Categoria(s) do post: Áreas da Vida
Imagem: Pinterest (sem fonte)
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Todo começo de mês, eu vejo nosso calendário para planejar atividades que meu marido e eu podemos fazer juntos. Ele deixa sua agenda no Google, compartilhada comigo, e eu mantenho uma lá apenas para que ele veja quando acontecerão minhas viagens de trabalho e outras do tipo. Esse sistema tem funcionado bem com a gente porque nos permite consultar a agenda do outro quando não estamos juntos e precisamos marcar algum compromisso. (Se você quiser usar a agenda do Google, tenho um post explicando como fazer.)

Planejar a vida a dois pode parecer muito “organização nível hard” para algumas pessoas, mas olha, a experiência me garante que, com casais muito ocupados, fazer esse planejamento pode dar certo. E se eu considero a ida ao dentista um compromisso, por que não posso fazer o mesmo com uma ida ao cinema com o meu marido? Além do que, pensar nas possibilidades do mês nos faz ser criativos e não deixar o mês inteiro passar sem que tenhamos feito coisas que gostamos.

Portanto, todo início do mês eu pego nosso calendário e verifico nossos compromissos. Com isso, já sei que nos dias tal, tal e tal meu marido estará fazendo shows, nos outros dias eu estarei viajando a trabalho, e no dia X temos um casamento para ir. Isso são exemplos. Mas a gente precisa ter essa visão geral para planejar e ver o que dá para fazer.

Com essa visão, verifiquei que teremos dois sábados livres e três domingos. Durante a semana, teremos 10 noites livres. Mais uma vez, são apenas exemplos.

Então a ideia é fazer uma lista do que você mais gosta de fazer com o seu parceiro e sua parceira (não vale “sexo”, né minha gente? agendar isso já seria demais) e tentar distribuir ao longo desses dias.

Aqui em casa, estabelecemos uma noite da semana para ficarmos juntos vendo um filme. Já virou a nossa tradicional “movie night” e sempre que ouvimos falar de algum filme bacana, nós providenciamos para assistir nesse dia. É uma delícia saber que vai chegar em casa do trabalho, tomar banho, jantar e assistir um filme com a pessoa que você ama. E nós elegemos um dia em que sempre estamos em casa, para não acontecer de ficarmos sem a nossa noite por causa de outros compromissos.

Como dificilmente ficamos juntos aos finais de semana à noite, pois meu marido faz shows, quando isso acontece é um verdadeiro acontecimento. Então, geralmente vamos ao cinema (coisa que adoramos muito fazer) ou vamos a um barzinho ver alguma banda que estávamos com vontade. Tudo depende de casar a programação da banda com a nossa noite livre também.

Geralmente, quando temos as tardes livres aos finais de semana, ficamos com o filhote. Se vocês não têm filhos, podem aproveitar para fazer os mais diversos passeios a dois, dependendo do gosto de cada um.

Quando acontece de termos um final de semana inteirinho livre (ainda mais raro), tentamos viajar para algum lugar diferente, mas perto, de modo que dê para aproveitarmos mais. Essas viagens já têm que ser programadas com antecedência para reservarmos hotel etc. E sim, nunca vamos sozinhos. O filhote está sempre junto. Estou dando este exemplo para ficar como sugestão para casais que tenham ou não tenham filhos.

Outra coisa que adoramos fazer é jantar fora. Procuramos fazer isso de 3 a 4 vezes por mês, até mesmo para economizar. Durante a semana, sempre levamos o filhote (que já tem seus restaurantes preferidos, vê se pode). Quando temos uma noite juntos, sozinhos, vamos para algum lugar que gostamos muito e que não dê para levar crianças, mas geralmente emendamos com o cinema ou barzinho.

É legal ficar de olho nos próximos meses para programar algumas atividades com mais antecedência, como viagens e eventos que queiram ir juntos e que precisam de um planejamento com mais tempo.

Eu acho que, depois que nascem os filhos, precisamos fazer um esforço maior para conseguirmos ter uma vida a dois mais saudável, porque tudo gira em torno dos cuidados com o filhote e as obrigações do dia a dia. Mas nunca podemos esquecer que somos companheiros um do outro, e que temos vida própria. Sou muito a favor do ponto de vista de que um casamento é como uma plantinha que sempre deve ser regada. Gostar de fazer coisas juntos é essencial, e incentivar essas coisas pode ser sim algo feito com um pouquinho mais de organização para que vocês não percam tempo nem deixem passar os meses sem fazer nada de legal.