Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer todos os comentários no editorial de outubro, onde falei sobre produtividade e organização. Venho refletindo muito sobre esse assunto nos últimos dias e, trabalhando em um novo blog, eu me deparei com sentimentos que eu não previa.

Primeiro, que quando a gente trabalha nas nossas características, tem que tomar cuidado com o que a gente tira da nossa vida, porque não sabe qual é o tijolo que sustenta o nosso edifício inteiro.

Segundo, que o Vida Organizada é minha a razão de viver hoje em dia, em termos de trabalho. E não quero enfraquecer a minha marca porque estou há anos construindo o que ela é e o que eu quero que ela seja, em termos de legado.

Terceiro, que não quero dividir o espaço para os leitores. Já acho ok fazer isso com um blog pessoal, onde escrevo sobre coisas minhas, que não têm nada a ver com organização.

Quarto, e principal: o que diferencia o Vida Organizada e todo o conceito de organização que venho passando aqui é justamente a integração entre todas essas coisas. Não falo somente sobre organização disto ou daquilo, mas de uma vida integrada.

Quinto, eu sou budista e, no Budismo, a gente acredita muito que a solução de todas as coisas é sempre o caminho do meio.

Ou seja, pessoal… o negócio não é parar de falar de produtividade aqui, porque isso faz parte de quem eu sou e da troca que quero fazer com vocês. Talvez a solução seja simplesmente balancear melhor os conteúdos (realmente, estava falando só sobre produtividade ultimamente e até eu estava começando a ficar enjoada). Eu fico contente por ter aberto essa reflexão para vocês e termos discutido em conjunto porque todo o blog é construído assim. Ele é um trabalho autoral, com toda certeza, e me dedico muito a ele, mas a grande utilidade é servir – ajudar as pessoas. Então é claro que eu tive que fazer isso contando com a ajuda de vocês.

Acredito que a alteração das categorias já tenha sido uma grande mudança e que traz boas perspectivas. Este é um blog sobre organização da vida no geral, e o assunto produtividade faz parte dele, assim como a organização da casa, os cuidados com a saúde, arrumação no geral e gestão do tempo. Todos eles precisam estar equilibrados.

Também percebi que, depois do post sobre blogs profissionais, vocês estão muito mais presentes, comentando, dando pitacos, interagindo muito. Isso me dá muita força pra continuar e me esforçar para fazer um trabalho cada vez mais legal. Tudo o que vocês falam é levado em consideração, e agradeço demais por isso.

Muito obrigada!

OM MANI PADME HUM
OM MANI PADME HUM
Categoria(s) do post: Casa, Armazenamento, Áreas da Vida
Imagem: Womenolog
Imagem: Womenolog

Eu recebi uma mensagem de uma leitora que me inspirou a escrever este post:

[quote class=”rosa”]”Thais, eu queria saber que dica você me dá para gerenciar o guarda-roupa da minha filhinha. Ela tem muitas roupas mas mesmo assim sempre falta alguma coisa na hora de se vestir. Não sei estimar quantidades na hora de comprar nem com que frequência devo fazer isso. Me ajuda, por favor?”[/quote]

Uma vez eu postei aqui no blog uma planilha que tenho que me ajuda a saber quando devo comprar cada peça de roupa. Não é uma regra, mas uma orientação. Acredito que o mesmo possa ser feito com relação às crianças, com a seguinte exceção: as necessidades mudam de idade para idade e isso precisa ser observado ao manusear os dados. Outro fator que deve ser levado em consideração é a rotina da criança – quanto tempo fica na escola, quantos uniformes têm, que atividades extras ela faz, se viaja muito, se brinca na terra, se fica mais em casa etc. Isso só pode ser observado por cada pai e mãe.

Para o filhote, eu costumo fazer compras sazonalmente (a cada quatro meses) ou sempre que precisa de algo não previsto antes. Hoje, um guarda-roupa de inverno dele inclui:

  • 14 cuecas
  • 14 pares de meias
  • 1 par de luvas
  • 2 toucas
  • 10 camisetas de manga comprida
  • 10 camisetas de manga curta
  • 5 camisetas sem manga (para usar por baixo)
  • 1 blusa de lã com zíper e capuz
  • 1 blusa de lã fechada (tipo suéter)
  • 1 blusa de moletom com zíper e capuz
  • 1 blusa de moletom fechada
  • 1 colete aberto
  • 1 colete fechado
  • 1 casaco
  • 7 conjuntos de pijamas (podem ser camisetas + calças ou shorts)
  • 3 calças legging (para dormir ou pôr por baixo)
  • 5 calças jeans ou de sarja
  • 10 calças de moletom
  • 3 calças de uniforme
  • 5 camisetas de manga curta de uniforme
  • 5 camisetas de manga comprida de uniforme
  • 1 agasalho com capuz de uniforme
  • 1 conjunto de moletom de uniforme
  • 1 par de tênis confortáveis para a escola
  • 1 par de tênis mais bonitinhos para passear
  • 1 par de pantufas
  • 1 par de sandálias (para usar com meias)
  • Pelo menos um conjunto bonitinho para sair

O guarda-roupa de verão:

  • 14 cuecas
  • 10 pares de meias
  • 1 boné
  • 5 camisetas de manga comprida
  • 10 camisetas de manga curta
  • 10 camisetas sem manga
  • 1 blusa de moletom com zíper e capuz
  • 1 colete aberto
  • 7 conjuntos de pijamas (podem ser camisetas + calças de moletom)
  • 3 calças legging (para dormir)
  • 5 calças jeans ou de sarja
  • 5 calças de moletom
  • 7 bermudas
  • 7 shortinhos
  • 2 calças de uniforme
  • 10 camisetas de manga curta de uniforme
  • 3 bermudas de uniforme
  • 1 par de tênis confortáveis para a escola
  • 1 par de tênis mais bonitinhos para passear
  • 1 par de chinelos
  • 1 par de sandálias
  • 2 sungas
  • Pelo menos um conjunto bonitinho para sair

Aí o que acontece: a cada estação, eu tenho que ter mais ou menos essas quantidades acima. Se entrar o inverno e ele tiver só uma blusa de lã, porque a outra ficou pequena, sei que precisarei comprar porque não dá para ele ficar só com uma, por experiência nos invernos anteriores. Muitas roupas duram anos, enquanto outras duram apenas alguns meses. No geral, não precisamos comprar tantos itens porque os guarda-roupas se conversam entre uma estação e outra e muita coisa pode ser aproveitada. O que é bem legal é ter sempre por perto outras mães com filhos em idades diferentes dos seus, para você doar roupas em boa qualidade e elas também. Eu tenho uma prima que tem um filho quase dois anos mais velho que o nosso, então muitas vezes ela doa algumas roupinhas para ele.

Essa análise que eu faço é parecida com a do meu próprio guarda-roupa: vejo o que está poído, velho, o que não dá para consertar, as calças que podem virar bermudas, o que não serve mais, o que ele nunca usou. As roupas em bom estado que não servem mais vão todas para doação. Uma coisa que aprendi depois que ele entrou para a escola é que sempre vale a pena manter alguns itens “velhos” para atividades que envolvam pintura e artesanato. Para isso, tenho uma caixa de plástico no guarda-roupa dele (bem pequena) onde guardo essas peças.

Depois dessa seleção, vem a parte de estabelecer um orçamento para as compras. Quem tem mais de um filho obviamente tem mais dificuldade e precisa fazer escolhas. Eu costumo pensar assim: uniformes são caros, então compensa ter um número suficiente e lavar com uma frequência maior. Camisetinhas e outras peças de malha não precisam ser caras, porque ele perde muito rápido, sujam, ficam encardidas, mancham com substâncias diversas. Aí, compro em lugares mais baratos. Aqui em São Paulo, temos o bairro do Brás, o bairro da Penha, o bairro de Pinheiros – todos bons centros comerciais para roupas infantis mais baratas. Existe uma rede de vestuário por aqui chamada Torra-Torra, com ótimos preços. Agora, é claro que eu gosto de ter sempre algumas roupas mais bonitinhas para ele – quando saímos, quando temos um aniversário, festinhas diversas etc. Acho legal ter algumas camisetas boas, calças jeans bonitinhas, um calçado mais legal. Mas isso não é regra. Esses sim eu compro quando vejo algo bonitinho, sempre tentando não pagar tão caro porque infelizmente ele perde essas roupas depois. Não é como a gente, que compra uma peça que durará muitos anos, se for bem cuidada. Não adianta comprar uma jaqueta de couro na Zara, pagar R$200 e ele perder daqui a seis meses, sendo que nem usou direito porque não esfriou tanto. A gente vai bastante pelo bom-senso.

Todas as roupas dele ficam no guarda-roupa, sem distinção de estação, porque os dois guarda-roupas (verão e inverno) são semelhantes e tem essa alta rotatividade das roupas, então as peças não se acumulam tanto quanto no guarda-roupa dos adultos.

Espero ter ajudado!