Roupas

Armário-Cápsula – Primavera 2020

Eu gosto de usar a técnica do armário-cápsula para organizar o meu guarda-roupa. A adaptação que faço é criar uma cápsula de peças para um período de tempo em que ela faça sentido para mim – não necessariamente por estação, mas uso as estações como direcionamento.

Por exemplo, em setembro, antes do início da primavera, os dias começam a ter um sol mais quentinho, mas ainda tem bastante chuva, brisa fresca, então não dá para abrir mão de peças mais quentes. É a verdadeira meia-estação, na minha opinião, pelo menos aqui em São Paulo (capital).

Esta versão da cápsula então eu quis criar para usar até quando realmente começar a ficar quente e não fizer mais sentido ter peças grossas como lãs e moletons mais felpudos no armário.

Por setembro ser um mês da renovação para mim (esse até é o tema que trago para o blog e outros canais do Vida Organizada), quis usar cores mais suaves, naturais, claras, pastel. Eu sempre uso verde, azul, na primavera, que acho que são bons cores para essa época. Mas estou em um momento da vida em que só quero usar coisas bem naturais, tipo algodão, linho cru – sabem essa vibe? Então eu separei as peças que eu tinha que eram mais ou menos nessa pegada, guardei aquelas que eu definitivamente não vou usar no momento (inverno e alto verão) e fiquei bastante satisfeita com as peças escolhidas.

Meu armário tem 5 portas, então minha ideia é deixar a cápsula em duas partes, onde ficam também as gavetas. Desse modo, no dia a dia acesso apenas esse compartimento para escolher as minhas roupas. Eu sei que tenho bastante roupa. Agradeço a compreensão. Tive problemas com auto-estima a vida inteira e apenas de dois anos para cá eu consegui me sentir melhor, e usar roupas que eu goste é uma parte importante desse processo.

Cores-base da cápsula: branco, cinza mescla, bege, azul jeans claro, cores pastel

De calças, tenho:

  • uma calça amarela de sarja, skinny
  • uma calça branca de sarja, bootcut
  • uma calça de alfaiataria / pantacourt rosa pastel, de crepe
  • uma calça de sarja azul turquesa, skinny
  • uma calça jeans pantacourt
  • uma calça branca pantacourt, de linho
  • uma calça jeans claro estilo mom

Shorts:

  • shorts jeans mais gasto
  • shorts jeans com laço na amarração, estilo clochard
  • shorts branco de sarja
  • short bege clochard, meio social*

Outros:

  • macacão curto bege*
  • saída de praia (vestidinho branco), pra usar em casa mesmo

Partes de cima:

  • 3 regatas: uma branca de algodão, uma branca de malha com poás e uma cinza de malha
  • camisetas básicas em tons de cinza, branco, off-white e uma turquesa
  • camisa de manga curta amarelo pastel
  • 3 blusinhas mais arrumadinhas para “trabalho”: uma rosa, uma branca e uma amarelo pastel
  • uma camiseta de malha cinza bem folgada
  • jaqueta jeans claro
  • 2 blusas de moletom: cinza e branco
  • 2 blusões grossos de lã: bege e cinza
  • suéteres finos de lã, que uso muitas vezes como camisetas: cinza, bege, off-white
  • uma camisa branca de linho

Roupas de base, tipo camisetinhas de algodão, para usar por baixo das roupas, ou lingerie, roupa de academia, pijamas, não entram no armário-cápsula acima. Estão nas gavetas. Na primeira gaveta eu coloco calcinhas, sutiãs, meias e acessórios (toucas, máscaras, lenços). Na segunda, camisetas e roupas de praticar exercícios. Na terceira, pijamas.

Apesar de não contar sapatos, existem alguns que acredito que combinem com a vibe dessa cápsula:

  • mocassim preto e branco
  • sandália bege de tiras, rasteira
  • sandália amarela de tiras, rasteira
  • melissa rasteira, bege
  • tênis branco
  • mule camelo
  • sapatilha dourada estilo mary jane
  • sandália nude com salto meia pata (vai que preciso usar algo assim)

O que está com um asterisco foram as duas únicas peças novas, que comprei pela Internet em um saldo de verão no mês de maio ou julho. O resto eu já tinha.

A foto acima mostra bem a minha vibe dessa cápsula. Leve. É isso.

Não tenho a necessidade de comprar nada nesse momento porque acredito que o que eu tenha me abasteça muito bem, obrigada. Mas tem duas coisinhas que, se eu encontrar num modelo e preço legais, talvez acabe comprando. Sinto falta de um vestido curto, de malha, em um tom clarinho assim – branco, bege, cinza mescla. Se por acaso achar algo legal, talvez eu compre. Eu também sinto falta de uma sandália estilo birkenstock para ficar em casa. Sem isso, ou uso sapato mesmo ou fico de pantufa, e gosto de usar algo que não pareça ser ou pijama ou roupa de sair.

Trabalhando em casa em um dia comum

É bem provável que ali, por volta de outubro, ou começo de novembro, eu já reorganize essas peças, fazendo uma nova cápsula. Me ajuda muito pensar assim: se eu fosse viajar um mês e ficar fora de casa, quais roupas eu levaria? Não se trata de restrição em termos de quantidades, mas de coesão entre as peças escolhidas.

20 Comments

  1. oi, thais, tudo bem?
    acho impressionante como você consegue tornar sua experiência pessoal com as coisas, como a deste post, em algo útil para outras pessoas. fico inspirada.
    gostaria de aproveitar o comentário para dizer que fiquei tocada também com seu áudio de hoje no telegram, sobre dias difíceis. não deveria, mas me impressiona a “disciplina” que você tem com seu autocuidado. digo isso porque, na sociedade em que vivemos, é tão difícil ter momentos assim, ainda mais em “horas úteis” do dia, sem se sentir culpada. pelo menos para mim – e vejo o mesmo com muitas pessoas próximas. até parar para almoçar sem olhar o celular o tempo todo é difícil. fico tocada ainda mais por se tratar de um momento tão íntimo para a mulher, que a sociedade se lixou, né?
    daí, a dúvida: como lidar com essa culpa por algo que deveria ser nada menos do que natural, como o autocuidado? como não se sentir menos profissional com isso?
    muito obrigada. estou maratonando todo seu conteúdo, seu trabalho é incrível.

    1. Puxa, que sincronia. Você sabe que estou desenvolvendo um painel para um evento de organização em que serão discutidas justamente essas questões sobre você ser considerada uma pessoa egoísta quando define esses limites, e hoje acordei com essa ideia sobre a questão da gente se sentir culpada – especialmente mulheres – porque a gente se obrigada a ser legal com todo mundo e dar conta de tudo. Eu anotei aqui pra pesquisar e desenvolver melhor esse tema. Muito obrigada por comentar. <3

  2. Ana Luisa de Oliveira Ribeiro says:

    Hoje, terça, dia 22/9, dia que entra a primavera, eu lhe pergunto: “onde ela está”???? Que friaca é essa??? Eu adoro, mas não parece meeeeesmo a chegada da primavera, né?

  3. No começo de cada estação gosto de trocar minha escova de dentes. Parece bobo, mas como é o tempo recomendado (3 meses), fica fácil lembrar

    1. Esses links mentais que a gente faz são ótimos.

  4. Júlia Albuquerque Vieira says:

    Thais Godinho
    Vi seu post sobre armário cápsula em Setembro, acontece que a menina está a entrar na Primavera e eu no Outono pois estou a falar de Lisboa/Portugal. Tem algum post sobre este tempo. Fico grata pela ajuda.
    Júlia Albuquerque Vieira

    1. Tem, claro, dá uma olhada na busca. 😉

  5. Estou te seguindo desde o início do ano… Hj eu estou como vc, sem energia, mas tenho 10 aulas de matemática hj ( tele trabalho) e fiz as coisas meio que forçada, me sentindo culpada, por estar procrastinando …Mas depois de seu áudio, me sinto melhor… obrigada por vc estar por aqui…amor e luz pra vc…se cuida… Háaa!!! e quero te dizer que quando vc faz fichas escrita de seus conteúdos ficam maravilhosos…

  6. ADRIANA LOUREIRO AMATO says:

    Thais, estou no meio de uma reforma em casa, e andava me alimentando de VO apenas pelo YouTube ou Telegram enquanto ataco minhas tarefas…como o link estava no Telegram sentei pra ler o post e: nossaaaaaa, que saudade!!!! Cada mídia tem um valor intrínseco que é complementar e insubstituível…com certeza deixar os links no Telegram foi uma grande ideia. Já votei, mas reforço o sim. Também gostei de ver como os comentários aqui estão com uma pegada de familiaridade com seus conteúdos, adorei. A convivência – intensificada pela pandemia – com a grande produção de conteúdo riquíssimo que você nos oferece com tanta generosidade tem feito toda a diferença na minha vida. Gratidão!
    Saúde e paz, sempre 😊❤️

  7. Natasha Campaci says:

    Oi Thais, fiquei com uma dúvida, o que não entra no armario capsula do momento fica nessas outras portas, com fácil acesso também?
    Por enquanto, tenho um armário muito pequeno, a ideia do armario capsula me chama atenção porque eu poderia guardar na cama-baú o resto e deixar mais livre para visualizar oq ficou, mas São Paulo muda muito de clima! Fico com receio de ter que ficar pegando coisas em lugares mais difíceis ou então acabar passando frio pq fiquei com preguiça de acessar minha lã embaixo da cama.

    1. O que for muito de outra estação, tipo biquíni no inverno, eu guardo na parte de cima do guarda-roupa, que até dá para pegar, mas preciso de um banco. Na lateral dele, guardo roupas que não fazem parte da cápsula, mas posso querer usar. De modo geral, nunca uso, mas estão ali em caso de.

  8. Oi, Thaís, obrigada pelo texto, maravilhoso, como sempre!
    Thaís, existe no blog ou vc pretende falar da cirurgia de redução? Gostaria de saber a sua opinião, como foi a recuperação, se hoje vc faria novamente.
    Beijos e obrigada, e desculpe-me já de antemão se vc ache que a pergunta foi invasiva.
    Patrícia

    1. Já falei sim em vários posts e tem vídeo também. A cirurgia não foi uma escolha, foi uma necessidade, pois eu tinha um problema no esôfago. 😉

  9. Natasha Campaci says:

    Obrigada!!

  10. Lays Da Silva Peres says:

    Olá Thais, gostei muito do seu armário cápsula, também sou adepta a ele e amo! Como também estou nessa pegada de usar roupas de algodão e mais confortáveis possíveis tenho me esforçado para ter um guarda-roupa mais sustentável, porém tenho tido dificuldade no quesito: essas peças exigem mais cuidados na hora de lavar, passar (levo MUITO mais tempo) e precisam de um espaço especial no guarda-roupas se quisermos elas sempre prontas pro uso. Você tem alguma dica pra facilitar a vida nesse sentido?

    Abraços

    1. Sou adepta da rotina com significado. Se algo é importante para mim, não vejo como algo que dê trabalho, mas sim algo que é necessário que eu faça para ter os benefícios daquela escolha.

  11. Maravilhosa, estou amando os teus livros!

  12. Oi. Há muitos anos eu passei por um período bem difícil e estranho. Digo isso porque estava numa relação ruim, num emprego ruim, num encaminhamento ruim. Hoje, 7 anos depois, consigo perceber quem me ajudou muito naquele período – tu é uma dessas pessoas. Lembro de ficar horas olhando teu conteúdo e tentar aplicar minimamente na minha vida. Superei a situação, mantive as ideias de organização e o que pude aprender contigo e com o blog e não vim mais aqui. Esses dias, voltei, cadastrei a newsletter e to aqui pra te dizer obrigada. É de uma maneira muito transcendente a forma como fui impactada e acolhida. Coisa que nem sei explicar. Fico feliz de ver tuas mudanças e das carreiras que voam contigo. É isso! Que mais pessoas possam ser tocadas e que mais gente possa impactar vidas! Saúde! (meu armário segue sendo muito daquilo que eu via aqui e do que entendi como fundamental, como as organizações das contas e da rotina dos dias insanos)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar...

Posts mais acessados