Categoria(s) do post: Curtindo a casa

Agora que estamos passando 24h em casa, cada vez mais eu vejo a importância da criação de um ambiente que atenda as nossas necessidades e que seja limpo, organizado e aconchegante. Eu já tinha essa percepção antes, claro, até mesmo pela natureza do meu trabalho, mas conversando com amigos e familiares eu venho percebendo como é um entendimento global realmente, e como todos estão passando a dar mais valor para alguns elementos em casa. Neste post, compartilho com você alguns que eu particularmente notei.

A entrada

Eu sempre gostei da ideia de a entrada ter um centro de comando e ser o “amor à primeira vista” de quem visita a casa. Nós não recebemos muito visitas – agora, não recebemos nenhuma, devido à quarentena. Mas valorizar esse espaço na entrada é importante para que ele nos recepcione quando saímos. Já há mais de uma década temos o costume de tirar os sapatos antes de entrar em casa, mas a sapateira ficava dentro, logo após a porta da sala. Agora ela fica fora. Também temos um banco para calçar e tirar os sapatos quando saímos e chegamos. Colocamos uma lixeira bonitinha. E também colocamos uma cesta com alguns produtos de higiene básicos, para termos sempre que chegarmos. Ainda queremos melhorar visualmente essa área, mas faremos isso quando continuarmos a reforma da garagem, em um futuro breve.

Superfícies vazias e limpas

Hoje temos uma bancada na área de serviço que serve para limparmos e higienizarmos os itens que chegam da rua. Eu duvido que vamos mudar isso quando a circulação foi liberada. Essa prática de higienizar os pacotes é uma boa prática de modo geral e pretendemos manter. O que eu quero fazer na área de serviço é talvez encomendar um móvel planejado para essa parte, para ficar mais harmônico visualmente. Também só quando voltarmos a circular.

O outro ponto é sobre manter as superfícies vazias e limpas. Eu já era fã disso antes mesmo da pandemia, mas agora mais ainda. Mesas, hacks, cômodas, ilhas da cozinha – tudo o que puder ficar com pouca coisa em cima (ou quase nada), melhor. Mais fácil de limpar e manter limpo, e menos chance de contágio.

Quintal

Puxa, como eu sinto falta desse espaço ao ar livre. Aqui, para tomar sol, tenho que ficar na janela do escritório ou do quarto do nosso filho, que é onde pega sol à tarde. Eu sempre fui a pessoa que gosta de quintal, ter cachorros, fazer horta, ficar lendo sentada em uma cadeira de praia, essas coisas. Nossa casa no momento tem um quintal que não pode ser usado porque está com uma obra inacabada da época do meu pai e da minha avó. Não é algo imediato, mas eu espero que em algum momento a gente consiga demolir tudo, reconstruir, arrumar o quintal para efetivamente usá-lo, ou talvez a gente até mude para uma casa que tenha esse espaço. Não é uma decisão de curto prazo, mas a quarentena me mostrou como eu sinto falta de ter um espaço externo legal.

Menos coisas e mais espaço livre

Mais uma vez, pelo meu próprio trabalho eu já tenho isso como premissa – gosto de ter apenas o necessário e abrir espaço para as energias circularem. Não gosto de coisa acumulada. Mas agora, na quarentena, cada vez mais eu valorizo isso. Olho para o meu quarto e quero reduzir ainda mais a quantidade de coisas. Olho para o escritório e penso: como posso reduzir? A grande verdade é que o Budismo tem me mostrado cada vez mais como “desta vida não se leva nada”, e o mais importante é viver o momento presente com aquilo que é essencial. Vivemos no mundo material, e precisamos ter coisas, mas precisamos ter todas as coisas que já temos? Eu acredito sempre no poder da curadoria, que é eterno, para a vida, então eu continuo nesse processo.

Baixo custo de vida

Esse eu já venho compartilhando bastante a respeito ultimamente, mas diz respeito a diminuir os custos de vida para depender menos de dinheiro. A matemática é simples. Quanto maior a casa, maior o IPTU, maiores as contas, maiores são os gastos com manutenção. Com um carro, você paga gasolina, seguro, IPVA, financiamento (no nosso caso). Tudo na vida demanda custos, isso é fato. Mas já faz algum tempo que eu venho buscando maneiras de reduzir esse custo ao máximo, justamente para não ter desespero com relação a dinheiro em épocas de crise e recessão como essa que estamos vivendo. Ter uma reserva de emergência para esse momento foi fundamental para não entrar em pânico e continuar sustentando o nosso trabalho. Meu marido e eu estamos alinhados com isso e buscando sempre reduzir quando identificamos uma “gordurinha” no orçamento, além do consumo consciente para economizarmos. Sempre tem coisas que ainda podemos reduzir, e a ideia é ir aperfeiçoando isso com a vida mesmo, pois até nos permite investir nas coisas certas quando precisamos.

Cozinha e banheiro limpos

Nunca lavei tanta louça quanto nessa quarentena! E isso porque somos em três pessoas em casa! O tempo todo geramos louça, porque o tempo todo estamos usando as coisas por aqui, preparando refeições e tirando potes da geladeira para lavar. A cozinha e o banheiro são os cômodos mais intensamente usados, então mantê-los limpos é uma prioridade. Como antes não ficávamos o dia todo em casa, é uma mudança e tanto na dinâmica de limpeza, mas vale a pena.

Janelas abertas e aromaterapia

Todos os dias eu abro as janelas da casa para o ar circular e coloco algum elemento aromático no espaço – incenso, difusor, o que quer que seja. Faz muita diferença na vibe da casa, que tende a ter um cheiro padrão dos moradores. Com os cheirinhos diferentes que coloco, isso quebra a sensação do looping e dá um novo ar (literalmente) aos cômodos.

Tecnologia usada de forma mais inteligente

Ter um robozinho aspirador pode ser uma boa para a gente não perder tempo todos os dias varrendo e aspirando a casa, já que agora a usamos mais. Entregas pedidas pelo celular ou pelo computador se tornaram praticamente padrão. Uso de streaming para vídeos, filmes e séries substituiu completamente a tv a cabo (que já tínhamos cancelado há uns três anos). Vivendo mais em casa, temos repensado a tecnologia em todos os sentidos, para que nos apoie quando precisamos dela, sem gastos desnecessários.

E você, notou alguma diferença de percepção sobre a sua casa depois que começou a quarentena? Compartilhe nos comentários.