Minhas ideias sobre uma casa minimalista

Estamos falando sobre casa minimalista este mês no blog, então este é um primeiro post sobre o tema.

Já falei mais sobre minimalismo aqui e você pode conferir todos os posts sobre esse assunto.

Uma casa minimalista é uma casa que contém o mínimo necessário para se viver. A questão aqui é que o necessário pode variar de pessoa para pessoa. Uma médica, mãe de dois filhos e casada, terá necessidades domésticas diferentes de uma estudante solteira que mora sozinha. Assim como uma comissária de bordo terá necessidades diferentes de uma CEO de empresa.

Tudo na organização, do meu ponto de vista, remonta ao auto-conhecimento. Porque apenas através dele você entenderá o que precisa ter no dia a dia para que sua casa te abrigue e seja um refúgio, um espaço sagrado para você.

Se você morar com outras pessoas, então, a equação fica um pouco mais complexa, pois é necessário levar em conta como as outras pessoas são também.

Quando se fala em casa minimalista, muitas pessoas pensam na imagem de uma casa vazia, com poucos móveis. De fato, se você fizer buscas na Internet por esse tema, é o que você encontrará. Mas minimalismo significa uma casa com poucas coisas? Sim e não. Explico.

Henry D. Thoreau dizia em seu livro “Walden, ou a Vida nos Bosques”, que se orgulhava de ter todos os seus pertences cabendo em um carrinho de mão. Isso porque, segundo ele, buscava simplicidade. No final das contas, quanto mais coisas temos, mais complexidade trazemos para a nossa vida. E eu concordo com isso, porque ter coisas realmente demanda tempo para cuidar delas. Se você tiver uma cristaleira com artigos de prata em casa, isso demanda um certo tipo de cuidado. O mesmo vale para uma estante cheia de livros. Tudo o que você tem demanda cuidado (vale para tudo, além de objetos).

Aí a pergunta que a gente precisa se fazer sempre é: o tempo que eu levo cuidando desse objeto é proporcional ao valor que ele tem na minha vida? O espaço que ele ocupa vale a pena tê-lo em casa? Só você pode responder essas perguntas, cujas respostas podem ser SIM ou NÃO.

O importante então é fazer essa análise para tudo o que você tem em casa. Uma casa minimalista deve ter o mínimo necessário para quem mora nela viver, e esse necessário varia de casa para casa, de família para família, como comentei antes. A cozinha de uma confeiteira vai ter o mínimo necessário diferente de uma pessoa que não trabalhe com comida.

Quando olho para a minha sala, gosto de pensar que tudo o que está ali é algo que eu gosto, uso ou preciso. O mesmo vale para a cozinha, os banheiros, os quartos, meu home-office. Isso não é uma tarefa para se fazer uma vez na vida e esquecer o assunto. É para sempre. Pois os gostos e as necessidades mudam, e o que pode ser importante hoje pode não ser mais amanhã. A pergunta é: sua casa reflete quem você é hoje? Ou você está acumulando coleções que não fazem mais sentido e apenas ocupam espaço?

Desfazer-se do que não faz mais sentido, do que é tralha, não deve ter como ponto de partida a escassez de se desfazer do objeto, mas a mentalidade de abrir espaço para o que realmente importa. Toda vez que você diz SIM a alguma coisa, está dizendo NÃO a outra. Você está dizendo SIM para as coisas certas?

Sua casa reflete quem você, suas necessidades e sua vida hoje? Ou é reflexo de um passado que não existe mais, não faz mais sentido, ou de um futuro que você nem tem certeza que ainda quer viver?

9 COMMENTS

  1. “Sua casa reflete quem você, suas necessidades e sua vida hoje? Ou é REFLEXO DE UM PASSADO QUE NÃO EXISTE MAIS, não faz mais sentido,OU UM FUTURO QUE VOCÊ NÃO TEM CERTEZA DE QUE QUER VIVER ?”
    #diretonagoela

  2. É um processo constante. Ja vivi em casa com mais do dobro da área que tenho hoje, sendo que o apto atual nem pode ser considerado pequeno (120 m2). Gosto de espaços mais abertos, de áreas de circulação livres e desimpedidas, mas estou cogitando seriamente em mudar para um imovel menor.

  3. Oi Thaís. Sou sua fã!!
    Tenho um blog também, onde escrevo há uns 2 anos sobre minhas experiências na maternidade. A proposta é bem diferente do seu blog, é mais pra ser um lugar pra eu registrar meus pensamentos/sentimentos/experiências nesse novo caminho que estou trilhando como mãe, para eu mesma reler daqui a uns anos…

    Escrevi um post sobre minimalismo também. Se quiser (e tiver um tempinho) dá uma olhada lá: http://criandumundo.blogspot.com/2018/04/mas-afinal-o-que-e-ser-minimalista.html

    Beijoooos

  4. Gente… Esse texto caiu como uma luva!!! Comecei hoje a destralhar minha casa e já abri espaço de uma prateleira inteirinha na estante!!! Ainda faltam 5… Hehehe. Estou muito empolgada!!!!

  5. Em minha casa é uma discussão eterna: eu sou minimalista e meu marido maximalista… rs Eu quero reduzir coisas e ele sempre encontra alguma novidade para trazer pra casa. Fizemos um destralhamento este final de semana e nos deparamos com 5 caixas de objetos diversos para descarte e doação.
    Já tive a fase de tapetes, cortinas e almofadas; o que fui me desfazendo aos poucos justamente pela trabalheira que dá de manter limpo. Já tive a fase de bolsas e sapatos, quando vi um dia tinha sapato e bolsa para 2 encarnações. Simplesmente parei de comprar.
    Tive também a fase das echarpes quando me mudei pra SP. Parei de comprar há 5 anos e continuo usando as mesmas…
    Hoje o único apego que eu tenho são os meus livros, o que de tempos em tempos vou doando.

    Beijos com muita paz e saúde!

    • kelly tenho este mesmo “problema” que você, em casa estou buscando a cada dia ser minimalista enquanto minha esposa é maximalista e já disse que não quer ser minimalista, meu único apego são com meus livros, que já estou aprendendo a me desfazer deles.

  6. Recentemente mudei de casa e neste processo de mudança me desfiz de muuuita coisa. Para este ano, meu lema é ter somente o que me faz feliz e o que é útil. O que eu posso ter guardado pode ser útil para outra pessoa.
    Agora estamos com planos de mudar de país e este processo de destalhar se tornou mais intenso, pois irei levar somente o imprescindível. Confesso que estou gostando deste processo e está me fazendo refletir muito sobre o que é realmente importante. Acredito que, independente do resultado que essa mudança traga para minha vida, com certeza essa experiência vou levar para a sempre.

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