Categoria(s) do post: Finanças, Empreendedorismo

Eu já tinha uma visão parecida com isso antes de ler o livro “Adeus, aposentadoria”, do Gustavo Cerbasi, e ela é a seguinte: eu via o meu trabalho, o meu empreendimento, a empresa que estou construindo, como uma maneira de deixar um legado. Eu não penso na minha empresa apenas para este ano ou o próximo, mas no legado que gostaria de construir nos próximos 50 anos. E, quando pensei nessa ideia, me veio à mente que, quando a gente constrói uma empresa dessa forma, na verdade está fazendo um investimento para o futuro. Uma empresa que se sustente e que tenha pessoas trabalhando em equipe, sendo responsáveis por papéis de confiança que eu atribuí, vai me deixar tranquila quando eu for mais velha.

Então eu li o livro do Gustavo Cerbasi e vejo que ele tem a mesma ideia. De que uma pessoa, quando empreende, está na verdade fazendo um investimento para o seu futuro. Longe de mim em querer dizer aqui que essa é a melhor maneira de tocar a vida. Jamais teria essa pretensão. É apenas a visão que me identifico, e este é um blog pessoal, onde expresso as minhas opiniões.

Quando penso em aposentadoria, imagino alguns cenários. Por exemplo: eu adoro trabalhar. É o meu drive, e sempre foi, desde muito nova. Então, em primeiro lugar, não me imagino parando de trabalhar, “tirando férias permanentes” de quem sou na verdade, para viver uma vida apenas quando eu tiver 70 anos de idade. Eu quero viver a minha vida agora, entendem? E quero vivê-la lá na frente também. Por isso construo diariamente um estilo de vida que me deixe feliz com quem eu sou e o que eu faço, e cada dia é essa construção.

Por outro lado, sei que a vida é imprevisível. Não sei como estará a minha saúde aos 70 anos, por exemplo. E se algo acontecer comigo e não permitir que eu trabalhe mais? Isso não é ser pessimista, é saber que existe a possibilidade de acontecer. Então sim, eu sinto que é importante ter um plano B e, desse modo, construir essa empresa que se torne sustentável sem a minha presença no futuro faz parte disso.

Ainda sou muita nova para tirar mais conclusões sobre esse estilo de vida, mas é o que tenho buscado. E eu quero compartilhar porque sei que quem é autônomo muitas vezes pode não ter perspectiva ou pode achar que vai ter que trabalhar demais pelo resto da vida. Se seu futuro te desanima, mude o seu presente. Comece agora a mudar a direção desse barco. Você está vivo e tem a possibilidade de mudar seus pensamentos, que na verdade impactam em absolutamente tudo.

Eu já mudei inúmeras vezes o formato que vejo minha empresa daqui a 50 anos. Mas o objetivo final, que é ter esse legado, essa empresa acontecendo, nunca mudou. Então esse é o meu norte. O “como” chegar lá vai sendo alterado, porque planos mudam, vão sendo reajustados. Isso é normal. Mas é isso: eu empreendo porque isso é uma maneira de investir no meu futuro. Não a única, mas uma parte muito importante, porque também é a maneira como decidi viver a vida.

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