante de livros eu quero colocar caixas menores para guardar miscelâneas como fotos, estoque de itens de escritório, CDs de computador e outras coisas feias do tipo.

Visão geral da estante de livros ainda bagunçada, com as coisas todas na frente. Essa semana eu tirei TODOS os livros, limpei as prateleiras, tirei o pó e reordenei tudo. Confiram a ordem comigo, de cima para baixo:

Coluna da esquerda: 1) livros de arte, quadrinhos e fotografia, 2) livros de música (a maioria dos Beatles), 3) e 4) livros de literatura fantástica, 5) literatura em português e 6) (não dá para ver) pastas com meus filmes em DVDs e pastas com meu arquivo de coisas dos Beatles.

Coluna do meio: 1) e 2) livros de ocultismo, 3) livros de história, sociologia e filosofia, 4) livros de comunicação, marketing e internet, 5) literatura estrangeira e 6) livros de idiomas.

Coluna da direita: 1) livros de espiritualidade, mitologia e psicologia, 2) livros de oráculos (ex: tarô), 3) continuação dos livros de história, sociologia e filosofia, 4) livros de moda, etiqueta e viagem, 5) livros de organização e maternidade e 6) a baguncinha que já expliquei anteriormente.

Outro dia postei uma foto da minha estante e disse que estava bagunçada, e muita gente disse que eu estava exagerando. =) A grande verdade é que ela está somente arrumada. Agora sim as coisas estão começando a entrar nos eixos, porque dispus os livros de uma forma que fiquem mais funcionais no dia-a-dia. Os livros de organização, por exemplo, que uso mais na hora de escrever no blog, estão ao meu alcance quando eu estiver na futura escrivaninha. Livros de arte, que eu manuseio menos, ficam no alto, e por aí vai. Agora que eles estão setorizados, eu vou organizá-los nas prateleiras por assunto e, depois, por autor. Ainda não decidi se irei etiquetá-los dentro do sistema CDU ou se isso vai “machucar” os livros (ai, que doida). Mas quando eles estiverem já organizados por assunto e autor eu já vou considerá-los organizadinhos de verdade. =)

Percebam que eu deixo alguns “respiros” nas prateleiras. Isso significa que existe espaço aberto para futuros livros, como toda a série dAs Crônicas de Gelo e Fogo (só tenho três, por enquanto). E sim, eu os guardo ao lado dos livros do Tolkien. Ah, vocês entendem.

Outro dia também me perguntaram aqui como eu encontrei uma estante com a mesma profundidade dos livros! Na verdade, essa estante tem uma profundidade padrão, de 26cm. O que eu faço é trazer os livros para as beiradas, pois além de uniformizar esteticamente, também empoeiram menos as prateleiras. Na maioria dos casos, fica um espacinho atrás de cada um deles. Também empoeira atrás, mas muito menos. Se a sua estante tiver vidros, tanto melhor!

Aí foi onde eu escrevi este post. =) Bem improvisado, mas por enquanto está ok.

A escrivaninha deve chegar na semana que vem e vai ficar embaixo da janela (ela é exatamente da mesma largura). Eu não queria fazer assim, originalmente. Queria colocá-la nessa parede onde está a estante baixinha, com prateleiras em cima, mas essa parede tem encanamento, então não pode furar. Como eu precisava de espaço, abri mão um pouquinhooo da beleza para ter funcionalidade. Estou com medo de a mesa deixar tudo meio cheio demais, mas não vejo a hora de ela chegar.

As providências estruturais futuras que pretendo fazer no escritório são colocar uma cortina bonita e pintar as estantes com alguma cor pastel (se eu não mudar de ideia até lá). Por enquanto, estão suficientes.

A ideia principal deste post é mostrar como estamos organizando nosso apartamento aos pouquinhos. Não gosto muito daquela ideia de comprar tudo de uma vez e dizer “acabamos!”, porque considero decoração uma coisa viva, que sempre alimentamos. A nossa divisão por meses serve para organizar o orçamento, pois não pudemos comprar o básico de uma vez quando nos mudamos, e por enquanto tem dado certo.

Bolo de chocolate da Julia Child

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Bom dia, Thais!! Tudo bom??

Hoje é o 100º aniversário da Julia Child (vi no Google). Comentei pois já vi um post seu sobre ela e o filme Julie & Julia. Filme muito bom, por sinal!

Sugestão: Para comemorar o niver da Julia, que tal você postar alguma receita dela, que vc mais gostou?

Obrigada sempre pelas dicas,

Um abraço e bom dia!!!

Victória Lima (Cruz das Almas – Bahia)

Atendendo o pedido (obrigada, Victória!), segue minha receita preferida da Julia Child: o bolo de chocolate! Eu não posso comer mas, vocês que podem, por favor, aproveitem.

Ingredientes

  • 120g de chocolate meio amargo, derretido
  • 2 colheres (sopa) de café pronto
  • 120g de manteiga, temperatura ambiente
  • 2/3 xicara (chá) de açúcar granulado
  • 3 ovos, separados gemas de claras
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher (sopa) de açúcar granulado
  • 1/4 colher (chá) de extrato de baunilha
  • 1/2 xicara (chá) de farinha de trigo

Cobertura

  • 60 g de chocolate meio amargo, derretido
  • 2 colheres (sopa) de café pronto
  • 6 colheres (sopa) de manteiga, temperatura ambiente

Modo de preparo

  1. Misture o chocolate e o café em uma travessa.
  2. Leve ao microondas por um minuto ou até que derreta completamente.
  3. Reserve.
  4. Coloque para bater na batedeira a manteiga, até que fique fofa.
  5. Adicione o açúcar e bata até incorporar com a manteiga.
  6. Junte as gemas e bata até que fique fofo e com a cor clara.
  7. Reserve.
  8. Bata as claras em ponto de neve.
  9. Misture o chocolate derretido com a mistura de gemas.
  10. Adicione a baunilha.
  11. Junte ¼ das claras batidas e misture vigorosamente.
  12. Adicione o restante das claras, alternando com a farinha de trigo, delicadamente.
  13. Não bata nem misture rápido.
  14. Coloque a massa do bolo em uma forma untada com manteiga e polvilhada com farinha.
  15. Leve ao forno preaquecido a 180•C por uns 25 minutos aproximadamente.
  16. Enfie um palito no centro para ter certeza que assou.
  17. Retire do forno e deixe esfriar por uns 15 minutos antes de desenformar.
  18. Depois de desenformado deixe esfriar por 1 hora e meia, até que esfrie completamente.
  19. Cubra todo o bolo com a cobertura e decore, se quiser, com amêndoas laminadas.

Cobertura

  1. Leve ao microondas o chocolate e o café por um minuto, ou até que derreta completamente.
  2. Misture bem.
  3. Coloque na travessa da batedeira, usando a “pá” para bater e vá adicionando a manteiga, uma colher por vez, sempre batendo, até ficar homogêneo.
  4. Retire da batedeira e coloque a travessa diretamente sobre água com gelo.
  5. Bata usando uma colher ou um batedor de arame, até que fique bem frio e com a consistência cremosa, pronta para rechear e cobrir o bolo.

Fonte

E, para finalizar, a cena que vai te fazer ficar morrendo de vontade de comê-lo:

“Dá trabalho”

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Li recentemente um livro da Martha Stewart (“The Martha Rules”) onde ela fala sobre encontrarmos algo que a gente ame e transforme isso no grande negócio das nossas vidas.

Ela comenta uma coisa que eu fiquei com vontade de escrever aqui, que é sobre o que dá ou não dá trabalho. Que alguém um dia perguntou para ela se ela não fica cansada de trabalhar no jardim, ou algo do tipo (não me lembro do diálogo exato). Mas então ela diz que nunca trabalha no jardim. Aquilo não é um trabalho para ela, mas um hobbie, uma coisa que ela ama fazer. E aí ela começa a dizer que precisamos encontrar um trabalho que nos deixe com esse mesmo sentimento etc.

Vejo frequentemente alguns leitores postarem aqui no blog que não fazem determinada coisa porque “dá trabalho”. Mas minha visão é bem parecida com a da Martha nesse sentido.

Particularmente, acredito que a vida seja muito curta para perdermos tempo com o que não amamos, e isso inclui pessoas, coisas, projetos, tudo. Infelizmente, não dá para ser assim o tempo todo e precisamos de algumas coisinhas chatas na vida porque é assim que o mundo funciona. Mas também sou a favor do poder de mudança, que todos nós temos. E, o que pudermos evitar ou escolher, devemos fazê-lo.

Se eu estou interessada em um assunto, eu pesquiso sobre ele até não querer mais. Se eu estou escrevendo, por exemplo, posso ficar cansada, mas nunca frustrada, pois é algo que eu amo fazer. Eu demorei tanto tempo para ter o nosso apartamento (nosso cantinho, mesmo que alugado), que não considero trabalhoso cuidar dele. É algo que eu curto demais fazer. Vejo minha casa como um lugar sagrado, que representa tudo o que nós somos (nossa família) e é um ambiente funcional, para o nosso dia-a-dia. Nosso apartamento tem proporções médias (67 metros quadrados), o que é pouco para alguns e enorme para outros. Eu o considero enorme! Não consigo me imaginar morando em um lugar maior, especialmente porque nós não precisamos. Acho que as únicas duas coisas que eu gostaria de ter a mais são um quintal e um espaço para fazer um estúdio, mas não fico frustrada por conta disso. Amo o espaço que temos hoje e me sinto privilegiada por poder pagar por ele.

Meu marido é músico. Ele já teve empregos convencionais e, quando nosso filho nasceu e eu quis voltar a trabalhar fora, nós trocamos a nossa dinâmica e ele passou a ficar em casa cuidando dele. Como vocês podem imaginar, recebemos muitas críticas por essa escolha, mesmo dizendo respeito somente à gente e todas carregadas com um teor machista que eu procuro ignorar. Ele sempre trabalhou pela necessidade, vindo de uma família humilde, e somente agora, na nossa situação, que ele oficializou o que ele realmente quer fazer da vida dele, que é cozinhar. Ele ama cozinhar e realmente tem o dom para isso. Eu também gosto, mas sou um pouco desastrada e não acho que tenho o mesmo dom que ele tem. Ele simplesmente prepara comidinhas maravilhosas e inventa molhos e combinações especiais. Ele tem sim um dom para a coisa e agora descobriu que quer seguir adiante, e vai começar a fazer alguns cursos. Isso só foi possível por todas as mudanças que fizemos na nossa vida. Então, quando ele prepara o jantar, não é trabalho. Ele prepara uma refeição completa em menos de 30 minutos e é para ele, para mim e para o nosso filho. Quando ele está cansado e quer dormir cedo (quem cuida de crianças pequenas sabe), eu cozinho tranquilamente porque é o meu momento, eu curto fazer aquilo. Adoro pesquisar receitas novas, encontrar bons ingredientes e “brincar” na cozinha. Ele acorda um tempo depois e jantamos juntos. Isso não significa que, se eu chegar em casa exausta e tiver comida para o dia seguinte, filho já dormindo e marido sem fome, eu não coma alegremente uma pasta de atum com maionese e palitinhos de pepino!

O que eu quero dizer é que essa rotina do dia-a-dia, de manutenção da casa, é uma curtição enorme para mim. Buscar soluções cada vez melhores para organizar o que quer que seja é praticamente o meu grande hobbie, assim como escrever. Neste mês, por exemplo, em que estou organizando o escritório, uma das coisas mais legais é planejar o espaço, tirar medidas, buscar combinações entre as coisas novas que eu estou comprando, planejar quantas caixas vou precisar para guardar itens de craft etc. Uma vez um chefe meu me disse: “Thais, acho engraçado como você gosta mais do processo de organização que das coisas organizadas”, e é verdade! Chega quase a ser uma ciência. =)

O que eu quero dizer com tudo isso é que você pode ficar desanimada(o) muitas vezes para limpar a casa ou para cuidar da sua família, porque “dá trabalho”. Talvez não sejam motivação e força de vontade que você esteja precisando, mas de uma mudança de perspectiva. Pergunte-se por que você não ama a sua casa. Será que é porque tem muita tralha? Você acha que tem pouco espaço? Oras, precisamos do mínimo. Se há pessoas vivendo um cubículo de 10 metros quadrados ou até menos, qualquer ser humano pode. Não estou dizendo que deve. Mas devemos pensar que é aquilo: quando morrermos, não levaremos nada. Vale a pena ter a casa entulhada de coisas e viver frustrada(o) para o resto da vida?

Se esse for o seu caso, destralhe a sua casa. Abrir espaço também abre um leque de possibilidades. Você passará a gostar mais da sua casa porque terá nela somente o que realmente ama ou seja útil, sem olhar para aquela pilha de revistas em um canto e falar “ai!”.

O mesmo vale para limpá-la e fazer comida. Quais suas motivações? Aqui em casa, precisamos cozinhar por causa do nosso filho. E ele precisa comer direitinho todos os dias. Da mesma forma, eu estou em uma dieta super restrita e quero comer alimentos frescos diariamente. Quando vejo algumas pessoas falarem que cozinhar todos os dias dá trabalho, eu não consigo entender o conceito, porque gosto de cozinhar. Não vejo como trabalho, parafraseando a Martha Stewart. Eu penso que cozinhar é um barato e penso que estou fazendo o melhor pelo meu filho. Da mesma forma que, quando vou limpar e desinfetar o vaso sanitário, não vejo como trabalho, mas como uma tarefa normal que preciso fazer para manter minha família saudável.

Já tive uma rotina terrível que se resumia a sair antes das 6h de casa (para trabalhar) e chegar depois da meia-noite (da faculdade), todos os dias. Eu ficava extremamente cansada e meu objetivo era dormir. Como era temporário, não me desesperei – apenas fiz o melhor possível. E, nos finais de semana, eram os dias de limpar a casa (sábado) e preparar e congelar comidas para a semana (domingo). Ainda dava tempo para passear e estudar, mas eu não tinha meu filho ainda. Se eu tivesse, teria conseguido fazer essas coisas do mesmo jeito, pois ele está inserido na rotina aqui de casa. Quando precisamos fazer algo que demande dedicação maior ou seja perigoso para ele (limpar o banheiro, por exemplo), nós fazemos quando ele está dormindo. Ontem mesmo, ele foi dormir por volta das 21h, e eu limpei os dois banheiros numa boa. Ainda deu tempo de tomar banho, ver tv e ir para a cama antes da meia-noite.

No mais, o conceito de “dá trabalho” significa uma série de outras coisas. Se organizar dá trabalho? Para quem não vê benefícios em se organizar, pode parecer que dá sim. Porém, para mim, o que realmente dá trabalho é ter uma vida bagunçada e nunca conseguir cumprir nada nem alcançar qualquer objetivo simplesmente por falta de planejamento e metas. Para qualquer coisa na vida, se você acha que “dá trabalho”, pergunte-se primeiro qual sua motivação para fazer aquilo. Se não for suficiente, não vale a pena. Se for, não encare como trabalho, mas como parte da sua vida para que você e todos ao seu redor possam ficar bem. Às vezes uma simples mudança de perspectiva já gera a força de vontade que achávamos que não tínhamos mais.

Sugestão de cardápio para a semana de 13 a 19 de agosto

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Segue uma sugestão de cardápio para você não precisar ter dor de cabeça com isso (clique nos links para ver as receitas):

Segunda: Hambúrguer caseiro com salada verde e tomates

Terça: Rigatoni com brócolis e linguiça

Quarta: Almôndegas de fraldinha com arroz ou espaguete à bolonhesa

Quinta: Franguinho com purê

Sexta: Peixe com molho de salsa e limão e batatas amanteigadas com alho-poró

Sábado: Crepe integral de atum e salada de agrião

Domingo: Bife ao molho de mostarda e risoto de açafrão com queijo gouda

Para se organizar, liste os ingredientes das receitas e vá ao supermercado fazer as compras para toda a semana.

Linkagem: Dia dos Pais

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Imagem: Nitin Badhwar (Flickr)

Meu pai faleceu em 2010, cinco dias antes de o meu filho nascer. Ele era músico e produtor, e morreu devido a um câncer. Não existe um só dia em que eu não pense nele e, hoje, mais ainda.

A linkagem de hoje é especial sobre paternidade e eu espero que os pais que acessam este blog gostem da seleção:

  • Pais estão cada vez mais participativos na vida dos filhos, dizem especialistas.
  • Tiago Corá Kürschner, 30 anos, personifica uma nova geração de pais que, embora ainda em número acanhado, começam a chamar atenção na sociedade moderna. São homens que se mostram participativos na responsabilidade com os filhos, de uma forma muito acima do comum. Esta divisão de tarefas com a mãe chama mais atenção ainda quando acontece a partir do nascimento, já nos primeiros e mais delicados dias do bebê.
  • Um projeto de lei apresentado em abril deste ano no Congresso Nacional pretende dar aos homens mais tempo para viver exclusivamente a licença-paternidade.
  • “Eu já precisei abandonar um jantar com executivos americanos porque meu filho estava doente. Ninguém me contrariou ou fez qualquer ressalva por isso. Pelo contrário, fui totalmente apoiado, inclusive pelo meu próprio chefe”, diz Bruno Bezerra, responsável por uma das divisões de marketing da Dupont. Bruno é pai de um menino de 11 meses e divide todos os cuidados com o filho, em casa ou fora dela.
  • Hoje em dia, os homens têm uma visão diferente do que a que observávamos no passado, quando a gestação era considerada apenas da mãe. Cada vez mais, nos deparamos com pais frequentando as consultas de pré-natal e, em alguns momentos, com mais dúvidas do que a própria gestante.
  • Pais famosos falam sobre as emoções e aventuras com os filhos.
  • “Eu não sou um pai que quer se sentir como uma mãe. Sou um pai como os pais sempre deveriam ter sido, pelo menos nos últimos séculos. Essa ideia de que o pai é o provedor do lar e a mãe é quem cuida das crianças fazia sentido na Pré-história, mas hoje está completamente ultrapassado”, diz o publicitário Renato Kaufmann.

E eu gostaria de dicar este post ao pai do meu filho, porque sem ele eu não poderia fazer nada do que eu faço hoje.

Que vocês tenham tido um bom Dia dos Pais, papais. =)

Rotina não é horário, mas sequência

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Frequentemente recebo comentários de pessoas pedindo dicas para organizar a rotina quando não se tem rotina – alguém que tenha o horário meio maluco de trabalho (como por exemplo, comissárias de bordo ou músicos). Mas as rotinas podem e devem ser adaptadas. A rotina matinal não precisa ser de manhã, mas uma “rotina para quando você acordar”. A rotina noturna não precisa ser feita de noite, mas “antes de dormir”. Dessa forma, acho que fica mais fácil entender como criar uma rotina.

Meu marido, por exemplo, é músico. Ele não trabalha de segunda a sexta das 8h às 18h, mas em horários variados no decorrer da semana e da noite. Já aconteceu de ele tocar em um casamento no sábado de manhã, por exemplo, assim como ele pode tocar em um barzinho até às cinco da madrugada! O que fazer, então, se o seu caso for parecido e você não tiver um dia-a-dia convencional?

  1. Tenha uma rotina para quando acordar. Uma sequência de coisas que você precisa fazer sempre que levanta, como tomar banho, se arrumar, conferir a agenda etc. Veja um exemplo aqui.
  2. Tenha uma rotina para antes de ir dormir, independente do horário. É aqui que você separará a sua roupa para o dia seguinte, por exemplo, ou montará sua marmita para levar para o trabalho. Veja um exemplo aqui.
  3. Tenha checklists de tarefas para fazer em casa diariamente, semanalmente, mensalmente e sazonalmente. E faça quando estiver em casa. Isso independe de quando você está em casa ou da frequência. Quando estiver, já sabe o que fazer. Postei alguns checklists aqui.

Rotina não é horário ou dias pré-estabelecidos, mas sequência. É saber o que tem que ser feito em cada situação. Você pode ter uma rotina para a hora em que acordar, independente de acordar às 6h ou às 19h. O objetivo de ter rotinas é garantir que tudo o que precisa ser feito seja efetivamente feito, sem você se esquecer de nada, além de dar segurança e sentimento de controle. Rotina não é seguir um cronograma rígido, mas ser flexível e adaptável.

Listas com as rotinas na geladeira

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Uma vez me perguntaram como eu fazia para controlar as rotinas aqui em casa e as tarefas que precisam ser feitas todos os dias, semanalmente, mensalmente e sazonalmente. Eu fiz um post sobre essas rotinas e hoje eu vou postar uma foto da geladeira:

Essa é a parte de cima da geladeira (porta do freezer), onde eu deixo as listinhas. De cima para baixo, da esquerda para a direita: rotina diária, rotina semanal, rotina mensal e rotina sazonal. Por último, foto fofa do filhote. <3

Nós temos um bloco de anotações magnético que fica ao lado da geladeira, com um lápis. Toda vez que fazemos alguma tarefa, marcamos um “check” no quadradinho ao lado dela. Eu tenho as listas no Toodledo, mas meu marido não curte nada dessas coisas online, então para ele as listas na geladeira funcionam melhor. Ele também não se guia muito por elas. Ele faz assim: se por acaso tiver um tempinho, dá uma olhada ali e faz uma das coisas. E esquece na maioria das vezes de anotar o que ele fez. =) Eu não me importo porque né, essa é a MINHA parte preferida, então sempre dou uma olhadinha ali e marco o que sei que já foi feito. Nos ajuda bastante porque nem sempre nos lembramos que essa semana não limpamos o microondas, por exemplo, ou tiramos o pó atrás dos móveis.

Quanto a escrever à mão, tenho fases. Às vezes prefiro fazer no computador, outras deixar mais retrô, com a minha letra. Como vocês podem imaginar, depende do meu tempo. Como na última semana eu fiquei de cama um tempão, tive tempo para essas coisinhas.

Fica a dica para quem quer ter listinhas em casa mas também não gosta de ter no computador e quer que toda a família faça parte.

Ah! Os ímas são reloginhos! Encontrei uma promoção em uma papelaria perto de casa de cinco ímãs a um real! Comprei oito reais só de ímas (também estou colecionando para o mural que vou fazer no escritório).

Como escolher o presente certo para qualquer pessoa

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Dois adendos:

1 – No Brasil, o Dia dos Pais é no próximo domingo.
2 – Eu espero que você já tenha comprado o presente para o seu pai. =) Maaas, caso você ainda não tenha comprado, eu espero que este post ajude você a fazer uma boa escolha.

Este post é um guia geral sobre como escolher presentes para qualquer pessoa. Você pode inclusive aproveitar para presentes de aniversário e de Natal, por exemplo.

Você não tem como errar escolhendo um dos seguintes presentes:

1. Algo para comer

Dar algo gostoso para comer é aposta certa. Você pode conhecer o gosto da pessoa e dar algo que ela gostará mesmo. Tente não cair no genérico mas, se não tiver outro jeito, algumas opções agradam qualquer um. Chocolaterias como a Kopenhagen sempre têm em suas lojas opções de presentes. A recém-inaugurada Ladureè, no Shopping JK, pode ser outra opção.

Bebidas também entram nesta categoria, apesar de eu achar que vinhos são super batidos. A não ser que o presenteado notoriamente seja um apreciador de vinhos e você conheça algo que ele realmente gostaria de ganhar.

Você também pode levar a pessoa para jantar ou preparar algo especial em casa, mas isso fica menos pessoal que um presente, que continuará fazendo falta.

2. Algo para fazer

Todo mundo tem um hobbie. Se você souber algo que o presenteado ou presenteada goste de fazer, dê algo relacionado. Por exemplo, se o seu pai gosta de pescar, você pode comprar um super kit para pesca ou mesmo uma caixa de iscas modernas. A melhor forma de saber o que pode ser um bom presente é procurar lojas virtuais especializadas no assunto em questão e ver a lista dos mais vendidos.

Se por um acaso enorme a pessoa já tiver o que você der de presente, o pior que pode acontecer é ela trocar por algo da mesma loja que ela queria realmente. Ou seja, ninguém sai perdendo. E com certeza você surpreenderá a pessoa com o presente, pois significa que você pesquisou e se importa com os gostos dela.

Outra opção são ingressos para parques, shows ou passagens aéreas para uma viagem especial, mas isso depende muito mais do seu orçamento. Por favor, evite coisas genéricas como “ingressos para uma peça X”, sendo que a pessoa nunca vai ao teatro porque não se interesa. Se for dar algum presente assim, dê algo que tenha a ver.

3. Algo que a pessoa realmente queira

Se essa pessoa for próxima a você, talvez você já tenha em mente algumas coisas que ela queira. Se for o caso e se você puder ($$$), dê essa coisa. Não existe nada melhor do que ganhar algo que você estava namorando há tempos mas nunca conseguiu comprar por qualquer motivo.

Bons exemplos são livros, filmes e CDs. Às vezes um simples comentário da pessoa enquanto vocês conversavam em um almoço pode indicar esse presente. Algo como: “Ah, eu adoro esse filme! Não sei por que ainda não tenho o DVD!” ou “Sabe aquelas caixinhas para guardar bijouterias, com tampa de vidro? Acho lindas.”

Evite os presentes “úteis”, tipo uma torneira de última geração ou meias. Presente é uma coisa para a pessoa, não para a casa ou algo que ela mesma deva comprar sozinha (roupas íntimas, perfumes, sabonetes artesanais etc).

Se você escolher uma das três opções acima, a chance de o presente virar tralha é de 1%. Uma coisa é certa: quanto mais pessoal for o presente, maior a chance de acertar. E, para algumas pessoas, você tem a obrigação de dar algo pessoal, como seu marido, esposa, namorado(a).

Nunca vou me esquecer de uma cena no filme Sex and the city 2, quando a Carrie dá um relógio Rolex vintage de 1968 para o seu marido no aniversário de dois anos de casamento, e ele dá uma TV de última geração para que eles possam assistir filmes em preto e branco no quarto. A intenção é ótima mas, por favor: não dê isso de presente. Não se trata de dinheiro, mas de valor para a pessoa.

Dobrador de roupas

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Essa semana recebi de presente da loja Tudo Organizado um dobrador de roupas para testar e resenhar aqui no blog.

Abri logo que chegou e já aproveitei as roupas do varal para testar!

Funciona assim: é um dobrador de plástico onde você coloca a roupa e vai dobrando, sem segredo! De qualquer forma, tirei uma foto do pequeno manual que vem na embalagem, que é suficiente:

E resolvi fazer um teste com os meus pijamas:

Le dobrador. Ele deve medir uns 60cm.
Coloque a roupa que deseja dobrar sobre ele, de costas para você. Eu escolhi uma camiseta de pijama, sem passar, tirada do varal, para ver como ficaria o efeito sem estar em condições impecáveis.
Dobrei de um lado e fui seguindo as instruções.
Fica assim!
Olha só como fica a pilha de camisetas com a mesma largura!

Eu não sei vocês, mas eu sou péssima para dobrar camisetas. Elas nunca ficam do mesmo tamanho e, mesmo tentando usar aqueles moldes de papelão tipo “faça você mesma(o)”, não gostava do resultado. Esse dobrador é super prático (você dobra as camisetas em poucos segundos) e a maior vantagem de todas é deixar o guarda-roupa muito mais organizado.

Tem também a versão infantil, que quero comprar em breve.

Apesar de ele ser grande (cerca de 60cm de altura), ele é estreito e fino quando dobrado, então cabe na prateleira do guarda-roupa (onde eu guardei o meu), atrás da tábua de passar ou em qualquer outro lugar que você queira colocar.

Eu fiz o teste com uma camiseta sem passar, mas com uma que acabou de ser passada a ferro o resultado deve ser melhor ainda. Para quem tem o costume de passar todas as roupas, é ainda mais útil.

Gostou? Clique aqui para comprar.

UPDATE! Dica da leitora Leca nos comentários: é o mesmo dobrador que o Sheldon usa em The Big Bang Theory!

Este post é um publieditorial.

O amor é feito de páginas

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Eis aqui uma pessoa que precisa comprar roupas para ir trabalhar e gasta o seu dinheiro com livros. Sim, desde que eu me conheço por gente, junto as moedinhas para comprar um livro novo. Então não deve ser surpresa para nenhum de vocês que meu passeio preferido em São Paulo, disparado, é visitar sebos (lojas que vendem livros usados). A situação é tão séria que agora eu escolho assuntos para ir pesquisar, pois senão fico a tarde inteira em um só lugar porque praticamente todas as seções me interessam.

Faz cerca de um mês que fiz isso pela última vez e gostaria de postar aqui as minhas aquisições:

Alvo: livros que tenham a ver com os assuntos tratados no blog.
Local escolhido: os sebos da R. Pedroso de Moraes, em Pinheiros.

Eu adoro ir em sebos. Adoro o cheiro, adoro passar os dedos pelas lombadas dos livros, descobrir edições raras, outras mais antigas. Com muito sacrifício, passei sem olhar pelos livros de história, filosofia e literatura estrangeira e foquei nas seções de auto-ajuda, decoração, culinária etc. E, como tinha uma certa verba para gastar, não pude fazer grandes aquisições – no sentido de quantidade, porque em termos de qualidade, me apaixonei por cada um dos exemplares, como sempre.

Dhammapada – Esse livro é a base (se é que podemos chamar assim) dos ensinamentos budistas. Trata-se de uma coletânea de versos inspiradora que, dizem, foi escrita pelo próprio Buda. Como o budismo está pouco aí para divindades, eu acho que isso é chamativo ocidental para vender livro. Eu já tinha lido e relido (e-book), mas nunca tinha adquirido uma edição. E sequer estava nos meus planos comprá-la, mas ela estava lá, em uma mesinha com livros a cinco reais. E aí eu tive que levar.

Bhagavad Gita – Esse livro é a essência do conhecimento védico da Índia e um dos maiores clássicos de filosofia e espiritualidade do mundo. Influenciou diversos movimentos espiritualistas e é a base do pensamento de grandes pensadores da humanidade. Tipo aqueles livros que a gente tem que ter, sabe? E também estava por cinco reais!

Não sei como ela consegue – Livro que deu origem ao filme com a Sarah Jessica Parker (que eu ainda não assisti!), conta a história de uma mulher de 35 anos que tenta conciliar carreira e filhos. Parece familiar? O título é extremamente sugestivo e, sinceramente, ouço o tempo todo. Então, quando vi na mesma banquinha de achados de cinco reais, não pude resistir! Um adendo: os três livros juntos saíram por 10 reais! (promoção)

A dieta do dr. Atkins no dia-a-dia – Não é segredo para ninguém que eu venho fazendo a dieta do dr. Atkins há dois meses. Eu ainda farei um post sobre isso (prometo), só estou esperando emagrecer mais um pouco para falar com mais autoridade. E esse livro é TUDO o que eu estava precisando atualmente, porque é muito mais focado no lado prático que o livro original, também escrito pelo Dr. Atkins. Custou 15 dilmas.

O homem que comeu de tudo – Esse livro entrou para a minha wishlist desde que eu assisti ao programa Cozinha Prática, da Rita Lobo, na GNT, onde ela indicou todos os livros desse autor com tanta paixão que eu fiquei morrendo de vontade de ler! Foi o mais caro desses aí de cima (26 reais), mas bem mais barato que um novo (cerca de 70 reais).

Mas a cereja do bolo, minha gente, foi o objetivo inicial dessa peregrinação toda:

O livro “Entertaining”, da Martha Stewart, primeira edição, de 1982, ali, na estante, quando eu já estava quase desistindo das minhas buscas…

Eu venho buscando esse livro há MESES..! No Estante Virtual, a única edição de 1982 estava manchada, molhada e amarelada (ugh), e todos os outros exemplares eram da reedição posterior. Como bibliófila neurótica, eu queria a primeira edição. Estava andando desolada pela rua e entrei no último sebo apenas como desencargo de consciência, mesmo porque nem poderia gastar muito mais.

Perguntei: “Moço, tem algum livro da Martha Stewart?”

“Qual o assunto?”

“Ah, difícil, pode estar em culinária, decoração, eventos, organização…”

“Dá uma olhada nos de decoração, estão naquele canto ali…”

Fui totalmente sem esperanças olhar a seção com somente três prateleiras ao lado da seção gigantesca de livros de arte e, como se uma luz se projetasse em cima de mim e sinos tocassem, ele apareceu: ali, bem na minha frente, com as letras garrafais na lombada “ENTERTAINING – STEWART”. Fiquei tão empolgada que dei um gritinho, e a moça que estava garimpando na seção de arte deu risada (“é tão bom quando a gente encontra o que a gente quer, não é?”). MAS MINHA SENHORA, você não está entendendo. É o livro que deu origem a um império. Um verdadeiro graal das donas de casa desesperadas. E agora é meu!

A alegria maior veio quando eu virei a contracapa: “de 125 por 50 reais”. Eu nem poderia gastar esse dinheiro. Mas né? Sabe bolsa em liquidação? Sapatilha a 59,90? Não tem como se controlar.

E lá fui eu, feliz, quase que abraçando meu livro pela rua. Todos os outros livros definitivamente devem ter ficado com ciúmes, e não é para menos.

Não preciso nem dizer que já li e reli umas sete vezes. A leitura é fácil e 60% do livro é composto por receitas. No restante, ela conta um pouco da sua história como anfitriã, o que ela aprendeu organizando eventos, e dá diversas dicas para receber bem. O curioso é ver como ela já tinha um estilo próprio de escrita antes mesmo de se tornar o que ela é.

Separei algumas frases para postar aqui para vocês:

“Ninguém vai saber dos seus desastres se você não contar.” (em um evento)

“Espírito bom e otimismo podem carregar o dia.”

“O princípio por trás de cada jantar é o mesmo: o desejo de agradar alguém de um jeito pessoal.”

“Entreter (entertaining) é uma oportunidade de ser individualista, para expressar suas ideias próprias sobre o que constitui uma boa festa.”

“Existem tantas fórmulas boas assim como existem tantas personalidades.”

“Entreter, assim como cozinhar, é um pouco egoísta, porque realmente envolve satisfazer a si mesma(o).”

“A coisa mais importante que eu aprendi enquanto estava na cozinha foi a importância da organização.”

Agora me digam: tem como eu não ser fã dessa mulher?

Só para constar: recentemente li outro livro dela (“The Martha Rules”), que ela escreveu quando fez o programa “O Aprendiz”, nos Estados Unidos. O livro é tão bom que merece uma resenha aqui, muito em breve.

Como organizar: Pós-graduação (2)

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Eu já escrevi sobre como se organizar para iniciar uma pós-graduação. Neste, quero falar um pouco sobre como podemos nos organizar para frequentar as aulas, gerenciar as leituras, fazer os trabalhos e tudo o mais que envolve a rotina da pós.

1. Aulas

As aulas do meu curso eram aos sábados (todos), durante um ano e meio, das 8h30 às 16h40. Uma disciplina de manhã, outra à tarde. Optei por esse horário pois, com meu filho (e o trabalho com horário doido durante a semana) ficaria complicado fazer de noite. Se você puder fazer, no entanto, eu recomendo. Distribuir as aulas em mais de um dia da semana certamente torna tudo menos cansativo. Eu não digo que perdi, porque né, estava investindo na minha carreira, mas de certa forma perdi todos os meus sábados com o meu filho durante um ano e meio. Além disso, é extremamente cansativo. Primeiro, acordar cedo depois de uma semana intensa de trabalho. Segundo, já estar morrendo de cansaço depois do almoço e aguentar firme e forte sentada na sala de aula até o final da tarde! Terceiro, que tudo sempre conspira para que você não vá! Tipo… seu filho com febre, um aniversário, um casamento, viagem de trabalho e simplesmente cansaço. O que eu fiz foi gerenciar as faltas para conseguir dar conta de tudo. Ainda bem que deu certo, mas é fato que se perde muita coisa.

Não tenho muitas dicas sobre frequentar as aulas, porque fiz lá basicamente o que faço em qualquer lugar: levei meu único caderno, uma caneta, e fazia anotações com base na data em questão. O que ajuda muito é ter um notebook ou netbook para levar. Se você tiver condições financeiras de adquirir um, recomendo fortemente. Também recomendo tablets, desde que você tenha um teclado físico para digitar.

Para as disciplinas, eu utilizei o mesmo método de organização da faculdade, com as pastas sanfonadas.

2. Leituras

Acho que o mais complicado da pós (assim como na faculdade) é cuidar das leituras recomendadas pelos professores. É claro que o seu desenvolvimento intelectual na pós depende exclusivamente de você. As aulas são como mini-palestras, onde você recebe orientações sobre o assunto do dia, mas acabou. Ninguém vai se aprofundar em nada pois depende do aluno fazer isso. Logo, os professores indicam livros, artigos, sites diversos.

Na minha pós, eu podia pegar até cinco livros por vez na biblioteca. Todos os sábados eu pegava pelo menos algum livro indicado para ler durante a semana. Sinceramente, nem sempre conseguia ler tudo. O que eu fazia era ler de uma forma geral, anotar os pontos principais ou simplesmente ler somente o capítulo indicado pelo professor. Se você não estiver trabalhando ou tiver um horário mais flexível no trabalho, talvez consiga dar conta do recado. De qualquer forma, não se iluda: são MUITAS leituras e quase ninguém dá conta de tudo mesmo.

O que me ajudou no segundo semestre do ano passado foi ter começado a trabalhar em outra cidade e ir e voltar todos os dias com ônibus fretado. Aproveitava o período da volta para ler, e isso me ajudou bastante, porque eram cerca de duas horas por dia de leitura.

Outra dica que eu sempre dou é a de dividir as páginas de leituras pelos seus dias, montando um cronograma. Essa é uma forma de organizar a coisa toda e você pode utilizar também no mestrado mais tarde, se for do seu interesse fazer, é claro.

3. Estudos

Além das aulas e das leituras recomendadas, entram também os seus estudos paralelos. Muita coisa você não vai aprender na pós e toda área se atualiza a todo instante. Portanto, reserve um tempo do seu dia para ficar atualizada(o) com as notícias e novidades relacionadas. O Google Reader ajuda muito a otimizar o tempo porque, se você tiver um tablet ou smartphone com acesso à Internet, pode ir lendo sempre que tiver oportunidade.

4. Trabalhos

Você verá que terá muitos, muitos trabalhos para fazer. Esses trabalhos podem tanto ser “um resumo do artigo para a próxima aula” quanto “uma apresentação de 50 slides para o final da disciplina, em grupo”. Minha recomendação é: faça o que puder individualmente e, os que não der para escapar, faça sempre com o mesmo grupo. Eleja o seu grupo oficial até o final do curso e faça sempre com ele. Nosso grupo tinha mais de seis pessoas, então fazíamos todos juntos quando grupos grandes eram permitidos e, quando não eram, dividíamos o grupo, mas todos se ajudavam.

Eu encarei cada trabalho como um projeto a parte e sempre dividíamos as tarefas. Se você se organizar direitinho, não terá problemas. Basta executar as tarefas relacionadas aos trabalhos como se fossem tarefas normais de projetos (e são mesmo).

5. Networking

Uma das maiores características da pós-graduação é a possibilidade de fazer networking. Afinal, você estará em uma sala cheia de gente da mesma área que você além dos professores, que geralmente também são do mercado. Procure ter um bom relacionamento com todos e ficar ligado(a) nas novidades, como a divulgação de vagas nas empresas onde os colegas trabalham.

Na minha sala, um monte de gente mudou de emprego por indicação de colegas da pós ou resolveu criar um negócio próprio com os colegas do mesmo grupo. Essas coisas acontecem e a pós é uma ótima oportunidade de conhecer pessoas e dar um novo rumo à sua vida.

Enfim, depois que as minhas aulas terminaram, estou totalmente dedicada ao trabalho de conclusão do curso, que é um projeto (não uma monografia). Eu quero fazer um post sobre ele, mas não sinto que ficaria completo antes de eu entregá-lo. Por isso, peço um pouquinho mais de paciência para vocês, que logo logo eu escrevo.

Como tem sido? Bem corrido, junto com o meu trabalho e todas as outras atividades do dia-a-dia. É bem difícil dar conta de todas as leituras e, ainda por cima, arranjar tempo para escrever! Mas agora, com a organização do escritório, tudo ficará mais confortável, pelo menos.

Esta semana

Linkagem de domingo

Algumas vezes, eu gosto de reunir alguns posts, vídeos e notícias que li ao longo da semana e que achei que seria legal compartilhar...

Linkagem de domingo