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Bem, 2021 foi o ano em que eu mais li livros em toda a minha vida, acredito. Li 83 livros e, quando falo em ler, quero dizer que concluí a leitura, pois a verdade é que vida de pesquisador envolve consultar, ler um ou outro capítulo, e deixar leituras inacabadas por aí o tempo todo.

O mais interessante foi que eu não tive nenhum projeto nem implantei nenhuma técnica específica ou atitude extraordinária para alcançar esse número, que nunca foi uma meta. Se eu tenho uma meta anual, digamos assim, é a de ler 52 livros (um por semana), mas não que isso me deixe angustiada ou desesperada para alcançar tal meta. É apenas uma orientação e tá tudo super ok se eu nem chegar perto.

Mas o fato é que, em 2021, eu coloquei a minha leitura como prioridade, então isso se reflete na quantidade de livros lidos. Leio bastante pela manhã e sempre tenho um livro comigo, me levando a ler em média de 1 a 2 horas por dia.

Eu faço um registro das minhas leituras na rede social Skoob. Clique aqui para adicionar o meu perfil como amigo, se quiser.

Vou comentar abaixo alguns livros que foram destaque para mim, tanto positiva quanto negativamente.

Livros que eu dei 5 estrelas

  1. Finanças para autônomos, Eduardo Amuri. Finalmente alguém que fale sobre finanças com consciência de classe.
  2. A coragem para liderar, da Brené Brown. Que inclusive já está na hora de reler. Ótimo livro, como todos os livros dela.
  3. Budismo moderno, Geshe Kelsang Gyatso. Uma releitura que sempre vale a pena e traz a base do pensamento da NKT.
  4. Razões para continuar vivo, do Matt Raig. Foi um livro que me impactou bastante. Um relato honesto de uma pessoa com depressão que já pensou em tirar a vida.
  5. Modernidade e holocausto, do Bauman. Que livro! Dá vontade de sair distribuindo da rua. Mostra que o holocausto não foi um “evento” na história da humanidade, mas consequência do capitalismo e suas crises. Mudou completamente a minha visão da história e das ciências sociais a partir dali.
  6. Sem esforço, do Greg McKeown, mesmo autor de Essencialismo. Livro lindo, que me identifiquei bastante, e que conversa com a minha ideia de produtividade compassiva.
  7. Desapegue-se, do Walter Riso. Leitura rápida, fácil e leve, como o tema deve ser.
  8. Um quarto só seu, da Virgínia Woolf. Ela é, senão a preferida, uma das minhas autoras preferidas. E esse livro é incrível – mostrando como a condição doméstica da mulher influencia na sua produção intelectual.
  9. Filosofia do zen budismo, do Byung Schul-Han. Fiz um curso desse livro na Casa do Saber e o conceito de afabilidade trazido nele tem guiado minha tese de Doutorado desde então.
  10. Quem pensa enriquece, o legado. Versão comentada da obra mais famosa do Napoleon Hill. É incrível como esses ensinamentos sempre têm a capacidade de se renovar. Essa versão comentada deixa o livro ainda mais atual.

Livros que eu dei 2 estrelas ou menos

É muito difícil eu considerar um livro ruim, pois acredito que todo livro tem algo a me ensinar. Quando eu dou 1 estrela é porque achei o livro ruim de verdade. 2 estrelas significam que eu não gostei, mas que entendo que outras pessoas com visões diferentes que a minha possam ver valor nele.

  1. O único livro que eu dei nota 1: a agência enxuta. Livro mal escrito, mal editado, vai do nada a lugar nenhum. Infelizmente achei muito ruim mesmo. Todos os livros abaixo tiveram nota 2.
  2. Responsabilidade extrema. Veja, o livro não é ruim, e a própria referência dele me trouxe um aprendizado importante, que é assumir a responsabilidade pelos fracassos da minha empresa e tomar a responsabilidade. Mas a leitura em si, para mim, foi bem cansativa. Traz n histórias sobre os militares americanos que eu não me identifico nadinha. Mas, para quem gosta, e para quem for aí da galera da alta performance, tenho certeza que o livro agradará.
  3. Propósito inabalável, do Bruno Gimenez. Como tenho formação em desenvolvimento humano, coaching etc, o livro não me acrescentou muito nada de novo. Mas eu acredito que tenha grande valor para quem não fez nenhuma dessas formações que eu citei.
  4. As seis lições, do Mises. Foi o primeiro livro do Mises que eu li. Achei fraco e cheio de falácias que me irritam no neoliberalismo. Depois de ter lido tantas obras críticas à economia, livros assim me parecem descolados da realidade. Mas eu entendo que tem uma legião de fãs do cara e tá tudo bem – são apenas visões diferentes. 😉
  5. Desperte seu conhecimento miionário. Fala sobre marketing digital e é muito básico para mim, que já trabalha com isso desde 2001. Mas para quem não tem essa bagagem, pode ser um bom livro de entrada para esse tema (marketing digital).
  6. Instagram para negócios. Mesmo argumento acima. Achei básico demais para o que eu já sei, mas pode ser interessante para quem não tem a mesma formação e experiência que eu.
  7. Um milhão de seguidores. Traz muitos exemplos norte-americanos e de artistas, pessoas que são celebridades, o que não conversa comigo de maneira alguma. Não me conectei com essa leitura.
  8. Como animar um capricorniano. Esperava mais!
  9. O milionário consciente, do Joe Vitale. Positividade tóxica demais.
  10. O homem mais rico da Babilônia. Entendo o hype, respeito, mas não gostei da leitura.
  11. O poder do equity. Entendo o conceito, respeito o livro e o autor, mas não estou no momento ainda de aproveitar uma leitura dessas. Quem sabe mais adiante?

Espero que essas listas sejam úteis para você ter como referência ou indicações! Os livros que marquei com negrito na lista dos preferidos são os livros que mais me impactaram este ano, em diversos aspectos.

Eu comentei ali no começo que não implementei nada de extraordinário para ler mais em 2021, mas é justamente no ordinário que os segredos ficam guardados. Aqui estão então as minhas dicas para você ler mais em 2022:

  • Deixe sempre um livro por perto.
  • Finalize as leituras pendentes da sua estante, se ainda tiver interesse nas leituras. Você lerá mais rápido.
  • Leia todos os dias. Estabeleça os melhores horários para ler. Para mim, é de manhã e antes de dormir.
  • Ao abrir um livro, olhe o índice e pergunte-se: como este livro pode me ajudar HOJE? Muitas vezes, eu começo pelo capítulo que me chama mais a atenção, e depois eu leio o livro inteiro. Obviamente que esta dica serve apenas para os livros de não ficção. Isso me ajuda a engatar na leitura.
  • Ter uma visão geral do livro antes de começar a lê-lo. Vejo os capítulos, os títulos, sub-títulos, imagens. Isso me ajuda a ter uma visão abrangente do que o livro se trata antes de começá-lo, o que me dá contexto e faz a leitura fluir melhor e mais rápida.
  • Existem leituras que precisam de um tempo maior, de uma pausa entre um capítulo e outro, para você refletir sobre aquilo. Então tem livros que você vai ler em um dia e outros que levarão semanas. Tá tudo certo! Não precisa se cobrar o mesmo ritmo para todas as leituras.
  • Mantenha depois de lidos apenas aqueles livros que você queira reler futuramente ou que você acredita que pode absorver mais dele com o passar do tempo. Eu separei para doação MUITOS livros este ano, justamente porque senti que tinha “encerrado” com eles. É bastante sutil essa decisão.
  • Acima de tudo: ler é uma prioridade para mim. E isso se reflete nas minhas escolhas diárias a todo momento.

Se quiser, por gentileza, comente abaixo qual foi sua experiência de leitura no ano passado? Vou adorar conhecer. Obrigada por estar aqui. 😉