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Não quero ser injusta com esse comentário mas, quanto mais estudo metodologias ágeis, mais vejo como as equipes que as buscam trabalham de maneira doentia pra precisar usar sistemas “band-aid” como o scrum.

Curto a ideia de sprint. Acho que, como um todo, claro que dá para tirar boas ideias. Mas o problema é sistêmico. Holacracia traz, do meu ponto de vista, um modelo mais intencional e integrado. Mas as pessoas não querer mudar, elas querem milagres do dia a dia.

O que eu mais gosto no scrum é o propósito da melhoria contínua. Mas o que me incomoda é esse ar de inovação sendo que, pelo menos para mim, deveria ser um princípio de qualquer trabalho, e não algo “novo”. Quer dizer, antes disso, as equipes não agilizavam essas ideias?

Uma vez almocei com um instrutor de scrum que estava aprendendo GTD, e ele achava que o GTD era uma solução de longo prazo que não atendia as “demandas urgentes” das empresas. Aí tipo, em vez de ir na raiz do problema (deixar chegar na urgência), coloca um band-aid (metodologia ágil).

No livro do Alexandre Magno, primeiro instrutor certificado de Scrum no Brasil, ele também traz essa raiz do problema, o que é essencial:

Então, não é que metodologias ágeis não funcionem. Claro que funcionam – apenas não são a solução para todos os problemas, como a maioria dos gestores e das empresas espera.

Mudar efetivamente “dá trabalho”, envolve ir na raiz dos problemas, e no fundo ninguém quer fazer isso porque leva tempo, demanda envolvimento, mudança de processos, e é mais fácil buscar uma solução rápida para apagar incêndios.

A minha proposta seria entender o que gera os incêndios e ir na causa para efetuar mudanças efetivas, estruturais e sistêmicas.