Curadoria de pessoas

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Eu fiz um exercício no ano passado que foi muito útil para eu administrar melhor os meus relacionamentos, mas com foco em ficar bem.

Peguei uma folha de sulfite e criei três colunas com os grupos:

  1. pessoas que me fazem mal
  2. pessoas que eu gostaria de me relacionar mais
  3. pessoas que eu realmente me importo

No primeiro grupo, listei todas as pessoas que considero tóxicas, que sua simples presença não me deixa legal, ou até mesmo que me faz mal acompanhar pela Internet e pelas redes sociais. Foi um exercício surpreendente, porque me permiti inserir algumas pessoas em um ato que nunca tinha assumido para mim mesma antes.

No segundo grupo, listei pessoas que simplesmente gostaria de ter mais contato. Pessoas que eu admiro, pessoas que me fazem bem, pessoas que estão alinhadas com os ideais de vida que eu tenho.

No terceiro grupo, listei amigos, pessoas da família e outras que eu realmente me importo muito. Sim, e pode acontecer de uma mesma pessoa estar em grupos diferentes.

A ideia é a seguinte:

  • Com relação ao primeiro grupo, com cada uma vou lidar de maneira diferente. Tem pessoas que basta eu deixar de seguir nas redes sociais, por exemplo. Outras são mais próximas, então preciso pensar, para cada uma, como eu conseguiria lidar melhor. O ideal seria se afastar, mas nem sempre dá, especialmente se elas estiverem no terceiro grupo também. Mas para todas aquelas que dá, certamente é o ideal.
  • Com relação ao segundo grupo, também fui perguntando, de uma em uma, o que seria legal para eu me aproximar mais. Marcar um chá? Um almoço? Fazer algum tipo de parceria profissional? Cada pessoa tem suas particularidades.
  • Com relação ao terceiro grupo, mais uma vez valeu a análise individual. Se eu me preocupo com essa pessoa, o que eu posso fazer para ajudar na vida dela? Como posso estar mais presente?

Esse exercício foi importante porque muitas vezes podemos deixar de lado pessoas que realmente nos importamos, deixamos de focar nelas, para focar pensamentos e energia em pessoas que nem valem a pena, sabe. Ao mesmo tempo, também me mostrou como existem pessoas bacanas que eu gostaria de me relacionar mais, então a vida é muito curta para perder tempo com quem nos faz mal, sendo que existem tantos relacionamentos legais para a gente focar.

Se você fizer esse exercício, compartilhe comigo nos comentários quais foram as suas percepções. 😉

14 comentários

  1. Thaís, agradeço por compartilhares esse exercício, esclareceu muita coisa pra mim.
    A impressão que mais mexeu comigo foi que, no grupo das pessoas que me fazem mal tem pessoas que são (ou pelo menos parecem ser) boas, demonstram ser ótimos seres humanos, mas a companhia delas me faz mal por motivos que nem eu tenho ideia. Fiquei pensando, será que é implicância da minha parte ou é minha intuição farejando algo de ruim que está por trás da “fachada”?
    Como é algo que não posso adivinhar nem controlar, vou me limitar a ter o mínimo de contato com essas pessoas e focar meus esforços em quem me faz bem. Excelente exercício para relembrar aonde e a quem devemos direcionar nossas energias!
    Muito obrigada!!

  2. agora Thais, como faz quando tem um grupo e nele pessoas que considero toxicas? fico pensando em como fazer, tenho um grupo legal mas tem uma do grupo que sinceramente, as vezes a vontade e deixar o grupo todo…

  3. Exercício maravilhoso, muito revelador mesmo, tanto para localizar energias negativas que ficamos roçando sem necessidade real e podemos bloquear como podemos ficar bem mais generosos e atentos a quem realmente nos importa e dedicamos pouco foco.
    Valeu Thais.

  4. É muito difícil qdo as pessoas que nos fazem mal são parentes. Estou procurando tbm um jeito de não me perturbar com a proximidade. Quando você encontrar uma saída, conta pra gente Taís num post. Obrigada!

    • Seu comentário descreveu minha angústia, Lu! São parentes próximos de convívio praticamente obrigatório… uma coisa que faço por enquanto (estou bem limitada nas minhas possibilidades de relacionamento atualmente), e por acreditar que somos a média das 5 pessoas com quem convivemos, procuro me “relacionar” pela Internet, acompanhando pessoas como a Thais, por exemplo, me parece fazer inalar um ar mais puro se é que me entende

      • Oi Cecília, desculpe mas não entendi direito o que vc tem feito, além de acompanhar a Thais.
        Se vc tiver alguma dica compartilha por favor.
        Bjs

  5. Muito legal! Já fiz superficialmente esse exercício, porque comecei a me sentir mal com algumas pessoas queridas ao segui-las em redes sociais. Mas identifiquei com algumas que o que elas compartilhavam despertavam incômodos em mim que muitas vezes tinha mais a ver comigo do que com eles. Pra exemplificar, pessoas de quem gosto muito, mas que se afastaram, e eu vendo elas virem na minha cidade sem nem dar um oi ou tentar me ver. O que era conpartilhado me deixava triste, mas o motivo era um movimento da vida que eu tenho que aceitar. Resolvi dar um tempo do facebook e instagram pra trabalhar certas coisas, porque essas não sei ainda como lidar.

    Enfrentou alguma situação assim no seu processo?

    Seus posts estão ótimos! Parabéns pelo trabalho!

    • Carol,
      sei que a pergunta foi para Thais, mas queria te dizer que isso q aconteceu com vc, aconteceu e às vezes ainda acontece comigo tbm. É triste, tem pessoas que só querem receber demonstrações de amizade, mas não demonstram q se importam conosco.
      Bjs.

  6. Pessoas tóxicas realmente são um grande problema. Às vezes basta nos afastarmos, no entanto algumas são mais próximo e então começa o dilema. Estou numa fase de completa intolerância a esse tipo de gente, pois simplesmente não dá para viver “carregada” com tanta energia ruim, não dá. Acabo pagando o preço dessa minha falta de interesse, no entanto não ter obrigação nenhuma também é libertador. Eu tinha uma “amiga” que me usava como confessionário para todas as coisas e sentimentos ruins, ela sempre desabafava comigo. Mas com uma outra amiga dela ela somente comentava coisas boas, elencava suas perspectivas, projetos e sentimentos bons. Parei, não dava mais para continuar sendo o calabouço de energia ruim dela!!!!

  7. Thais,

    Fiz o exercício e nas pessoas que me fazem mal, não tive muitas surpresas. São as que evito mesmo. Mas na coluna de quem realmente me importa, tive algumas surpresas. Pois percebi que meu filho e minha mãe, estão na coluna de quem realmente me importa, mas também estão na coluna de quem quero uma relação mais intensa.
    Agora vou me planejar, para desenvolver mais estes laços. Acho muito interessante, como as coisas elementares, não são tão elementares assim.
    Parar e refletir, pode ser de grande valia. Meus relacionamentos estavam precisando de um olhar assim, pois durante anos eu os negligenciei, pela presa ou prioridade alheia.
    Obrigado, por despertar este tema, dentro de mim.

    Um abraço e que Deus abençoe você, sua família e seu trabalho. Acredito que quem ajuda as pessoas, recebe todo bem que proporciona, como recompensa.

  8. Oi Thais,
    fiz o exercício e me surpreendi com algumas pessoas que coloquei na lista pessoas que me fazem mal. Me surpreendi por serem pessoas “de bem”, mas na verdade me sugam e me ferem inúmeras vezes. Infelizmente são pessoas do meu convívio diário praticamente. Acho que o recurso aqui é focar nas pessoas que me fazem bem mesmo e não dar muita atenção a elas.

    Obrigada pela dica!

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