Estudos, Universidade Pessoal

Meu processo de revisão de estudos dentro da universidade pessoal

O processo de revisão, para mim, depende muito do propósito do estudo em si.

Estudos para passar em uma prova, em um concurso, assuntos desse tipo, acredito que devam ter um controle de revisão diferente. Para tal, recomendo criar um calendário só para tais revisões e fazer mais ou menos assim:

  • Hoje: estudado assunto X
  • 1 semana depois: revisão do assunto X
  • 1 mês depois: revisão do assunto X

E assim vai, uma vez por mês.

Para estudos da universidade pessoal, que não necessariamente se resumem a provas e prazos, a revisão não precisa ter um acompanhamento mais rigoroso assim e pode ser feita de maneira informal. Vou contar como eu faço então.

Toda vez que eu estudo um assunto, eu penso na revisão ao fazer anotações ou marcações no próprio livro.

Parte desse estudo é produzir resumos ou materiais para revisar. Podem ser grifos, anotações em post-its ao longo do livro, anotações e textos no meu caderno (commonplace book) e mapas mentais, de modo geral.

Eu já produzo esses materiais, enquanto estudando, pensando na revisão. O que quero revisar depois e como será a maneira mais prática de revisar?

Tem assuntos que prefiro escrever, então uso o caderno, enquanto outros assuntos eu prefiro ver um formato mais integrado, e aí uso mapa mental. Não tem uma “regra” para escolher: pergunto a mim mesma e sempre tenho a resposta sobre o que vai funcionar melhor para mim. E claro que tudo é teste. Se eu fizer um mapa mental e ele não rolar, faço em outro formato. Não é perda de tempo – apenas estudo adicional.

Com os assuntos que estou estudando no momento:

Ayurveda
Além de toda parte prática, que é realizada no dia a dia (com comida, cuidados, observação etc)., tem a parte teórica. Nesse caso, eu prefiro fazer resumos e anotações no meu caderno, pois meu intuito é memorizar, aprender mais, raciocinar em cima dessa nova linguagem. Mais adiante, acredito que valha a pena alguns mapas mentais apenas para revisar a síntese das informações. Como escrevo no caderno, vivo folheando e lendo o que escrevi diariamente, antes de dormir, em especial, para deixar meu cérebro trabalhando naquilo em background.

Budismo
Estou lendo os livros e praticando diariamente através das meditações e outras ações morais. Grifo os livros, faço anotações, e antes de ir para o próximo capítulo eu gosto de dar uma folheada e lida nas anotações e grifos dos capítulos anteriores. Também pretendo fazer um mapa mental com a síntese de cada livro estudado.

CNV
Como para mim esse estudo ainda é muito introdutório, apenas a leitura do livro, com grifos, e essa revisão dos capítulos anteriores basta. Quando você absorve um conhecimento, ele faz parte das suas ações no dia a dia também, não é apenas uma teoria aprendida.

Marketing
Anotações no meu commonplace book e muita coisa capturada para colocar em prática mesmo (que vira ação, projeto etc).

Pré-projeto do Doutorado
Praticamente só leitura e grifos por enquanto também. Ainda não iniciei um fichamento mais ordenado em algum app tipo Mandeley, por exemplo.

Para mapas mentais, faço à mão e digitalizo para o Evernote, ou uso o Mind Meister.

Para anotações em papel, uso o commonplace book (um caderno universitário com 400 folhas).

Reviso todos os dias o caderno e, os mapas, quando vou atualizá-los com outras informações, ou quando sinto necessidade ou vontade.

Dica geral: estuda produzindo os materiais para as suas revisões. É isso. 😉 Não grife por grifar, não anote por anotar. Grife ou anote aquilo que acha importante ver na revisão.

10 Comments

  1. Oi, Thais!
    Gosto muito desse método de estudar pensando na revisão. A organização dos estudos deveria ser ensinada na escola (falo isso como uma professora que sempre tentou levar esse tipo de conteúdo para a sala de aula também).
    Adorei o post!
    Um beijo :*

  2. Não é incrível como muita gente – e me incluo nisso – só aprende a estudar de verdade depois que passa anos no ensino regular? São coisas simples como esta dica de “estudar preparando a revisão” que podem fazer a diferença entre passar na prova e estudar como conhecimento. Obrigada por compartilhar! 🙂 Estou fazendo o ciclo de estudos que vc compartilhou lá no canal e tornou a “minha universidade pessoal” muito mais produtiva.

  3. Oi Thais! Adorei o post! Me identifico muito com esse seu lado, pois sou daquelas que sempre gostou de estudar e aprender coisa novas. Tenho até que tomar cuidado, pois fico querendo aprender de tudo e sem foco, não chego a lugar algum… rs. Suas dicas em relação a isso me deram um ótimo norte e têm me ajudado bastante. Antes fazia anotações a esmo e agora tenho um common place book (!), graças a você. Fiquei com uma dúvida: quando você diz que revisa o seu caderno todos os dias, você revisa ele TODO ou tipo, só o último dia de anotações? Grande beijo e obrigada!

    1. Costumo revisar o que escrevi no dia e folhear livremente de acordo com o que der vontade de ler. 😉

  4. Esse “mindset” de estudar já focado na revisão é uma perspectiva muito inteligente . Vou adotar…adoro esse termo que você cunhou de “Universidade pessoal”, trouxe pra minha vida também.

    1. Olá, Thais!
      Concordo plenamente com a Monica… Muitas vezes saímos da educação básica sem aprender a estudar.
      Sabe quando foi que, de fato, eu aprendi a estudar? Na época do mestrado rsrsrs Antes tarde do que mais tarde, não é verdade?
      Durante a graduação, eu tinha um ideal de sempre fichar os textos em um caderno à parte, usava um sistema de cores para grifar mas, confesso, era muito pouco produtivo. Ao longo do meu trabalho como pesquisadora (inicialmente no mestrado e agora, concluindo o doutorado), percebi que o simples é o que funciona melhor para mim. No meu caso, a melhor forma de estudo é também sempre preparando a revisão. Eu faço fichamentos no próprio livro/texto (sou do clube que rabisca livro sem dó, me julguem hehehe), destacando as partes essenciais do conteúdo.
      Abrir um livro todo grifadinho, para mim, é uma satisfação… Amo demais a sensação!

      Abraço!!
      Renata

  5. Thai, eu acho incrível como você aplica bem a técnica dos mapas mentais para o seu aprendizado! Parabéns! E também amei essa ideia de UNIVERSIDADE PESSOAL. Estou construindo um mapa mental com as várias áreas de conhecimento que desejo me desenvolver. Gratidão por compartilhar tanto conhecimento e por ser um exemplo, nos inspirando a trilhar nossa própria jornada. Muito agradecida!
    Liz Kimura – Especialista em Mapas Mentais desde 2.000

  6. Cássio Sousa says:

    Estudo fazendo marcações
    e destaco com canetas coloridas, fazendo tópicos das partes mais importantes do assunto… o ciclo de estudos também me ajudou muito, com ele para consegui passar num concurso.

  7. Débora Caetano says:

    Olá Thais!
    Você pode me tirar uma dúvida? Quando você decide o que estudar (ex: matéria, assunto), como você organiza o que deve ser estudado(ex: conteúdo, livros, internet)? Você já organiza uma especie de conteúdo programático, ou vai vendo que for surgindo?

    1. Recomendo ver os posts sobre universidade pessoal aqui no blog. É onde explico tudo isso em detalhes. O último, sobre o segundo semestre do ano, tem muitas dicas. 😉

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