Dá para organizar um relacionamento? Especial Dia dos Namorados

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Atendendo a pedidos, hoje resolvi escrever um post sobre como é o nosso relacionamento, respondendo algumas dúvidas enviadas por leitores nos comentários de outros posts. Vamos aproveitar que é Dia dos Namorados para falar a respeito, então! Dá para organizar um relacionamento? Não é muita neura? O que seria um relacionamento organizado?

Conheci meu marido em 1999 (!), quando estava procurando músicos para a minha banda cover dos Beatles na época. Eu queria montar uma banda feminina e coloquei um anúncio no fã-clube dos Beatles que tinha no centro da cidade (em SP). Ele viu, se interessou e me ligou! Disse que não era menina, mas tanto ele quanto o primo tocavam juntos e sempre quiseram ter uma banda que tocasse só Beatles, então por isso ele tinha me ligado mesmo assim. Meu pai tinha um estúdio em casa onde ensaiávamos e, um dia, ele e o primo dele vieram fazer “um teste”. Eles acabaram entrando na banda que eu já tocava e ficamos muito amigos! Na época, eu tinha um namoradinho, mas já tinha percebido que ele estava gostando de mim. Um dia eu terminei meu namoro, ele se declarou e, um tempo depois, começamos a ficar juntos.

Eu não era blogueira na época, nem tinha Internet em casa. Porém, eu tinha um fanzine dos Beatles e criei meu primeiro blog dois anos depois, em 2001… então ele já atura meu papo de produção de conteúdo e Internet há muitos anos! XD

No começo, nós éramos adolescentes e bastante imaturos. Acho que é bem difícil você conseguir manter um relacionamento dessa maneira, quando nenhum dos dois sabe direito o que quer da vida, por exemplo. Nós chegamos a nos separar duas vezes por essa imaturidade. Hoje eu entendo por que a maioria das pessoas que consegue construir um relacionamento legal começam depois dos 25, 30 anos, porque antes disso ninguém está muito estável em uma carreira, sabendo o que quer, se quer morar em outro país, se quer ou não ter filhos, se quer ou não fazer diversas coisas que impactam na vida de um casal. Quando você se conhece, fica muito mais fácil conhecer e aceitar o outro, gerando um companheirismo e cumplicidade.

Nosso relacionamento foi obrigado a crescer e amadurecer de verdade quando nosso filho nasceu. Antes disso, a gente fazia muitas coisas decididas por impulso. Com um filho, tínhamos que decidir juntos, então esse foi um passo importante no nosso relacionamento e que demandou um aprendizado enorme, que levou um tempo.

Há quase quatro anos, eu recebi uma proposta de trabalho em outra cidade (no interior de SP) e tomamos juntos a decisão de mudar para lá, ele sair do trabalho para ficar somente com o nosso filho no início. Foi um grande ato de abnegação da parte dele e, se não fosse por isso, eu não conseguiria ter feito nenhuma das coisas que começaram a acontecer na minha vida depois disso, como o crescimento do blog, meu livro, eventos diversos que comecei a participar, viagens a trabalho. Nós sempre conversamos muito e ele sempre disse que esse é o meu momento e que eu tenho que aproveitar, e que ele daria esse suporte.

Muitos leitores comentam que acham “extraordinário” meu marido ficar com o nosso filho, cuidar da casa etc, enquanto eu estou viajando ou trabalhando. Eu não acho que seja extraordinário, apesar de valorizar demais o que ele faz (se ele não fizesse, eu teria muito menos tempo para as minhas coisas). Foi uma construção natural que fomos tendo aos poucos, de acordo com a necessidade mesmo. Hoje, com o filhote um pouco maior, ele está conseguindo retomar as suas atividades, se dedicar à sua carreira e voltar a ter essa autonomia intelectual que, para qualquer pessoa, é muito importante. Vai chegar o momento em que eu vou pegar mais leve com o trabalho também para que possa oferecer a ele o mesmo suporte que ele me ofereceu, então estamos estruturando a nossa vida para isso. Eu já trabalho a maior parte do tempo em casa, por exemplo, e ele já não é o principal responsável pela manutenção da rotina mesmo com comida, limpeza etc, tendo tempo individual para investir nas suas próprias atividades e para a gente ficar mais juntos.

Eu penso que nosso relacionamento melhora a cada ano. Ainda temos briguinhas chatas de vez em quando, mas nada se compara à imaturidade do início do nosso relacionamento. Hoje, qualquer decisão que eu queira tomar com relação à minha vida (uma viagem que quero fazer, um curso), eu converso com ele para ver a viabilidade. Não se trata de permissão – ele faz isso também. Se trata de saber que, se eu for viajar, por exemplo, ele vai ter que cuidar do filhote, investir mais tempo em atividades que, comigo aqui, ele não precisaria fazer. Então é um gesto de carinho e companheirismo conversar e tomar as decisões juntos.

Outra questão que ajuda muito é ter objetivos em comum, mas confesso que nem sempre eles batem! O que resolve é ter muita conversa para um não construir uma ideia mental e se frustrar lá na frente, assim como para definir o que podemos fazer para ser o melhor para todo mundo.

Tem algo também que acho importante citar, que é a preocupação com a felicidade. Eu me preocupo muito se tais concessões vão fazer com que eu, ele e o nosso filho sejam felizes. Se for para tomar uma decisão “pelo time” e um ficar infeliz, a gente tem que conversar e ajustar as coisas. Apesar de sermos uma família, o indivíduo também é importante. Tem coisas que eu gosto de fazer e ele não, assim como ele tem coisas que gosta de fazer que eu não me envolvo. A gente não precisa fazer tudo junto. Então esse respeito à individualidade é importante para a qualidade de vida, o bem-estar e a felicidade de cada um e, assim, do conjunto.

Se tem algo em que o casamento pode ser organizado, eu listaria alguns pontos:

  • Um por todos e todos por um. É muito chato quando só um no relacionamento consegue atingir suas metas pessoais, enquanto o outro fica de camarote oferecendo suporte. Se for temporário, é ok, e consensual também. Agora, se um dos dois estiver infeliz, é importante mudar, reajustar. E essa mudança deve partir dos dois, porque será percebida por ambos, se houver cuidado e carinho.
  • Também significa que um estará lá sempre pelo outro, ajudando no que for necessário. Não tem o famoso “se vira”.
  • Organizar um tempo ao longo da semana, do mês, de cada dia para fazer algo de bom com a pessoa. Toda vez que a gente faz algo juntos, que programamos, nos sentimos muito satisfeitos por termos conseguido. A gente sabe como o dia a dia pode ser corrido e, se a gente não planejar algumas atividades, elas não acontecem espontaneamente. Viajar, ir ao cinema, assistir um filme em casa, preparar uma refeição juntos são exemplos dessas atividades.
  • Eu gosto de sempre conversar com o meu marido sobre quais os nossos planos para a semana seguinte. É muito fácil eu decidir que vou passear em um dia, por exemplo, e ele ter que se virar para ir comigo ou algo do tipo. Essa conversa é essencial para termos mais tranquilidade no dia a dia e não ter que tomar decisões na hora.
  • Nós compartilhamos a nossa agenda (no Google), então podemos saber qual a disponibilidade do tempo do outro. Por exemplo: quando ele tinha banda, se eu visse que ele tinha uma viagem programada para um feriado, eu não me programaria para fazer determinadas atividades que faria junto com ele ou precisando da sua presença.
  • Fazer acordos sobre a rotina é essencial. Quando um vai chegar cansado de viagem e quer dormir até mais tarde, por exemplo, combinamos quem acordará mais cedo para ficar com o filhote. Quem leva para a escola? Quem busca? Quem vai cozinhar hoje? E assim vai. Esses acordos são muito importantes para evitar o estresse no dia a dia.

Um relacionamento é uma construção, realmente. Nós estamos há 16 anos juntos (recém-completados) e hoje estamos muito melhores que há alguns anos, mesmo no início do namoro. Já tive aquela fase de ter saudade de quando começamos a namorar, que era tudo tão apaixonado e intenso, mas hoje, apesar de lembrar com carinho, não é algo que eu desejaria passar de novo, por exemplo! Acho que toda fase em um relacionamento é importante, mas essa que estamos agora, com tanto companheirismo, amizade, carinho, vontade de ficar juntos, respeito, é a minha preferida até então. Quando a gente fica muito tempo com uma pessoa, aprende como ela é, quais são as suas manias, aprende o que é irritação com algo e não com você, aprende a separar as coisas e a conviver melhor.

Acho que, para um relacionamento ser organizado, o mais importante é que ambos queiram que ele (o relacionamento) aconteça. Todo o resto demanda disso.

E ah, como eu sei que vocês vão pedir, já aviso que o post não tem fotos porque meu marido não gosta de aparecer na Internet, então respeito a privacidade dele. 🙂

Feliz Dia dos Namorados a todos que estão em um relacionamento. Aos solteiros, curtam-se muito hoje e sempre. O relacionamento é composto por duas pessoas, e eu acho que ambas devem ser completas por si só antes de buscar o completo em outra pessoa.

23 comentários

  1. Thais, super me identifiquei com seu relato. Estou com meu marido há 5 anos (três de namoro + 2 de casamento) e minha relação com ele é bem parecida com a sua. Acho que mta conversa é essencial para tudo dar certo e as afinidades são necessárias para seguir o mesmo caminho. Por exemplo, nem eu nem ele sonhamos em dar a volta ao mundo. Somos bem simples, gostamos de ficar em casa com nossos cachorros, aquela vidinha mais pacata que tem gente q julga. Mas é a nossa vida, nossa rotina. Não acho que eu deva viajar milhões de vezes ao ano só pq todo mundo faz isso e ele pensa como eu, por isso damos certo. Nossos planos sempre envolvem a logística dos cachorros e ambos aceitam que nem sempre será fácil conciliar tudo. Somos felizes assim ainda que aos olhos alheios a gente seja “mto acomodado” hahahaha

    Por outro lado, temos nossos momentos a sós e mta gente ainda estranha se vou a algum lugar sem ele e vice-versa, já acham q estamos brigados ou nos separando (!!!!). Sério mesmo q tem gente q pensa isso hj em dia?? hhahaha amamos nossas individualidades e isso nos fortalece muito como casal!

    Finalizando: tomei a decisão de sair do meu emprego no início do ano para batalhar novos projetos e isso afetou bastante nossa situação financeira, por motivos óbvios. E meu marido tinha o sonho de abrir uma empresa de camisas. Não queria ser a egoísta que buscava os próprios sonhos apenas. Acabei incentivando que ele buscasse se realizar e, apesar de vivermos apertados, a alegria dele ao ver pronta a primeira remessa de camisas me realiza 🙂

    Bjos

  2. Que post bacana! Achei a forma como você tratou o tema
    bastante lúcido… você e seu marido parecem ser parecidos na forma de pensar,
    acho que isso ajuda bastante também! Muito amor pra vocês!

  3. Thaís, que post ótimo!!!!!! Eu precisava ler isso, pois estou na fase de aprendizado ainda… de amadurecimento… enfim, foi muito bom ler seu depoimento, pois me trouxe alívio, esperança, um novo jeito de olhar o relacionamento. Bjs.

  4. Oi Thais,
    amei o post! Namoro há quase 4 anos e me identifiquei bastante. Começamos a namorar com 21 anos, mas já era no final da faculdade, então ajudou bastante no quesito maturidade.
    Isso que você falou sobre sentir saudade do começo do namoro, isso já me atormentou muito, mas agora vejo como outra fase mesmo. Legal ver que você também sentiu isso, não é algo que as pessoas conversam muito, obrigada por compartilhar.

  5. Gosto tanto desse blog que até este post achei perfeito!
    Estou em um relacionamento há 3 anos. Tenho 35 anos e ele tem 40 (completando hoje!). Ainda pretendemos nos casar e ter um filho. É muito complicado, ele já foi casado e tem 3 filhos, e por conta disso não está financeiramente tão estável quanto eu.

    Sinto que a idade “madura” nos ajuda muito em nossos problemas, temos consiguido passar por todos.

    Aos que estão “solteiros”, curtam-se, façam viagens, amem-se! Passei 6 anos solteira, e posso dizer que foi uma época muito maravilhosa de minha vida! Estar solteiro não é o fim do mundo!

    E viva o amor!!!!!

  6. Me identifiquei muito, Thais! Muito bacana você ter essa confiança nos seus leitores e partilhar sua história de modo mais pessoal.

    Particularmente, ainda há muito o que melhorar no nosso relacionamento. Considero que só há 2 anos (dos 6) que estamos maduros, mas nos orgulhamos muito da nossa história e sabemos onde queremos chegar. Isso que importa!

    Ainda há também as pessoas chatas que não sabem viver a própria vida e acabam atrapalhando a alheia. Mas seres humanos são assim mesmo, fico sempre pensando que ainda que eu me coloque no lugar do outro sempre, nem todo mundo é assim né?

    A sorte foi eu ter encontrado alguém que me admira e que eu admiro muito.

    Feliz dia dos Namorados! 🙂

  7. Ai, q post bom!
    Eu tô vivendo esse momento da fase difícil: fui demitida no início do ano e adorei, inicialmente, a possibilidade de ficar em casa. Mas fico frustrada. Não consigo desenvolver… AMO trabalhar fora de casa, conviver com outras pessoas, desenvolver outras relações! Apesar de ser ótimo poder cuidar de pertinho da fillhota, do marido e da casa (essa parte eu dispenso), eu sinto muita falta dessa possibilidade de trabalhar. Isso tem me deixado maluca… tem dias que são muito difíceis e já pensei em coisas malucas pra resolver essa questão, mas essas coisas malucas prejudicariam o meu relacionamento… seria o certo? Conversamos, chorei, expliquei que tava me sentindo muito mal e ele fez o que podia fazer: me incentivou (como sempre), se colocou à disposição pra me ajudar no que eu precise e terminou com “não quero te perder pelos motivos errados… nem pelos certos!”
    Enfim… ele age muito mais do que eu nesse tipo de relacionamento q vc contou aí. Estamos há 5 anos e meio juntos, mas ele já foi casado anteriormente e já tem alguma experiência no que pode ou não dar certo, rs. Nem tudo dá certo ainda, claro… somos pessoas diferentes. Mas o que importa é saber q ele me apoia. O resto a gente vai aprendendo a cada erro e a cada acerto. Juntos, né?

  8. Thais,

    Achei muito bacana a sua proposta de colocar um relacionamento “na real”, sem esse romantismo todo pois um bom relacionamento dá trabalho, é sempre uma concessão em favor de todos, seja o time, a família as crianças etc.
    Eu conheci meu marido aos 28 anos, em um ano nos casamos e depois tivemos nosso filho…e agora tem a nossa filha. São seis anos de muito aprendizado.
    Primeiro fui mandada embora da firma que trabalhava após a licença maternidade. E decidimos JUNTOS que ficaria em casa e ficaria com o nosso filho. Não foi fácil pra ninguém: para mim foi difícil viver para a casa pois não somos acostumadas com isso (esse é um dos poucos blogs que conta com essa temática) e para ele foi difícil o papel de provedor, ele teve que me dar vários nãos em relação aos meus projetos pela saúde financeira da nossa família. Uma das coisas que ele sempre me disse foi o seguinte: não é o meu dinheiro, é o nosso.
    Agora ele foi mandado embora também enquanto estava para dar a luz da menina. Aí foi a vez dele sofrer pelo impacto no orçamento, pela família achando que ele não iria prover…ainda não achamos aonde vamos trabalhar, mas a opção de uma microempresa familiar não sai da nossa cabeça. provavelmente vamos mudar de área e não sabemos qual. Ele gosta muito de se exercitar e uma academia é o sonho dele…a minha área é a Arquitetura e já faço meus freelas.
    Enquanto estudamos as possibilidades os nossos filhos estão crescendo com uma qualidade de vida excepcional. Os pais dentro de casa e sempre juntos. Temos os nossos desentendimentos como qualquer casal, mas dura nem até de noite.
    Achei importante compartilhar pois apesar de não sermos a família padrão brasileira, me considero bem sucedida. Provisão e ostentação são caminhos diferentes. Ás vezes as pessoas se matam de trabalhar para prover a família e não tem tempo para se curtirem. Outras estão em casa e não param de falar mal da rotina, que precisam de mais dinheiro para serem felizes e tal…
    Ser feliz é uma escolha, é usar as circunstâncias para melhorar a nossa casa, a nossa família. Estudar sempre é uma boa opção, seja em cursos on line ou aprender algum oficio, seja pelo you tube blogs etc. Hoje faço as minhas festas infantis sozinha com tudo o que aprendi via net. E agora quero aprender photoshop.

  9. Adorei ler essa história de muito aprendizado, muito importante ter em mente que precisamos tomar as rédeas da nossa vida em todas as áreas. O interessante é que por dois posts anteriores você nos revela que leu Thoreau e , devido isso, terminou um relacionamento. E eu fico cá extasiada de saber disso. Legal, retomar um relacionamento anterior e saber que era ele quem realmente te completa. Acho muita coragem assumir as rédeas da vida assim. Gostei

  10. Curti muito o seu post. Estou com meu namorado a 6 anos, mas acho que ainda estamos na fase “será que é isso mesmo que eu quero?”
    Seu post serviu de inspiração para melhorarmos.
    Bjos. Muita felicidade para vocês três!

  11. que bacana thais. Foi um relato profundo e extremamente inspirador para mim.
    Estou apenas há 3 anos com meu companheiro, mas moramos juntos desde o comecinho da relação, então tudo sempre foi mais intenso. Já tivemos momentos em que eu não trabalhava e ele provia tudo, e já tivemos momentos em que só eu trabalhava, e apesar dos desafios constantes somos muito companheiro e sempre tivemos essa visão de conjunto que eu identifiquei na sua experiência. Quem vê de fora sempre diz: ahh, mas vocês só estão há 3 anos juntos? Não é nada sério. Mas a gente sabe que é, porque o tempo não é medida em termos de relacionamento, mas a intensidade das experiências que levam o casal a amadurecer. Passei por alguns momentos como vocês de insegurança, sem saber o que queríamos da vida e da nossa relação, e ainda somos muito imaturos (principalmente pela idade), mas acredito na vida como um processo mesmo de amadurecer junto a cada dia, mediante cada nova experiência.

    obrigada mil vezes por compartilhar.
    Grande abraço!

  12. Thais, que bacana seu texto, falar de relacionamento amoroso não é fácil, mas você passou sua experiencia pessoal e conseguiu ser objetiva e clara como sempre. E também é legal saber um pouco mais sobre você!
    Aposto que muitas pessoas assim como eu nos identificamos.
    Adorei mesmo, obrigada por compartilhar com seus leitores. <3

  13. Thais, que bacana seu texto, falar de relacionamento amoroso não é fácil, mas você passou sua experiencia pessoal e conseguiu ser objetiva e clara como sempre. E também é legal saber um pouco mais sobre você!
    Aposto que muitas pessoas assim como eu se identificaram.
    Adorei mesmo, obrigada por compartilhar com seus leitores. <3

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