Categoria(s) do post: Saúde

Vamos continuar falando sobre planejamento da saúde? Hoje, gostaria de falar um pouco sobre o planejamento da alimentação. Durante aaaanos, eu me enganei dizendo que estava engordando porque passava o dia todo fora, porque nunca tinha tempo para cozinhar, porque dependia das refeições que outros preparavam etc etc. E a grande verdade é que, quando você assume a responsabilidade e implementa soluções, vê que não é tão difícil assim e começa a olhar com outros olhos para quem ainda dá as mesmas desculpas que você costumava se dar anteriormente.

Para variar, a organização pode nos ajudar aqui. Quando eu parei de colocar a culpa da minha alimentação em fatores externos e pensei: “beleza, o que EU posso fazer para organizar isso?”, tudo começou a mudar.

Em primeiro lugar, por mais bem informada(o) que você seja, não recuse o apoio de um nutricionista. Pode demorar para achar um profissional que você goste – fato. Mas não desista de procurar. Vá agendando consultas até encontrar aquele que você realmente se identifique. Uma vez que isso aconteça, basta seguir as orientações.

Isso é importante porque cada pessoa tem necessidades de saúde específicas. Talvez você queira ganhar peso, ou queira perder, ou talvez precise aumentar sua massa magra, entre outras particularidades. Um profissional ao seu lado vai ajudar muito a planejar um cardápio adequado e propôr substituições sempre mais saudáveis.

Eu, por exemplo, sou uma pessoa que viaja muito e tem muitos compromissos externos. E passei a andar com uma lancheirinha para todo lugar. O motivo é simples: se eu não fizer isso, ficarei refém do que eu encontrar na rua para comer. Se eu levar uma fruta ou um lanche mais saudável de casa, a chance de comer uma besteira na rua é muito menor. E quando digo “besteira” me refiro a coisas que não se enquadrem na alimentação que quero seguir e, pra piorar, vai me fazer gastar mais.

Quando faço o meu planejamento semanal, uma das coisas que planejo é o menu da semana. É mais simples e mais complexo do que parece. Existem técnicas que você pode aprender para fazer isso da forma mais prática e eficiente possível. E, ao planejar o menu, ali entram os lanches também. Para mim, não há vitória maior que cumprir minha alimentação ao longo de um dia inteiro da maneira como eu acho que seja melhor para mim.

Quando preciso comer fora, sempre escolho a melhor opção de acordo com os meus objetivos de alimentação. Claro que nem sempre é possível, e claro que dá vontade de comer fora da curva de vez em quando. Mas são casos excepcionais. Deixar a exceção fazer parte do meu dia a dia foi o que me levou a ganhar muito peso ao longo dos anos e desenvolver doenças que foram potencializados por uma alimentação deficitária.

Além do que, ter um nutricionista parceirão mesmo te ajuda a se manter na linha. Outros formatos mais informais e menos profissionais também podem ajudar (Vigilantes do Peso, amigos que estejam fazendo uma reeducação alimentar também etc).

É muito cômodo da nossa parte deixar a vida passar e os dias passarem sem que a gente reflita sobre o que está colocando para dentro do corpo. Não se trata apenas de matar a fome, mas de nutrir, se alimentar. Quando comecei a ver a alimentação como algo mais funcional, que me levava a atingir determinados fins (por exemplo: dormir melhor, ter uma digestão mais suave), tudo na minha vida mudou. E é isso – tudo depende dos seus objetivos. Adeque sua alimentação a eles e você verá que mesmo hábitos comuns como beber uma grande quantidade de café podem deixar de ser tão legais quanto antes parecia.

PS: Eu parei de beber café. 😉