Categoria(s) do post: Diário da Thais, Lazer, Curtindo a casa

Eu li a maioria dos livros clássicos da literatura entre a minha adolescência e os meus 30 anos de idade. Hoje em dia, minhas leituras se concentram mais nos assuntos que estudo para o Doutorado e para o meu trabalho – fico mais na área das Ciências humanas mesmo. Me tornei um pouco mais criteriosa para leituras de ficção porque já sei do que gosto e do que não gosto. Eu gosto muito de literatura fantástica, por exemplo. Gosto de literatura brasileira e em português (Clarice, Pessoa, Florbela Espanca), obviamente. E gosto de literatura russa. Eles têm uma melancolia com o cotidiano que eu me identifico muito e gosto de ler, além da escrita e condução da narrativa incríveis. O primeiro livro que li de literatura russa foi – como o foi para a maioria das pessoas que gostam – “Crime e Castigo” do Dostoiévski. Eu lembro do momento de vida que eu estava vivendo na época em que li o livro. Toda a construção da narrativa e do personagem que o D. faz é muito envolvente!

Recentemente, eu fiquei com vontade de ler um livro dele que nunca tinha lido (“O duplo”), e pensei: “por que não leio todos na ordem em que foram publicados?”. E assim nasceu o novo projeto, que é para a vida (chamo de projeto pela simpatia ao tema, e não porque vou finalizar em um ano, como usamos a nomenclatura aqui no blog para falar sobre projetos). Vou começar relendo o “Gente pobre”, que é sensacional e eu li há uns oito anos, e vou adquirindo os livros aos poucos pela Editora 34, para ter a coleção na minha biblioteca mesmo.

“Ah, Thais, mas como você organiza esse projeto?”

Eu não trato com muito rigor não, especialmente porque faço por prazer e não por obrigação. Vou controlando a minha biblioteca através do Skoob e pretendo ler um de cada vez, na ordem, mesmo releituras. Você pode me acompanhar por lá, se quiser.

Confira aqui a bibliografia do D. se tiver interesse também.

Tenho um livro de apoio da Ed. Todavia chamado “Como ler os russos” que vou manter por perto para consulta.

Como faço com todo livro, pretendo fazer minhas anotações e capturar insights. Talvez, com o tempo, eu queira montar uma lista de referência no Notion, para “controle”. Quem sabe? Mas eu quis compartilhar aqui com você porque sei que esse tipo de projeto de vida pode gerar dúvidas e quero mostrar como nem tudo o que a gente faz na vida precisa de controle, sabe? Relax, refocus.