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29 Apr 2013

Encontrando tempo no dia a dia: como estudar na academia

Imagem: Eva.vn

Imagem: Eva.vn

Hoje eu passei para deixar um post curtinho, mas com uma dica que eu gostaria de compartilhar com vocês!

Como já comentei anteriormente, comecei a fazer academia e estava lamentando um pouco ter que investir uma hora do meu dia em uma atividade não prevista anteriormente. Afinal, de noite eu tenho “mil” coisas para fazer e não é fácil investir esse tempo em uma atividade física, mas foi necessário. Por fim, descobri que o tempo que eu passo na academia é excelente para conciliar com outra atividade: estudar!

Então se você está procurando tempo para estudar no dia a dia e não consegue, veja se, enquanto faz esteira ou bicicleta na academia, não consegue estudar.

Eu costumo levar um livro, uma revista, um artigo ou uma apostila e ler enquanto faço os dois tipos de exercícios. Como costumo fazer 20 minutos de bicicleta e 40 de esteira, ou 30-30, dá para dar uma boa revisada em algum material já estudado, ler um artigo novo ou mesmo um livro ou revista que não estava encontrando tempo para ler. O legal é que eu estabeleço algumas metas, como só parar na esteira quando finalizar o capítulo ou o artigo. Isso me faz ficar até um pouco mais de tempo que o previsto. O tempo também passa mais rápido!

Também estou pensando em gravar alguns arquivos de áudio ou aproveitar o tempo para ouvir podcasts do Mestre SEO ou outros que eu gosto, da minha área profissional.

Deixo aqui então a sugestão para quem precisa estudar, faz academia e não consegue encontrar um tempinho. Você acabou de ganhar uma hora de estudos por dia!

PS - Vocês podem achar que essa é uma sugestão maluca mas, depois que comecei a levar meus livrinhos, já vi mais umas duas pessoas fazendo o mesmo por lá! Acreditem: funciona! ;D Especialmente para quem tem uma rotina puxada e sem tempo para investir nos estudos, acho que vale a pena tentar.

PS 2 - Muitas pessoas estão comentando que a prática não é aconselhada pelos médicos. Fica aqui então o alerta. Na verdade, é apenas um recurso para quem realmente não tem tempo e busca maneiras de aproveitar o tempo no dia a dia. Se você se sentir mal com isso, não faça.

19 Mar 2013

Sugestões de e-books {2}

Toda semana eu recebo da Amazon.br (isto não é um publieditorial!) um e-mail com algumas indicações de e-books e eu resolvi montar uma série de posts com recomendações que tenham a ver com o blog. Já vi alguns blogs americanos fazendo isso e gostei. Não tenho o Kindle, mas tenho o aplicativo no meu tablet e adoro ficar conferindo as novidades, pois os livros são bem baratinhos ou muitas vezes até gratuitos. Por isso, este post é para destacar o que eu achei interessante esta semana.

Desta vez optei por postar livros não só em português, como em inglês, pois há títulos ótimos.

Livros gratuitos

Livros que custam até R$2

Livros que custam até R$5

Livros que custam até R$10

Livros que custam até R$20

E você, costuma ler e-books? Gostou das sugestões?

Obrigada por tudo, pessoal.

12 Mar 2013

Como estudar para concursos – Parte 4 – Como estudar depois do edital

Continuando a série sobre organização dos estudos para passar em concursos públicos, hoje o post falará sobre como organizar os estudos depois do edital.

Antes de continuar, gostaria de dizer que, como expliquei no primeiro post da série, todas as dicas aqui foram fruto de pesquisas em fontes diversas, sempre citadas. Você pode ver quais são as minhas fontes aqui.

Depois do edital, você precisa ser bastante organizado(a) para estudar, porque tem cerca de dois meses somente para colocar a casa em ordem, rever o que foi estudado e estudar as disciplinas que são novidade. Por isso, o ideal para qualquer concurso é que você comece a estudar muito antes da publicação de qualquer edital, como eu disse nos posts anteriores. O Deme costumava dizer que o edital é um presente para o concurseiro bem preparado.

O que você deve fazer quando sair o edital é o seguinte:

1. Analise o edital

O desespero baterá forte, mas é importante pegar uma caneta marca-texto e ir grifando todas as informações importantes: data de inscrição, data de pagamento, data das provas, pré-requisitos, número de questões por disciplina, número de mínimos para passar etc.

2. Imprima o programa de cada disciplina

Em uma folha separada. Sempre tenha o programa de cada uma como guia ao estudar, para não perder tempo agora com o que não cai. Quando você está estudando sem edital à vista, tudo bem querer estudar todos os assuntos, pois assim você entende melhor a matéria e aprofunda seus estudos, mas este não é o momento de fazer isso. Agora você precisa de agilidade.

3. Dê um jeito para arranjar mais tempo

Você precisa estudar! Especialmente se você trabalha fora, vai precisar restringir seu tempo livre somente aos estudos. Será que dá para acordar mais cedo? Usar o horário do almoço? Estudar uma hora a mais de noite? Isso quem vai dizer é você. O que não vale é dizer que não consegue estudar mais e perder tempo assistindo Big Brother. Isso é sério. Tenha prioridades.

4. Tenha estratégia

Se o concurso que você vai prestar não trabalha com mínimos por disciplina, mas mínimos por prova, veja desde já qual disciplina não vale a pena estudar e foque nas outras. Existem disciplinas que apenas fazem volume no edital e que não têm muitas questões na prova. O conteúdo é imenso e, se você não tiver estudado até agora, não vale a pena perder tempo com elas. Agora, se a sua prova tiver um mínimo por disciplina, então você precisa se concentrar em aprender mais de cada disciplina que não estudou muito. Esse é o tipo de decisão estratégica que você precisará tomar quando o edital for publicado.

A estratégia também se aplica aos materiais que você vai usar para estudar a partir de agora. Faça um curso somente se realmente for necessário. Compre um livro novo somente nesse caso também. Cursos em PDF podem ser uma boa, porque são mais diretos, mas sempre avalie seu tempo disponível.

5. Elabore um cronograma

Com o programa de cada disciplina em mãos, você pode elaborar um checklist para estudar cada tópico que falta dentro de um determinado período de tempo (um mês, por exemplo). Depois, pode destinar as duas últimas semanas antes da prova para revisar todas as matérias. Nas duas semanas que sobraram, você estuda os pontos mais críticos e que merecem atenção maior.

Existem diversas formas de organizar seus estudos depois do edital. O próprio Alex Meirelles recomenda, em seu livro (e em seu texto que circula pela Internet), montar um quadro de controle de estudo. Veja o que funciona para você.

6. Revise o que foi estudado

Não adianta estudar sem fazer revisões, senão você não consegue manter na memória nada do que investiu tempo estudando. Ter um período para revisar é importante. Como eu falei, você pode deixar as duas últimas semanas, ou somente a última, para fazer essas revisões.

7. Cuide da sua saúde

Muitos concurseiros bem preparados acabam indo mal na prova porque abusaram no último mês antes do edital e chegaram no dia do certame com piriri, dor de cabeça, tendinite, coluna dolorida, dor de estômago etc. O nervosismo é normal, mas todo o resto pode ser evitado. Não beba, não fique tomando remédios ou estimulantes a toa, não faça exercícios que podem ocasionar lesões, entre outras atividades perigosas.

8. Faça um checklist do que precisa levar no dia da prova

Para não ter que pensar nisso somente um dia antes e correr o risco de esquecer alguma coisa:

  • cartão de inscrição
  • RG
  • lapiseira com estoque de grafite
  • canetas da cor que pedir o edital
  • borracha
  • caneta marca-texto
  • algo para comer
  • algo para beber
  • algum doce estimulante (chocolate, balas)
  • remédios emergenciais (dor de cabeça, dor de barriga, gases, cólica)
  • absorventes
  • relógio

9. Não desista!

Muitas, mas muitas pessoas desanimam nessa reta final porque acham que não estudaram bastante ou que não vão passar. Ter confiança é fundamental! Por menos que você tenha estudado, encare a prova de frente. Saia de lá com a cabeça erguida, com a sensação de dever cumprido. Tenha em mente que fez o melhor que pôde com o tempo disponível. Não se cobre tanto. É só uma prova. Outras virão. São muitos candidatos bem preparados e o normal hoje em dia certamente é não passar. Mas é aquilo, é uma fila. Se continuar estudando direitinho, uma hora chega a sua vez. Mantenha-se motivado.

Boa prova. =)

05 Mar 2013

Como se organizar para estudar em outra cidade

Este texto foi enviado pela leitora Anna Kuhl, do blog Creyssa Phyna.

Pensei em falar um pouco da minha experiência quando passei no vestibular e fui estudar em outra cidade, pois sei que muitos dos leitores do blog estão passando ou vão passar por este momento. As dicas também valem para quem já passou por esta fase, mas entrou em algum programa de pós-graduação, mestrado, doutorado, concursos, etc, em uma cidade diferente da que mora.

Trata-se de uma época de muitas escolhas e indecisão geral. Além de precisar administrar toda sua nova rotina de organização para os estudos, esta nova situação – estudar em outra cidade –  pode trazer vários novos rituais de organização diários, principalmente se você está morando sozinho pela primeira vez.

1. Informe-se

Quem está passando por esta situação precisa buscar reunir o máximo de informações possíveis, e existem muitos canais para isso. As redes sociais são o canal mais óbvio, mas este é o momento de não ter vergonha de escrever ou ligar pedindo ajuda pra qualquer parente-primo-cunhado-devigésimo grau possível, algum conhecido que já more na mesma cidade ou estude no mesmo lugar. Muitas vezes os próprios veteranos costumam preparar uma acolhida para os calouros, com informações e dicas para orientar os recém-chegados. Muitas universidades distribuem o chamado “kit-bixo”, um manual ou guia dos diretórios acadêmicos com várias informações úteis.

Pesquise também sobre a cidade, além dos limites da universidade.  Conheça possíveis pontos turísticos e lugares bacanas, mas também procure saber sobre hospitais, postos de saúde, delegacias, bibliotecas, postos de serviços públicos que você talvez possa precisar um dia, para tirar algum documento, por exemplo. Eu particularmente adoro conhecer os calçadões e centros da cidades, e saber exatamente onde posso encontrar vários tipos de produtos, como tecido, utensílios domésticos, artesanato, etc.

2. Onde e como morar

Esta talvez seja a questão que mais preocupa os recém chegados. Para quem vai pleitear a moradia universitária, recomendo ficar super atento à papelada e burocracia dos processos de seleção, que costumam não ser tão ágeis,  embora muitas universidades tenham programas de “adoção” de bixos, que cuidam para que ninguém fique sem teto nestas primeiras semanas.

Se você está disposto a morar sozinho e arcar com os custos, cuidado com as imobiliárias, leia e estude muito bem o contrato, principalmente quanto à questão do fiador ou seguro fiança. Existe ainda as opções de morar em locais parecidos com flats, em que você tem um quarto próprio mas divide áreas comuns como cozinha e sala.

Minha experiência foi morando em república, dividindo uma casa com até 8 pessoas, com muitas emoções, claro, mas sem grandes traumas. Acho que a principal dica se você quer dividir a casa com outras pessoas é procurar por perfis semelhantes ao seu, o que nem sempre significa colegas de curso. Não tenha medo de perguntar sobre a rotina da casa, sobre como fazem a limpeza, se dividem ou não o saco de arroz, se todo mundo paga junto o telefone ou cada um anota suas ligações e paga separado. É muito importante que você se sinta em casa e tenha liberdade de definir como as coisas são feitas ou pagas, afinal, esta será a sua casa também. Não precisa fazer um “roommate agreement” como o Sheldon Cooper, mas um bom acordo de convivência onde as regras são claras para todo mundo é o ideal.

NUNCA tome a decisão de onde morar por impulso, não fique desesperado achando que não vai ter onde morar, estude com calma as opções. Se você não tem certeza, fique “adotado” em alguma república  ou more em uma pensão até decidir, não assuma nenhum compromisso caso não tenha certeza, você corre o risco de se ver atado a um contrato de 1 ano em um apartamento que não curte, ou ainda em uma república com pessoas que não tem nada a ver com você.

Na hora de escolher a moradia, considere fatores como a sua segurança, às vezes um local parece lindo e seguro durante o dia, cheio de estudantes, mas quando você voltar para casa à noite do estágio é super ermo, por exemplo. Também pese a questão da logística do transporte, nem sempre o lugar mais perto da faculdade é o lugar mais conveniente para você, pesquise se há supermercados, farmácias, assim como ônibus ou possível sistema de caronas. Às vezes vale a pena morar em um lugar um pouco mais longe, que talvez saia mais barato, e pode ser mais perto da casa de outros colegas com quem você fará trabalhos até tarde, perto de possíveis estágios, ou mesmo mais perto da vida urbana da cidade, não deixando você isolado no campus, que muitas vezes costuma ficar bem longe do centro das cidades.

Se você for morar em um prédio, conheça as regras do condomínio, que podem ser super restritas quanto à mudança – alguns prédios não permitem que você se mude em dias da semana, por exemplo. Se morar em casa, conheça seus vizinhos, que nem sempre serão universitários como você, e podem dar informações sobre o bairro, principalmente sobre segurança.

Para mobiliar sua casa, os usados podem são uma ótima opção. Muitos formandos costumam vender suas peças em bom estado de conservação, o que pode sair bem mais barato que comprar na loja de usados, e são geralmente divulgadas em cartazes pelo campus ou nas redes sociais, não é difícil de achar. Em cidades universitárias, as lojas de móveis usados costumam às vezes superfaturar os preços no começo do ano, mesmo se a qualidade do móvel-objeto não estiver tão boa, fique atento. Em alguns casos, vale a pena sim comprar móveis novos, que você poderá doar ou vender quando se formar, pesquise bem as opções antes de comprar usado ou novo. Aqui também vale o acordo dentro da república: vocês podem todos dividir os valores dos móveis, ou cada um compra um, sempre bem combinado para não haver brigas na hora de desmanchar a casa.

3. Aproveite, interaja com a cidade!

Para concluir, acho que uma coisa bacana é assumir uma postura de interação com a cidade. Muitas pessoas costumam se fechar e passar o mínimo de tempo possível durante os 4 ou 5 anos da graduação se envolvendo com a cidade. No começo pode ser assustador, mas com alguma informação e companhia, desbravar sua nova cidade pode ser muito prazeroso. Conheça o centro, praças, pontos turísticos. Convide seus novos colegas de curso para se juntar a você.

Dependendo do seu curso, pode ser que surja tempo livre para administrar nos primeiros semestres – enquanto não começam os estágios, iniciação cientifica, etc. Que tal aproveitar este tempo para descobrir um novo hobbie: andar de bicicleta pela cidade, que talvez seja mais pacata que a sua de origem … Fazer um curso de corte e costura, conhecer a biblioteca, desvendar a piscina do campus, começar a treinar ou entrar nos times esportivos, participar de cursos, grupos de atividades culturais como coral, teatro, fotografia.

Muitas cidades do Brasil tem unidades do SESI ou do SESC, onde você pode se inscrever como usuário, participar de cursos, assistir à sessões de cinema ou peças de teatro, sempre com preços muito amigos. Muitas cidades universitárias tem uma vida cultural muito agitada, com shows, cineclubes, teatro, encontros ao ar livre, e não necessariamente só baladas. Muita gente volta quase todo final de semana para casa, por conta de visitar família ou namorado/a, que tal inverter e convidá-los a conhecer sua nova cidade ?

E vocês, que dicas tem sobre o assunto ? Quem já passou ou está passando por esta situação, compartilhe com a gente nos comentários!

26 Feb 2013

Montando um ambiente de estudo em casa

Ter um lugar para estudar em casa é básico quando estamos estudando. Quando nós fomos alugar nosso apartamento, eu fiz questão de ter um terceiro quarto só para mim, pelos seguintes motivos:

  • Guardar meus livros, já que tenho muitos, e deixar na sala poderia fazer com que ficassem engordurados, pois geralmente as cozinhas são abertas nesses apartamentos novos;
  • Guardar meus livros II, pois meu marido ia achar a sala muito cheia de coisas;
  • Ter um lugar para eu me isolar caso precisasse escrever (ou seja, sempre) ou estudar;
  • Ter um cantinho só meu.

Eu sei que muita gente não tem essa possibilidade por enquanto, e eu mesma demorei anos para ter. Antes disso, meu canto de estudos ficava no meu quarto, como acaba sendo o caso da maioria. Eu tinha uma estante muito menor para os meus livros, que acabavam sendo divididos entre ela e pilhas na minha mesa. A situação não estava nem perto do ideal, mas pelo menos eu tinha um canto só meu para cuidar daquilo. Um canto para estudar.

Para montar um ambiente de estudos eficiente em casa, eu dou as seguintes dicas:

1. Tenha um canto só seu, não importa se não for um cômodo inteiro

É muito chato ter que levar todo o seu material para a mesa de jantar e depois ter que guardar novamente. Procure estabelecer um canto da casa como o seu canto de estudo, nem que seja mínimo.

2. Tenha uma mesa e uma cadeira

Pode parecer óbvio, mas quantas pessoas não estudam deitadas na cama? Existem mesas bem pequenas que podem ser encaixadas em qualquer cantinho, especialmente aquelas mesas próprias para computador que são vendidas em grandes lojas. Não precisa ser nada caro ou sofisticado. A importância de ter uma mesa é, muito além da ergonomia, a oficialização do seu cantinho. E uma cadeira que deixe seu corpo confortável também é indispensável.

 3. Cuide da iluminação

Se puder escolher o lugar onde colocará a mesa, priorize o local próximo à janela. Mesmo assim, tenha uma luz em sua mesa – pode ser uma luminária simples. Cuidar da iluminação conservará a sua visão. Eu inicialmente coloquei um abajour na minha mesa, e só depois comprei uma luminária mais focada. Contar somente com a luz do lustre é um desastre.

4. Organize seu material

Faça o melhor possível para manter seu material organizado. Se puder adquirir uma estante ou outra solução de armazenamento, melhor. Se não tiver como, vá se virando com os recursos que você tem disponíveis. O importante é manter seu material organizado, tudo junto, colocando os papéis em pastas separadas por categorias, livros do mesmo assunto alocados juntos etc.

5. Providencie o seu silêncio

Quis escrever assim porque o silêncio não depende só da gente quando moramos com outras pessoas, então precisamos dar um jeito para conseguir providenciá-lo. Se puder fechar a porta e se isolar enquanto estuda, excelente!  Se precisar estudar na sala ou em outro ambiente com outras pessoas, providencie um abafador de ruídos para usar nos ouvidos! Há aqueles mais simples vendidos em farmácia mas, se você quiser ir além, pode comprar os abafadores maiores em lojas de materiais industriais, que os profissionais usam ao lidar com grande ruído. É a melhor solução nesse caso.

Com esses cinco passos, acredito que já seja possível montar um canto de estudos satisfatório na sua casa. Você concorda?

21 Feb 2013

Quero voltar a estudar!

Este texto foi enviado pela psicóloga e leitora Andréa Lagareiro.

O início do ano representa para muitas pessoas a retomada das atividades escolares, acadêmicas e profissionais que foram interrompidas no ano anterior. É nesta época que os estudantes realizam rematrículas, os graduados procuram seus cursos de pós-graduação e as crianças e adolescentes retomam o ano letivo.

Não podemos esquecer que, neste período, muitas pessoas que haviam parado de estudar, por diversos motivos, como trabalho, criação dos filhos, viagens e problemas pessoais, pensam em retornar aos estudos.

Aqui vão algumas dicas para orientar essa busca:

Quero muito voltar a estudar!

Primeiro, organize-se: Tenha clara a sua REAL disponibilidade de tempo e energia para inciar este projeto. Não vale a pena pesquisar cursos, se matricular, pagar taxas se você não for ter tempo para frequentar as aulas. E o mais importante: ter tempo não é ter disponibilidade de horário do tempo exato do curso (19-22h50, por exemplo). Você precisa se alimentar, locomover-se e chegar com o mínimo de folga em casa para poder realizar suas outras atividades cotidianas.

Dica de ouro 1:  Conheça seus limites!

Autoconhecimento é fundamental para avaliar as reais condições para iniciar qualquer projeto, por menor que ele seja. A gente não pode abraçar o mundo inteiro de uma só vez. O que a gente pode sim fazer é escolher a parte que vamos nos dedicar em cada momento.

Sem direção? Oriente-se: Se você ainda não sabe que curso (universitário, técnico, livre, etc) escolher, uma boa opção é fazer uma orientação vocacional com um profissional. Por meio deste processo, você pode entender suas competências, (conhecimentos, habilidades e atitudes), quais são suas possibilidades e também ter um help para saber por onde começar, como começar e quais os primeiros passos nessa retomada. Você pode, até por conta própria, verificar como foi sua trajetória profissional até o momento, identificar pontos fortes e de atenção para pensar se se especializar é uma boa ideia ou se cabe uma mudança radical no seu percurso. Isso pode te ajudar, inclusive, no bate papo com a orientadora e trazer mais material para discussão.

Dica de ouro 2: Se existe um investimento que vale a pena, é investir em você mesmo!

Orientação vocacional é um processo que tem se difundido muito entre a população. Vale apena para adolescentes que querem decidir sua profissão, profissionais que querem mudar de área, trabalhadores desmotivados…Enfim, para qualquer dúvida, insegurança, insatisfação ou anseio, a orientação vocacional pode te ajudar muito. Principalmente, a conhecer a si mesmo e suas potencialidades!

Pesquise, pesquise, pesquise: Não vale a pena procurar uma universidade porque ela é a mais barata, a mais próxima de casa, a que sua melhor amiga frequenta. Qualidade e presença no mercado são fatores importantíssimos que ficam esquecidos frente a outras necessidades. Sim, existem cursos caros. Não, nem sempre podemos investir tanto dinheiro, mas vale a pena procurar o segundo e o terceiro melhor e não partir para opções duvidosas.

Coloque na balança: A qualidade, a médio e longo prazo é mais valiosa do que proximidade e valor.

Coloque na balança: A qualidade, a médio e longo prazo, é mais valiosa do que proximidade e valor. Nem sempre podemos pagar pelo que queremos, mas temos que avaliar as opções disponíveis.

Como pesquisar? Simples. Abuse das redes sociais. Procure, primeiro, na sua lista de amigos quem se formou aonde. Caso não tenha encontrado o que procura, digite o curso ou a faculdade no campo de busca do Facebook por exemplo e procure grupos e pessoas. Faça contatos com ex-alunos. Além disso, pesquise a página do MEC. Lá você encontra as melhores e piores universidades, suas avaliações e colocações.

Print da tela de consulta de avaliações de universidades do MEC. Pesquise sempre no portal, mas faça contato com os estudantes e ex-alunos.

“Print”da tela de consulta de avaliações de universidades do MEC. Este é apenas um exemplo. Pesquise sempre no portal, mas faça contato com os estudantes e ex-alunos.

Dica de ouro 3:  O conhecimento se dá através da troca com o outro!

A melhor forma de saber sobre cursos, expectativas, realidades, professores, material, infraestrutura – embora exista a avaliação do MEC – é conversar com ex-alunos e alunos das universidades. É como uma pesquisa de opinião. E as pessoas sempre agregam muito com as suas experiências. Afinal você não é o único a passar por uma decisão profissional.

E agora? Já está tudo certo: Uma vez que sua mente e cotidiano estejam organizados, pesquisas feitas e o curso e universidade decididos, você pode começar a colocar seu projeto, de fato, em andamento.

Eu já disse “Organize-se”?

Você precisa ter em mente os gastos, tanto de mensalidades quanto de matrícula, precisa controlar a data de vencimento das parcelas e a data limite para inscrição.

Algumas faculdades já fecharam e inclusive aplicaram vestibular a essa altura do ano. Se este for o seu caso, não se desespere! Em geral são faculdades com processos seletivos mais difíceis de passar e mais complexos. Vale a pena fazer um cronograma de estudo para o ano, ou mesmo entrar no cursinho pré-vestibular para tentar entrar.

Se você for iniciar o curso ainda esse ano, fique atento ao vestibular, entrevistas presenciais, data limite para inscrição e pagamento da matrícula e, É CLARO, início das aulas.

Dica de ouro 4: A pressa é inimiga da perfeição!

Escolher um curso e uma faculdade não define apenas os próximos 4 ou 5 anos, nem suas noites mal dormidas nem somente “no que eu vou trabalhar”. Uma escolha profissional define um aspecto gigantesco das nossas vidas, os círculos de relacionamento que teremos, as nossas motivações enquanto cidadãos, nossa participação no mercado e a produção do conhecimento. Por isso, se ainda tem dúvidas, se não se sente preparado, não tome decisões precipitadas. Procure ajuda e orientação, de professores antigos, amigos e profissionais.

Mais para frente, vamos falar sobre como se organizar para o início das aulas e da importância que dedicar-se aos primeiros semestres da faculdade tem para a sua carreira!

21 Feb 2013

Dúvida da leitora: qual o melhor horário para fazer a lição de casa com os filhos?

Bom dia, Thaís! Tudo bem?
Adorei a novidade dos temas por mês. Gostaria de sugerir um post para orientar as mães de filhos que estão começando a levar lição para casa. Esse é o meu caso. A minha filha está entrando no 1º ano do ensino fundamental e a partir de agora trará lições de casa todos os dias. Ela estuda à tarde, porém às terças e quintas tem que ir para a escola no período da manhã também.
Sempre achei que fazer lições de casa à noite não seria muito produtivo pois as crianças costumam chegar cansadas, sem contar que a rotina noturna é corrida. Jantar, banho, e quando vemos já são 20h00. Super tarde para as lições de casa, concorda?
Além disso, os médicos indicam atividades físicas para as crianças pelo menos 3 vezes por dia o que todos nós sabemos que é importante e muito saudável. Ou seja, que tempo sobra para as lições e estudos em casa para uma criança de 6 anos em diante?
Sei que o seu filhinho ainda não está nessa fase, mas você vai ver que dilema é esse, Thaís. Uma loucura!
Beijinhos e muito obrigada por tudo o que você tem feito de bom na minha vida e na de tantos leitores do seu blog.

Queria leitora,

Nossa vida é uma correria, não é mesmo?

A pergunta é: pela manhã, você está disponível para ficar com ela? Se sim, certamente esse horário é o melhor para fazer as lições. Quando ela tiver aula pela manhã, excepcionalmente será necessário fazer as lições à noite. Cheguem em casa, tomem um banho e, logo após o jantar, façam a lição. Mas explique direitinho para ela como as coisas funcionarão. Já viu aquele quadro de rotina da Supernanny? Talvez seja uma boa ter um desses em casa. Eu sou louca para fazer, mas meu filho ainda não entende.

Será cansativo fazer a lição à noite? Sim, mas são dias excepcionais. Nunca, nunca tome situação que são exceção como regra geral para pensamentos e preocupações na sua família. Existirá uma regra geral, que é fazer a lição pela manhã e, quando não for possível, e somente se houver lição, esta será feita à noite.

Quanto à atividade física, ela já não faz aulas na escola? Em muitos casos, essas aulas são suficientes. Se não, talvez seja o caso de fazer algo de curta duração pela manhã – mas tente não complicar!

Certamente outros leitores ficarão muito contentes em te dar mais sugestões pelos comentários. =)

Obrigada por ter escrito.

20 Feb 2013

Como organizar seus livros

Este texto foi enviado pela leitora Luciana Vaz, do blog Carmim & Café.

Os apaixonados por livros sabem bem que manter seu acervo organizado de forma eficiente não é tarefa das mais simples. Conheça algumas dicas para manter esse tesouro a salvo da bagunça do dia-a-dia.

O primeiro passo é separá-los de acordo com a frequência de leitura. Este é um bom momento para separar aqueles que já não são lidos há muito tempo, não apresentam mais interesse ou estão desatualizados.

Dependendo de qual situação se encaixam, podem ser vendidos para sebos, doados ou até mesmo reciclados.

Feito isso, a sugestão é que os livros sejam agrupados pelo gênero (romance, drama, biografia, etc.) e posteriormente por ordem alfabética (primeiramente por título e posteriormente por autor).

Uma outra forma, mais simples e também bem interessante, é organizá-los por tema (culinária, viagens, arte, fotografia, etc.). Se você possui muitos livros que se encaixam nesse perfil, arrume-os em ordem alfabética (novamente por título e posteriormente por autor) e coloque-os em uma prateleira a parte.

Imagem encontrada no blog Decorar: Aproveitando e Organizando

Para os que gostam de adotar na decoração um estímulo mais visual, uma boa opção é organizar o acervo pela cor das lombadas. Neste caso, esqueça tudo que mencionei acima e apenas separe-os pela cor, dispondo-os nas prateleiras de forma divertida.

Imagem encontrada no portal Mundos das Tribos

Livros infantis devem sempre ser mantidos nas prateleiras mais baixas, facilitando o acesso das crianças e incentivando a leitura. Neste caso, basta guardá-los do maior para o menor.

Imagem encontrada no site Mães à obra

Para decorar e ao mesmo tempo organizar, separe alguns livros bem interessantes e disponha-os em cima de uma mesa de centro, dentro de cestos de vime pela casa ou em aparadores.

Imagem encontrada no site Tudo para meninas

Onde guardá-los? Essa de fato é uma boa pergunta. O local escolhido para colocá-los influencia diretamente na conservação e na durabilidade das obras.

O essencial é que o local escolhido seja muito bem ventilado, preferencialmente, em estantes com fundo protetor ou a uma distância razoável de paredes úmida, evitando assim qualquer contato da superfície úmida com o papel.

Feito isso, literalmente, “mãos às obras”!

19 Feb 2013

Estudar a vida inteira: o que isso significa?

Quando eu escrevi pela primeira vez aqui no blog sobre o meu método de estudo e como eu estudo através de ciclos, muitas pessoas me perguntaram “mas Thais, o que você está estudando?”. E às vezes eu esqueço de escrever algumas informações básicas aqui no blog, mas vocês sempre me lembram. =) Então eu agradeço por isso.

Nos últimos dias, eu tenho desenvolvido um vício que é baixar amostras de e-books na loja do Kindle sobre determinados temas que tenham me interessado no momento. Hoje eu estava pesquisando sobre livros que ensinam técnicas de estudo ou organização dos estudos, e tive a ideia de escrever um post sobre a coisa de estudar a vida inteira.

Eu sou aquele tipo de pessoa que está sempre lendo diversos livros ao mesmo tempo. Sempre fui assim, desde nova. Sabe quando as crianças ficam malucas ao passar em frente a uma loja de brinquedos no shopping, e os pais ficam tentando persuadí-las a não entrar, aquela comoção toda? A minha avó costuma dizer que eu era assim para livrarias. Para falar a verdade, sou assim até hoje. Quando estamos passeando pelo shopping e eu sugiro para o meu marido “vamos entrar na Cultura?” ele até suspira profundamente, porque sabe que isso significa passar um booom tempo ali. No geral, eu prefiro ir sozinha, porque curto tanto a experiência em si, o fato de estar ali, que não quero incomodar mesmo quem está comigo. Uma das coisas que eu mais gosto de fazer quando vou para São Paulo é tirar a manhã de sábado para visitar TODOS os sebos (lojas de livros usados) no bairro de Pinheiros. Eu até me seguro para não comprar muitos livros, mas adoro passar os dedos sobre as lombadas e ver cada título que tem ali, curtir o cheiro de papel antigo, ver como organizam as categorias etc. É o meu hobby!

Conhecendo esse contexto, talvez você entenda melhor o que eu vou dizer em seguida.

Eu não consigo imaginar a minha vida sem estar estudando para um assunto qualquer. Um bom exemplo, bastante atual: quando eu mudei de emprego pela última vez, há quase dois anos, eu entrei para uma área profissional totalmente diferente da minha, o que eu considerei um grande desafio, pois eu tinha praticamente TUDO a aprender. Por isso, precisei me organizar para estudar sobre todos os assuntos relacionados à área, e até hoje estudo a respeito, pois preciso combinar esse estudo com todas as outras atividades da minha vida, então leva tempo. Em paralelo, tenho a minha profissão de publicitária, que trabalha em conjunto com o meu cargo atual. Assim, eu preciso me manter atualizada com relação a marketing digital, conteúdo online, nova ortografia, mídias sociais, enfim, tudo. Além disso, eu tenho o blog, que me demanda pesquisa constante, então vivo lendo e pesquisando sobre casa, decoração, organização, gestão do tempo, artesanato, minimalismo – a lista quase não tem fim. Também estudo bastante sobre a educação do meu filho, por exemplo, e as fases da vida dele. Até bem pouco tempo atrás eu estava produzindo o meu trabalho de conclusão de curso da pós, o que demandava muita leitura e pesquisa. Em algum tempo, vou começar a lecionar, então estou lendo muita bibliografia no momento para montar o plano de ensino e planejar as aulas.

Só isso que eu citei acima já seria o suficiente para demonstrar “o que eu estudo” através dos ciclos, mas aí eu sequer estou contando com as coisas que eu estudo por hobby, como História, Filosofia, Antropologia, o que infelizmente acabo fazendo só quando sobra algum tempinho.

Continuando o exemplo sobre a vida profissional, nós podemos estar sempre estudando da seguinte forma:

  • Quando estamos pensando na faculdade que faremos, precisamos estudar para o vestibular;
  • Depois de entrar na faculdade, precisamos estudar todas as disciplinas;
  • Quando começamos a trabalhar, precisamos estudar tudo relacionado ao nosso trabalho, especialmente se você estiver trabalhando em uma área muito específica (como é o meu caso). Exemplo: um jornalista que vai trabalhar em uma revista sobre carros. Ele precisa entender MUITO sobre o assunto, porque só saber sobre Jornalismo não basta;
  • Quando fizermos uma pós-graduação, mestrado ou doutorado, mais estudos;
  • Quando fizermos um curso de extensão, estudamos mais;
  • Se queremos montar um blog para expôr nosso trabalho, precisamos estudar a respeito;
  • Se alguém te convida para dar uma palestra sobre a sua área de atuação, você precisa estudar para preparar essa palestra, além de pesquisar também sobre técnicas de falar em público, todas essas coisas;
  • Se você fizer um curso de idiomas, precisa estudar;
  • Etc.

A lista é infinita, e eu citei o exemplo de apenas uma área da vida, que é a profissional. Todos nós temos diversas áreas de atuação na vida, então assunto para estudar não falta. Se você estiver grávida, pode querer ler diversos livros sobre gravidez. Se estiver indo viajar, vai querer pesquisar a respeito. Se começar um novo hobby, pode querer estudar as melhores técnicas.

Nem todo mundo faz isso. Acho que vai muito da personalidade de cada pessoa. Eu sou assim – portanto, não consigo imaginar a minha vida sem estar estudando sobre assuntos diversos. Sou uma eterna curiosa e gosto de saber muito sobre um assunto quando estou lidando com ele.

O que eu mais gosto com relação a estudar é que me dá motivação para viver. Pode parecer exagero, mas muitas vezes não vemos sentido na vida até nos empolgarmos com uma atividade nova que nos faz querer saber mais sobre ela, ler, entender, pesquisar. Falei da minha avó lá no começo, e tenho um exemplo para dar falando mais uma vez sobre ela. Quando ela tinha por volta de 40 anos, ou seja, com a “vida feita” de acordo com o senso comum, ela se separou do meu avô e, depois de um tempo sem saber direito o que fazer, ela resolveu cursar a faculdade de Direito, um sonho antigo que nunca tinha realizado porque antigamente a mulher largava tudo quando casava para se dedicar ao marido e aos filhos (e foi o que ela tinha feito). Resumindo, ela fez a faculdade e isso transformou a vida dela. Chegou a ser professora de Direito algum tempo e conseguiu um trabalho que sustentou toda a família até o ano passado, quando ela se aposentou. Meu pai era autônomo e teve câncer. Se não fosse pelo trabalho da minha avó, ele não teria onde morar e o que comer. Toda vez que penso nessa história eu fico pensando na minha responsabilidade como mãe e sinto um orgulho imenso da minha avó por ter dado a volta por cima e construído sua vida quando muitas pessoas já tinham desistido. Por isso eu acredito sim que estudar é importante e que nos revigora, de uma forma ou de outra, e que nunca, nunca mesmo, é tarde para começar o que quer que seja.

Nunca uma pessoa que goste de estudar e utilize isso com determinado foco vai ficar na mão na vida. Você pode estudar para um concurso público, por exemplo, e ter a vida tranquila em termos profissionais para o resto da vida. Ou pode ter uma ideia genial que fará de você um milionário. Ou simplesmente te dará combustível mental para seguir adiante em uma vida considerada sem-graça em termos práticos. Tive um amigo que não tinha nada, absolutamente nada, e vivia uma vida extremamente simples. A única coisa que importava para ele eram os seus livros. Os livros salvam a gente, porque nosso órgão mais importante é a mente.

Enquanto eu puder estudar, eu estou viva. Então sim, eu acredito que estudar é algo que a gente faz a vida inteira. Mesmo que não estejamos formalmente estudando – matriculados em uma universidade ou fazendo um curso, por exemplo -, assunto para estudar é o que não falta. Para tanto, basta começar!

19 Feb 2013

Sugestões e dicas para o lanche das crianças na escola

Nesse mês de volta às aulas, recebi muitos pedidos de mães e pais para postar sobre o lanche das crianças. Para fazer isso com uma certa autoridade, eu conversei com uma amiga minha nutricionista, que elaborou o excelente texto abaixo, que compartilho com vocês.

O nome dela é Roberta Medeiros e seu telefone para contato e atendimentos é:
(11) 99377-9144.

Todos sabem dos benefícios de uma alimentação saudável, mas poucos ingerem os alimentos recomendados. Devemos o quanto antes adquirir hábitos saudáveis para que no futuro sejamos adultos saudáveis. Problemas cardíacos e outras patologias estão acometendo cada vez mais jovens e crianças .

A criança não deve ficar muito tempo sem se alimentar entre as refeições, ou não se alimentar adequadamente, pois ela pode perder peso, ter cansaço e até sentir totura atrapalhando o aprendizado. O ideál é se alimentar de três em três horas

Alimentos gordurosos, como coxinha, risoles e outras frituras,refrigerantes e alimentos que estragam fácil (e fazem muito mal) não devem estar na lancheira. Evitar também chicletes, chocolate em excesso e balas.

Além da lancheira térmica existe outra forma de manter o lanche sempre fresquinho: pode-se usar o papel alumínio para embalar lanches e frutas. Outra dica é preparar o lanche logo cedo, pouco tempo antes de a criança sair.

Quanto mais completo o lanche mais saudável e de qualidade será a refeição. É necessário ter na lancheira alimentos de todos os grupos: energéticos, reguladores e construtores. Energéticos são os pães, bolachas, barrinha de cereal, entre outros. Reguladores são as frutas e sucos; e construtores são os leites e derivados, requeijão, manteiga, presunto, peito de peru.

A lancheira pode conter:

  • Pães integrais (pode alternar os pães integrais com bisnaguinhas, pão círio, pães de leite e torradas, mas devemos preferir os pães mais saudáveis). Para rechear os pães devemos preferir queijo branco, manteiga, requeijão e peito de peru ou presunto magro, observando sempre a data de validade pois são muito perecíveis;
  • Bolos simples caseiros;
  • Sucos naturais ou de caixinha (néctar);
  • Conservação dos sucos: as vitaminas da frutas, em especial a vitamina C, sofre oxidação em contato com o oxigênio e vai perdendo sua eficiência. A perda ocorre aproximadamente após 4 horas de exposição (suco pronto). Mesmo com essa perda podemos utilizar outras frutas na lancheira e em forma de suco como por exemplo suco de acerola, abacaxi, maracujá e melão, pois estas sofrem menos o efeito da oxidação;
  • Água de coco;
  • Achocolatado;
  • Iogurtes naturais ou danoninho (só não devem ficar muito tempo sem consumir, então o ideal é consumir o quanto antes);
  • Biscoitos de preferência sem recheio, como por exemplo bolachas água e sal com geléia (sem adição de açúcar é melhor);
  • Bolacha maisena com requeijão;
  • Frutas cortadas em cubos pequenos (não são todas as frutas que ficam boas quando descascadas. A maioria delas perde vitaminas e ficam escuras. O kiwi, não. Apesar de perder um pouco de vitamina C até a hora do intervalo, ele tem fibras e outros nutrientes). Uma boa dica de frutas são as que não escurecem como mamão, melancia, melão, morango. Outra boa pedida também são as saladas de frutas.
  • Uma boa opção são as cenouras aperitivo (especiais para lanche);
  • Polenguinhos;
  • Tomate cereja;
  • Ovos de codorna.

Como armazenar

Lanches devem ser embalados em papel filme e leites e os sucos, armazenados em garrafas térmicas.

Outra boa dica é armazenar os sucos em garrafas bem vedadas e escuras, de preferência pequenas, pois ocorre menos oxidação.

Higiene

É importante também fazer todo dia a higienização da lancheira com álcool e água e sabão.

Sugestão de lanches saudáveis para a semana inteira

É muito importante o consumo de legumes, verduras e frutas e devemos evitar açúcar, gorduras saturadas e excesso de sal presentes nos alimentos industrializados. De certo há praticitade nos alimentos industrializados, mas devemos evita-los para ter uma vida saudável no futuro. Então, seguem sugestões e dicas de lanches saudaveis para os pequeninos:

Segunda-feira

1 caixinha de suco de soja (200 ml)
1 bisnaguinha com manteiga
1 fruta em cubinhos

Terça-feira

Suco natural de laranja
1 sanduíche de pão integral com 1 colher de sobremesa rasa de requeijão

Quarta-feira

3 bolachas água e sal com geléia de morango
1 unidade de queijo tipo Polenguinho
1 banana
Leite fermentado

Quinta-feira

Iogurte integral
1 barrinha de cereais
Mini cenouras

Sexta-feira

1 fatia pequena de bolo caseiro e simples
Água de coco
Melancia fatiada

Sugestão 2

Segunda-feira

1 pote de salada de frutas
Bolacha maisena com requeijão

Terça-feira

Suco natural de maracujá
1 fatia de bolo caseiro

Quarta-feira

2 torradas com geléia
Tomate cereja
Leite fermentado

Quinta-feira

Achocolatado
Pão de forma com queijo branco
Melão cortado em cubinhos

Sexta-feira

Iogurte
Pão de miho
Cenoura fatiada

E então, gostaram das sugestões da Roberta? Eu adorei! Na escola do meu filho, eles que fornecem o lanche, então eu não preciso me preocupar com isso, pois eles já utilizam alimentos mais saudáveis. No entanto, para quem não tem essa opção, ficam as dicas da nutricionista e sugestões para duas semanas de lanches. Não tem como os pequenos não gostarem!

Nutricionista: Roberta Medeiros
Telefone para contato: (11) 99377-9144