Diário da Thais

A decisão que tomei sobre a pandemia

Tomei uma decisão internamente e quero compartilhar com vocês até para ficar como referência em um futuro breve caso eu precise explicar algumas coisas.

Vale dizer que é apenas a minha opinião pessoal e eu não estou postando porque quero discutí-la, mas apenas compartilhar com vocês porque impacta decisões diversas nos conteúdos que publico diariamente.

Pelo bem da minha saúde mental, eu decidi internamente que não espero o fim da pandemia pelos próximos quatro anos.

Nunca antes na história da humanidade foi descoberta uma vacina em tão pouco tempo. Suponhamos que a vacina saia em breve, conforme publicações recentes. O Instituto Butantã em SP já falou sobre a previsão da vacina em janeiro.

Suponhamos que a vacina venha em janeiro. Eu estimo que o mundo leve pelo menos dois anos para vacinar todo mundo. Vacinar todo mundo não garante imunidade para todo mundo, então mesmo vacinando as bilhões de pessoas no mundo ainda teremos que tomar cuidados.

Sinceramente, ficar todos os dias acompanhando as notícias e ficar esperando “o fim da pandemia” estava me deixando com ansiedade. Cheguei a ter crises de ansiedade como não tinha há uns 10 anos. Eu não quero isso para mim.

Prefiro acreditar que são quatro anos e assim eu posso tomar decisões sobre a nossa família, a nossa casa, nosso trabalho, não vou me preocupar com viagens e propostas comerciais que ficam me cobrando para serem presenciais.

Se a vacina vier antes, se tudo isso acabar antes, maravilha. Mas eu parei de criar expectativas porque estava me fazendo mal.

É isso. Queria compartilhar com vocês.

Estou muito satisfeita, tranquila e aliviada com a minha decisão.

Estamos no meio da maior crise sanitária do século, o grande evento da nossa geração, e acho que tudo o que menos preciso nesse momento é criar ansiedade sobre condições que não tenho qualquer controle.

Não é para ter pânico ou “desanimar”. Eu não estou nem um pouco desanimada. Sinceramente. Pelo contrário. Pensando assim, eu desencanei de ficar me preocupando com “o que vou fazer sobre a viagem tal?” ou “o que vamos fazer com relação ao nosso escritório?”, ou “minha mãe vai ficar bem morando em outra cidade?” etc. Tendo em vista que pode levar muitos anos, eu consigo ficar mais tranquila tomando decisões sobre a vida como um todo.

Não agonize. Organize.

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