Categoria(s) do post: Dicas de produtividade

Basicamente, eu percebi que precisaria delegar mais coisas caso quisesse ter na minha vida mais espaço para as coisas que eu realmente gostaria de fazer ou que precisavam ser feitas necessariamente por mim.

O exercício que eu mostrei no post anterior (sobre as 5 prioridades) me ajudou MUITO a ter mais clareza para este ano e daqui em diante. Por exemplo: coisas que não se encaixam nas minhas 5 prioridades, simplesmente não devem entrar no meu dia. Pronto e acabou.

Mas acontece que, mesmo assim, mesmo dentro daquilo que considero prioridade, posso identificar tarefas e atividades que, se eu for fazer TODAS, minha vida vai ficar sobrecarregada. Por isso eu tenho simplificado a minha execução, que se resume a:

  • abrir minha agenda todos os dias e verificar o que tem naquele dia
  • abrir a minha lista de lembretes (hoje no Evernote) e verificar se algo tem prazo para hoje
  • nos intervalos, esclareço minhas notas processadas e e-mails (prefiro deixar os e-mails para a parte da tarde para não baixar minha energia pela manhã, que é um efeito que percebi que os e-mails têm em mim)
  • ao longo do dia, dependendo do contexto em que estou, trabalho em outras ações que já tenho listadas para fazer, adiantando, fazendo escolhas espontâneas etc.

Meu dia a dia tem sido muito leve, criativo e significativo.

E aí eu comecei a perceber que algumas ações que eu organizava em minhas listas acabavam demorando mais tempo do que eu desejava para serem executadas. E não porque fossem complicadas, mas porque eu sempre priorizava outras coisas em decorrência delas. Foi aí que me deu um estalo: será que não seria melhor delegar essas tarefas?

(tudo é auto-conhecimento)

Então comecei a fazer o seguinte, recentemente: se algo entrou no meu sistema há mais de uma semana e eu ainda não fiz, verifico se posso delegar para alguém. Muitas vezes, isso agiliza a execução da tarefa e eu libero espaço no meu dia a dia também. Fico inconformada (no bom sentido) em como eu pego para mim coisas que poderia ter delegado desde o início!

Se eu não posso delegar, aí vem a parte legal da história: ou eu desencano de fazer (paciência, não vai rolar, e pego leve comigo mesma, sem crises), renegocio os prazos com outras pessoas ou eu tento otimizar essa execução.

E o que seria otimizar? Seria pegar tarefas pequenas semelhantes, agrupar e fazer tudo de uma vez, em uma manhã. Ou executar ouvindo música = tornar a tarefa mais agradável. Tem funcionado muto bem.

Por fim, sabem, ter o foco no que é prioridade é a coisa mais importante de todas mesmo. Influencia em todo o resto. Porque até para saber o que eu posso ou devo delegar eu tenho que ter essas prioridades claras, porque tem coisas que simplesmente não posso delegar – eu mesma tenho que fazer. E isso me permite ter um novo olhar sobre as minhas próprias tarefas e atividades. Me permite olhar com carinho para elas, dar mais tempo, aprimorar meus processos. Pra falar a verdade, tem sido um período criativo intenso para caramba.

Se você costuma procrastinar algumas coisas, essa análise pode ser rica para você também.