Categoria(s) do post: Finanças, Livros

O livro sobre finanças que li em julho foi o “Dinheiro”, do Tony Robbins.

Para quem não sabe, a área escolhida por mim este ano como foco foi Finanças.

Um dos projetos relacionados a esse foco foi selecionar 12 livros que eu já tinha em casa sobre essa área e que eu pudesse ler um por mês.

Apesar de ser um calhamaço, consegui ler numa boa esse livro em julho. Eu me programei para lê-lo este mês justamente porque eu estaria de férias do Doutorado, e deu certo!

Apesar de o livro ter 760 páginas, ele é rápido de ler, além de ser uma leitura fácil.

Eu tenho algumas questões com o Tony Robbins. Primeiro, que acho ele muito grandão, muito agressivão de modo geral, e não tenho a mesma abordagem que ele para desenvolvimento pessoal. Mas os seus livros são sempre boas referências. O livro “Poder sem limites” tem um capítulo sobre valores pessoais que uso até mesmo como referência em aulas, de tão bom que considero. O segundo ponto é que recentemente li algumas denúncias complicadas sobre ele a respeito de assédio. Como não investiguei mais, não me sinto confortável para comentar a respeito (sugiro aos interessados que façam essa busca), mas confesso que fiquei com o pé atrás.

De qualquer maneira, li o livro e ele tem coisas boas.

Uma das melhores coisas desse projeto de leitura de 12 livros é saber selecionar os livros que pretendo manter mesmo depois que o projeto acabar, e também me ajudar a selecionar os futuros livros de finanças que eu possa vir a comprar.

Muitos livros escolhidos para esse projeto tem mais a ver com mindset que com a parte prática e técnica da coisa. Mas, de certa maneira, os livros técnicos ou mais práticos têm sido bem interessantes. O livro do Amuri, do Cerbasi, e agora esse do Tony, que mistura a parte prática com mindset também.

Um dos grandes ganhos desse livro foi o Tony trazer conselhos de outros experts de dinheiro para complementar. Ele traz o Ray Dalio (autor daquele livro sobre princípios), o Warren Buffet (que dispensa apresentações), entre outros. Eu gosto disso porque o autor demonstra humildade, do meu ponto de vista – trazer alguém mais competente do que ele para falar sobre determinados temas.

Uma das coisas que achei mais frustrantes no livro foi que ele é um livro muito local. Os exemplos são muito norte-americanos, tipo “mudar da Califórnia para a Flórida” porque ele economizou não sei quantos mil dólares em isenção estadual de impostos. Eu não tive tempo de fazer essa pesquisa para o post no blog, mas penso que muito do que ele fala no livro diz respeito à política tributária dos Estados Unidos e não se aplica ao Brasil. No entanto, a maior parte do livro é sobre recomendações gerais que podem ser aplicadas a todos os lugares. Mesmo nesse exemplo, o fundamento do que ele estava encorajando é buscar um local mais barato e que te dê mais qualidade de vida, basicamente. É isso. Então basta ignorar o que não se aplica ao Brasil e adaptar o resto.

Apesar de ser um livro que trata muito da questão do mindset e da motivação (afinal, é o Tony Robbins), ele traz recomendações muito práticas também, tipo:

  • Como proteger seus investimentos de perdas;
  • Como relacionar seus investimentos às oscilações do mercado de ações;
  • Como calcular o que você precisa ter investido para viver de renda;
  • Como automatizar a sua “poupança”;
  • Como entender as taxas que você paga;
  • Como não ser enganado por corretores;
  • Como ter uma “fotografia financeira” (termo perfeito criado pela Lu Fiaux) e conhecer seus números para tomar boas decisões;
  • Como poupar mais no dia a dia e reduzir os gastos;
  • Como se desenvolver no dia a dia para ganhar mais;
  • Como economizar com taxas e impostos;
  • Como melhorar o estilo de vida sem aumentar os gastos necessariamente;
  • Como alocar ativos;
  • Como definir um valor para investir no seu crescimento pessoal e profissional.

Enfim, de verdade, considerei um bom livro para manter em casa e revisar de tempos em tempos. Tem muita coisa ali que pode não fazer sentido para mim agora, mas talvez faça no futuro. E muita coisa faz sentido sim neste momento. Agora é colocar em prática.

Por fim, RECOMENDO o livro. Gostei, achei um bom “manual à la Tony Robbins” para finanças, então se você vê valor no que ele entrega, certamente será um livro que você vai gostar também.

Clique aqui para ver mais sobre o livro na Amazon (se você comprar através deste link, o Vida Organizada recebe uma pequena comissão). Obrigada!

Se quiser, comenta aqui embaixo o que você achou do post ou da leitura, se você já tiver lido. 😉

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

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9 comentários

  1. Alice Désirée comentou:

    Apesar de ter alguns pés atrás com o Tony Robbins também, gostei da sua resenha e me interessei em ler o livro futuramente. Muitos livros de finanças de outros países tem coisas muito específicas do mercado de lá. Isso aconteceu com um outro livro que eu li, que fala sobre o movimento FIRE. Eu não amo o movimento FIRE, principalmente levando em consideração o cenário problemático que vivemos no Brasil. Mas fiz como você nesse livro: uso o que cabe para a minha realidade e o que não vale eu deixo de lado. Caso você se interesse pela leitura, o nome do livro é “Work Optional – Retire Early the Non‑Penny‑Pinching Way”. Foi escrito pela Tanjia Hester, que tem um blog onde ela relata junto com o marido como foi o caminho até eles viverem apenas de renda. O nome do blog é Our Next Life. Eles quase não atualizam mais porque agora tem outros projetos depois que se “aposentaram”. Espero que você goste das dicas!

  2. Lucà comentou:

    Oie!! Também li o livro, estamos juntos no desafio, ee A D O R E I!

    Pra falar a verdade, assim, não tive quase nada de novo, MAS, (e talvez precisa-se de uma certa bagagem nessa área para ver dessa maneira) o que é passado nesse livro beira o revolucionário, e é MUITO brilhante, nos temas de investimentos e pensar em objetivos, especialmente quando comparado ao lugar comum apresentado pelos canais de Youtube da vida, inclusive “aquele rapaz”…

  3. Lucà comentou:

    Thais e equipe linda, como leitor que gosta de comentar, eu gostaria de deixar a sugestão que vocês voltassem com a opção de ser notificado quando houvesse uma resposta ao nosso comentário.

    Pelo que entendi, essa opção “quebrou” quando houve aquele problema no layout do blog, mas não voltou quando o layout foi corrigido e atualizado pra essa coisa linda que está!!

    Beijo.

    1. Obrigada, Luca. Estamos coletando esses últimos detalhes da programação para passar tudo de uma vez para a pessoa que faz. Já coletei o seu!

  4. Evelyn comentou:

    Ontem revi minha lista de livros e este ano particularmente por ter descuidado muito das finanças, decidi voltar a estudar e aprofundar o assunto.
    Porém, retirei esse livro da lista; pois imaginei que fosse mesmo voltar muito pra exemplos dos EUA… os que li do Tony sempre traziam isso; e achei massante.

    Mas considero reintegrar o livro à lista depois da sua crítica 🙂

  5. Luiza comentou:

    Oi Thais,
    Vim aqui, nesse post relativamente antigo, pq tenho muito interesse em saber como você concilia seus valores (compaixão, solidariedade), seu entendimento de socialismo, exploração e trabalho e finanças.
    Eu pergunto pq me sinto sempre em conflito quando o assunto é dinheiro e finanças. Parte de mim quer mais, outra parte tem até uma certa aversão. Sei que é uma questão de mindset que preciso desenvolver, ou arrisco ficar sempre na rodinha de resolver crises geradas por esse conflito. Em breve estarei assumindo uma nova posição que irá incluir administrar e definir onde aplicar recursos financeiros, o que reforça ainda mais essa necessidade.
    Aí me lembrei de você, pelo que eu vejo, você encontrou uma forma de resolver esse conflito. Acredito que você não tenha explorado esse tópico ainda, então venho apontar essa oportunidade! Acho que isso ajudaria não só a mim, mas a todos que vivem em nosso mundo moderno, querendo fazer sua parte com o máximo de impacto positivo e o mínimo de impacto negativo. Sei que cada um encontrará a solução que melhor lhe serve, mas tenho muita curiosidade em saber qual é a sua.
    Continue sempre o belo trabalho!
    Beijos,
    Luiza

    1. Obrigada, Luiza. Sua questão é muito importante e coletei para responder em formato de post, tá bem? Obrigada por enviar.