O que levar na mala de bordo e na bolsa de mão

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Continuando o assunto sobre malas de viagem, gostaria de falar um pouco sobre a mala de bordo. O conteúdo dela pouco muda de viagem para viagem, pois costumo levar nela somente o necessário e o que precisa estar comigo.

Como eu viajo muito (praticamente toda semana), eu já deixo a mala praticamente pronta, de modo que, quando vou viajar, as únicas coisas que preciso colocar dentro dela são as roupas que eu vou usar, minha carteira e o computador.

Minha listinha é a seguinte:

Par de meias
Blusa de frio
Medicação com receit
Notebook e carregador
Pashmina
Livro
Revistas
Almofada para pescoço
Máscara de olhos
Fones de ouvido
Troca de roupa
Lingerie
Necéssaire com shampoo, condicionador, hidratante e sabonete em miniatura
Protetores auriculares
Adaptador de tomada
Carregador do tablet
Pasta com documentos e arquivos importantes

Na bolsa de mão, vão as seguintes coisas:

Hidratante para o rosto
Elásticos de cabelo
Absorvente diário
Lenços de papel
Castanhas
Barrinhas de cereal
Manteiga de cacau
Lenços umedecidos
Colírio
Solução nasal
Mini álcool gel
Mini desodorante
Mini hidratante para mãos
Caneta e bloco de notas
Lanterna de bolsa
Fones de ouvido
Chaveiro
Tablet
Passaporte
Carteira
Óculos de sol

Com essas listinhas, eu nunca fiquei na mão. Pode parecer bastante coisa, mas não é. A maioria dos itens da bolsa de mão vão dentro de uma pequena necéssaire. Gosto de comprar produtos pequenos que deixo para usar exclusivamente em viagens.

Antes de entrar no vôo, eu seleciono na mala de bordo o que pode ser útil durante o vôo em si (pashmina, revista) para não precisar acessar minha mala no compartimento superior enquanto estiver voando (acho chato), assim só preciso fazer isso em caso de extrema necessidade. A bolsa de mão vai embaixo da poltrona, conforme permitido pela companhia aérea.

Vale lembrar que a mala de bordo deve ser a mais leve possível, pois o limite nacional permitido é de até 5kg e, para alguns vôos internacionais, de 7 a 10kg. Eu comprei uma mala bem leve, da Benetton, mas já vi outras ainda mais leves da Stradda e da Sansomnite; tem que garimpar. O peso deve ser diminuído ao máximo através de itens leves (imagine trocar três livros por um kindle, por exemplo, ou um notebook normal por um Macbook Air).

Minha bolsa de mão geralmente é de tamanho médio, pois não gosto de ficar desconfortável na viagem, desviando de uma bolsa muito grande.

Como eu disse, costumo deixar a mala de bordo já pronta com praticamente todos os itens listados lá em cima, pois posso ficar sabendo hoje de uma viagem que farei amanhã logo cedo, por exemplo, de bate-e-volta no Rio de Janeiro, que é perto, e tê-la pronta me ajuda bastante. Algumas pessoas gostam de deixar inclusive as roupas dentro já prontas, mas isso eu prefiro escolher de acordo com o dia mesmo.

Para quem viaja bastante a trabalho, eu recomendo que deixe a mala de bordo sempre pronta também, pois facilita demais a vida. Já aconteceu de eu ficar sabendo de uma viagem no mesmo dia e, por ter a mala pronta, não demorei nem cinco minutos para pegá-la e descer de volta ao táxi para ir para o aeroporto, portanto, vale a pena.

14 comentários

  1. Adorei! Também tenho uma lista bem parecida, que sempre me atende. Apenas acrescento uma mini necéssaire hipocondríaca com analgésicos, remedinho pro fígado, que eu nunca uso felizmente, mas me tranquiliza levar e nela mesmo ponho um kit make-primeiros-socorros, com uma mini base, pó, corretivo, blush e um batonzinho pra não sair do avião igual a Mortícia…Enjoy, Thais! Bjs

  2. Olá Thaís, muito boa suas listas. Eu apenas acrescentaria uma lixa de unhas não metálica, lenços removedores de esmalte, curativos do tipo adesivos e uma balancinha de mala portátil.

  3. Obrigada pela dica Thais ! Adorei !
    Que tal tirar foto da mala para termos uma idéia de tamanho ?

    Beijos,

    Rose Severio

  4. Gostei muito destas dicas, pra quem viaja é tudo de bom, mas ainda aguardo o post sobre a “mochila de Homem” rsrsrs um grande abraço

  5. Thais, peço desculpas pelo que vou dizer. Por favor, não me entenda mal…

    Mas eu acredito que suas dicas de organização são mais indicadas para pessoas que trabalham fora o dia todo e não tem filhos (ou se tem filhos, tem quem cuide no lugar da mãe).

    Porque uma criança não pode ficar sozinha, nem por um minuto, durante as 24 horas do dia, concorda? Se isso acontece, se caracteriza “abandono de incapaz”, por lei. Ou seja, uma criança sempre precisa de, pelo menos, um adulto responsável por perto, seja o pai, a mãe, uma professora, avó, babá, a vizinha…

    Enfim, não dá pra trabalhar fora, viajar, sem ter alguém cuidando desse filho no seu lugar, certo?

    Pelo que entendi, vc assumiu o papel que antigamente era só dos homens: prover a casa. E quem cuida da casa e do filho é o seu marido. Gostaria que vc falasse um pouco sobre isso, dos prós e contras, se vc já sentiu algum preconceito, se vc se sente culpada por passar pouco tempo com seu filho (dizem que quando nasce uma mãe, nasce a culpa), se vc sente um peso nas costas por ser a responsável financeira pela casa, se vc se cobra muito…

    Eu sou mãe e dona de casa por opção (prefiro cuidar da minha filha e da minha casa do que terceirizar esse serviço). Meu marido, graças à Deus, paga as contas mas não sobra pra pagar empregada. Eu faço tudo sozinha aqui em casa, não tenho ajuda de ninguém, nem de empregada, babá ou transporte escolar.

    Eu trabalho horrores, pode acreditar! Não paro o dia todo, limpando a casa, lavando e passando roupas, fazendo comida, compras no mercado, levando e indo buscar minha filha na escola, acompanhando minha filha na natação, no balé, no parquinho, em passeios, brincando com ela em casa, acompanhando a lição de casa e ajudando a estudar para as provas, livros paradidáticos, trabalhinhos escolares e providenciando a cartolina do dia seguinte (como já bem disse Fátima Bernardes)… Fora aqueles momentos de estresse que a gente passa (quem tem filhos sabe como é!). Meu marido trabalha fora e chega muito cansado. Então ele acaba não me ajudando nos cuidados com nossa filha e nem com a casa…

    Conheço mulheres que trabalham fora e gastam quase tudo que ganham pagando empregada, babá… E dizem que não querem ficar em casa cuidando de filho e a da casa por nada!

    Mas e aquelas mulheres que não se identificam com o seu caso e nem com o meu? Aquelas que tem que trabalhar fora e quando chegam em casa tem todo o serviço doméstico para fazer e cuidar dos filhos? Aquelas mulheres sozinhas, que não tem um companheiro para ajudar com os filhos e a casa? Como se organizar dessa maneira?

    Na academia onde minha filha faz balé e natação, sou a única mãe que aparece por ali. Só vejo crianças acompanhadas de babás, avós (poucos) ou sendo deixadas pelo pessoal do transporte escolar na porta da academia e depois tendo de ser ajudadas pelos funcionários da própria academia a tomar banho, secar o cabelo, trocar de roupa…

    Outro dia nessa academia, uma criança confessou que sente saudades da antiga babá dela pois era a pessoa mais próxima à ela (palavras dela) e em segundo lugar era o seu avô o mais próximo dela (que faleceu a pouco tempo). Ouvindo essas coisas, me assusta um pouco até que ponto vai a terceirização do papel de pai e mãe.

    Complicado, né?

    • Oi Catarina,

      Bom, o blog acaba refletindo a fase atual da minha vida, e eu faço questão que seja assim porque acho que os blogs precisam ser pessoais mesmo para ter autenticidade. No momento, essa é a nossa fase, e falo muito sobre isso aqui no blog. Acredito que estamos passando por uma mudança significativa na sociedade com relação aos papéis relacionados a homens e mulheres – há cada vez mais pais cuidando das crianças e da casa e mulheres trabalhando fora. Fico muito feliz por isso, porque sou contra divisões de papéis apenas por causa do gênero da pessoa, e sou a favor da escolha que os casais tomam em conjunto, com uma família, ou uma equipe mesmo.

      Em casa, nós já passamos por diversas fases. O blog existe há seis anos… e mudou tanto quanto eu mudei. Quando nosso filho nasceu, eu trabalhava em casa. E o trabalho em casa significa exatamente tudo o que você descreveu: coisa para caramba para fazer e ainda cuidar do bebê. Meu marido trabalhava fora e ainda tinha a banda dele, então eu que cuidava de tudo e ele não tinha sequer muito tempo para fazer muita coisa mesmo. Natural. Mas isso não foi porque “eu sou mulher e preciso ficar em casa com o bebê”, mas porque, quando pensamos em engravidar, eu já comecei a fazer uns trabalhos freelas em casa porque gostaria de não estar trabalhando fora quando meu filho nascesse.

      Quando ele estava com menos de um ano de idade, meu marido ficou desempregado. Eu vinha recebendo diversas propostas de emprego e recusando, pois nossa situação permitia isso. Porém, nesse momento, tomamos a decisão de inverter os papéis, e eu aceitei um emprego para trabalhar fora. Foi muito difícil para mim – assim como acredito que seja para todas as mães que fazem isso, mas no nosso caso não foi muito difícil escolher. Eu tinha uma formação melhor e meu emprego pagaria muito mais do que pagaria para o meu marido se ele fosse procurar outra coisa, e ficando em casa com o nosso filho ele poderia manter a banda (uma atividade lucrativa) e ainda termos o meu salário. Nossa vida melhoraria muito em termos de segurança financeira etc, então foi o que fizemos. Uma decisão em conjunto.

      O que acontece é que, de repente, minha carreira decolou! Começou a acontecer de tudo para mim – convites para palestras, um emprego muito melhor, contrato com editora para escrever um livro, entre outras oportunidades. Em casa conversamos muito, e meu marido sempre me apoiou. O sentimento que nós temos é que ainda bem que existe a possibilidade de um de nós cuidar de nosso filho enquanto o outro trabalha. Mas meu trabalho, no geral, é flexível. Chego cedo em casa, fico com meu filho até a hora de ele dormir. Tem mães que sequer conseguem fazer isso por necessidade mesmo. Essas infelizmente não têm escolha.

      Nós recebemos muitas críticas e comentários por isso sim, ainda que veladas. Eu já vejo com naturalidade a nossa situação, pois sei que há muitos pais que não têm essa possibilidade que nós temos, que é de ter um dos dois em casa cuidando dos filhos. Isso para mim é um privilégio. E poder ser a mantenedora da família é um motivo de orgulho para mim, além de ser grande responsabilidade.

      Sobre o blog ser voltado a pessoas assim, eu discordo. Como eu disse, o blog existe faz tempo e eu já passei por todas essas fases. Já fiquei em casa sem filhos, já trabalhei fora sem filho, já fiquei em casa com filho, já trabalhei fora com filho, já fiquei em casa enquanto meu esposo trabalhava fora etc. Mas é natural que, no momento, o blog reflita o que acontece atualmente na minha vida, pois tiro ideias do cotidiano para escrever aqui. Acho que fica mais autêntico dessa forma.

      No geral, eu continuo fazendo tarefas em casa (adoro!) e ficando com o nosso filho, ainda que não em tempo integral. Não delegamos para terceiros a criação, porque foi uma escolha nossa, mas defendo quem faça dessa maneira, por escolha ou por necessidade, pois sei que cada família tem seus motivos particulares, que não cabe a mim criticar.

      Se eu pudesse mudar algo na minha rotina atual de trabalho, certamente seria a questão das viagens, pois não gosto de ficar longe da minha família, mas por enquanto são ossos do ofício. Por esse motivo eu tomei a decisão de estudar para passar em um concurso público, mesmo que daqui a alguns anos, pois é uma situação na qual me vejo confortável em todos os aspectos.

      Por fim, acho que todos os questionamentos são válidos. Hoje em dia todo mundo trabalha muito e é importante tomarmos decisões bem pensadas sobre a criação dos nossos filhos. Fica a reflexão mesmo.

      • Catarina, o blog tem muitos e muitos posts voltados exatamente a esta reflexão.
        E a mensagem de ouro é que a realidade de cada mulher, assim como suas escolhas, são muito particulares… E, nós, mulheres, não devemos fazer outra coisa em relação às nossas “semelhantes” ou “dessemelhantes” senão compreendê-las e nos abster de julgá-las.
        Os filhos de hoje são frutos, sim, de uma nova era, e poucos desfrutam em tempo integral da presença do pai e/ou da mãe. Nem por isso, em absoluto, podem ser considerados abandonados ou destituídos de carinho e cuidado de seus progenitores.

      • Thais excelente. Eu teria ‘surtado’ para responder. Parabéns pela inteligencia emocional. Lidar com 3 coisas ao mesmo tempo, o emprego vitalicio de mãe, o emprego de ‘carteira de trabalho ‘ e o blog é tarefa pros fortes. Bjs

  6. Ola,
    Vou fazer minha primeira viagem de avião, sou de SP vou pro Rio e vou passar apenas 1 dia lá, gostaria de saber se é permitido levar uma mala de pequena (pra ficar dentro do avião) e uma bolsa pra colocar objetos pessoais.
    Quero levar todos meus bens (dentro do limite da empresa) comigo dentro do avião.
    Alguem sabe me informar?

    PS: adoro seu blog

  7. Olá,gosto muito de ler o que escreve no seu blog…..Quanto a este assunto,eu tenho uma visão e vivência diferente.Tenho 51 anos,trabalho há 32 . O meu filho,agora com 25anos,até à idade de ir para a escola ficava com os avós. Minha filha mais nova 8anos que o irmão ,desde os quatro meses que foi para a creche…Cá em Portugal é comum as mulheres trabalharem fora de casa( + o serviço de casa que também têm que o fazer com ou sem ajuda) e daí eu não me integrar nessa conversa….agora que é difícil fazer um plano de organização ,com filhos crescidos,avós com certa idade e a nossa( minha e do marido) ,isso é…

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