Técnica Pomodoro serve para os estudos?

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A técnica Pomodoro foi inventada por Francisco Cirillo no final dos anos 80. A ideia é marcar 25 minutos em um timer de cozinha (ou no cronômetro do seu celular) e trabalhar focada(o) em alguma atividade (geralmente que você vinha procrastinando) para tentar terminá-la em até 25 minutos. Ao acabar o tempo, pare 5 minutos e depois faça outro pomodoro. Ao término de 4 pomodoros, faça uma pausa maior, de meia hora.

É uma técnica bacana para lidar com a procrastinação e que também pode funcionar para os estudos, se você testar e funcionar bem para você.

Não quero estimular ninguém a “estudar rápido” ou “de qualquer jeito”. Não é a ideia. A ideia é que você se proponha alguns desafios de estudo que a técnica em si pode ajudar, como por exemplo:

  • Resolver exercícios difíceis
  • Fazer questões, testes e simulados
  • Resumir conceitos difíceis em voz alta
  • Desenhar mapas mentais
  • Leituras com grifos
  • Revisões de materiais já estudados

Na verdade, uma coisa bem legal é você alternar os tipos de atividades relacionados ao seu estudo para conseguir ter um melhor aproveitamento, explorando todas as facetas aí do seu cérebro. Acredito que a técnica pomodoro possa ajudar bastante nisso.

Você utiliza a técnica pomodoro para estudar?
Deixe um comentário contando como você faz!

33 comentários

  1. Aqui em casa a técnica foi muito usada com o meu filho, por volta dos 12, 13 anos e sempre deu muito certo.

  2. Utilizo a técnica mas com um tempo maior: 1h. enquanto o celular não apito eu não tiro a bunda da cadeira. o único problema desse tempo é que nos últimos 5′ eu fico ansiosa doida pra acabar o tempo e eu levantar rsrsrs.
    Mas essa técnica é ótima para me disciplinar a estudar!
    Seu blog, como sempre, maravilhoso!

  3. Thais,
    Uso bastante pomodoro, claro que com adaptações, nem sempre faço 4 pomodoros sequenciais mas geralmente quando preciso de concentração eu divido meu bloco de tempo pegando esses 25 minutos. No domingo quando programo minha semana de estudos eu costumo dividir tantos pomodoros para ingles, outros para livros e etc. Utilizo bastante no trabalho também, quando preciso me concentrar em um problema difícil.

    Abraços

  4. Thaís
    Utilizo a técnica Pomodo, para quase tudo. Inclusive nos estudos. Sou uma pessoa muito inquieta, e com dificuldades para ficar fazendo a mesma coisa, por muito tempo.
    Divido minhas tarefas ou temas, por bloco de tempos e semelhança (contextos), aplicando o ciclo de um Pomodo.
    Tem sido ótimo e muito produtivo.

  5. A técnica Pomodoro é excelente! Uso no meu dia a dia e os resultados foram espetaculares. Dá uma tranquilidade muito grande me concentrar só naquilo que estou fazendo, sabendo que vou ter um intervalo depois para espairecer sem culpa. Tem me ajudado muito a dosar trabalho e descanso e chegar no fim do dia sem me sentir completamente esgotada.

  6. Thais, eu utilizo a técnica pomodoro como apoio para leituras e para estudar tópicos específicos. A técnica acaba me ajudando pois consegue apoiar na “distribuição” do tempo e “atenção” que cada tópico deve, ou pelo menos deveria receber, no meu roadmap de estudo.
    As vezes até faço algumas adaptações e estendo o tempo dos 25 minutos para ciclos um pouco mais longo, permitindo mais fluidez nas atividades.
    Abraços.

  7. Oi, Thais!

    Eu adaptei o pomodoro para estudos, e foi O DIFERENCIAL na minha preparação para o concurso em que passei. Primeiro, testei o método original, mas, quando apitava os 25 minutos, meu sentimento era de “mas já??”. Quebrava o ritmo e me deixava muito cansada. Resolvi aumentar para 50 minutos, mantendo os intervalos de 5 e 30 da mesma forma (nem sempre consegui tirar o de 30, já dava a hora do almoço, da janta…). Funcionou maravilhosamente bem! Houve dias em que consegui fazer 10 ciclos – 4 pela manhã, 4 pela tarde e 2 à noite. No entanto, como a vida não para, o mais normal era fazer de 6 a 8 ciclos por dia.

    Quando era professora, eu tive um aluno com uma dificuldade enorme de concentração, de ficar parado mesmo. Como consequência, ficou de recuperação em 8 das 10 disciplinas que tinha cursado naquele ano. Sugeri, então, outro pomodoro adaptado para ele: 10 minutos, com 3 de intervalo, e 20 minutos de pausa depois de 4 ciclos (10 minutos foi o tempo máximo que ele me disse que conseguia se concentrar em alguma coisa). Resultado: recuperou as 8 disciplinas e passou de ano. Saí da escola, então não sei como ele ficou nos anos seguintes, mas ele me agradeceu muito, disse que foi a primeira vez que ele conseguiu estudar de verdade.

    No fim das contas, o conhecimento de como seu cérebro funciona é fundamental para usar o pomodoro, e adaptá-lo se for o caso. Minha dica é ir testando para ver o que funciona melhor =)

  8. Olá Thais! Ótimo texto!
    Eu já usava a técnica Pomodoro na minha rotina diária de trabalho e agora estou usando na minha rotina de estudos. Também estou fazendo mestrado, então, neste momento o Pomodoro está sendo mais útil ainda, já que estudo parte do tempo em casa, parte no laboratório na universidade. Estudar ou trabalhar em casa é um grande desafio, não é? Manter o foco fica bem mais difícil. Então esta tácnica ajuda a manter-me focada por mais tempo, me “premiando” com intervalos regulares onde aproveito para fazer lanches, conferir as notificações do celular, etc… Interessante foi que, no início, eu anotava quantas vezes eu tinha vontade de procrastinar ou levantar para fazer outra coisa destro dos 25 min. É surpreendente ver o quanto somos dispersos. Mas logo nas primeiras semanas eu já estava bem habituada e os 25 min passaram a render de verdade. Recomendo experimentar a técnica. Eu uso a extensão Pomodoro do Chrome e o app para o celular. Somente no app dá para contar o intervalo longo de 15 min.
    Grande abraço!

  9. Olá, Thaís. No meu caso, vejo que tenho a tendência de procrastinar tarefas difíceis ou que sejam muito trabalhosas e/ou enfadonhas. A técnica do Pomodoro, por si só, não tinha sido suficiente para lidar com isso. Entretanto, isso mudou quando resolvi usar uma outra visão, que torna mais fácil começar a tarefa: concentrar-me no processo ao invés de no resultado final. Por exemplo, se eu tenho 100 provas discursivas para corrigir, o resultado final são 100 provas completamente corrigidas, o que leva bastante tempo. Mesmo dividindo em pequenos lotes (tipo, corrigir 5 provas em um Pomodoro), fica difícil começar quando lembro que precisarei de 20 Pomodoros para terminar tudo. Procrastino até não poder mais. Entretanto, se penso que vou corrigir provas durante 25 minutos, concentrando-me apenas no processo de corrigir, sem me preocupar em quantificar pra chegar logo ao final, geralmente começo logo, ainda mais quando sei que terei uma pausa de 5 min em seguida. Fica bem mais fácil continuar e o trabalho flui. Uso o mesmo processo para ler artigos, preparar aulas e provas, fazer exercícios, etc.

  10. Oi! Eu uso a técnica pomodoro mais para alternar corretamente os períodos de trabalho e descanso. Se a gente descuidar, fica horas trabalhando e acaba “passando do ponto”. Descansar a cada 25 minutos é fundamental para manter a produtividade, no meu ver. Pra mim, ela funciona muito bem, uso há anos.

  11. Só complementando… acabei de ver que você postou sobre esse tema pomodoro em 2012, muito bom mesmo você repostar assim assuntos práticos e eficientes para seus novos leitores!!!

  12. Oi Thaís,

    Eu utilizo a técnica POMODORO para trabalhar.
    E aqui vai uma dica: Existe um site que funciona como um Timer POMODORO em 3 níveis: POMODORO (25 min), Short Break (5 min) e Long Break (10 min).

    =)

  13. Oi, Thais!
    Uso a técnica volta e meia. Tenho sérios problemas com concentração e foco, então sempre busco algo que me ajude. Além de ouvir som de água corrente (em menos de cinco minutos já sou outra pessoa. é impressionante! kk), eu usado de em paralelo e de forma recorrente a técnica do pomodoro, ou pelo menos a ideia dela. Nunca consegui fazer vários ciclos. Geralmente quando vejo que já consegui o foco desejado e já entrei no clima da atividade, desligo o contador e deixo o resto fluir. O som de água que comentei me acompanha há anos e sempre é certeiro. Coloco no youtube: som de água corrente e pronto. Escuto durante toda a atividade que preciso realizar.

    • Oi, Lara! Recomendo fortemente o curso “Aprendendo a Aprender” da Barbara Oakley no site do Coursera. É online e gratuito. Está me ajudando muito.

  14. Oi! Eu tentei usar o pomodoro uma vez mas abandonei porque achei um pouco vago. Porém, por causa das minhas diversas atividades agora, pretendo voltar com um método que consiga captar a minha atenção (o meu problema é que se pego algo pra estudar faço por 2 horas contínuas sem parada nenhuma, e não sei até que ponto é bom).
    Abraços!

  15. Utilizo a pomodoro para estudar capítulos. Enquanto estiver fluindo (visto que capítulos da minha área são interligados e eu estudo uma disciplina por dia), eu continuo… Não tenho o mesmo método para todas as matérias. Matérias com apenas leitura, uso grifos com marca-texto; matérias com conceitos matemáticos, faço um resumo de conceitos e setas… Coloco sempre a data de quando estudei tanto na apostila quanto no caderno; e faço pausas entre os capítulos de 10 a 15 minutos. No tempo que estudo, na sala, minha filha desenha ou assiste algo próximo (normalmente com o filho menor já dormindo). E faço o jantar (temos jantado mais tarde). No intervalo, dou atenção a ela, olho a internet pelo celular e vejo algo a mais pro jantar (como arrumar a mesa, etc).

    Tem dado certo. Também porque é EAD e não estudo todo dia.

  16. Tenho usado a técnica de uma forma adaptada, associando com outras dicas que me ajudam a manter o foco. Sabe aquela sua pergunta para ajudar no planejamento anual? Onde quero estar no final do ano? Então, coloco o temporizador em 30 min e me pergunto: onde quero estar daqui a 30 min? o que eu preciso fazer para ter a sensação de estar aproveitando meu tempo da melhor forma quando o alarme tocar? Eu acho que isso engana o cérebro e a cada novo ciclo a energia e motivação parecem renovar. Atualmente tenho usado para elaborar um projeto de pós-doutorado.

    Com frequência também me faço a pergunta que Tim Ferriss sugere em seu livro Trabalhe 4h por semana: Você está inventando coisas para evitar o que é importante?

    Tenho buscado todas as ferramentas aplicáveis, buscando me manter presente no agora.

    Eu sempre fui a rainha da procrastinação e estou conseguindo cumprir as promessas que me faço a cada dia aplicando essas dicas. Quando termina o tempo, só paro se achar realmente necessário.

    • Nossa, que legal isso de misturar as duas técnicas! Vou tentar aplicar no trabalho! obrigada por compartilhar 🙂

  17. Olá Thais! Estou pensando em usar esta técnica, pois agora estou em fase tumultuada. Retorno da licença maternidade, adaptação do pequeno na escolinha, adaptação as atividades físicas e desejo começar a estudar para concursos. Tem outras dicas , para quem está na minha situação e tem por hábito ser uma pessoa ansiosa?
    Abraços. Apaixonada pelo seu Blog.
    Cris

  18. Uma dúvida que sempre tive é se o som de “tic, tic, tic” do timer de cozinha é pra ajudar a se concentrar (se tem algum efeito neurológico ou algo do tipo), ou se o mais ideal é usar o cronômetro do celular sem som nenhum, só com o alarme de quando o tempo acaba.

  19. Teve uma época em que eu usava bastante. Baixei um aplicativo, mas ajustava o tempo para que demorasse um pouco mais de tempo, porque demoro um pouco para me envolver na tarefa e, quando via, já tocava o alarme.

    Acho muito legal para os dias que nosso foco está disperso.

  20. Pomodoro é vida. Aumentei o tempo para 30′ e o intervalo longo para 20′.
    Usei para fazer o TCC e a atualmente uso nos estudos para concursos; então já vão quase 3 anos com a técnica.

    Meu tempo de estudos é marcado em Pomodoros. Não sei como tem gente que gosta de usar o Aprovado para cronometrar o tempo. Só de pensar em ter que lembrar de dar play/pause no cronômetro, já fico estressado.

    Gostaria de ter conhecido a técnica no começo da faculdade. Talvez minha vida teria sido outra.

    Além da vantagem conhecida do Pomodoro que é aprender a lidar melhor com a procrastinação, tenho para mim que o foco sempre fica no ponto ótimo, então os estudos rendem bastante. Diria que foi a melhor forma de driblar o TDAH desatento que tenho.

    Repito: Pomodoro é vida.

  21. Eu amo aprender, mas sou ruim pra estudar pelos métodos tradicionais. Me entedio.
    Então vivo pesquisando metodos inusitados de aprendizagem. Uso uma versao adaptada do pomodoro e adoro mapas mentais.
    Complementando sua dica de resumir em voz alta, eu comecei a gravar audios dos meus resumos/mapas a uns 3 meses. Ou seja, produzi podcasts pra uso proprio.
    Como eu estava fazendo a pós graduação numa faculdade estrangeira, eu gravava em ingles porque eu precisava garantir que teria vocabulario pra me expressar tambem na prova disertativa.
    Funcionou tão bem! Pena que essa ficha do podcast só caiu no final do curso (buáaaaa). Agora já terminei a pós. Mas vou usar essa técnica para estudar para uma certificação.

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