Categoria(s) do post: Áreas da Vida

É muito comum, quando falamos sobre simplicidade voluntária, associar ao conceito minimalista de ter menos coisas. Muitas pessoas chegam até mesmo a dizer que não conseguem simplificar a vida porque não se imaginam vivendo em uma casa vazia, porque gostam das coisas… mas epa, peraí! Quem disse que ser minimalista significa ter poucas coisas?

Ser minimalista significa ter o mínimo necessário para viver bem. Isso varia de pessoa para pessoa.

Outro ponto é que nem todo mundo que busca simplificar a vida precisa necessariamente ser minimalista, apesar de uma coisa estar sim ligada à outra, pelo menos conceitualmente. Afinal, se queremos simplificar, para que vamos complicar tendo coisas além do que precisamos? É mais coisa para limpar, cuidar, guardar, ocupar espaço.

Penso que, por fim, trata-se mais de pensar sobre as coisas que temos. Falo muito aqui no blog que não é possível organizar tralha, justamente porque não adianta organizarmos tudo o que temos dentro de caixas se ali dentro tem objetos que não usamos, embalagens vazias, papéis que deveriam ter ido para o lixo etc. Faz parte do processo de organização essa seleção do que será guardado também. Se não, isso não é organização, é arrumação.

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Thoreau disse que se sentia orgulhoso por todas as coisas dele caberem em um único carrinho de mão. Se pararmos para pensar, precisaaar mesmo, só precisamos de poucas coisas. Porém, amplie esse círculo. Há outras coisas que também precisamos. Sim, em teoria, precisamos apenas de um copo em casa, que podemos ir lavando e usando, lavando e usando. Mas isso é confortável para nós? Não. Qual o nosso limite? Aí é que está. Cada um tem o seu. Então o que cada um tem que pensar é: quantos copos eu preciso ter na minha casa? Pode ser que você more sozinho e só precise de um mesmo, ou de quatro, caso receba visitas. Ou talvez você more em uma casa com uma família de 10 pessoas e precise de muitos copos. Ou talvez more apenas com seu companheiro ou companheira mas receba sempre muitos amigos em casa, então precisa de mais. Dei o exemplo do copo porque é o mais simples possível, mas a ideia é ampliar para toda a casa.

Por exemplo, você adora caderninhos. Mesmo amando muito esses objetos adoráveis, no geral, acaba usando um depois do outro, certo? Usa um até acabar e só depois usa o segundo. Então para que manter um estoque com cinco ou seis caderninhos em branco em casa? Não é mais fácil comprar um novo somente quando terminar de preencher um inteiro?

São apenas questionamentos. O mesmo vale para roupas, sapatos, pratos, panelas, computadores.

E aí a gente cai na questão das coleções também. Coleção não é utilidade, mas apreciação. É um hobby. Se você tem uma coleção que gosta muito, é óbvio que se desfazer dela deixará você um pouco infeliz. Ninguém está pedindo para você ter uma casa vazia, sem nada que represente as memórias da sua vida. Não. A ideia é apenas que você repense o que você vem guardando, para avaliar se tem mesmo sentido guardar tudo isso.

Portanto, quando se deparar com algum objeto na sua casa, pergunte-se sempre:

  • Eu uso esse objeto?
  • Em que situações?
  • Há quanto tempo eu usei pela última vez?
  • Pretendo usar no próximo ano, em algum momento?
  • Eu amo esse objeto?
  • Eu abro um sorriso toda vez que olho para ele?
  • Alguém da minha família usa ou gosta muito desse objeto?
  • O espaço que esse objeto ocupa na minha casa vale a pena?

Mesmo que você fique em dúvida com uma série deles e acabe guardando a maioria, você conseguirá selecionar algumas coisas que não se enquadram nas perguntas acima. Aí você pode vender, doar, dar de presente, reciclar, reutilizar ou até mesmo jogar no lixo. Fazendo essa análise de tempos em tempos, você vai fazendo uma curadoria do que precisa ficar na sua casa com o passar dos anos.

Fecho o post com uma frase da Danuza Leão que gosto muito, e que tem tudo a ver com o post: “Passei metade da minha vida usando meu dinheiro para acumular coisas, e agora passo a outra metade me desfazendo delas”. Reflita!

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Sempre falo aqui no blog que não é possível organizar coisas que não servem mais para nós. Ou seja, se a gente quer começar a se organizar, o primeiro passo é selecionar o que deve ficar na nossa casa (e em toda a nossa vida – vale de objetos a relacionamentos). Mas como saber o que não serve mais?

Eu costumo recomendar aos leitores que guardem as coisas somente se elas obedecerem algum desses critérios:

  1. É algo que você usa muito (ex: seu sapato preferido)
  2. É algo que você não usa tanto, mas pode sempre precisar (ex: abridor de garrafas, vestido de festa)
  3. É algo que você ama e te deixa feliz sempre que você olha (ex: um quadro, um objeto de decoração, um colar deixado pela sua avó)

Do contrário, com raríssimas exceções, esse objeto acaba virando inútil para nós. E por quê? Porque a nossa casa deve ser vista como um refúgio, um espaço sagrado mesmo. Existem milhões de coisas no mundo – imagine se quiséssemos trazer para dentro do nosso lar tudo o que a gente achasse que valeria a pena trazer? Nem teria como. Então a gente tem que selecionar e fazer uma verdadeira curadoria pessoal daquilo que realmente precisamos e/ou queremos ter.

Vale lembrar dos motivos para fazer isso. Primeiro, que guardar algo que você não use ocupa um espaço que poderia ser liberado para outros mais importantes. Segundo, que alguém pode estar precisando desse objeto em algum lugar. Terceiro, que se você não gosta de um objeto e o mantém ali, toda vez que você olha para ele, isso te causa um mal-estar inconsciente, que ninguém merece ter na própria casa.

Sempre que eu falo sobre desapegar aqui no blog alguns leitores me perguntam como fazer para se desfazer de tais objetos.

Agora, é claro que você pode pensar em vender, caso não tenha para quem doar ou dar de presente. E aí então surgiu a OLX.

Basicamente, OLX é um site onde você pode vender as suas coisas sem qualquer burocracia. Basta se cadastrar (o que é bem rápido), anunciar e pronto, já está vendendo.

Para ilustrar o post, eu escolhi uma coleção minha de livros que, infelizmente, já não tem lugar na minha estante. Com quase 800 livros, estou começando a desapegar e a querer manter comigo somente aqueles que pretendo consultar alguma vez nos próximos anos, que gosto muito ou que ainda pretendo ler.

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“História universal da arte”, G. Pischel, 3 volumes

Os livros vêm dentro de uma caixa (também com papel cartonado grosso) e a frente da caixa é igual à capa do volume 1.

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São livros antigos, que já vieram assim para mim, mas são perfeitamente manuseáveis e ficarão lindos em qualquer sala, mesa de centro ou estante com livros de arte.

Para cadastrar um produto na OLX, basta seguir os seguintes passos:

1 – Acesse o site da OLX e clique em “Publicar anúncio”. Esse procedimento é gratuito.

2 – Abrirá uma página onde você deverá inserir os dados sobre o objeto que deseja vender. Primeiro, selecione a categoria. Eu coloquei “Música, arte e lazer” e, depois, “Livros, revistas, músicas e filmes”. Depois, é hora de inserir o título do anúncio, as fotos, a descrição e o preço. O que eu mais gosto na hora de inserir as fotos é que dá para selecionar todas de uma vez e inserir – não precisa ficar clicando para abrir uma por uma.

3 – Coloque o preço desejado. Um recurso bastante interessante é marcar a caixinha “Topo negociar”. Ou seja: você abre o preço para negociação. Quem for comprar pode te fazer uma proposta em vez de fechar o anúncio só porque o preço não está tão bom.

5 – Verifique se todas as informações estão corretas e clique em “Publicar anúncio grátis”.

Pronto! Agora, seu anúncio está prontinho para milhares de pessoas.

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Categoria(s) do post: Criatividade, Áreas da Vida

Acho que uma das dicas de produtividade mais recomendadas de todos os tempos é “acordar cedo” para “aproveitar mais o dia” e conseguir fazer mais coisas. Acordar cedo também proporciona momentos de silêncio e uma bem-vinda solidão, quando conseguimos focar em determinadas atividades que possamos estar precisando focar. Mas qual o segredo para acordar cedo? Como mudar sua natureza se você pensa que é aquela pessoa noctívaga que prefere dormir tarde (mas acorda cedo, super cansada)?

Acredito que tudo na vida deva ter um propósito. Acordar cedo apenas para acordar dá desânimo só de pensar. Quem está em cidades que aderem ao horário de verão, é até gostoso… porque bem cedo já está amanhecendo e o clima, calorento. Quem mora em locais frios pode ter uma dificuldade a mais, mas creio que todas elas são superadas quando a gente tem um POR QUE por trás de tudo. Afinal, para que acordar cedo? O que a gente vai fazer?

Isso é muito pessoal, claro, mas tenho algumas sugestões:

  • Escrever.
  • Ler.
  • Meditar.
  • Tomar um banho.
  • Fazer uma atividade física.
  • Ir viajar.
  • Evitar o trânsito e chegar mais cedo no trabalho.
  • Olhar o nascer do sol.
  • Preparar o café-da-manhã da família com calma.
  • Costurar.
  • Praticar algum hobby.
  • Estudar.
  • Planejar a semana.

Ou seja, penso que o segredo para conseguir acordar cedo seja ter uma boa razão para fazer isso. Encontre a sua! Para mim, funciona saber que vou ter algumas horas silenciosas para conseguir planejar as minhas atividades e escrever, aproveitando a minha criatividade.

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

Estar em Amsterdam e ter a oportunidade de conhecer o David Allen são coisas que estão mexendo bastante comigo nos últimos dias. Ouvir a orientação da implementação básica direto da fonte e saber que você já faz a maioria das coisas certinhas… além de chegar a uma conclusão e o próprio David fazer um comentário na sequência falando exatamente o que você pensou… Tudo isso foi se juntando para eu conseguir escrever o que eu vou escrever hoje.

Me sinto uma pessoa extremamente abençoada. Como pode – descobri um método de produtividade pelo qual eu fiquei completamente apaixonada e percebi que, além de mim, eu poderia ajudar outras pessoas a se organizarem. Montei um blog. Escrevi um livro. Comecei a trabalhar ministrando cursos e palestras. Conheci pessoas incríveis, que estão em sintonia com tudo o que eu acredito que as coisas devam ser na vida, no trabalho, na vida pessoal.

Para quem não sabe, essa viagem foi toda arranjada e financiada pelo Daniel, da Call Daniel, que quis me ajudar a realizar esse sonho. Eu sequer tenho como agradecer tantas coisas boas que têm acontecido. Quando disse que me sinto abençoada, é verdade. Não só pela viagem, mas pela oportunidade de trabalhar com o que eu amo e ao lado de pessoas tão boas, que visam um bem comum. Eu realmente acredito que todo mundo que tenha a oportunidade de trabalhar ao lado do Daniel seja uma pessoa abençoada. Ele é incrível, um modelo a seguir mesmo.

Ontem o David comentou sobre esse novo projeto dele, que é a divisão do GTD em três cursos de aprendizado (básico, projetos e horizontes de foco). Ele explicou que é o grande projeto da vida dele. Que vai completar 70 anos e quer deixar um legado… Minha gente, como isso me deixa comovida. Me fez ter ainda mais vontade de espalhar essa missão dele pelo mundo, porque também é a minha… eu queria que todo mundo usasse o GTD! Quero que todo mundo, assim como eu, aprenda a levar uma vida mais coerente e cada vez mais calma, fazendo as coisas acontecerem.

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Estou escrevendo este texto em um espaço de coworking aqui em Amsterdam, uma cidade que eu moraria facilmente. Calma, silenciosa, tranquila. Todo mundo andando de bicicleta, sem trânsito, frio, cheia de antiquários. Fora toda a ideia de contracultura que existe aqui. Trabalhar neste espaço me fez ter vontade de procurar algo semelhante em São Paulo, porque os ganhos são enormes. Trabalhar em casa é bom, mas também vale a pena sair de vez em quando, ver pessoas diferentes, se inspirar mais. Dá vontade de mudar muita coisa na vida, a fim de simplificar mesmo.

Fico pensando em todo o caminho percorrido pelo David, tudo o que ele fez na vida até chegar até aqui, morando na Holanda, reformulando a coisa toda, investindo (muito) dinheiro nesses materiais novos de alto nível, nessa formação de multiplicadores. Se ele tem como missão ensinar o GTD, os multiplicadores são como embaixadores do método, e eu me sinto tão parte disso! Nem preciso de certificação.

Yo, David! What's your next action?
Yo, David! What’s your next action?

Estar aqui me fez perceber de forma muito emocionada algumas coisas:

  1. A gente pode chegar onde a gente quiser.
  2. Ter uma missão de vida é muito importante. Essencial. Não saberia mais viver sem isso.
  3. Ser produtivo não é coisa geek, mas a única forma de viver a vida de forma plena e coerente. Você aproveita seu tempo.
  4. A vida pode ser mais simples. Sem comidas processadas, coisas de plástico e barulho ao redor.
  5. O maior barulho é o interno.

Tantas coisas, David. Obrigada por tudo.

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Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Procurando inspirações para organizar a sua área externa? Tenho coletado muitas imagens bonitas e com dicas práticas no Pinterest do blog – vale a pena visitar e seguir, se você tiver conta na rede social:

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Quem está participando do desafio?

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

A única maneira de definir prioridades é saber dizer “não” a determinadas atividades. Organização é uma escolha diária que a gente tem que fazer, senão é muito provável que a nossa vida acabe ficando caótica e a gente perceba só quando passar mal, for demitido(a), o filho se envolver com drogas etc.

Mas por onde começar? Pelo básico. Quando digo básico, estou me baseando na Pirâmide de Maslow, um conceito comum utilizado na publicidade. Já falei um pouquinho sobre isso no blog e fiquei de escrever especificamente sobre as necessidades. Este primeiro post, no mês sobre simplicidade, falará sobre como suprir as nossas necessidades básicas, que são:

Respirar

Sabemos que respirar é uma necessidade básica e ninguém fica sem respirar, mas será que respiramos direito? A meditação, por exemplo, é muitas vezes apenas um exercício de respiração. Faça agora o exercício: feche os olhos e concentre-se somente na respiração que entra e sai do seu nariz. Fique assim durante um minuto (para ajudar, use um alarme no seu celular). Quando terminar, veja como se sente.

Uma segunda maneira de meditar prestando atenção à sua respiração é repetir o exercício acima mas, em vez de programar um minuto no alarme, você simplesmente contar suas respirações até o número 100. Não é para respirar rápido nem devagar, mas no seu ritmo natural mesmo.

Vale a pena fazer ambas as meditações todos os dias, para acalmar a mente e o corpo. Você já notou como toda vez que se sente nervoso/a ou impaciente você tem a tendência a respirar fundo, bufar ou até mesmo assoprar? São movimentos de respiração. O corpo tenta voltar ao equilíbrio que sua mente está desvirtuando e você nem percebe. Vale a pena, então, toda vez que sentir essa alteração de humor, fazer um pequeno exercício de respiração com as meditações acima.

Não sou médica mas, se a gente for ainda mais longe, chegará a outros distúrbios associados à respiração, como ansiedade e síndrome do pânico. Se você se identifica com esses cenários, pode valer a pena testar os exercícios.

Para equilibrar sua respiração:

  • Faça a meditação de um minuto prestando atenção na respiração
  • Faça a meditação contando até 100 o número de vezes que você respira
  • Identifique no seu dia a dia situações que lhe causaram (ou ainda causam) falta de ar e teste os exercícios anteriores para verificar os resultados

Comer

Faz parte da vida a gente se alimentar, mas comer com moderação também. Mais uma vez, recomendo a consulta a um nutrólogo para conhecer a melhor alimentação para o seu corpo. Conhecida, foque nela. Coma menos também. Thoreau, Sêneca e tantos outros pensadores históricos que falavam sobre simplicidade já alertaram sobre os perigos de comer sem moderação.

Comer em casa, ingredientes e preparos simples – tudo isso faz parte de um estilo de vida mais simples. Vegan ou paleo são dietas relacionadas ao conceito de simplicidade.

Para equilibrar a sua alimentação:

  • Consulte um nutrólogo para conhecer a melhor alimentação para você
  • Diminua as porções do seu prato diariamente
  • Prepare refeições em casa
  • Compre na feira

Dormir

Não preciso falar sobre a importância do bom sono porque todo mundo sabe como faz diferença dormir pouco ou dormir bem. Encontre seu período ideal de sono. Para algumas pessoas, é de 10 horas, enquanto para outras é de seis.

Prepare um ritual antes de dormir – o que funcionar para você. Eu gosto de tomar um banho, preparar minha roupa e bolsa para o dia seguinte, beber um chá, ler um pouco (coisas calmas) na cama. Não faça atividades agitadas, que podem te fazer perder o sono.

Nunca tire uma parte do seu sono para trabalhar ou fazer outra atividade. Se precisar acordar às 07:00 e você sabe que precisa dormir nove horas para ficar bem, durma às 22:00.

Para equilibrar seu sono:

  • Faça um diário de sono e encontre seu tempo ideal de horas para dormir diariamente
  • Estabeleça uma rotina noturna, para antes de dormir
  • Desligue os computadores e eletrônicos (incluindo celular) até duas horas antes de dormir
  • Não tome bebidas com cafeína depois das 14 horas
  • Seja rígida/o com seu horário de sono

Ir ao banheiro

Está aí outra necessidade básica que pode ser feia de falar mas faz parte do nosso dia a dia! Tem tudo a ver com a alimentação, então o que você fizer lá se refletirá aqui.

Para equilibrar suas necessidades pessoais no banheiro:

  • Beba bastante água ao longo do dia para limpar impurezas do corpo e mantê-lo hidratado
  • Tenha uma boa alimentação
  • Procure estabelecer rotinas para ir ao banheiro

Sexo

Quando escrevi o outro post (linkado ali em cima), um leitor comentou que nem todo mundo faz sexo. Não cabe a mim essa discussão, Cada um sabe o que faz com a própria vida e tem suas escolhas. Meu papel aqui com o blog é mostrar todas as necessidades básicas com base na pirâmide, que é meu escopo. Se algo não servir para você, basta não seguir.

Alguns leitores já me pediram para escrever sobre como organizar a vida sexual do casal. Acho que esse é um assunto muito íntimo! Já ouvi assim: “nossa, mas que absurdo organizar o sexo – vai colocar na agenda também?”, mas organização não é isso. Assim como a vida sexual do casal não é só sobre o momento do coito (#sheldonfeelings). Dá sim para se organizar para ter mais tempo livre durante a semana, para se arrumar, para o casal sair juntos, para fazerem atividades legais que aumentem a intimidade, para cuidar do corpo e por aí vai.

Para equilibrar sua vida sexual:

  • Organize-se para passar mais tempo com o seu parceiro ou parceira
  • Se tiverem algum problema relacionado, conversem
  • Toquem-se mais
  • Não deixem de fazer coisas que gostam juntos
  • Organize a rotina das crianças para que elas não virem desculpas

A ideia de colocar em ordem as necessidades básicas é que elas devem vir primeiro. Antes de pensar em abrigar novas atividades na sua vida, pergunte-se se isso vai:

  • Atrapalhar a sua alimentação. Ex: Fazer academia na hora do almoço.
  • Atrapalhar sua vida sexual. Ex: Aceitar um novo emprego em um horário totalmente diferente do seu parceiro ou parceira.
  • Atrapalhar seu sono. Ex: Ficar até mais tarde terminando um relatório que era para ter sido feito antes.
  • Atrapalhar suas idas ao banheiro. Ex: Se alimentar de forma desordenada e que te deixa com mal-estar.
  • Atrapalhar sua respiração. Ex: Marcar muitos compromissos em um mesmo dia e não conseguir nem parar um pouco.

Se você parar para analisar, apesar de serem necessidades básicas, muitas vezes elas podem ser deixadas de lado. Cuide-se!

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

Outro dia eu estava relendo o livro “Making it all work”, do David Allen (somente em inglês, pela Penguim Books), e lá ele comenta que tem dois diários – um diário de trabalho, onde registra o que foi feito, decisões, projetos, insights etc, e outro sobre a sua vida espiritual, mais pessoal. Achei tão interessante que fiquei pensando um pouco a respeito para escrever aqui. Eu tenho um diário no Evernote, mas ele é único (não separo como David) e acho que é muito interessante. O Vladimir Campos, em seu e-book “Organizando a vida com o Evernote”, também fala sobre a importância de ter um diário no elefante, porque podemos manter um registro legal das coisas que acontecem na nossa vida.

No blog, você pode ler um post sobre as vantagens de se ter um diário. São várias! Mas quais seriam as vantagens de se fazer um diário no Evernote? Listo algumas:

  1. O Evernote é uma ferramenta que possui planos pagos (10 reais por mês para um monte de recursos legais), mas é acessível gratuitamente. Logo, você não precisa pagar para o serviço de diário.
  2. Você pode manter o seu diário como um caderno offline para que ele fique somente na sua máquina, o que pode te dar mais segurança.
  3. Você pode acessá-lo de qualquer plataforma: web, computador, aplicativo.
  4. Tem inúmeros recursos de captura: texto, câmera, imagens, voz, arquivos.
  5. Torna fácil de compartilhar uma nota, caso você queira.

Como fazer

  1. Inscreva-se no Evernote.
  2. Decida se usará a versão web ou vai baixar o aplicativo. No site do Evernote tem todas essas opções.
  3. Crie um caderno chamado Diário. Quem utilizar o modelo do Guia definitivo aqui do blog pode criar uma tag.
  4. Crie uma nota nesse caderno e comece a escrever!

O que você pode inserir no seu diário no Evernote

  • Escrever sobre como foi o seu dia, como uma espécie de log mesmo.
  • Escrever sobre como você se sente.
  • Registrar sua perda de peso.
  • Registrar seus sonhos.
  • Desabafar sobre uma briga ou sentimento de perda que você esteja vivenciando.
  • Inserir fotos de um momento que você gostaria de guardar.
  • Registrar sua rotina de meditação ou oração.
  • Registrar o aprendizado dos seus filhos.
  • Registrar períodos de marco em sua vida.
  • Fazer um relato de uma viagem.
  • Digitalizar suas agendas antigas.
  • Etc. São muitas opções!

Eu gosto de ir registrando momentos do meu dia a dia, mesmo que só com fotos. Tem sido muito divertido observar essa construção. Daqui a alguns anos, vou me agradecer por ter começado isso. E é tão fácil de manter! Basta estar com o celular.

Alguns exemplos meus:

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Animou? Eu adoro! Acho que é uma forma muito feliz de se passar o tempo.

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

Toda vez que abro a minha agenda para fazer a minha revisão semanal no GTD, vejo uma página em branco. Tenho meus compromissos já agendados, mas muito espaço ainda está vazio, pronto para ser preenchido. Será? Será que precisa ser preenchido? Acho que, com o tempo, passamos a considerar normal ter a nossa agenda inteira preenchida, porque isso mostra como somos competentes e ocupados. Chegamos ao ponto de achar extremamente esquisito (não de uma maneira positiva) quando alguém diz que não está fazendo nada ou que tem tempo durante a semana para ir ao parque ou ao cinema, por exemplo. Por que nos tornamos assim? Por que o normal, hoje em dia, é estarmos sem tempo?

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Outro dia vi e compartilhei um vídeo do Christian Barbosa onde ele fala que não devemos preencher a nossa agenda com aquilo que for gratuito. Quando a gente fala em gratuito, não se trata de um tempo que estamos descansando, fazendo um trabalho voluntário ou outras atividades do tipo – mas quando desperdiçamos tempo em coisas que não trarão absolutamente nada para nosso benefício. Também fica a consideração sobre trabalhar de graça. Por exemplo, se você é técnico de computadores, não vale a pena perder metade dos dias da sua semana consertando o computador de amigos ou de pessoas da família. Esse é o seu trabalho e você deve ser pago por ele. Vale para todos os tipos de serviços.

Ter um tempo vago na agenda não significa que você não vai fazer nada. Significa que, no dia, você decidirá o que fazer, de acordo com as suas prioridades daquele dia em questão. Se estiver inspirado para escrever, escreva. Se estiver passando mal, vá ao hospital ou descanse. Se precisar conversar com alguém, telefone. Você aproveitará esse tempo com mais tranquilidade. Caso sua agenda esteja cheia de compromissos, isso não será possível.

Aprenda um pouco a cada semana também. Se você vai participar de um curso durante dois dias da semana, você sabe que, no dia seguinte a esse curso, não poderá planejar muitos compromissos, pois terá muitas pendências para resolver dos dias anteriores. Da mesma maneira, se o seu chefe ou cliente principal estiver de férias ou viajando, você sabe que poderá ter um controle maior do seu tempo ao longo da semana, conseguindo colocar outras atividades não urgentes em dia e até mesmo antecipar outras.

Se você sabe que pela manhã sua cabeça está fresca e apta à criação, reserve esse período para atividades que demandem uma concentração e raciocínio maiores. Deixe para o período que você fica mais cansado/a as atividades de rotina, que você já faz no piloto automático. Tudo isso influencia no momento em que você vai planejar as suas atividades. um bom planejamento leva essas diversas variáveis em conta, senão falhará.

O objetivo principal deste post é recomendar a você que simplesmente reduza os seus compromissos agora mesmo. Não planeje muitas reuniões para o mesmo dia. Não marque um jantar importante depois de um dia cheio de compromissos de trabalho. Deixe espaços livres na sua agenda – o máximo que puder – para conseguir respirar ao longo da semana e aproveitar esse tempo de acordo com o que decidir no dia.

Não adiantar negarmos a realidade e acharmos que é possível planejar 100% do nosso tempo. Não é. E ainda bem! Portanto, planeje algumas atividades, agende alguns compromissos, mas tente deixar o máximo possível de espaços em branco. Se estiver em dúvida sobre a eficiência dessa tática, faça o teste durante uma semana. Depois, me conte como se sentiu.

Para facilitar esse processo, é muito importante a gente aprender a otimizar o nosso tempo. E como se faz isso? Oras, se organizando! É pra isso que esse trem todo serve, uai. Veja uma categoria aqui do blog destinada inteirinha para quem estiver começando a se organizar e, qualquer dúvida, poste nos comentários.

Obrigada por tudo, pessoal.

Categoria(s) do post: Casa, Comida, Áreas da Vida

Um assunto que sempre me vem à mente quando se trata de simplificar é a questão da alimentação. Cresci vendo as minhas avós começarem a cozinhar desde muito cedo o que a família comeria na hora do almoço e, por volta das três da tarde, já começarem a preparar o jantar. Depois, quando cresci e tive a minha casa, fui vendo que as coisas não eram assim tão fáceis. Se eu quisesse comida fresquinha todos os dias, teria que chegar do trabalho, cansada, depois do trânsito, e ainda investir um tempo nisso. Por mais que nosso amigo Oliver lance livros com receitas de 30 minutos e a gente conheça pratos de preparo bem rápido, o conjunto da obra – comprar, preparar, cortar, picar, descascar, lavar – leva bem mais do que isso. Aí, precisamos tomar algumas decisões, que são:

  • Fazer o trivial no dia a dia, sem complicações
  • Preparar algumas guarnições com antecedência (arroz, feijão, salada) e deixar para fazer na hora só o que precisa estar fresquinho (carnes, legumes, frutas)
  • Comprar algumas comidas prontas
  • Comer fora ou pedir delivery 🙁

No dia a dia, não tem como a gente fugir das opções acima. A não ser, é claro, que você trabalhe cuidando do seu lar e possa dedicar uma boa parte do seu dia à alimentação da família. De modo geral, as pessoas não têm essa condições e, as que têm, não têm problemas com essa rotina. O post visa então aqueles(as) que precisam simplificar o preparo da comida no dia a dia para conciliar com uma rotina bastante corrida, onde nem sempre se pode depender da colaboração de outras pessoas (quem mora sozinha/o, é mãe/pai solteiro etc).

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Eu continuo recomendando a aplicação de um menu semanal. O que significa isso? Significa simplesmente você listar sete pratos para fazer ao longo da semana e basear sua lista de compras nos ingredientes que vai precisar. Exemplo:

  1. Domingo – Espaguete com molho de tomate e frango assado
  2. Segunda – Estrogonofe de frango com arroz branco
  3. Terça – Arroz, feijão e bife acebolado
  4. Quarta – Arroz, feijão e frango grelhado
  5. Quinta – Filé de frango empanado com purê de batatas
  6. Sexta – Pizza
  7. Sábado – Bruschettas e asinhas de frango apimentadas

O exemplo acima é bastante simples e trivial. Para mais informações sobre como montar um menu semanal, clique aqui. A ideia é listar os pratos principais (que você fará só uma vez por dia e, quem ficar em casa, repete no almoço), saladas que entrarão como acompanhamentos, assim como os lanches no decorrer do dia e o que você vai comer no café-da-manhã. Tem até uma planilha aqui no blog que você pode baixar e usar, se for fã de planilhas. A ideia é que, com essa lista simples, você vá ao mercado apenas uma vez por semana e compre a quantidade suficiente para todos os dias, evitando também o desperdício e fazendo compras inteligentes.

Uma dúvida que as pessoas comumente têm com relação ao menu semanal é se ele não deixa o preparo da comida muito “engessado”. Você não precisa fazer o espaguete no domingo, se não quiser. O que importa aqui é ter os sete pratos e saber que, ao longo da semana, você irá prepará-los. Se você vai fazer na segunda ou na quinta, isso você escolhe no dia. A vantagem do menu semanal é que você não precisa ficar tirando ideias de última hora para decidir o que vai fazer, mas optar por aquelas que você já pensou previamente. Também garante que não faltará nenhum ingrediente necessário. Agora, que pode te dar aquela vontade de comer um bife à parmeggiana em plena quarta-feira e você não ter programado isso para o seu menu semanal, pode! Mas é exceção. Vá ao mercado e compre o que for preciso para fazer esse prato. O que a gente não faz, quando se fala em organização de qualquer coisa, é pautar nossas decisões com base no que é exceção.

Somente a aplicação do menu semanal já simplifica bastante a rotina de alimentação porque traz tranquilidade ao dia a dia. Não sei vocês, mas eu fico mais de uma hora decidindo o que vou fazer de comida se deixar para decidir na hora. Vejo o que tenho na geladeira, no freezer, na despensa, o que está vencendo. Tudo isso pode ser feito, mas antes das compras! Aí você aproveita o que tem, o que está vencendo, e compra somente o necessário. Particularmente, é uma das dicas de organização que mais gosto.

Além disso, procure simplificar sua alimentação da melhor forma possível. Algumas dicas adicionais:

  • Vale a pena estar com seus exames médicos em dia e consultar um nutrólogo para saber qual a alimentação mais correta para você. Com base nisso, você pode saber quais alimentos pode e quais não pode ingerir. Não adianta comprar pizza pronta no mercado se você tem intolerância a glúten.
  • Pratos prontos são muito práticos, mas no geral contêm conservantes e alto teor de sódio. Evite. Se for comprar pratos prontos, vale a pena encomendar no açougue do bairro, por exemplo. Alguns restaurantes fazem pratos diversos sob encomenda. Às vezes, dependendo da ocasião, o tempo que você economiza compensa o dinheiro gasto.
  • Prepare com antecedência e congele alguns alimentos. Sei que muitas pessoas não gostam de fazer isso então, se for o seu caso, pule esta dica. Porém, para quem não se importa, há uma vasta gama de opções, do arroz ao pãozinho.
  • Procure pautar seu menu semanal no aproveitamento dos alimentos também. Se fizer feijão em um dia, vale a pena usar o ingrediente em outros pratos ao longo da semana – bolinho de feijão, feijão como acompanhamento, tutu, caldo. Todo alimento pode ser aproveitado.
  • Compre saladas prontas, já higienizadas. São mais caras, mas podem ser uma excelente solução caso você seja aquela pessoa que não come salada porque não tem tempo de lavar.
  • Com o menu semanal, descongele carnes e alimentos com antecedência. Um dia antes, desça do freezer para a geladeira, por exemplo, para facilitar o processo de descongelamento quando chegar do trabalho.
  • Comer fora e pedir comida são atividades práticas e prazerosas no dia a dia, mas fazem com que a gente gaste muito dinheiro! Limite esses gastos para que eles não sejam recorrentes.
  • Para os pratos principais, só invente moda se você estiver com tempo (como aos finais de semana, por exemplo). Para o dia a dia, pense em uma proteína + um acompanhamento de carboidrato + uma salada e já está excelente para a maioria dos mortais!
  • Deixe o que for usado no café-da-manhã em uma bandeja na geladeira e outra na despensa e apenas leve as duas para a mesa pela manhã, em vez de ter que perder um tempão colocando uma coisa de cada vez. Depois, leve de volta.
  • Deixe os lanches já separados em porções para facilitar no dia a dia, especialmente para as crianças em idade escolar.
  • Por fim, a dica final é uma frase que a minha mãe diz muito, e que eu adoro: quem compra na feira, economiza na farmácia. Faça isso! Frequente a feira do seu bairro uma vez por semana e compre alimentos frescos e saudáveis. Além de mais baratos, sua saúde agradece.

E você, já pensou em simplificar a sua alimentação? Como você vem fazendo?

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Outro dia comentei quais eram os meus planos para a varanda no desafio de organização de janeiro e, de lá para cá, comecei a tomar as primeiras providências. Organizar a varanda em um único mês será realmente um desafio, especialmente porque ficarei uma semana fora viajando, o que complica um pouco a questão das compras e providências. Mesmo assim, acredito que dê tempo!

Fomos até a Leroy Merlin comprar os decks e as pedras para o piso da varanda, porque essa é a parte mais fácil e que já dá um bom impacto visual logo de cara, ao implementar. As pedras podem ser compradas no setor de jardinagem da loja. Havia uma série de tipos e cores e eu optei pelas pedras um pouco maiores e brancas, que prefiro.

070115-pedras01 Continue lendo “Instalando o deck e as pedras na varanda”

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Pessoal, como comentei em outro post, este mês irei para Amsterdam em meu projeto “encontre o David” para participar de um curso de GTD pela Call Daniel e, quem sabe, talvez encontrar o David Allen pessoalmente. Se isso realmente acontecer (torçam por mim!), estou preparando algumas perguntas para entrevistá-lo e gostaria que vocês, leitores, participassem também! Por isso, quem tiver alguma pergunta para o David Allen, por favor, poste aqui nos comentários. Vou selecionar algumas para poder perguntar a ele, se a entrevista acontecer.

Essa oportunidade será maravilhosa e não consigo acreditar ainda que esteja acontecendo comigo. Acho que conhecer o David Allen é equivalente a conhecer o Paul McCartney, por exemplo (pela importância na minha vida). Será que ele sabe o quanto ele influenciou tudo o que eu faço?

Participe!

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

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Quando surgiu a ideia de escrever um post para o blog falando sobre a simplificação da rotina para o ano novo, fiquei me perguntando o que eu ainda poderia escrever que não tivesse sido escrito aqui ou em qualquer outro lugar a respeito. Afinal, de uns anos para cá, o mundo pareceu abraçar a ideia de simplicidade voluntária, querendo tornar tudo no dia a dia mais simples de fazer, sem tanta complicação. Resolvi escrever uma espécie de relato pessoal, então, com as percepções que eu tenho tido atualmente sobre a questão da simplicidade e até do minimalismo aplicados à nossa rotina.

Sono, acordar cedo, dormir tarde

Sou uma pessoa naturalmente noctívaga – e não sei se isso pode ser cientificamente dito (afinal, tudo não depende de hábitos?). Funciona assim: posso ter acordado muito cedo. Mas, se deixar, vou dormir tarde mesmo assim, porque é o meu natural. As pessoas matutinas acordam cedo mesmo que tenham ido dormir tarde, porque não conseguem ficar na cama depois de determinado horário. Acho que é mix de costume, metabolismo e hábito mesmo.

Para mim, essa rotina do sono ficou um pouco bagunçada desde que eu comecei a trabalhar em casa, porque às vezes tenho horários fixos e outras vezes não. Tem dias que preciso acordar antes das cinco horas da manhã para ministrar um treinamento em um lugar longe, enquanto há dias que eu levanto às dez horas (geralmente depois de um dia de treinamento). Para dormir, é bem difícil. Nunca consigo dormir antes das 22 horas – quiçá, das 23. Eu gostaria sim de manter uma rotina para acordar todos os dias às seis, por exemplo, mas não consigo. Meu descanso é importante e estou focando em ter de sete a nove horas de sono por noite. Não sei se é a melhor alternativa, mas é o que vem sendo possível.

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Quem é mãe sabe que é muito difícil dormir cedo. Pelo menos aqui em casa, a hora que o Paul vai dormir é quando eu consigo fazer coisas que demandam mais a minha concentração, como estudar, ler um livro ou escrever. Com o horário de verão, ele está indo dormir por volta das 21:30, o que significa que seria impossível, para mim, ir dormir antes das 23. Mais alguém passa por isso aqui?

Então, o que faço é respeitar esse horário e, depois que ele dormir, executar poucas atividades, até mesmo para não perder o sono. Porém, não posso ignorar essas horas, que são parte importante do meu dia a dia.

Trabalho

Minha rotina do trabalho tem ficado mais simplificada de uns dois meses para cá. Como eu comentei em outro post, há pouco tempo, quando eu comecei a trabalhar por conta própria eu quis pegar muitos trabalhos de uma só vez, por insegurança mesmo, o que me deixou um pouco sobrecarregada. Na organização, não tem segredo – é preciso aprender a dizer não. Por isso, comecei a ser um pouco mais rigorosa com essa minha regra e organizar melhor a minha rotina. Por exemplo: se eu vou trabalhar fora durante três dias na semana, não agendo nada para os outros dois, para conseguir fazer tudo o que eu preciso fazer. Tem funcionado! Mas não é fácil.

É de fundamental importância ter meus projetos e atividades organizados e planejar a cada semana (no GTD, o planejamento é feito semanalmente). Isso me dá uma dimensão real do tempo investido em determinados projetos e me faz ver que não dá para fazer tudo o que eu gostaria de fazer.

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Algo que eu resolvi fazer também é investir um pouco mais em coisas que facilitem (e simplifiquem) o meu dia a dia, como usar mais táxi, por exemplo, e otimizar o meu tempo e o do meu marido. Tem funcionado muito bem! Estou viciada naqueles aplicativos de solicitar táxi (uso especialmente o Easy Táxi e o 99). basicamente, você seleciona o modo de pagamento e envia um sinal de que está esperando um táxi. Algum taxista nas redondezas aceita o seu pedido e vem te buscar. É extremamente prático e não depende de ter táxi no ponto mais próximo para você conseguir se deslocar.

Comer, preparar comida

Já comentei aqui em casa que meu marido é responsável pela comida porque ele está estudando para isso, mas ultimamente eu tenho gostado de aliviar um pouco essa parte para ele e preparar comidinhas de vez em quando. No geral, preparamos alimentos a cada dois dias, sendo que, no dia a dia, no máximo grelhamos uma carne ou legumes que valem a pena ser comidos fresquinhos na hora mesmo.

Quando nós casamos, eu gostava de preparar comidas mais complicadas, com mais de um acompanhamento, sempre inventando coisas novas. Acho isso incrível mas, no dia a dia, não dá para fazer sempre. Por isso, acho de fundamental importância ter os “curingas da casa” (aqueles pratos que todo mundo gosta e não se importa de repetir) e ir planejando semanalmente também as compras do mercado (veja como montar um menu semanal).

Uma coisa que eu quero fazer menos em 2015 é comer fora, para economizar mesmo.

Condução, deslocamento

Grande parte do nosso dia a dia é gasta com deslocamentos e trânsito, especialmente para quem mora em São Paulo ou no Rio de Janeiro. O que eu procuro fazer é otimizar esse tempo. Como comentei acima, estou usando bastante táxi. Essa foi uma decisão que tomei ao fazer as contas de quanto custaria ter um segundo carro. Eu não tenho carta de motorista mas, se tivesse, eu não poderia usar o nosso carro, que fica com o meu marido, pois ele leva e busca o filhote na escola, faz mercado e tudo o mais. Ou seja, mesmo se eu tivesse carta, não ficaria com o carro. Ter um segundo veículo seria inviável e desnecessário. Como uso muito raramente, compensa mais utilizar um táxi mesmo.

Aqui em São Paulo existe a grande vantagem de poder utilizar as linhas do metrô. Uso bastante metrô! Achei engraçado que, outro dia, uma leitora me reconheceu na estação Sé (lotada!) e disse: “não acredito que encontrei a Thais na estação Sé!”. Achei engraçado. Eu acho que é um meio de transporte que precisa de muitas melhorias, mas funciona bem. Se você quiser chegar rápido em qualquer lugar, vá de metrô! Além disso, aproveito o período de deslocamento no trem para ler bastante. Tem dias que consigo ler um livro inteiro nessa ida e volta, o que é ótimo, já que gosto muito de ler. São coisas que a gente pode desprezar no dia a dia achando que perdemos tempo utilizando transporte público, mas há tanto a ser feito quando não se está dirigindo!

Meditação

Desde que mudei para São Paulo, não frequentei mais o centro budista. Eu gostava muito do centro que eu frequentava em Campinas e, além do mais, era perto da minha casa (eu ia a pé). Hoje, fica do outro lado da cidade e, para mim, é mais complicado. Mesmo assim, tenho estudado muito e praticado em casa, mesmo menos do que eu fazia antes. Em dezembro, quis investir mais tempo nisso porque percebi o quão estressada eu fiquei depois da mudança, e a meditação faz toda a diferença.

Gosto de meditar um pouco quando acordo e ao longo do dia, quando sinto necessidade. Essa rotina está bem estabelecida para mim.

Limpeza e arrumação da casa

Sou muito a favor de fazermos nós mesmos a limpeza da casa, mas confesso que nem sempre acho que essa é a saída mais simples. Outro dia fiz um teste com uma dessas empresas que agendam online o serviço de uma faxineira (em breve farei o post na blog) e achei bastante prático, mas só usei uma vez. Eu sou um pouco como a Monica (Friends) – limpar é terapêutico. Eu GOSTO de limpar e arrumar a casa, mas o que acontece é que muitas vezes eu não consigo. É frequente chegar depois das 21 horas depois de um dia de treinamento e ainda ter coisas no geral para fazer – ficar com o Paul, colocá-lo para dormir, revisar algum material para o dia seguinte. E, no mais, eu costumo ficar com as pernas bem cansadas depois de trabalhar de pé e falando o dia todo. Por mais vontade que eu tenha de, sei lá, esfregar o chão da cozinha, fisicamente fica bem complicado.

O que eu tenho feito, portanto, é o que eu recomendo aqui: focar no essencial. Cheguei seriamente a pensar em ter alguém para me ajudar em casa, mas não levei essa ideia adiante. Talvez seja mais simples sim e, com o tempo, acho que acaba sendo natural você delegar muitas funções da sua vida. Porém, como conseguimos fazer aos poucos e na medida do necessário, continuamos levando.

Minha meta para 2015 é simplificar ainda mais essa rotina, buscando soluções.

Leituras

2014 foi o ano em que eu li menos na minha vida. ler é como respirar, para mim – é aquela atividade que me deixa bem, “em casa”. Sou acostumada a ler muito e, por isso, em 2015 estou estabelecendo algumas metas de leitura mensais. Vou testar em janeiro para ver a quantidade ok de livros que consigo ler por mês atualmente. Eu trabalho bem com metas então acvho que isso é uma forma de simplificar o que gostaria de ler.

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Tempo com a família

É incrível como, se deixar, a família fica de lado no dia a dia. Por isso, o que eu tenho feito é reservado momentos na agenda ao longo de toda a semana para ter tempo de qualidade (e em quantidade!) com o nosso filho, além de fazer sempre atividades com o meu marido. Também estamos investindo em mais tempo com as outras pessoas da nossa família, como almoçando na casa da sogra, viajando para visitar a minha mãe, meu marido está levando o pai dele para pescar e estamos passeando com as nossas sobrinhas. Tem sido muito divertido! No geral, sou aquela pessoa quem, se deixar, nunca sai de casa. Acho que já deu, sabe? Gosto muito de ficar em casa e aproveitar os momentos de lazer. porém, é divertidíssimo fazer coisas com eles e sempre fico com aquele gostinho de quero mais quando saímos e nos divertimos.

Em 2015, quero fazer mais programas baratos e gratuitos. Tem tanta coisa! Quero ir mais a exposições, teatro, parques e museus.

Eu acredito que simplificar a rotina é algo que não tem segredo. Precisamos identificar aquilo que é essencial e dizer não para todo o resto. O fato de não ter segredo não significa que seja fácil – não é! Porém, só nós podemos tomar as rédeas da nossa própria vida e fazer isso acontecer. Eu espero ir em um ritmo bem mais lento este ano, porque para quem trabalha em casa, o risco de ficar correndo e se sobrecarregar é enorme!