Categoria(s) do post: Diário da Thais, Rotinas, Vida Organizada

Essa revisão foi uma das mais importantes dos últimos meses porque eu parti de alguns princípios:

  1. Minha vida está mudando. A vida que estou construindo para mim está se colocando à minha frente. Não dá para continuar fazendo algumas coisas. Assim como uma roupa que eu usei durante muito tempo mas não me serve mais porque eu emagreci, por exemplo, e preciso tirá-la do armário para dar lugar a peças que funcionem melhor para mim agora, eu também preciso abrir espaço para as novas atividades profissionais.
  2. Eu tenho uma equipe agora. Pessoas maravilhosas, que eu considero um privilégio terem trabalhando comigo e abraçando esse projeto. Até um ano atrás, o Vida Organizada era eu e mais uma pessoa. Hoje, somos em sete, sem contar consultores e prestadores de serviços. Tudo isso alterou a dinâmica de trabalho e nós ainda estamos construindo os melhores processos. Chegou a hora de definitivamente colocar ordem na casa, o que inclui o escopo das minhas atividades também.
  3. A releitura de um artigo do David Allen de 2017 que salvo para reler de tempos em tempos. Ele conta sobre essa sua experiência de avançar colocando um pé no freio, especialmente relacionado à idade e a essa necessidade de reequilibrar tudo porque, mesmo que a gente queira fazer várias atividades, talvez não role mais. Já foi o tempo. Talvez seja o momento para outras coisas. Talvez o seu movimento – o ato de estar sempre em movimento -, que é uma coisa boa, apenas precise ser alinhado com questões maiores. (o texto está em inglês mas se você tiver dificuldade na leitura o Google Tradutor funciona bem para entender o sentido geral).
  4. Estamos implementando a holacracia na empresa. Isso significa que posso repensar meus papéis dentro da mesma estrutura de propósito, domínios e responsabilidades. Dá uma clareza maior sobre o que é meu escopo mesmo e o que pode, deve ou já foi delegado.

Fiz essa revisão agora no início de junho com todos esses princípios em mente e foi maravilhoso porque pela primeira vez em muito tempo tenho muito mais clareza do que devo fazer agora e adiante, contando com a ajuda dos meus amigos.

A ferramenta abaixo é o Mind Meister:

Todos os papéis têm essa mesma estrutura

Eu achava meio pedante quando via um empreender se intitulando “CEO”, mas no final das contas o papel é o que descreve melhor essa função. Não sou a administradora da empresa. Sou a pessoa responsável pelo seu direcionamento, pelas decisões, pela segurança de todos. E isso não é um trabalho de backstage, mas ativo. Meu propósito é garantir o direcionamento da empresa.

Elenquei alguns princípios importantes nesse papel, especialmente no que diz respeito a sobrecarga, que é um cuidado que todos nós na equipe precisamos tomar. Quando uma empresa é nova, ainda pequena (em número de pessoas), é normal todo mundo estar empolgado em busca de resultados. Mas disso para a sobrecarga é um passo. Todos estamos ligados nisso e, este ano, já fizemos várias reuniões para discutir essas questões e estamos implementando melhorias para o que identificamos.

Por enquanto as responsabilidades estão assim nesse papel:

O grande segredo em cada papel é identificar, para cada responsabilidade, com que frequência devo refletir sobre elas? O que precisa ser feito em cada uma? Tenho projetos relacionados? Objetivos? Preciso apenas revisar de tempos em tempos? Independente do que surja nesse olhar, é fundamental tê-lo ali e não na minha cabeça, de modo que eu consiga refletir de maneira apropriada. E, a cada vez que estudo algum livro ou identifico alguma nova responsabilidade que faz sentido ser minha, o mapa é atualizado.

Os outros papéis – criadora, professora e pesquisadora – são os papéis mais parecidos com profissões mesmo. É como se eu tivesse três empregos. O desafio está em identificar dentro de cada um deles aquilo que apenas eu posso fazer e delegar o resto.

Black belt poderia entrar em “Professora”, mas não faria jus. Black belt diz mais respeito a um trabalho de consultoria que não é o “core” do meu trabalho mas existe. Atividades que presto serviços para outras empresas que não a minha, e que fazem sentido ainda manter por vários motivos pessoais e profissionais.

Por exemplo, em “Criadora”, eu marquei com uma flechinha algumas responsabilidades por área que podem ser delegadas a outras pessoas. Aí, nas reuniões que terei com a equipe ao longo do mês, para revisarmos suas responsabilidades, veremos quais os papéis que estão “vazios” (sem um responsável) e quem faz sentido preencher esse papel.

Pesquisadora:

Por exemplo, “participar de eventos acadêmicos”. Eu posso ter uma checklist de eventos acadêmicos interessantes de participar para verificar mensal ou semanalmente, decidindo se vou participar ou não. Ou seja, cada responsabilidade é uma atividade que deve ser feita com determinada recorrência ou gerar projetos. O propósito de revisá-las é justamente garantir que você identificou o que precisa fazer e organizou nas suas listas e na agenda, conforme apropriado.

Tudo o que separei para delegar a ideia é conversar com a equipe então para buscarmos soluções juntos.

Como falei, estou muito satisfeita com essa revisão atual. Ela levou mais tempo (cerca de duas horas), mas valeu a pena. De modo geral, quando bem feita, as revisões mensais tomarão apenas alguns minutos.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.