Categoria(s) do post: Diário da Thais, Plenitude & Felicidade, Planejamento

Não sei se é a crise da meia idade (tenho 40 anos), se é um efeito “pós” pandemia, se é inferno astral, se é auto sabotagem, se é um intuito real, mas o fato é que preciso assumir: estou passando por uma crise existencial! Sem perspectiva, sem conseguir tomar decisões importantes, que impactam no curto e longo prazo, por não saber exatamente o que eu quero mesmo daqui em diante. Eu me dei um tempo para ver se melhorava mas, como o tempo não ajudou muito, fui para uma medida de emergência aqui que foi revisar com amor e carinho os meus objetivos de médio prazo para a vida. Eu fiz isso quando a minha avó faleceu em 2018 e o chão abriu aos meus pés, me deixando totalmente sem saber o que fazer da vida naquele momento, e me ajudou muito a ficar mais centrada e ir recuperando o meu foco aos poucos.

Para isso, eu criei um mapa no Mind Meister chamado “objetivos de médio prazo”. Em primeiro lugar, fiz aquela reflexão da linha do tempo de 100 anos da minha vida, que me ajuda a resgatar a perspectiva de onde estou e para onde estou indo. Com base nela, consigo me localizar novamente na era da vida que estou vivendo. Essa era da vida tem dois aspectos importantes para mim: a década de vida que estou vivendo (dos 40 aos 50) e o ciclo de 9 anos da numerologia (estou entrando no ano 4 desse ciclo).

Entre os 40 e os 50 anos, eu tomei para mim que é hora de trabalhar e construir as bases para criar establidade e colher os frutos mais a partir dos 50 anos. Eu preciso lembrar disso e ter perspectiva. Tudo o que está acontecendo no momento é temporário. É meio que um último fôlego de período com mais atividades na vida porque ainda estou na fase de construção com a empresa, o Doutorado, a adolescência do Paul, meu estilo de vida. Preciso aprender a me manter resiliente e ter essa perspectiva me ajuda a ter foco, sinceramente. Só de resgatar essa reflexão isso já me ajudou um pouco. Ter essa perspectiva também a ajuda a repensar algumas atividades que talvez estejam apenas ocupando espaço sem propósito na vida, a fim de tirá-las. Para ir para esse nível mais operacional da análise dos projetos, a construção e a revisão desse mapa são fundamentais.

Aí eu destrincho um pouco mais o que devo fazer nessa fase:

O lance da numerologia é sempre pensar: o que eu estou construindo hoje para colher lá no ano 8 e encerrar no ano 9? Essa pergunta também ajuda no ajuste de foco. Nem tudo o que eu estou fazendo hoje eu quero colher lá na frente! Então será que faz sentido manter isso? E mais: que outras construções são importantes mas são etapas que quero finalizar até o ano 9? Isso dá perspectiva de trabalho.

Com base no cenário atual (destrinchado ali em cima), eu defino os objetivos. Hoje eu tenho 9. Não vou compartilhar porque gosto de guardar para mim essa parte, mas basicamente são definições mais concretos do cenário atual. Por exemplo: no desenvolvimento da tese, no Doutorado, está assim:

Aplico o mesmo raciocínio com os outros objetivos.

Tudo isso eu ensino no módulo de Planejamento de Vida no curso do Método Vida Organizada, para quem quiser aprender mais como fazer, além do que estou mostrando aqui.

Depois da definição desse planejamento de médio prazo, encontro os recortes do que quero no curto prazo, até chegar na operacionalização dos projetos.

Só para concluir, no galho “Ideias”, dentro do mapa, eu coloco coisas que considero legais mas que ainda não tenho muita certeza, para refletir a cada revisão do mapa. Aliás, essa revisão eu faço quando sinto essa necessidade como a atual, ou a cada seis meses, pelo menos. Revisar uma vez por ano pode ser ainda melhor, porque o distanciamento entre uma revisão e outra ajuda com a clareza que você desenvolve nesse meio tempo até mesmo vivenciando as coisas da vida e gerando novas experiências, percepções e conhecimentos.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.