Categoria(s) do post: Espiritualidade

A sobrecarga normalmente é o resultado do acúmulo de atividades que geralmente nem deveríamos estar fazendo, em primeiro lugar. E isso para atividades, mas pode se aplicar à sobrecarga emocional (“isso é mais do que eu consigo aguentar”), psicológica, física, entre outras.

Essa sensação de estafa deixa a gente num estado muito ruim, que não dá nem vontade de trabalhar, levantar, fazer as coisas em casa. E pode ser que, nesse início do ano, as coisas tenham dado uma acalmada. Ou pode ser que, nesta semana, com todo mundo voltando à rotina de trabalho (ou a maioria), o estresse já tenha voltado também e possa ter te batido aquele desânimo do tipo “ah não, estava tudo tão bom antes!”. (Se você se sente assim, sinta-se abraçada/o <3 <3 <3)

Se você acompanha o blog há algum tempo, já deve ter lido quando eu escrevi que estar ocupado não significa ser produtivo. E ser produtivo não significa fazer mais coisas, e sim aproveitar o seu tempo da melhor maneira possível (ficar sem fazer nada ou tirar uma soneca podem ser as atividades mais produtivas de um dia inteiro!).

Este post veio para não te deixar perder o pique de renovação de energias neste ano novo. Estamos apenas no dia 10. Vamos continuar nessa vibe.

Exercício de priorização

Aí, para ajudar, eu queria compartilhar um exercício que eu fiz nas minhas férias e que me ajudou DEMAIS a ter foco este ano. É um exercício chamado “minhas 5 prioridades”. Aprendi no livro “O ponto de equilíbrio”, da Christine Carter (cuja leitura também recomendo bastante).

Para fazer esse exercício, você não precisa saber sua missão pessoal, seu propósito, suas metas para 2018 nem nada do tipo. Você só precisa se sentar, tranquilamente, sozinha/o, com papel e caneta na mão, e escrever quais serão as suas 5 prioridades para este ano.

O propósito é o seguinte: não dá para fazer tudo. Por isso, precisamos ser disciplinados e focados com as nossas prioridades. E recomendo isso para vocês também.

Para inspirar, vou falar quais são as minhas:

  1. Ficar bem. Isso significa cuidar da minha saúde, do meu sono, da minha alimentação, meditar, dar risada, cuidar de mim, fazer atividade física, ficar com as pessoas que eu gosto e me fazem bem. Eu preciso estar bem para fazer qualquer outra pessoa ficar bem, o que inclui o nosso filho, a minha família, os meus amigos e até você, caro leitor ou leitora do blog.
  2. Proporcionar um ambiente favorável para o filhote em seu desenvolvimento como ser humano. A felicidade do nosso filho não está sob meu controle. Nem suas escolhas. Mas o que está sob o meu controle é proporcionar o ambiente mais favorável possível para ele ser uma boa pessoa, e isso inclui a minha relação com ele, a relação dele com as pessoas ao redor, os cuidados diários, a casa, a família, a escola, tudo isso.
  3. Proteger a minha arte: a escrita. Pode parecer bobo para algumas pessoas, mas desde o ano passado eu venho me vendo como artista, porque essa visão me dá empoderamento para algumas excentricidades relacionadas a organização (ex: “não farei tal coisa porque vou dormir cedo para acordar e escrever”). A minha arte é a escrita. Tudo o que faço de melhor, eu o faço escrevendo. Mas a escrita é apenas uma das minhas formas de criação, que se desenvolvem em formato de vídeos, desenho, pintura, música.
  4. Me aprimorar como professora. Tudo o que diz respeito a aprimorar as minhas habilidades de ensino, estudar, pesquisar, gravar aulas, produzir materiais, editar, dar suporte aos alunos, cursar o mestrado, organizar cursos etc. Daqui sai a minha remuneração principal como profissional.
  5. Cuidar das finanças, tanto pessoais quanto da empresa. Sou uma pessoa que precisa ter uma certa segurança financeira. Se minhas finanças estiverem instáveis, isso mexe muito comigo. Por isso, cuidar das finanças será uma prioridade para 2018.

E aí, na prática, funcionará assim:

  • As 5 prioridades devem ser cuidadas todos os dias = todos os dias eu devo dedicar tempo a elas. Todos os dias tenho que cuidar de mim, cuidar do ambiente do Paul, da minha arte, das minhas habilidades de ensino e das minhas finanças.
  • Tudo o que não for prioridade deve ser delegado, descartado ou otimizado para tomar o menos tempo possível. Aí é que a coisa começa a ficar interessante, porque é um grande desafio.

Eu me afastei um pouco da teoria de minimalismo (que está tão na moda!) porque não quero me aproximar de nenhum ideal de escassez. E EU SEI, gente (poxa, não me subestimem), que minimalismo não tem a ver com escassez. Que se trata de ter o que é essencial para cada um.

PORÉM, eu percebo que, quanto mais se fala em minimalismo, mais se fala em “tirar” coisas e menos se fala em “manter” coisas que deveriam estar em abundância. É uma energia, uma vibe, nessa rede humana geral no mundo, que só fala em “coisas que joguei fora”, “coisas que parei de comprar”, “coisas que parei de fazer”.

A ideia é boa, mas e você preencheu o espaço que ficou com o quê? Aí que está: essa ideia me interessa mais. Em como preencher o meu tempo com abundância de coisas maravilhosas para a minha vida. E é isso o que eu acho que esse exercício acima, das prioridades, faz. Estou interessada na abundância das coisas boas para a minha vida, na abundância de amor, de prosperidade, de felicidade, de tempo, de espaço, de risadas.

Ao fazer o exercício acima, das 5 prioridades, notei que, se passasse a preencher os meus dias com atividades relacionadas a essas 5 prioridades, eu nunca mais teria um dia em que eu sentiria que fiz coisas sem sentido. E, se por acaso aparecesse alguma coisa, alguma atividade, que ferisse essas prioridades acima, eu teria como dizer não mais facilmente. Mas sobre essa experiência eu vou contar mais nos próximos posts.

Portanto, ao renovar suas energias, não pense em “se livrar das coisas” apenas, mas sim em ABRIR ESPAÇO para o que for realmente importante, em abundância.

Se você quiser compartilhar comigo, nos comentários, quais serão as suas 5 prioridades para este ano, eu vou adorar saber!

Obrigada por estar aqui. <3