Categoria(s) do post: Ambiente de trabalho

A primeira sala comercial que eu aluguei para fazer o escritório do Vida Organizada foi em 2018. Na época, esse foi um grande passo, pensado durante pelo menos dois anos, e que só avancei quando entendi o que significaria ter aquele custo fixo e por que ele era necessário. Na época, tinha contratado a primeira pessoa para trabalhar comigo, e precisávamos desse espaço porque a ideia era trazer pelo menos mais uma para trabalhar conosco nos próximos meses. Além disso, eu precisava de um espaço fora para trabalhar. Morávamos em um apartamento com dois quartos, sem espaço físico para um home-office. Na época, foi uma decisão acertada.

Ao final daquele ano, reformamos a nossa casa e nos mudamos do apartamento para ela. Na casa, eu teria um cômodo novamente para ser o meu home-office. O escritório externo foi mantido e chegamos a alugar uma segunda sala, que usamos para ministrar cursos. A ideia era boa porque já tínhamos esse custo mensal locando salas de terceiros, e na verdade até economizamos. No entanto, com o tempo eu percebi que não queria focar nos cursos presenciais, e sim nos cursos online. Para reduzir custos (o que precisa sempre ser uma questão observada), entregamos uma das salas e mantivemos a outra.

Como um todo, o ano de 2018 foi muito complicado para mim. Com a morte da minha avó e a entrada no mestrado, a minha vida deu uma guinada que impossibilitava que eu tocasse uma série de projetos – muitos incluindo o meu trabalho. Eu também tive problemas de saúde que eu só consegui contornar porque tinha um espaço em casa para trabalhar. Se não tivesse, teria sido muito difícil ter que sair todos os dias para trabalhar fora.

Em determinado momento, lembro de ter uma conversa muito séria com o meu marido sobre manter ou não uma sala externa para trabalhar. Ele via como eu estava ruim de saúde e como não conseguia ir para o escritório todos os dias. A sala ainda fazia sentido? Conversando, ele apenas validou o que eu já considerava: por mais que eu não usasse a sala todos os dias, era importante para mim ter um espaço fora de casa para o trabalho – para a minha própria cabeça. Além disso, eu tirava um pouco o trabalho (e as coisas!) de dentro de casa, o que me ajudava a separar os assuntos, se eu quisesse. Decidimos então manter durante algum tempo, especialmente de vigência do contrato da sala.

Outro fator que foi determinante foi a escola do filhote. Já comentei em alguns posts anteriores como foi complicada a adaptação dele depois que mudamos de bairro, no final de 2017. Não tenho como resumir em poucas frases, mas em 2019 decidimos que ele voltaria para a escola que estudava antes, que tinha um ensino excelente e, além de tudo, ele tinha amigos. Só que a escola é mais afastada da nossa casa. Meu marido ficou responsável por levar e buscar na escola, pois fica com o carro, mas isso estava sendo meio ruim na vida dele, pois ele perdia muito tempo nesse deslocamento. Foi quando eu tive a ideia de mudar o escritório para perto da escola. Foi como se a melhor decisão do mundo tivesse sido encontrada. Sabe quando você sente que encaixa mesmo no que precisava?

E essa ideia na verdade foi muuuuuuuito acertada porque o meu marido tinha começado a trabalhar comigo editando os vídeos e as aulas, mas ele precisava trabalhar de noite para conseguir encaixar com os outros horários dele. Mudando o escritório, ele poderia trabalhar também enquanto o filhote estivesse na escola e eu também teria um espaço para trabalhar que me permitisse ficar mais perto do filhote no dia a dia, buscando e levando na escola igualmente, e usaria essencialmente para gravações e outras atividades que não fossem em casa.

Todo esse processo de ter salas externas me ajudou a observar o que eu queria como foco do meu trabalho. E, para o que faço hoje, ter um home-office é essencial. Eu simplesmente preciso desse espaço em casa para escrever, estudar, trabalhar sozinha de vez em quando. No entanto, também é importante ter um espaço externo, justamente para mudar um pouco de ares e não me sentir tão isolada. A coisa de trabalhar fora é gostosa. Sair para almoçar, ver outras pessoas. Eu gosto, mas com a minha flexibilidade de horários.

Essa mudança foi importantíssima para a gente porque agora meu marido tem um espaço oficial de trabalho para ele, o que permite que ele organize melhor seu fluxo de atividades e tenha um lugar para organizar os apetrechos, gadgets, equipamentos, além de também trazer essa coisa de trabalhar fora e ter horários mais definidos.

Para mim, é essencial porque consigo organizar meu tempo de trabalho em casa para realizar atividades de concentração e, quando estou no escritório, é outro contexto. Posso gravar, fazer outras coisas.  O escritório acaba servindo mais de espaço de criação e um espaço para o meu marido mesmo, mas a experiência de modo geral está sendo excelente.

Essa mudança fez todo o sentido e agora sentimos que estamos nos estruturando melhor em termos de rotina, conseguindo ter uma relação interessante entre casa e trabalho. Ainda estamos nos estruturando, mas as coisas estão bem encaminhadas. Acabamos de nos mudar e estamos na fase de pintar, fazer pequenas reformas e organizar as coisas. À medida que tudo for acontecendo, vou compartilhando aqui com vocês. 😉