Categoria(s) do post: Diário da Thais

4 décadas de vida. Check! ✅

Todo ano, eu faço um post no dia do meu aniversário com algumas reflexões a respeito desse último ano que passou, entre um aniversário e outro. Compartilho com vocês no intuito de encorajar esse tipo de reflexão na época do seu.

Assim, a vida está boa aos 40.

Temos a nossa casa, nossa família. Construí um trabalho que amo, que alcançou um nível de maturidade que me permita efetivamente viver dele. Trabalho com pessoas que gosto muito e admiro. Estou fazendo Doutorado, alcançando um nível de estudo e aperfeiçoamento que eu nunca tive antes. Definitivamente, tá tudo bem.

O mais gostoso é que eu adoro ficar mais velha. Isso porque, há alguns anos, eu mudei a minha perspectiva de como enxergar a vida. Vejo cada dia como um dia extra neste mundo. Quero ser feliz todos os dias – e não como uma cobrança, mas como uma escolha. Simplesmente escolhi não perder tempo com reclamações, falar mal dos outros, alimentar o pessimismo, me preocupar com coisas que não posso resolver, perder tempo com o que acham de mim etc. Claro que o budismo me ajudou com tudo isso. Não foi do dia para a noite. Vem de constantes estudos e práticas.

Envelhecer, para mim, é um privilégio. Especialmente nesse último ano, com tantas mortes inesperadas em nosso planeta. Comemorar um aniversário é celebrar a vida. Mais um ano que passou. Mais uma década, neste caso.

Ontem eu fiquei refletindo sobre como eu estava quando celebrei cada década da minha vida.

Olha, na livraria sem máscara, há um século!

Aos 10 anos, lembro que minha mãe fez uma festinha para mim na garagem de casa. Já tinha as amigas que eu tenho até hoje, que estavam lá (tirando uma delas, que chegou na adolescência). O ano era 1991. Era Collor. Eu estava na quarta série. Não lembro exatamente quando foi, mas meus pais de separaram mais ou menos nessa época. Eu também tinha perdido a minha cachorra, a Lua, uma pastor alemã. Foi a primeira vez que eu tive que lidar com a morte e lembro do sentimento estranho que tive na época.

Aos 20, eu estava na faculdade de Jornalismo. Tinha acabado de entrar. Já namorava o meu marido há dois anos. Tínhamos uma banda cover do Wings. Eu criei meu primeiro blog na Internet. O ano era 2001, e as torres gêmeas tinham acabado de ser atacadas. Eu estava na biblioteca da faculdade, fazendo alguma coisa na Internet, quando isso aconteceu. Lembro de ficar assistindo pela tv com os bibliotecários e um colega meu de classe que estava junto.

Aos 30 anos, o ano era 2011. Já estava casada e o Paul tinha nascido. Ele tinha pouco mais de um ano. Eu tinha voltado a trabalhar fora depois de quase dois anos trabalhando em casa, fazendo freelas de publicidade e Internet. Comecei a minha pós-graduação no SENAC – em mídias digitais. Consegui um trabalho no interior, em Campinas, e ia e voltava todos os dias de ônibus fretado, até decidirmos mudar para lá no final do ano. Foi um passo muito importante para a nossa família e, para mim, profissionalmente.

E agora eu completo 40 anos.

Só consigo pensar em quanta coisa acontece entre o início e o fim de uma década de vida.

Dos 30 aos 40, eu passei a década todinha já sendo mãe. Foi quando fiz minha transição de carreira para trabalhar com o Vida Organizada exclusivamente. Vivi muita coisa boa profissionalmente, inclusive trabalhando com o GTD, conhecendo o David Allen e palestrando no evento dele em Amsterdam. Abri minha empresa. Minha avó morreu. Reformamos a nossa casa. Amadureci MUITO emocionalmente. Sou outra pessoa.

Entre os 40 e os 50, eu me vejo na consolidação de tudo o que construí até aqui. Ainda são anos de trabalho, mas mais atenta à minha saúde, a um ritmo mais leve, sem estresse.

Na minha linha do tempo de 100 anos (um exercício que gosto de fazer, como planejamento de vida), dos 40 aos 50 eu anotei algumas ideias como:

  • Estruturar novo estilo de vida
  • Proporcionar a melhor educação possível ao Paul
  • Cuidar da minha mãe
  • Refletir sobre um segundo imóvel
  • Ter X dinheiros investidos
  • Fazer o Doutorado
  • Dar aulas em universidade
  • Me formar como professora e pesquisadora
  • Amadurecer e consolidar a empresa

Em 2031, quando eu completar 50 anos, meu marido vai ter 52 e, nosso filho, 21. 🙃 Muitas águas ainda vão rolar embaixo dessa ponte. Será que o Paul estará fazendo faculdade? Será que ele vai querer morar fora? Será que vamos juntos? Minha mãe terá 72 anos. Onde ela estará morando? Já vai ter fechado a loja dela? E nós, será que vamos morar em outro lugar? Será que eu já estarei efetivada como professora em alguma instituição? Será que eu vou querer isso antes da experiência de fazer um pós-Doutorado fora, por exemplo, ou acompanhar o Paul, se ele quiser estudar fora do país? Como estará o Vida Organizada?

Falando sobre numerologia, estou entrando em um ano 3 do ciclo que 9. No ano 9, estarei em 2027, com 46 anos. O que estarei finalizando aos 46 anos para iniciar um novo ciclo aos 47? Não tem como saber, mas é divertido “compartimentar” a vida assim, ainda que sejam apenas distrações abstratas de pensamento. Eu pretendo fazer um post específico sobre a revisão do ano pessoal 2 e o início do ano 3. Estudei algumas coisas legais.

Apesar de mirar nisso, eu não me vejo chegando aos 100 anos. Minha saúde é um tanto quanto fragilizada, e fiz a cirurgia bariátrica em 2017, o que pode diminuir a expectativa de vida (há estudos). Então, como falei, para mim é importante viver cada dia como se fosse o último mesmo, curtindo cada momento. Não se trata de pensar no futuro esperando viver apenas quando chegar nele, mas de entender cada um dos ciclos da vida, onde me encontro, e viver com calma, clareza e tranquilidade, porque as coisas são como são. Não adianta se estressar, ficar ansiosa, pensando se isso ou aquilo vai acontecer. A vida é agora. E, focando em viver cada dia como se fosse o último, não tem como não ser grata por tudo que existe, por acordar mais um dia, e por ser feliz.

Hoje concluo esse ciclo e inicio uma nova década de vida. Que ela seja alegre. <3

Obrigada por fazer parte disso.