“A arte do silêncio” (2019)

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Tenho uma novidade legal para compartilhar! Em abril, conversei com o pessoal da Ed. Gente (que publica os meus livros) e fizemos um acordo que funcionará assim: todo mês, eles me enviarão os livros que forem lançamentos e que tenham a ver com o blog. Vou ler e fazer a resenha para vocês! Achei que seria uma condição muito boa para todo mundo: 1) eu ganho livros que me interessam e me ensinam mais sobre o conteúdo que publico aqui; 2) vocês lêem a resenha e ficam sabendo sobre ideias de livros novos e legais e 3) ajudamos a editora a divulgar seus livros.

O primeiro livro a ser resenhado então será este, “A arte do silêncio”, que foi o primeiro que eu li.

Amber, a autora, é escritora, professora e editora, e começou a praticar meditação em 2009 (mais ou menos na mesma época que eu). Hoje ela se considera especialista em atenção plena e faz diversos trabalhos relacionados, ao lado do marido, que é ilustrador. Ela é mãe e também escreveu outros materiais sobre como conciliar as atividades com um bebê e buscando essa conexão essencial através da mente plena e da meditação.

Eu sou uma pessoa que valoriza muito o silêncio no dia a dia. Não gosto de barulho. Andar no shopping ou em ruas lotadas, por exemplo, me deixa bastante exausta. Eu já tinha identificado isso lendo alguns materiais sobre ser introspectivo e ser extrovertido, e entendendo que eu tenho um perfil mais introspectivo. Ou seja, eu me reenergizo quando tenho meus momentos de paz, sozinha, enquanto outras pessoas se reenergizam quando ficam na companhia de outras.

Logo, o silêncio é algo que me faz bem. Sendo mãe, sendo casada, e trabalhando como professora e palestrante, dá para imaginar que os momentos de silêncio no meu dia a dia possam ser raros – e são. Mas justamente por assim o serem, eu busco valorizá-los e criá-los sempre que possível. Chegar até a leitura desse livro, então, foi legal, porque me identifiquei de imediato.

Na introdução, a autora começa descrevendo o que ela chama de silêncio (“uma fonte de poder profundo e um lugar especial de serenidade, calma e paz”). Ela também mostra porque a sobrecarga auricular é prejudicial, e que todos nós estamos vivendo em um mundo extremamente barulhento, com excesso de informações. Ao final deste e de cada um dos capítulos, ela traz exercícios de mente plena que achei bem interessantes de fazer.

O restante do livro traz abordagens e recomendações interessantes, a saber:

  • como identificar o que é realmente importante e descartar o que não é
  • como desenvolver expectativas realistas sobre o que deve e o que não deve estar em andamento na sua vida
  • a questão do uso excessivo do celular
  • como se manter ocupada/o com atividades mais saudáveis, como passear na natrureza, cultivar passatempos e praticar esportes
  • uma seção inteira apenas sobre relacionamentos <3
  • a comunicação sem ser por palavras (gestos, sinais)
  • lidando com o silêncio interno e externo

Enfim, uma leitura rápida, agradável e necessária nessa época em que vivemos. Considero este livro um achado.

Você pode saber mais sobre ele e encomendá-lo no site da Editora Gente. Usando o cupom 15ORGANIZADO você ainda ganha 15% de desconto. <3

18 comentários

  1. Thais, você já pensou em fazer um retiro de silêncio? Vipassana ou outro? Eu também prezo muito pelo silêncio e o retiro que fiz foi uma das melhores coisas da minha vida.

    • Já pensei sim, mas acho que ainda não estou preparada para algo do tipo. Primeiro, que é muito tempo longe do Paul (por isso nnao fiz mais retiros). Segundo, que não pode nem fazer anotações. Eu me conheço. Consigo ficar sem falar, mas sem escrever, impossível. Então talvez em um outro momento. 😉

  2. OFF
    Thais, ontem naquele incêndio e vazamento de gás na Rua Tabatinguera, fiquei arrasada.

    Saí com a roupa do corpo e a chave de casa.

    Saquei dinheiro no caixa eletrônico com a biometria, comprei uma sapatilha e fui para o trabalho.

    Não consigo parar de pensar nisso… tinham pessoas com verdadeiras malas de mão prontas, com idosos e super organizadas para um momento extremo como esse. Ficamos na rua desde às 3:30 da manhã e só pudemos voltar às 16h da tarde.

    Sem celular, sem meus contatos num arquivo word na nuvem, por exemplo, para eu acessar de algum celular e conseguir ligar pra alguém.

    Eu estou feliz por estar viva, aquela coisa toda. Não foi no meu prédio e evacuamos por segurança pois o cheiro do gás era insuportável.

    Mas, não me conformo de que não estava preparada para uma situação extrema como essa.

    Estou pensando em criar um kit socorro como essas pessoas. Eu tive uma verdadeira aula sobre organização com algumas pessoas ali e lembrei de você, claro.

    To pensando em organizar um hall de entrada aonde fique a bolsa com dinheiro e documentos e umas mudas de roupa numa segunda bolsa.

    Minha cabeça está girando, girando, girando…

    • Olá, Adriana. Deve ser bem estressante mesmo uma situação dessas, eu imagino. Sobre a questão de estar preparada pra emergências, o que você falou é o conceito de “bug out bag”. É basicamente a idéia de deixar uma mochila com itens básicos de sobrevivência para uma emergência. Isso é mais comum em outros países onde há risco de terremotos, por exemplo. Eu ainda não botei em prática, mas pretendo, pois acho que pode ser muito útil. Um exemplo seria deixar em um Hall perto da porta de saída uma mochila com: uma muda de roupa/sapato adequado ao clima da região em que você mora, escova de dentes, dinheiro trocado para não depender de caixa eletrônico, um carregador de celular, algum documento seu ou xerox autenticada, alguns itens de primeiros socorros e algumas barrinhas de cereal (de vez em quando conferindo a data de validade). Se você buscar por “bug out bag” no Google vai encontrar muitas pessoas bem exageradas, daquelas que se preparam para o fim do mundo, juntando na bolsa saco de dormir, filtro portátil para água, rações militares, essas coisas de quem costuma acampar. Eu acho isso bem fora da realidade do brasileiro padrão. Mas a gente pode extrair daí a idéia geral e personalizar visando as nossas necessidades.

    • Eu não tenho um kit pronto, mas tenho uma lista de prioridades. Se algo acontecer, primeira providência é colocar os gatos nas caixas de transporte que estão prontas e à vista. Segunda coisa é pegar a mochila do trabalho (onde tem sempre a carteira, uma necessaire e carregadores), e terceiro o celular, se possível, mas geralmente já está comigo. As prioridades são nessa ordem e o resto realmente não é prioridade.

  3. Olá Thaís, que legal! Eu comprei este livro mês passado quando fiz uma viagem. Ainda não comecei a ler o mesmo, pois estou finalizando a leitura de um outro livro. Costumo comprar vários livros de um vez só porque na cidade onde moro não tem livraria…Obrigada por esta resenha! Abraços.

  4. Obrigada pela dica!
    Tenho tentado praticar a meditação plena e me ajuda muito a dar foco nas prioridades e reduzir ansiedade.

  5. Uauuu! Já faz anos que assumi com tranquilidade minha introspectividade, sem culpas, mas nunca tinha pensado dessa maneira que você expôs: “Ou seja, eu me reenergizo quando tenho meus momentos de paz, sozinha, enquanto outras pessoas se reenergizam quando ficam na companhia de outras.”

    Muito obrigado!!

  6. Os tópicos na imagem da página do livro pareciam minha “árvore de decisão” pra saber se ia numa balada ou não! 😀

  7. Thais, sou bibliotecária escolar e sofro bastante com o barulho. Quando atendo as salas são grupos de 32 crianças/adolescentes de uma vez e as vezes atendo 7 salas em um único dia!
    A biblioteca fica perto do refeitório e das mesas de jogos, acho que já deu para imaginar um pouquinho né? haha
    Tenho um filho adolescente que já entendeu que qdo chego em casa preciso ficar quieta um tempinho antes de conversar um pouco sobre o nosso dia.
    Pensei em comprar um bom fone de ouvido desses que diminuem muito o ruído externo, principalmente para usar em dias de chuva (os 6 intervalos do dia acontecem na porta da biblioteca e todas as crianças ficam nesse local) ou em dias que preciso me concentrar para fazer atividades intelectuais..
    Você sugere alguma marca/modelo de fone que possa me atender nesse sentido?
    As vezes saio daqui realmente exausta mentalmente.

    Beijos

    • Eu uso um modelo da Bose, mas ele é bem caro (paguei chorando um pouco menos quando fui para o exterior).

      Mas você pode resolver com algum fone em formato de concha + protetores auriculares. Eu vivo com protetor auricular na bolsa – ajuda pacas, de maneira geral.

      Espero que ajude.

      • Amo o blog !!!!!
        Simples, objetivo e com informações maravilhosas!
        Vou aderir o protetor auticular, amei a ideia❤️🙏🏼

  8. Thaís,
    Comprei o e-book ontem, após ler sua dica. Adorei!
    Já li mais da metade,.pois me identifico muito com o tema. O barulho.me atormenta muito,.principalmente no ambiente de trabalho.
    Adoro o silêncio! Uma ótima dica, como sempre.
    Já vinha buscando aprender sobre o tema é sobre meditação. Tenho acompanhado muita coisa da Monja Cohen, sobre o silêncio a meditação e este livro véu complementar.

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