Categoria(s) do post: Diário da Thais, Vida Organizada, Semestral

Uma ou duas vezes ao ano eu faço uma revisão dos meus objetivos de médio prazo.

No Método Vida Organizada, costumo separar os objetivos em curto, médio e longo prazo, e o médio prazo diz respeito à “era da vida” em que você está. Existem diversas maneiras de avaliar essa era – por década (dos 30 aos 40 anos), por ciclo da numerologia (nove anos) ou de maneira mais subjetiva e personalizada (“estou em uma fase dedicada a tais questões”).

De todo modo, os objetivos de médio prazo têm sempre uma característica: eles são a “curva do transatlântico”. Não dá para dar uma guinada, a não ser que algo muito radical aconteça em sua vida. De maneira geral, os objetivos de médio prazo levam tempo para acontecerem, simplesmente porque existem coisas que levam mais tempo mesmo. Como um transatlântico quando precisa virar, ele faz uma curva maior.

Imagem: Click RBS

O médio prazo depende também do parâmetro analisado. Falando sobre a vida de uma pessoa, pode variar igualmente. Quando eu tinha 18 anos, médio prazo para mim provavelmente significaria todo o período até entrar na faculdade, me formar, talvez fazer uma especialização e, assim, concluir essa “era” de início da vida profissional. No momento, em que estou prestes a completar 40 anos de idade, eu começo a ver médio prazo como um período da vida relacionado à maturidade, porém ainda não chegando na terceira idade. Logo, entre os meus 40 e 55 anos, talvez, eu tenha algumas coisas que eu queira fazer para chegar à velhice melhor em todos os sentidos. Quando eu penso no ciclo de nove anos da numerologia (em que estou passando de um ano 2 para um ano 3, em setembro), isso significa pensar dos meus 39 aos meus 46 a 47 anos, o que faz bastante sentido neste momento de vida para mim. Cada pessoa pode estimar de um jeito, assim como para uma empresa isso seria diferente, assim como para a História mundial isso seria diferente. Tudo é questão de perspectiva. Um século na História não é quase nada mas, para uma pessoa, significa um tempo de uma vida muito bem-sucedida (a média de longevidade do brasileiro é de 76 anos).

Como cada pessoa reflete sobre essas circunstâncias varia igualmente. Você pode desenhar um painel, um mural, ter um mapa mental ou simplesmente fazer visualizações a respeito. Depende muito do estilo de cada um para se organizar também. Eu já testei diferentes formatos. Gosto de desenhar no papel, especialmente enquanto faço as reflexões, mas um formato que me agrada para informações desse tipo é o mapa mental no Mind Meister.

Eu não quero que você pense, a partir deste post, que eu estou dizendo que *obrigatoriamente* você deva ter objetivos e levar uma rotina de “alta performance” especialmente voltada para eles. Não é essa a ideia, realmente. O que eu desejo com este trabalho é te mostrar que, se você quer algumas coisas na sua vida, elas podem levar tempo, então pode ser que você queira direcionar os seus esforços a partir de agora. E cada um deve sempre levar em conta as suas condições para tal. Vivemos em um país extremamente desigual, em que é complicado eu falar em um estilo de vida aqui que muitos podem não conseguir viver ou que pareça muito modesto para outras pessoas. Cada um deve adaptar à sua realidade. Não estou impondo nada em termos de conteúdo, mas encorajando um modelo de raciocínio.

Não tenho como abrir o mapa inteiro para mostrar detalhes, porque é bem íntimo meu, mas eu penso que, com os direcionamentos gerais que já compartilhei aqui, dê para vocês terem uma ideia.

Na prática, funciona assim:

Em ESTUDOS, por exemplo, eu tenho o doutorado. Em médio prazo, isso significa que eu quero entrar e concluir a minha tese de doutorado. Essa é a minha meta com relação a esse assunto nesse ciclo de vida em que estou. O ciclo atual pode ter nove anos (na numerologia, lembra? veja lá no começo do post) e o doutorado leva de quatro a seis anos, mas significa apenas que, nesse recorte da minha vida, quero estar dedicada a esse tema. Isso inclusive me dá mais “elasticidade” para trabalhar na tese sem a contagem regressiva que é quando efetivamente se matricula no doutorado em si.

No ano passado, quando revisei pela última vez esse mapa (em novembro), eu ainda não tinha me matriculado no Doutorado. Agora, não só me matriculei como já concluí o primeiro semestre! Para vocês verem como o objetivo de médio prazo leva tempo para ser alcançado mas existem objetivos de curto prazo e projeto em andamento que garantam seu alcance em algum momento.

Se ingressar no doutorado é um objetivo de curto prazo, eu consigo, com base nele, chegar em projetos, ou recortes para o ano em questão (2021-2022). O que eu consigo fazer neste momento, nesse horizonte de um ano, levando em conta a situação da pandemia etc etc? Eu não trabalho *nos* objetivos. Eles existem. Eu crio projetos para ir concluindo e, com a conclusão deles, os objetivos são alcançados. E eu não trabalho nos projetos. Defino ações que trabalharei diariamente, semana após semana, que farão com que os projetos sejam concluídos. Tudo, absolutamente tudo, se resume às ações que você faz todos os dias, em como você aloca seu tempo nos afazeres que são realmente importantes e construtivos.

Eu fiz alterações na parte de CASA, pois temos ajustes em objetivos que já tínhamos. Mais clareza sobre o que queremos. Eu absolutamente amo fazer essas atualizações, porque elas são construídas com o tempo e a vivência mesmo. Por isso o espaçamento entre as revisões também é importante.

Como falei, revisei esse mapa agora em julho, como parte de uma revisão semestral que envolve outros elementos (e estou compartilhando com vocês aqui no blog aos poucos, nos posts diários). Pretendo fazer uma nova revisão deles em janeiro, se não quiser fazer antes.

Se você tiver alguma dúvida e quiser me perguntar, deixe um comentário. Obrigada por ler até agora. Espero que o post seja útil para você também.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

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8 comentários

  1. ANA PAULA DE MORAES MARINHO comentou:

    Sou eu quem agradece por tanto aprendizado. Suas postagens são um convite muito gentil a auto reflexão! Muito obrigada.

  2. Laura comentou:

    Olá, Thais, adoro esse tipo de post! Obrigada por compartilhar.
    Minha dúvida é se vc mantém as versões anteriores dos mapas mentais em algum lugar como registro, ou sempre refaz em cima do mesmo arquivo…

    1. No mesmo arquivo. O Mind Meister mantém histórico de atualizações, se eu quiser ver.

  3. Wilson comentou:

    Sempre muito inspirador ver como você tem feito essas revisões, Thais! Estive trabalhando na minha no último final de semana e vários insights agora, depois da leitura do seu texto. Obrigado!

  4. Raquel comentou:

    Oláa Thais tudo bom? Estou iniciando no GTD, concluí a leitura do Guia Prático e agora estou procurando conteúdos a respeito dos horizontes e áreas da vida. Você conseguiria me indicar aonde eu tenho acesso a esse tipo de conteúdo? Pelo que eu entendi os horizontes pertencem ao GTD e o planejamento por área da vida é do MVO, é isso mesmo? Tem algum livro que possa me indicar a respeito desses assuntos? Encontrei alguns vídeos seus mas sinto que com a leitura eu consigo compreender melhor, para posteriormente assistir os vídeos. Muito obrigada um ótimo dia pra vocês <3

    1. Se você digitar horizontes aqui na busca do blog tem dezenas de posts. 😉

  5. Larissa comentou:

    Amei esse post! O que mais sinto falta é de um direcionamento em todas as áreas da vida… No início do ano, fiz um levantamento como você sugeriu no workshop, mas senti que me perdi. Esse post vai me ajudar a me redirecionar no caminho!