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Revisão das minhas áreas de foco e responsabilidades de trabalho (Março 2020)

Neste post, vou comentar um pouco sobre como tenho feito um trabalho de reequilíbrio das minhas áreas de foco. David Allen, criador do método GTD™, que eu uso, recomenda revisá-las sempre que sentir necessidade de buscar equilíbrio. Achei que seria legal compartilhar essa última revisão com vocês (leia o post linkado na primeira frase para entender sobre o que estou falando caso você nunca tenha lido nada sobre áreas de foco).

Voltei a organizar esses dois mapas no Mind Meister.

Eu gosto de fazer essa revisão mensalmente. Considero uma reflexão legal mas, se eu sentir que não preciso revisar em tal momento, deixo para quando sentir necessidade. Eu estava sentindo essa necessidade porque fiz mudanças importantes no meu trabalho ultimamente, mas eu ainda precisava de um distanciamento maior (e também de uma vivência diária) até para me entender nessa nova configuração.

Hoje, no meu trabalho, eu tenho algumas funções bem bacanas. Comecei criando essas ramificações principais, que foram a de criação de conteúdo e a como professora. Ao refletir sobre essas responsabilidades, muitas coisas vieram à minha mente, que fui alimentando no mapa.

Definir o seu trabalho é uma das coisas que mais fazem diferença em termos de produtividade. Se você não tiver seu trabalho definido, ficará muito mais fácil dizer sim para tudo e para todos e se sobrecarregar. Aliás, é fato: toda pessoa sobrecarregada não sabe de verdade qual é o seu trabalho. Provavelmente não tem todo o inventário de coisas que precisa completar e entregar a curto prazo, não tem ideia dos seus compromissos nem das suas responsabilidades. Uma vez que você defina seu trabalho, você consegue analisar cada uma dessas definições e se perguntar: tá tudo certo por aqui? Isso me lembra algo? Quando eu analiso essa área e penso em sua estabilidade, o que eu preciso fazer para alcançá-la?

Outra coisa que é muito afetada por esse mapa é a minha rotina de trabalho. Tendo claras as minhas prioridades, eu consigo verificar: bem, essa atividade eu preciso fazer diariamente. Esta outra aqui semanalmente. Essa eu posso delegar. É bem interessante esse manejo e depende apenas dessas revisões constantes e regulares.

No mapa:

Foi pra agenda:

Acho que é legal sempre dizer que esse mapa não fica “pronto” de uma vez. Ele nem sequer fica pronto nunca, eu acho. Cada vez que eu reviso, alimento um pouco, mudo algumas coisas etc. Ele serve como ponto de reflexão exatamente. Toda vez que o reviso, eu identifico providências que preciso ou quero tomar com relação a algum tópico dele. Serve como uma lista de gatilhos mesmo.

Revisar as áreas de foco também me ajuda a ter noção do equilíbrio dessas diversas áreas. De modo geral, todo mês tenho tido um momento de reflexão mais específico quando faço a migração mensal no Bullet Journal – desenho a roda da vida e pinto ela de acordo com o nível de satisfação em cada uma das áreas, além de escrever um pouco em formato de diário os apontamentos a respeito de como me sinto. Tudo isso são atividades referentes às áreas de foco, mas são atividades “separadas”, que faço em momentos diferentes. No Bullet Journal faço quando vira o mês e a revisão dos mapas deste post eu faço quando sinto necessidade.

Uma dúvida que costuma sempre aparecer nos comentários quando faço um post desse tipo é sobre os motivos para ter dois mapas em vez de um só. Não tem regra, é apenas uma opção pessoal. Eu gosto de ter minhas responsabilidades profissionais em um mapa diferente. Eu como indivíduo me coloco em outra abordagem, outra reflexão. Você pode criar um mapa separado para a área que você quiser – por exemplo, finanças.

“Ah, mas isso é muito controle. Sou uma pessoa livre, criativa, não gosto de limites assim. Parece que você engessa tudo, não vive.” Eu ouço muito isso (o David Allen também). E vou usar a resposta dele para isso: justamente por eu ser uma pessoa livre e criativa também eu faço isso. Porque, se eu não fizer, esses pequenos detalhes chatos, burocráticos e às vezes até enfadonhos da minha vida vão ficar tomando meu tempo e energia que eu deveria estar dedicando às coisas realmente importantes para mim. Por outro lado, ao fazer essa análise, eu garanto que não vou me esquecer de nenhuma dessas coisas importantes. Vou ter sempre a oportunidade de refletir sobre as responsabilidades que eu tenho com relação ao meu filho, à educação dele, à minha saúde, à nossa casa e todas as outras áreas. Não se trata de limitação, mas de expansão.

Claro que, sem dúvida, é apenas uma escolha sobre o modo como viver a vida, que não é obrigatória de maneira alguma.

Voltei a fazer em formato de mapa mental apenas porque, no momento, prefiro assim. Não há nenhuma explicação técnica ou metafísica para isso. 😉