Categoria(s) do post: Diário da Thais, Destralhar, Estudos

Eu absolutamente amo os meus livros, amo estudar e tenho como um dos meus objetivos de vida ter uma biblioteca incrível em casa que me dê suporte como pesquisadora, professora, empresária e ser humano!

Só que, quando seus livros batem ali a marca de 2 mil, você pode querer repensar alguns deles! 😂 Mas veja: não é exatamente sobre quantidade! Porque você pode ter poucos livros mas são livros que são simplesmente tralha! Faz sentido?

Por isso, se você tem dificuldade em estabelecer critérios para manter ou se desfazer dos seus livros, compartilhei aqui neste post o fluxograma que elaborei para mim mesma e que tem dado muito certo!

Esse fluxograma pode ser aplicado com livros físicos e livros digitais. Não é sobre o formato, mas sobre o conteúdo que você quer manter.

Se você ainda não leu o livro, antes de pensar em doar ou ficar com ele, eu recomendo que você reflita sobre o estilo de vida que tem ou que está construindo para saber se aquele livro contribui de alguma maneira. Se você achar que não, doe ou venda. Se achar que sim, guarde. Sobre esses desdobramentos, falarei mais abaixo. Mas a ideia aqui é que a sua biblioteca pessoal mantenha aqueles livros, lidos ou não, que representem quem você é.

Porque veja só que interessante: se você já leu um livro, existem alguns motivos, na minha opinião, para você querer mantê-lo.

  1. É um clássico
  2. É um livro de referência na sua área ou para a sua vida pessoal
  3. Você pretende consultá-lo ainda no futuro
  4. Você pretende reler em algum momento

Todos esses critérios ajudam a definir se você deve ou não guardar esse livro. Tente ter praticidade aqui. Sei que dá vontade de guardar todos os livros, especialmente para quem tem mais apego. Mas não vale a pena ocupar um espaço que pode servir para os livros que você realmente quer manter ou pode vir a comprar algum dia. E, na sua estante, ele não pode ser útil a quem realmente precisa.

Para guardar, depende muito da sua disponibilidade de espaço. No Kindle, a diferença pode ser entre ter o livro baixado no dispositivo ou apenas na nuvem. Em casa, pode ser guardar na parte de cima, mais inacessível, o que não pretende reler ou consultar este ano ou tão cedo, ou guardar em um lugar com acesso mais fácil.

Se você tiver mais de uma estante ou mais de um lugar onde guarda os livros, isso deve ser considerado também. Por ex: ah, este livro fica em casa, enquanto este eu prefiro guardar no escritório. Aqui você deve personalizar.

Sobre como organizar os livros, depende também da quantidade que você tem. De modo geral, siga a organização das livrarias e bibliotecas (grandes seções e depois temas). Se forem poucos livros, não faz tanta diferença, pois é fácil de encontrar um exemplar em qualquer circunstância.

Uma dica que vale a pena compartilhar para a venda dos livros: se for um livro clássico, vale a pena vender pessoalmente em uma livraria, por exemplo, porque pela Internet (como no site Estante Virtual) tem tanta oferta desse mesmo livro que pode ser demorado para você vender. Já livros diferentões, lançamentos, técnicos, mais específicos, funcionam muito bem pelo Estante justamente porque pessoas de todo o Brasil podem procurar por ele.

Aqui em casa eu estou separando os livros em duas pilhas: uma pilha para levar para o escritório (livros de organização e produtividade já lidos que ficarão lá como referência para mim e para a equipe) e outra pilha para “sair de casa”, o que inclui vender, trocar, doar etc. Quando eu finalizar o destralhamento de todos eu vou categorizar esses para separar e ir levando nos sebos, cadastrando no Estante, doando para amigas e familiares etc.

De modo geral, procuro comprar livros físicos que pretendo manter para consulta na minha biblioteca mesmo depois de lidos. Mas, com o passar do tempo, alguns livros se tornam dispensáveis, menos interessantes ou o assunto pode não ter tão a ver comigo mais. Manter livros assim na biblioteca é uma pena porque, além de você “gastar espaço” seu, está deixando parado um livro que poderia ser aproveitado por outra pessoa.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

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7 comentários

  1. Micileide comentou:

    Eu amo livros e sempre sonhei em construí uma biblioteca na minha casa com os mesmos objetivos citados no post😂. No entanto fico pensando se posso levar isso adiante, pois tenho poucos e já vejo como é trabalhoso cuidar deles.

  2. Lucas comentou:

    Sou bibliotecário e sei bem o que é este sentimento, principalmente quando sou contratado para organizar os acervos pessoais… A maior dificuldade do cliente (usuário) está no processo de descarte (seja doação, troca, etc.).
    Essa visão de organização e prioridade separada por prioridade pessoal e profissional é a melhor maneira de evitar arrependimentos futuros…rs.

  3. Giovani comentou:

    Ótimo texto! Também estou vendendo alguns livros por falta de espaço e queria deixar uam dica: vender na Shopee. Como a plataforma oferece muitos cupons de frete grátis, é bem fácil fácil vender livros usados por lá. É é prático também: depois que o pagamento é aprovado, basta embalar, imprimir a etiqueta de envio e levar no correio.

  4. Daniele comentou:

    Ótimo post!
    Quando eu termino de ler um livro já separo se vai pra estante ou para doação, assim não deixo acumular. Mas confesso que às vezes dá vontade de guardar todos rsrs.

    1. Existe uma grande diferença entre acumular e manter uma biblioteca. 😉

  5. fabíola borges comentou:

    Chegou um momento que tinha muitos livros acumulados e não me identificava mais. Resolvi fazer uma grande seleção, mas deixei uns 20-25 não lidos, que são os que realmente queria/quero ler ainda.
    Porém, desde essa seleção de livros, ganhei alguns de presente que atualmente não sinto taanta vontade de ler. Fico com peso na consciência de pensar em passar pra frente, já que são presentes de pessoas foram muito próximas em algum momento.
    Quando é presente de alguém mais distante e não sinto muita vontade de ler, acho mais fácil de abrir mão. Aí olho pra estante e sinto um leve peso por não ter lido, e acho que isso diminui ainda mais minha vontade kkk
    E esses são tipos de livro que naturalmente eu preferiria ler apenas no Kindle. Os que guardei foram livros mais teóricos, que prefiro ler em papel, ou livros mais raros e que não tem ebook.

    Como você(s) lida(m) com isso: abrir mão ou deixar num cantinho pra ver se dá mais vontade em algum momento?

  6. Fabíola Borges comentou:

    Eu tive muitos livros e, reavaliando minhas prioridades, passei por um processo de desapego bem grande. Muitos livros eram não lidos e com isso eu sentia uma pressão incômoda de “quanto livro não lido, eu deveria estar lendo mais”, “comprei por vontade de ler mas agora nem me chama tenta atenção”, etc. Fiz uma seleção de uns 20 livros que realmente quero ler ainda e que não teria pra comprar em ebook caso quisesse, e guardei apenas esses e os livros de referência/estudo.
    Hoje minha regrinha é ler literatura no Kindle, caso tenha em ebook, e só adquirir se for pra eu ler no momento.

    Meu maior problema é com livros de presente. Minha intenção era ficar com os livros que mais quero ler, e então ler e passar pra frente, e só ter os favoritos e as leituras em andamento. Mas um ex-namorado, hoje um amigo apesar de não termos conversado tanto, me deu no passado todoss os livros da Clarice Lispector, porque ele gostava do que tinha lido dela e eu tinha curiosidade em ler. Mas no meu ritmo, eu leria 1, e se gostasse leria outros ao longo da vida. Não teria comprado todos em versão física. Sinto essa urgência de que eu deveria ler eles logo, pra que eu possa passar pra frente depois 🤦 E sei que não é um jeito legal de lidar com uma leitura, mas é porque me sinto culpada ao pensar em doar sem ter lido, sendo um presente kkk

    Você já passou por alguma situação assim? Se sim, o que fez/faria?