O futuro do trabalho

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O servidor do blog esteve em manutenção durante a semana passada inteira. Não conseguíamos acessar nem criar novos posts. Agradeço a compreensão.

No dia 4 de maio realizei no YouTube uma LIVE especial de 30 mil inscritos no canal (obrigada!) sobre o futuro do trabalho. Eu venho estudando esse tema há bastante tempo e reuní um monte de dados e pesquisas mais recentes para poder dar meus pitcacos sobre o assunto.

Apesar de ser um assunto com potencial enorme de exploração, a LIVE durou uma hora e você conferir abaixo ou clicando aqui.

Comecei a LIVE falando sobre o mercado de trabalho hoje e no mundo. Trouxe um relatório que foi publicado dia 30 de abril deste ano pela Organização Mundial do Trabalho (OIT). Esse relatório nos diz, por exemplo, que 61% da população do mundo (mais de 2 bilhões de pessoas) atuam na eonomia informal, ou seja, em trabalhos sem contrato.

No Brasil, com o desemprego batendo as 13 milhões de pessoas este ano, cada vez mais temos visto pessoas aumentando esse cenário, buscando bicos, freelances ou trabalhos intermitentes (só trabalha quando tem demanda, e só recebe quando trabalha).

Seguem algumas tendências que eu reuní e que falo mais a respeito na LIVE:

  • Termos como: precarização, flexibilização, temporários, terceirizados, empreendedorismo, intra-empreendedorismo se tornarão cada vez mais frequentes.
  • Intensificação da sobrecarga. Afinal, em uma equipe de 20 pessoas, se 12 forem despedidas, as 8 restantes assumirão o trabalho das que saíram. E “terão que dar conta” se quiserem manter o emprego.
  • Cada vez mais veremos a redução do trabalhador operário de fábrica, devido ao avanço da tecnologia.
  • No entanto, não acredito no “fim do trabalho” “porque um robô pode roubar o meu trabalho”, porque sempre existirão trabalhos – eles apenas vão mudar. Algumas profissões podem sim deixar de existir, mas trabalho sempre haverá.
  • Aumento no número de serviços. As pessoas não têm mais tempo, e contratarão cada vez mais outras pessoas para realizarem serviços de todos os tipos.
  • Cada vez mais jovens (sem experiência) e idosos serão excluídos do mercado de trabalho. Em alguns países, os imigrantes já têm assumido há algum tempo postos de trabalho considerados menos qualificados.
  • Por incrível que pareça, ainda existem alguns países no mundo que exploram o trabalho infantil, e esta é uma realidade que é difícil de lidar. Vivemos em um sistema que busca obter cada vez mais lucro (e menos gastos com mão de obra).
  • O aumento do trabalho feminino, que já é uma realidade há anos. Isso impacta na disponibilidade dos homens para trabalhar fora e também na escolha por uma família ter filhos ou não.
  • Também veremos cada vez mais o aumento do terceiro setor e trabalho voluntário.
  • O trabalho está ficando cada vez mais transnacionalizado e internacionalizado. A empresa é da Inglaterra mas tem profissionais atuando em diversos países, por exemplo.
  • Ou seja, cada vez mais comum será o trabalho em estilo home-office, que traz algumas características como diminuição de gastos da empresa que contrata, além de uma individualização das pessoas (que, por trabalharem sozinhas, não poderão se organizar para reivindicar direitos, por exemplo, além de também aumentarem a possibilidade de problemas psicológicos, como a depressão).
  • Isso nos leva à tendência do enfraquecimento dos sindicatos. Os movimentos capitalistas são friamente calculados. rs
  • Sobre o avanço da tecnologia, ouviremos cada vez mais falar em: robótica, nanotecnologia, Internet das coisas, inteligência artificial e engenharia espacial.
  • Cal Newport, autor do livro “Deep Work”, diz que teremos dois tipos de profissionais nessa nova realidade da robótica: o especialista em sua função (que será sempre requisitados e consultado, especialmente para trabalhar na configuração das máquinas) e o profissional que sabe se relacionar e se comunicar (para facilitar a comunicação entre máquinas e pessoas).
  • David Allen (autor do método GTD) diz que, independente de você trabalhar na Terra ou em Marte, você sempre lidará com ideias, então vale a pena implementar um método para lidar com elas, pois isso te ajudará em todas as frentes.
  • Economia criativa também será cada vez mais alimentada. As pessoas cada vez mais querem trabalhar com aquilo que elas gostam e que demandam criação própria.
  • Os trabalho apoiados em tecnologia também terão cada vez mais espaço: ideias, aplicativos, volume invisível de informações.
  • A pequena produção também é uma tendência. Isso nascerá do empreendedorismo e do fato de as pessoas terem ficado desempregadas, mas tendo conhecimento para começar a produzir.
  • A destruição da natureza também já vem de décadas, mas cada vez mais o tema entrará em pauta se a gente quiser manter o planeta que vivemos hoje. Logo, iniciativas nesse sentido terão seu espaço.

No vídeo eu relato as minhas diversas fontes para as tendências acima e explico um pouco mais cada uma delas, além de dar a minha opinião, que é: não, o trabalho não vai acabar, mas vai mudar. Como não temos como saber o futuro, o que meu coração me diz é que devemos sempre ficar atentos às mudanças do nosso setor e fazer o que consideramos mais certo e coerentes com quem nós somos.

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