Carreira, Saúde, Áreas da Vida

Contra o conceito da mulher multi-tarefa

Hoje é o Dia da Mulher.

Tive a ideia para este post ouvindo um bate-papo sobre dicas de gestão do tempo para mulheres, que me deixou tão frustrada que sequer guardei o link. Prometo que, se encontrar novamente, eu edito aqui no post. Mas, basicamente, o entrevistador forçava o entrevistado com perguntas como:

“Éééé não é fácil para as mulheres se organizarem com tantos afazeres, trabalho no trabalho, trabalho em casa, cuidar do maridão”
“As mulheres têm essa jornada dupla, até tripla de trabalho, têm que se organizar”
etc.

Então me bateu um estalo sobre esse tipo de conceito que vem sendo reforçado já há algum tempo. Será que a revolução feminista é somente para a mulher ter o direito de escolher trabalhar? Ou será que vai muito além? Será que a revolução feminista não é, na verdade, uma revolução de gêneros? Porque, afinal, a mulher não merece fazer jornada dupla não, minha gente. Ninguém merece. A mulher começou a trabalhar fora de casa mas, quando chega, precisa cuidar de tudo, enquanto o homem continua apenas trabalhando fora e, quando chega em casa, ainda tem a mulher “para cuidar”?

Por isso, hoje, eu, Thais, proponho que a gente comece uma campanha contra esse estereótipo da mulher multitarefa que acumula jornadas e muitas atividades. Homens e mulheres têm vidas com as mesmas atividades. Uma executiva que tem um filho significa que existe um pai desse filho também. Ele não trabalha? Ele não precisa de seis meses de licença paternidade? Ele não pode se ausentar para levar o filho ao médico? Ou ir à reunião de pais?

Toda vez que eu escuto alguém falar que as mulheres levam vantagem no mercado de trabalho “porque sabem fazer muitas coisas ao mesmo tempo”, eu considero isso um pensamento muito perigoso. Todo ser humano, independente do seu gênero, pode ser capaz de “se virar nos 30” e fazer muitas coisas ao mesmo tempo, porque a nossa vida hoje, em plano século XXI, é maluca e cheia de informação. Não só as mulheres. Atribuir essa qualidade a uma mulher é o mesmo que dizer “continua se virando por aí que eu continuo descansando por aqui”.

No final das contas, o discurso feminista sempre bate no mesmo ponto: direito de igualdade. Somente isso.

Ninguém ajuda ninguém nas tarefas de casa. Quem mora na casa deve ajudar. É trabalho em equipe.

Não é só a mulher que tem jornada dupla ou tripla. Homens também trabalham fora, habitam casas e têm filhos.

Fico contente de estar vivendo em uma época onde há tantas pessoas engajadas nesse movimento e vendo muitas coisas mudarem. Mas ainda falta muito. Depende de todos nós, mães e pais de meninos e meninas, ou simplesmente cidadãos do mundo. Exerçamos em nossa casa, em nosso trabalho, o direito de ser seres humanos iguais.

Para de dizer que mulher é eficiente porque sabe fazer muitas coisas ao mesmo tempo.
Pare de reforçar o pensamento de que mulher tem duas ou três jornadas de trabalho.
Pare de dizer que o sonho de toda mulher é constituir família e ter filhos.
Pare de dizer que rosa é de menina e azul, de menino.
Pare de dizer que menino não pode brincar de boneca, ou de comidinha, ou de casinha.
Pare de colocar as meninas da família para lavar louça enquanto os meninos estão vendo televisão.
Pare de dizer que uma mulher deve se valorizar.
Pare de dizer que é papel da mulher cuidar do marido.
Pare de dizer que lugar de mulher é na cozinha, ou no tanque.
Pare de dizer que uma mulher que foi vítima “mereceu”.
Pare de dizer que “mulher minha não faz isso”.
Pare de julgar outras mulheres pela sua liberdade sexual.
Pare de julgar uma mãe que trabalha fora.
Pare de julgar uma mulher que contrata uma faxineira.
Pare de julgar uma mulher que largou a carreira para cuidar do filho.
Pare de julgar uma mulher que fez escolhas.

Feliz Dia da Mulher.

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110 Comments

  1. Olá Thais… nossa estava eu vindo para o trabalho hoje e pensando exatamente nisso… putz trabalho fora, chego em casa, limpo, lavo, passo, faço comida… e claro cuido do marido… e ele nada de me ajudar… afinal ambos trabalhamos fora e nos cansamos igualmente… então resolvi que preciso me organizar… e sei que será muito difícil por causa do marido… mas vou fazer isso porque senão vou ficar maluca… resolvi que o marido vai ter uma listinha de afazeres… na segunda, quarta e sexta ele irá tirar o lixo e limpar a poeira dos móveis… e diariamente ele será responsável pela alimentação do cachorro… fácil né… com o tempo vou colocando mais coisas para ele fazer…
    Preciso me organizar porque ficar na bagunça não dá e pagar para alguém cuidar da casa pra mim no momento é impossível pois a grana está curta…
    E como eu ajudo ele com algumas coisas de reciclagem que ele faz… nada mais justo que ele me ajudar… mas claro que não vou falar isso para ele porque senão ele vai falar que é chantagem…

    adoro seu blog e ele me ajuda muito…

    Beijos…

  2. Samantha Pacheco says:

    Excelente! Tb sou super contra essa idéia de que a mulher tem jornada dupla ou tripla. Acho que cuidar da casa não é uma questão de jornada, mas o simples fato de as pessoas que compartilham o mesmo espaço serem responsáveis igualmente por ele. Isso é igualdade!!!
    Aliás, detesto tb aquele lance de “Rainha do Lar”, que acaba sendo uma grande armadilha psicólogica, que leva as mulheres a assumirem sozinhas toda a responsabilidade de cuidar da casa, afinal é o seu reino!!!

  3. Gabriela says:

    A-MEI esse post!
    E no que depender de mim, essa filosofia será levada para o resto de minha vida.

  4. Em geral quem educa para o machismo são as próprias mães.

    1. E os pais? Precisamos parar de culpar só as mulheres quando se trata de filhos. Ambos têm responsabilidade.

      1. Thais, tu esqueceu que o pai tá sentado vendo TV enquanto a mãe educa os filhos?

        como ele vai ser culpado de alguma coisa se ele não faz nada?

        1. Vá ao dicionário e procure a palavra omissão. Mas concordo, mulheres também podem ser machistas, vide essas duas aqui.

    2. Rosália Moreira says:

      Olá Ludmila!

      esse é um dos pensamento que tem de ser eliminado:

      se o rapaz, ou a rapariga, tem pai e mãe, os dois são igualmente responsáveis pela educação dos filhos. E não importa se o pai ganha mais do que a mãe; ou se o pai passa muito tempo fora em trabalho;ou se a mãe fica a trabalhar 24h por dia para o bem estar da família como contabilista, educadora de infância, tutora, cozinheira, mulher da limpeza, deusa do sexo e sei lá que mais … e sem receber qualquer remuneração monetária. A responsabilidade dos filhos e do que acontece é sempre dos dois, pai e mãe.

      Rosália

  5. Perfeito! Estou cansada de tentarem me convencer que ser capaz de uma jornada tripla é motivo de orgulho.

  6. Perfeito! Que o dia internacional da mulher seja utilizado para reflexões importantes como essa sua. 🙂

  7. Concordo completamente com seu post, Thais. Mas sinto uma rejeição dessas ideias inclusive pela minha mãe. Sou noiva e ela vive dizendo que tenho que aprender a cozinhar, limpar, lavar, passar… Mas ninguém cobra nada disso do meu noivo. E sempre que questiono esse estigma de que a mulher tem que fazer tudo, ela me responde com “ele pode até ajudar, mas no final você vai ter que fazer a maior parte”. Não concordo com isso. Não concordo com essa jornada dupla ou tripa que a sociedade nos impôs
    Cada vez mais a mulher vem conquistando espaço no mercado de trabalho e vem mudando seus objetivos de vida. O objetivo de muitas de nós já não é ter família e filhos, mas ser uma grande profissional. Mas também sinto um preconceito nesse aspecto. As pessoas julgam muito facilmente uma mãe que precisa deixar seu filho de seis meses na creche para poder trabalhar, mas não julgam com tanta facilidade o pai dessa criança. E se uma mulher disser que não quer casamento ou filhos, ela é quase vista como uma aberração da natureza.
    A luta por igualdade é valida e deve ser lutada, mas está longe de chegar ao fim.
    Parabéns pelo blog! Ele é fonte de inspiração pra minha vida.
    Beijos

    1. Rosália Moreira says:

      Olá Laíza!

      O modo de pensar do seu noivo tem única e exclusivamente a ver com a cabeça dele. A razão pela qual ele pensa assim não tem a ver com a sua mãe, nem com a mãe dele e muito menos com você. Um homem é tão inteligente e informado como uma mulher e a partir daí faz as suas opções. Assim como a mulher também pode optar ou não por viver com um homem que pensa que ela é a encarregada de todas as tarefas domésticas, educação dos filhos e sua satisfação sexual: ele pode querer isso, mas aí vai ter que ser milionário para pagar esses serviços a preço de mercado.

      Seja feliz Laíza.

      Rosália

  8. Marcelly Sanches says:

    ah…quasei chorei ao ver esse post aqui…entro no seu blog todos os dias e nunca comento mas hoje eu tive..
    sou feminista e pra mim foi libertador me tornar feminista…
    Parabéns pelo texto atingiu, com certeza, um grande numero de mulheres..

    alias..uma dica..nao sei se vc conhece..mas entra nesse blog..

    escrevalolaescreva.com.br
    vc vai amar..

    OBS: Ludmila…Mulheres educam pro Machismo por que são as mulheres que educam..senti em seu coment uma critica às mulheres..e se for isso vc foi machista…uma mulher não tem culpa por ser machista…e hoemens tbm educam para o machismo..mas a mulher é mais presente na vida dos filhos..isso nao quer dizer que ela é mais machista que um homem…
    a desculpa “mulher eh machista tbm” não nos ajuda em nada…só legitima o machismo masculino…eh o memsoque dizer que negro é racista tbm…sódemonstra nosso preconceito e desconhecimento..

    1. Conheço sim. =)

      1. Marcelly Sanches says:

        Nãoentendi Thais… :s

      2. Marcelly Sanches says:

        ò eu viajando…
        achei que vc estava falando de outra coisa…

        vc disse que conhece oblog.entendi..hehe..eh otimooO..e parabéns de NV!!!!

    2. Pequena correção: o link é http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/ 🙂

  9. …clap, clap, clap…

    Post muito bom!
    Eu já penso assim há algum tempo, pelo menos na teoria. Meu marido faz bastante coisa em casa, tem começado a cuidar mais do nosso filho, mas ainda sinto que a cobrança cai mais sobre mim. Eu trabalho em casa mesmo, e por isso parece que tenho a obrigação de conseguir cuida do filho, cozinhar, limpar a casa e ainda entregar todos os meus trabalhos profissionais no prazo… afinal, eu fico em casa o dia todo!

    Tenho tentado fugir dessas cobranças (as piores são internas), tentado simplificar o dia a dia (desisti de passar roupa por ex e sinto que o marido não gosta disso).

    Meu filho brinca de fazer papa, cuidar de neném e ainda ouço pessoas falando que isso vai fazer mal para ele mais tarde… aff. Se ele morar sozinho, vai saber se virar, quando/se for pai vai saber cuidar do meu filho, super danoso para uma criança, né?

    Ótimo post.

    1. Danielle says:

      Nossa Rô, perfeito eu compartilho total do seu ponto de vista, me vejo na mesma situação com os mesmos pensamentos, questionamentos, angústias e indignação as pessoas realmente nos cobram tudo isso, e qdo tentamos criar um filho que se torne independente como nos paises de primeiro mundo, somos até acusadas de se a orientação sexual dele mudar a culpa é nossa….já ouvi isso….fiquei passada…o.O
      Acho sim que todos devem contribuir com a manutençao da casa afinal se não tivesse uma mãe/mulher ali quem faria essas coisas… não tem tarefa de mulher…tem tarefas a fazer numa casa.
      Bom dia a todas e feliz dia das mulheres porque somos muito fortes mesmo.

  10. Juliana Mendes says:

    Maravilhoso… simplesmente isso!!!! Sem mais palavras, seu post está de parabéns Thais, é justamente o que nós, mulheres, queremos e precisamos. Feliz dia das mulheres para todas!!!

  11. Olá Thais,
    Parabéns pelo seu blog e por tudo de bom que ele tem nos oferecido diariamente…
    Achei o texto ótimo, foi realmente um presente no dia de hoje. Vou imprimir e mostrar pro meu marido.
    Tenho tido conversas com ele sobre a “administração compartilhada do lar” hehe, e seu texto veio em ótima hora.
    Um grande abraço, Paula

  12. Eu tenho uma idéia louca.

    Para mim, essa coisa de mulher ser “mãe”+”profissional”+”esposa”+”filha”+”dona de casa”+(coloque aqui o que quiser) é só uma forma muito bem elaborada que as empresas de publicidade inventaram para permitir que uma só mulher compre não apenas um creme hidratante, mas vários!

    Porque, uma mulher só precisaria de um creme hidratante. Porém, se essa mulher for mãe e profissional, ela vai precisar de dois cremes hidratantes! Um para a mãe, outro para a profissional. Sacou?

    Me incomoda MUITO essa multifacetação que fazem com a mulher, porque só corrobora essa merda de vida na qual uma mulher tem que fazer exatamente tudo e ainda tem obrigação de estar de salto alto e cabelo sem frizz.

    Bom, muito obrigada por fazer essa postagem hoje. Muitas mulheres ainda precisam repensar o que é efetivamente ser mulher.

    Parabéns,

  13. Juliana Mendes says:

    Ahhh… só mais um comentário. Dizer que a culpa da criação dos filhos machistas é da mulher, é a mesma coisa que dizer que a culpa de um filho ser mal sucedido na vida é da mãe, a culpa se ele se tornar um drogado é da mãe, a culpa se ele se tornar um bandido é da mãe. Por fim, a culpa sempre acaba recaindo para cima das mães, tirando qualquer responsabilidade dos pais. Isso é mais machista que qualquer outro pensamento. Muitas vezes a mulher quer ensinar algo diferente aos filhos, mas o pai, com aquele pensamento machista de certas tarefas são das mulheres e outras dos homens acaba suplantando esse desejo da mulher. E aí? A culpa é de quem?

    1. Pois é, são muitas variáveis… Pode ser mesmo o pai.

      Mas o que eu vejo que acontece é que muitas mães, já acostumadas com esse pensamento machista, acabam sendo coniventes, ou por querer “dar muito amor”, ficam poupando os filhos de qualquer coisa…

      Dias desses uma amiga veio chorar por causa do filho que largou os estudos e o trabalho, e me disse que acha que isso pode ter sido influenciado por sua criação, porque ela sempre fez questão de poupá-lo das tarefas domésticas para que ele pudesse trabalhar e estudar.

      Pronto, ele agora não faz nem um, nem outro, e ainda se acostumou com a situação, e provavelmente ele vai esperar o mesmo tratamento de suas namoradas/esposa, e quem incentivou esse comportamento? Neste caso foi a mãe… infelizmente.

  14. Amei o post, é uma pena que há um certo preconceito por agirmos assim, com igualdade. No ano passado, quando eu estava no último ano da faculdade e também trabalhava e tinha meus estágios, as pessoas achavam ruim o fato de eu não ter tempo de arrumar a casa!!! Mas meu marido graças a Deus fazia (e ainda faz) muitas coisas, ele só tem um pouco de medo da máquina de lavar roupas, mas ele lava com medo mesmo kkk. Só é uma pena que, socialmente, o fato de dividirmos as tarefas aqui em casa é visto como eu sendo uma mulher relaxada, que “não dá conta”, e por algumas (várias) pessoas, meu marido é visto como “coitadinho” que tem que arrumar a casa, afff. O post da Cintia também fala sobre isso, você já viu?
    http://cintiacosta.com/2013/03/05/as-propagandas-de-produtos-de-limpeza-e-o-machismo/
    Um beijo.

  15. Gabriella says:

    Estava pensando sobre isso essa semana… acabei frustrada comigo mesma por todos os dias assumir sozinha o controle da cozinha e preparar todo o almoço, enquanto o maridão fica vendo tv… Ele até me ajuda, mas é aí que está o problema… eu não quero uma “AJUDA”, eu quero DIVIDIR! Não dividimos igualmente as despesas da casa? Por que as tarefas também não são divididas igualmente? Então decidi que ” a cozinheira vai tirar férias!” É um processo que leva tempo, afinal as maiores cobranças vêm da nossa própria cabeça. E também precisamos respeitar que entre homens e mulheres existem diferenças. Não diferenças de obrigações, mas a maneira de pensar é diferente. Já repararam como eles têm um jeito mais leve de levar as coisas? Essas mil cobranças que temos no dia a dia sequer passam pela cabeça deles!! Acho que eles têm muitas coisas pra aprender conosco, mas também temos muito o que aprender com eles!

  16. Marcia Sampaio says:

    Thais, embora eu leia diariamente o seu blog, raramente envio algum cometário. Hoje seu texto foi inspirador e me fez pensar numa historinha que aconteceu dia desses.
    Meu namorado tem a guarda dos filhos e a a mãe deles vive em outro estado. Ele tem, lá em sua casa, uma rotina comum às mulheres: trabalha fora, cuida da casa, da roupa, das compras, da alimentação, do acompanhamento dos filhos na escola, no médico…
    Outro dia a minha mãe disse: “Puxa, mas coitado de fulano… Está sobrecarregado.” Fiquei indignada: “Mãe, ele tem a vida que a maioria das mulheres tem e quase ninguém tem pena ou acha errado. Não se preocupe com ele, porque não dá para morrer, não, senão não existiriam mais mulheres trabalhadoras vivas. Todo homem deveria passar por um período assim, para aprender a dividir as responsabilidades.”
    O que vemos, na prática, é que as mulheres conquistaram o direito de ter que pagar a metade das contas da casa (ou mais), mas sem dividir as obrigações domésticas. Precisamos criar filhos conscientes da necessidade de repartir as tarefas para o bem de todos.
    Beijos e feliz dia da mulher a todas.
    Márcia.

    1. Rosália Moreira says:

      Bravo Márcia!

      Como namorada de um homem com dois filhos a cargo essa sua posição, perante o comentário da sua mãe, é incrível. E bravo também ao seu namorado.

      Rosália

  17. Rosália Moreira says:

    Thaís … Obrigada, do fundo do coração, por levantar este furação num dia com tanto significado: no dia 8 de Março de 1857 as mulheres operárias de uma fábrica de tecidos, em Nova Iorque, fizeram uma greve a favor de melhores condições de trabalho: menos horas diárias de trabalho (passar de 16h para 10horas); melhores salários ( pelo mesmo trabalho recebiam até 3/4 menos do que os homens) e mais respeito no modo como eram tratadas. A greve foi reprimida violentamente, as grevistas encerradas dentro de um dos edifícios da fábrica e esse edifício incendiado. Morreram cerca de 130 operárias.

    Essas somos nós, essa é a história do nosso género, essa é a razão pela qual não devemos lutar pela igualdade de géneros mas pelo reconhecimento de que nós, mulheres ( com síndrome pré-mestrual, com período, grávidas, em aleitamento, na menopausa) merecemos mais do que os homens adultos e saudáveis: mais mimo, mais regalias no trabalho, mais satisfação sexual, mais reconhecimento por parte da família, mais apoio para sermos quem queremos ser.

    E nisto a L’Oreál, passo a publicidade, está cheia de razão: “Porque nós merecemos”

    Rosália

  18. Que lindo Thaís… sou feminista e concordo totalmente com suas palavras. Meu namorado também é feminista (assim como existem mulheres machistas, graças ao divino também existem homens feministas) e isso me dá muito orgulho pois organizar a casa, fazer almoço e tantos outros afazeres é muito mais gostoso junto que sozinha… também acho lindo quando você comenta como o seu marido cuida de seu filho… um dia também quero isso pra mim… Parabéns mais uma vez, por mais um post extraordinário… afinal SOU MULHER E EXIJO RESPEITO.

  19. Luciana Colaço says:

    Então… eu precisei de 2 anos de terapia pra aprender e entender que não preciso fazer zilhões de coisas ao mesmo tempo e pra todo mundo, pra ser aceita!!!

    Adorei o post!

  20. Cristina says:

    A primeira palavra que me veio a cabeça ao ler esse texto foi: SENSACIONAL.. a segunda foi: PERFEITO e a terceira foi: COERENCIA!!! Fantástico Thais..Resumiu lindamente o respeito que merecemos, chega de inferioridade e hipocrisia… Parabens!!! Todos somos capazes, homens e mulheres!!! Um grande beijo

  21. Muito bem dito!

  22. Eu sou uma mulher muito diferente desse esteriótipo criado pelos homens e afins de que a mulher faz mil atividades ao mesmo tempo. Eu só consigo/quero fazer uma e que ela seja bem feita.
    Parabéns pelo seu manifesto.

  23. EXCELELNTE! sinta-se muito muito abraçada, mas uma braço daqueles bem apertados…
    tu colocou em palavras o nosso sentimento e, nesse momento (12:19) depois de levar a pitoca pra escola, pagar contas, assistir aula na faculdade, almoçar e dirigir até o trabalho, preocupada porque vai chover e tenho roupa pra lavar (enche duas máquinas) EU ME SENTI ABRAÇADA POR TI!!!
    um beijo e, mais uma vez, te adoro!

  24. Thaís, esse foi um dos melhores posts que li no teu blog. Ontem mesmo estava com algumas amigas e o assunto levantado foi este: por que precisamos assumir jornadas duplas, triplas, quádruplas? O aconteceu nos anos 60 foi que as mulheres passaram a trabalhar fora e a expressar sua sexualidade. O problema é que os papéis sociais dos homens não foram revistos paralelamente a este movimento. Aí é que está o problema: “podemos” trabalhar, “podemos” estudar, “podemos” até exercer nossa liberdade sexual (com muitas controvérsias, vamos ser sinceras). Mas, não “podemos” deixar de cuidar da casa, do marido, dos filhos, de nos “cuidarmos ” (afinal, não podemos “embarangar”, Deus me livre!). Aí é que vem a pergunta: na vida real, quam consegue dar conta de tudo isso? Ninguém, e nem devemos achar que esse monte de regras são nossa obrigação, porque não são mesmo, minha gente!

    Felizmente, tenho um marido disposto a discutir comigo os papéis que cada um possui no nosso relacionamento, incluindo vida doméstica e trabalho. É claro que não é fácil quebrar padrões Os estranhamentos começam na nossa própria família. A primeira coisa que vão dizer é que vc não é uma boa esposa, que manda no seu marido e que ele não está recebendo o que merece. Infelizmente, ainda tem gente que pensa assim. Mas, quer saber? O esforço compensa, porque quando os dois desenvolvem amizade, parceria, compreensão em relação aos momentos que o outro está passando (inclusive no trabalho), a palavra “casamento” significa algo bem diferente do que tentar dar conta de tarefas infinidáveis. Posso dizer que meu marido é o meu melhor amigo, meu maior torcedor e apoiador. É a primeira pessoa para quem conto tudo de mais importante que acontece na minha vida profissional, sentimental, emociomal, etc. Porque, construimos isso juntos diariamente , com muito esforço e amor. É claro que temos fases difíceis, brigas, desentendimentos, como qualquer casal. Mas, quando ambas as partes se colocam numa situação de igualdade, é mais fácil resolver os conflitos.

  25. Esse post é tudo! Meu namorado e eu procuramos dividir as tarefas da casa: ele prefere cozinhar, eu gosto de cuidar das roupas e assim dividimos as coisas da maneira que ficar melhor para os 2. Concordo muito com o que a Sarah falou, pois dessa forma desenvolvemos o companheirismo, a parceria. Igualdade é o que nós todos buscamos 😉

  26. Thais, oi!

    Disse tudo, tão bem como sempre. Ainda não estou liberta do excesso de tarefas, mas tenho a meta de conseguir este “direito”.
    Que todas nós, mulheres, possamos ter uma vida mais leve!
    Beijocas,

  27. Leio todos seus posts, Thais. Eu e minha casa somos muito mais organIzadas graças ao que aprendi aqui. Mas nunca faco comentários. Porém, esse post merece. Muito bom tudo o que vc disse ! O que li e ouvi de melhor no dia de hoje. Bjs, Rafa

  28. Ah, obrigada pelo post! Tantos outros blogs por aí que mostram como as mulheres devem organizar seu tempo pra dar conta de tudo,como se ela fosse a única responsável pelo trabalho da casa, o cuidado dos filhos. Pelamor, né?

    Mesmo sabendo que com você não é assim, confesso que muitas das postagens aqui parecem desse tipo, mesmo sem que seja a intenção.

    Se as relações não mudarem, não vai ter evolução de verdade. Porque o que se vê é muito isso: ou um casal que a mulher assume todas as tarefas domésticas, ou mesmo quando um homem mora sozinho é alguma mulher que cuida das coisas dele. Como se ele fosse incapaz…

    E você mexeu num ponto crítico: devemos parar de culpar as mães. Eu expando a frase: devemos parar de culpar as mulheres, por tudo. Porque a casa tá suja, ou porque tá limpa demais, porque a roupa tá curta ou não, porque trabalha fora ou trabalha em casa, porque educou seu filho assim ou assado. É como se o mundo todo repetisse a eterna ladainha da Eva culpada de todos os males.

    1. Bom, é que eu sou mulher e escrevo no blog né. Então fica essa visão. O que eu tento fazer é neutralizar os gêneros ao máximo em todas as postagens.

  29. Daniel Almeida says:

    Sem Palavras Parabens Tais

  30. marivone says:

    Soltei um palavrão de felicidade quando li esse texto. Acho que nunca concordei tanto com uma pessoa em minha vida. Conduzo minha vida assim com meu marido e muitas mulheres se espantam. Mas, ora, é uma questão de imposição. Se eu faço o serviço x, y e z na casa em uma semana, ele vai fazer na semana seguinte. Temos tarefas iguais aqui. Há sempre concessões: tem semanas que não dá pra mim, ou não dá pra ele, e a gente se ajeita. O importante é não atribuir o serviço da casa como de obrigação minha (da mulher, para efeito geral).
    Mulheres já riram do meu relato, e falaram que isso é “impensável” na casa delas, que seus maridos não ajudam, etc. É triste. Agradeço muito a minha sogra que, vivendo em uma casa com quatro homens (o marido e três filhos), tratou de fazer todo mundo ajudar em casa: lavando roupa, pratos, arrumando seus pertences, etc. Sei que muito se fala em não culpar as mães, não culpar as mulheres, mas se as mães tentassem tratar seus filhos homens como tratam suas filhas (mandando varrer a casa, lavar pratos, etc), o mundo seria muito melhor. Garanto. Enfim, perfeito o texto.

  31. Adoro seu blog! Como outros já disseram: nunca comentei, mas não podia deixar passar em branco essa oportunidade desse post!

    Muito importante o que vc escreveu, relevantíssimo: “Pare de colocar as meninas da família para lavar louça enquanto os meninos estão vendo televisão.”

    Idem! Idem! E que nem a mãe, nem o pai, nem professores, nem avós ou avós façam essa diferenciação!

    Como conheço famílias em que os adolescentes homens são poupados das tarefas domésticas! E como lamento por isso! E ainda justificam que: “estão educando para trabalhar, e não para servir em casa”! Que prejuízo!

    Que prejuízo ao filho, que terá dificuldades de ter um lar em harmonia, e uma esposa que consiga/possa dividir as responsabilidades de casa com uma pessoa com esse pensamento!

    Que prejuízo à sociedade, em receber uma pessoa que não percebe o quanto está cheia de egoísmo, e com falta de civilidade, falta de solidariedade e de enxergar e respeitar o próximo!

    Devem sim ajudar em casa! Devem sim colaborar com o próprio lar!

    Como lamento que um hábito lamentável desse continue sendo transmitido de geraçao em geração, pelas próprias famílias!

    Parabéns pelo post! E pelo blog! Bjs! 😉

  32. Excelente texto e uma discussão muito saudável nos comentários.

    Só não podemos nos esquecer de que nossa sociedade (a brasileira) ainda é extremamente patriarcal e machista, e isso se reflete tanto nos homens quanto nas mulheres. Só mesmo daqui a uma ou duas gerações e que as coisas começarão a se equilibrar um pouco.
    A massa de meninos e meninas que está sendo criada agora é que já vai crescer com um pouco desse conceito em mente.

    Ainda tem muitos homens, em várias faixas etárias, que foram criados sim, para ficarem sentadinhos vendo TV enquanto a mulher se esfalfa cozinhando e arrumando tudo. Ainda tem muitas mães que educam filhos e filhas nesse sistema. Infelizmente.
    Mas, o consolo é que o pensamento evolui e tudo muda. Mesmo que lentamente. =)

  33. marivone says:

    P.S: Falei “mãe”, na questão da Educação para mudar os filhos homens, atribuindo afazeres domésticos, porque só hoje em dia é que temos de forma mais forte essa visão do pai mais presente. Sabemos muito bem que nem sempre foi assim e em muitas famílias ainda não é assim. Eu mesma não tive pai (nos reaproximamos apenas quando eu estava adulta), nem meu marido (que passou a ter padastro). Essas variáveis precisam ser consideradas. Geralmente, as mães ainda são as que dão ordens na casa e seriam muito importante se elas fizessem isso. Nas residências em que os pais são responsáveis, nas residências em que os pais são mais presentes, essa discussão é completamente infundada porque realmente os pais compartilham a educação dos filhos. Mas nas residências onde as mães geralmente são mais oprimidas, é bem interessante que elas façam a revolução. Não é uma questão puramente de machismo, é de encarar também o mundo como ele, infelizmente, é. Na maioria das casas as mulheres são sobrecarregadas de afazeres enquanto os homens pouco se preocupam com a Educação dos filhos.

  34. marivone says:

    *seria muito importante

  35. Soraya Gutierrez says:

    Ótimo post! Está gerando bastantes comentários bons.

  36. Gostei tanto que me senti obrigada a compartilhar lá no face!

  37. Conceição Tomaz says:

    De todas, TODAS, as homenagens que vi/ouvi/li hoje ao dia Internacional da Mulher, certamente que essa foi, de longe, a melhor e mais clara. Obrigada, Thaís. Acompanho seu blog há dois anos e essa é a primeira vez que mantenho contato direto. Não poderia ter sido melhor estreia. Um beijo. Parabéns também.

  38. Marcelly Sanches says:

    Geeeente..pra quem viu esse post..procurem outros pela internet..ha varios blogs incriveis..comoo Escrevalolaescreva.blogspot.com.br
    o feministacansada.com.br
    o machistochatodetododia.com.br

    enfim..ha varios…e são otimos…

  39. Seus post foi perfeito e é exatamente como penso (e ajo).
    Que me perdoem, mas vejo que a culpa de se perpetuar essa ideia de mulher multitarefa (escrava) é da própria mulher. Além dela agir assim e ser um modelo dos filhos, ela defende que isso é o correto (estou falando de modo geral, tem exceções).
    Eu, por ex, não gosto de cozinhar e dificilmente faço janta. Meu marido não faz nem Miojo pq não sabe fazer e não quer aprender. Então, pq EU tenho que fazer o que não gosto enquanto ele opta por não fazer e isso é encarado com normalidade?
    Qud comento isso com amigas do trabalho, acham o cúmulo, pq a gente tem que cozinhar e eles descansar. Tenha dó!

    BJs!

  40. Thais,

    Toda a vez que eu pergunto a uma mulher o motivo das mulheres se aposentarem 5 anos mais cedo que os homens, mesmo vivendo 7 mais que os homens, a resposta é sempre a mesma:

    – É para compensar a dupla jornada!

    Então esta dupla jornada é paga por toda a sociedade! Esta dupla jornada é remunerada por todo mundo que trabalha e que sustenta o sistema de previdência pública.

    Me dei ao trabalho de simular aposentadoria em dois planos de previdência privada. Um em um banco estatal e outro em um banco privado. Nos dois bancos quando eu preenchia a simulação como “mulher” o valor da mensalidade era maior que quando eu preenchia com os mesmos dados, só que descrevendo o meu sexo como “homem”.

    O sistema privado de previdência leva em consideração a expectativa de vida, que está relacionada com o gênero da pessoa, como a expectativa de vida da mulher é maior, ser mulher representará, no futuro, mais gastos com pensões para o banco e por isso o banco compensa com um aumento do valor da prestação do plano.

    Se calar para esta realidade é uma coisa que me intristece muito com relação as feministas. Nunca vi uma feminista tocar neste assunto (a institucionalização e a remuneração da dupla jornada sob a forma de uma aposentadoria 5 anos antes).

    A impressão que me dá é que as feministas só reclamam do machismo quando as prejudica, mas quando o machismo as beneficia com 5 anos de aposentadoria antes dos homens a despeito de viverem 7 anos mais (segundo o último censo do IBGE) elas silenciam.

    Só que este silêncio é, para mim, constrangedor, a medida que institucionaliza e remunera uma coisa que não é boa (a dupla jornada).

    Abraços do seu fã,
    Newton

    1. Newton, seria maravilhoso se pudéssemos estalar os dedos e resolver todos os problemas machisto enraizados em nossa cultura. “A impressão que me dá é que as feministas só reclamam do machismo quando as prejudica” = é só impressão, viu? O movimento é bem engajado em tudo o que é relacionado a igualdade de gêneros. ;D

    2. Newton, com todo o respeito, e apenas para trazer outra perspectiva sobre o assunto:

      Será mesmo que a questão da aposentaria é para compensar a dupla jornada?

      Ou será que é por considerar a estrutura física da mulher, notoriamente mais frágil que a do homem?

      Nem vou utilizar como argumento o fato de que é a mulher que engravida, ela que amamenta, o que acaba lhe trazendo um maior desgaste físico e emocional, e ainda que a criança acaba mais dela dependendo do que do pai, embora a figura deste seja também indispensável.

      O ponto é que é indiscutível que a mulher é mais frágil que o homem, possui menor força física comparada a um homem, daí poder carregar menos peso, é mais emocional, enfim, certamente enfrenta as situações e adversidades de forma bem mais fragilizada que o homem.

      Acrescento nesse debate o princípio da igualdade, que expressa que igualdade é “tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade”.

      Abs!

      1. Também tem a história de que nossos salários são menores para compensar o tempo que passamos fora quando é necessário pedir licença maternidade. Acho que isso é na verdade é um pensamento capitalista “old school”, e acho provável que a questão da aposentadoria também esteja calcada em pensamentos já ultrapassados. Mas antes de opinar é melhor entender qual foi a lógica dos legisladores para fazer essa diferenciação. E, com todo respeito, jogar a tarefa de monitorar todos problemas de gênero para as feministas, é para mim um erro, os homens também tem que atentar a este tipo de coisa.

  41. Patricia says:

    Penso exatamente assim…kkk
    Parabens pelo texto..
    Igualdade…essa é nossa liberdade…

  42. Samaya Amaral says:

    PARABÉNS! Adorei as palavras, eu estou aqui batendo palma à você, eu sempre pensei da mesma maneira.

  43. Nossa… olha a quantidade de comentários.. Não tinha ideia de que esta era uma questão que incomodava tanto!

    Adoraria se nós homens também pudéssemos ter 6 meses de licença maternidade. Na Suécia, se não me engano, são 2 anos para a mulher e 6 meses para os homens. E se eles quiserem, podem “trocar” meses entre si!!

  44. Cláudia Dias says:

    Olá. Adorei o texto, os comentarios, e de minha parte so quero acrescentar que o caminho para igualdade de direitos e liberdade e arduo, mas chegara o dia em que seremos capazes de respeitar acima de tudo o “ser humano”.
    Parabens Thais. abraço a todos.

  45. silvana de Borba says:

    Ola! Concordo com vc! Ja venho pregando isso a tempos tb. Cha de panela só de mulher? Nada disso. Se os dois trabalham fora, os dois cuidam da casa. E por aí vai.

    Nunca comentei no seu blog e ja acompanho faz um tempinho. Demorei pra deixar recado. Adoro seus posts e as vezes compartilho. Parabens Thaís!

  46. Arrasou Thais, mandou muito bem nesse texto! Há tempos parei de me julgar por não conseguir ser multieficiente em tudo e assim sigo feliz, seja abdicando de uma parte da minha vida para ser boa mãe e esposa, seja delegando algumas tarefas de boa mãe e esposa para cuidar da minha porção individuo com necessidades próprias que vão muito além da mulher multitarefas. Minha grande queixa é em relação à maternidade, fui muito cobrada pq parei um tempo de trabalhar para ser mãe, como se fosse um grande crime isso. E agora que retomo com força total minha vida profissional já posso ouvir ecoar as críticas pq terei de delegar mais algumas coisas. Mas como compartilho desse pensamento de que não temos de ser tão multi assim, só lamento por quem acha realmente que tem que fazer tudo o tempo todo. Parabéns pela discussão super válida. E Feliz dia das mulheres!!!

  47. Thaís, sério: seu post me fez chorar. Fui morar com meu namorado há dois anos, e até hoje não conseguimos estabelecer uma rotina na casa – e eu sinto que se quiser a casa com um mínimo de organização, eu vou ter que assumir toda essa área. O problema é que eu não consigo assumir uma dupla, tripla jornada… Preciso da ajuda dele, e não consigo deixar de me sentir uma versão incompleta, como se eu tivesse obrigação de ativar meus super poderes e dar conta de tudo. Ás vezes é difícil lembrar que eu não preciso fazer uma mágica em casa, no trabalho… Pelo menos sem achar que estou racionalizando as coisas.

  48. <3 <3 <3

  49. Primeiro: profissional que faz 5 coisas ao mesmo tempo não existe, e se existe, é raro, pois o cérebro foca apenas uma coisa por vez, ou seja você pode tentar fazer 5 coisas de uma vez só, mas estará distribuindo sua atenção em cada uma delas sem um foco definido, o que no final resulta em 5 coisas mal feitas.

    Segundo: Hoje impera um discurso pseudo-feminista, que sempre diz que o poder está com a mulher, que ela poderosa quando sensual, que ela deve fazer com que os homens façam que ela quer, só ela sabe como operar bem uma cozinha, que só ela encontra as coisas em casa… esse tipo e pensamento acaba gerando contradições, e reafirma os lugares tradicionais da mulheres na sociedade.

    Certa vez li uma tirinha intitulada “Lógica das feministas”, nela uma mulher com um decote enorme não queria que um homem olhasse para seus seios. Isso não não é feminismo, feminismo é um movimento do qual nem posso falar muito, pois nem sei como ele vem se desenrolando, esse tipo de coisa é o que o pseudo-feminismo vem promovendo, uma fachada de poder ilusório.

    É muito legal hoje ver entretenimento voltados especificamente para a mulher aqui no ocidente, coisa que já ocorre no oriente há muito tempo, mas embora títulos como Crepúsculo e 50 tons de cinza tenham seus méritos, essas histórias focam muito numa mulher submissiva com relação à seus paceiros, e os motivos de piada não vem apenas por machismo, mas também vem de pessoas que percebem a situação contraditória que certos modelos de comportamento divulgados em muitas personagens impõem às mulheres.

    Hoje acontece com feminismo o mesmo que com aconteceu liberdade sexual, cujos discursos antes lançados, foram apropriados e relançados de maneira perversa reforçando tradições. Sobre o assunto, acho que a Valeria do Shoujo Café comentou muito bem no segundo post sobre a Garota do AKB48 que raspou a cabeça pedindo desculpas aos fãs http://www.shoujo-cafe.com/2013/02/mais-algumas-palavras-sobre-o-caso-d.html.

    Ser mulher não significa acumular tarefas como dizem as propagandas de produtos de limpeza, que além de tudo são inúteis. É preciso encontrar equilíbrio como nossos parceiros e trabalhar em equipe.Por mais que nosso gênero tenha suas individualidades, nada justifica uma cisão de liberdades, temos que colaborar para viver de modo equilibrado, a mulher não deve se sobrepor ao homem, assim como o homem não deve se sobrepor á mulher.

  50. Perfeito ! Esse é o espírito do verdadeiro feminismo. Esse tipo de texto é o que de fato merece ser publicado em comemoração ao Dia da Mulher !

  51. Oi, eu li seu texto e achei interessante. Vou fazer um contra-ponto: a jornada dupla de trabalho das mulheres se dá porque as mulheres raciocinam o lar muito mais que os homens.

    Na realidade, a concepção de lar, para um homem, é bem mais simplória: é um lugar para pensar, descansar e, às vezes, para comer. Por isso, homens solteiros vivem em muquifos, com um resto de sofá, uma TV, uma cama e uma geladeira com cerveja e uma dispensa de miojo. E raramente se importam com isso. Você viu a casa do Chorão, como era desorganizada? Ele era um cara com condição financeira para ostentar algo melhor, não?

    Dizem que o mundo é machista, e é. Mas o lar é totalmente feminista. A ideia de uma casa, organizada, com comida feita três vezes por dia, um casal fiel e romântico e algumas crianças para cuidar me parece uma concepção totalmente feminista, diria que são valores que as mulheres impuseram sobre os homens. Nós homens jamais conceberíamos o lar nesse molde. O lar ideal para um homem é um local silencioso e solitário, para renovar as energias para a caça, a batalha, a conquista que lhe seduz no mundo lá fora.

    Nós homens nos preocupamos com o que não sentimos, então nosso raciocínio está voltado para o futuro e não para o presente. Não é à toa que, mesmo as mulheres inundando o mercado em todas as áreas, existe uma profissão em que elas ocupam somente 5%: CEO. Todo homem almeja se tornar um CEO, ser o líder da matilha, sem nenhuma outra submissão. É para isso que nosso cérebro foi feito. E o que seria do mundo sem essa liderança absoluta?

    Então, acho que as mulheres não devem cobrar dos homens que os mesmos ajudem a gerenciar a casa, e sim que as não aceitem serem elas cobradas nesse sentido.

    Enquanto o homem não quer gerenciar a casa, ele está sendo justo. Ele passa a ser injusto quando exige isso de sua mulher moderna, ou seja, no caso em que sua mulher está dividindo as contas.

    Enfim, é tudo questão de negociação. Não é esse o segredo de qualquer relacionamento.

    Abraço.

    1. E não é que faz sentido? Gostei do ponto de vista.

      Gostei do fim tb: “enfim, é tudo questão de negociação”. Realmente, com bom senso, diálogo, negociação, é possível ter um lar em que as tarefas domésticas são divididas, para que não sobrecarregue apenas um…

      1. Realmente, pra mim um relacionamento é bom quando há negociação e não opressão/submissão.

    2. Vania Lacerda says:

      Homens solteiros mtas vezes vivem em muquifos desorganizados? Sim, é verdade,mas essa situação é sempre encarada como provisória, até por eles mesmos. É como viver numa república: válido em certa fase da vida, mas a pessoa sabe que uma hora vai entrar na “fase adulta”, e terá uma casa de verdade. E nessa casa de verdade, a louça terá que ser lavada e o lixo recolhido. Nessa casa de verdade, as crianças tem que ser alimentadas (e não com Miojo! rsrs), tem que ter uniforme limpo pra ir pra escola, e lençóis limpos pra dormir.
      Obviamente, as pessoas podem optar pelo estilo Peter Pan: recusar-se a crescer e viver solteiros em sua Terra do Nunca silenciosa, solitária e desorganizada.
      Mas caso optem por se casar, e principalmente por ter filhos, não podem desconhecer as tarefas diárias necessárias para manter uma “casa de verdade”.

    3. “Nós homens nos preocupamos com o que não sentimos, então nosso raciocínio está voltado para o futuro e não para o presente. Não é à toa que, mesmo as mulheres inundando o mercado em todas as áreas, existe uma profissão em que elas ocupam somente 5%: CEO. Todo homem almeja se tornar um CEO, ser o líder da matilha, sem nenhuma outra submissão. É para isso que nosso cérebro foi feito. E o que seria do mundo sem essa liderança absoluta?”

      Francamente, essa sua manifestação é sexista ao extremo. Mulheres só ocupam 5% de dadas profissões não por falta de vontade ou capacidade, mas por uma construção social que sempre as manteve nos cuidados dos afazeres domésticos (espaço privado) enquanto os homens conquistavam o espaço público. Mulheres também querem ser líderes, almejam também alcançar o posto máximo em suas atividades profissionais.

      1. Quem sabe, por exemplo, uma mulher não será a criadora da nova grande empresa de tecnologia? O que lhes coíbe?

    4. Ó,isso é uma visão bem parcial. Conheço bem mais de uma dúzia de casais ( alguns deles de nível socio econômico e de formação acadêmica) em que é o HOMEM quem exige que a mulher mantenha a casa limpa,roupa passada e comida 3x dia na mesa. Tive uma amiga que não podia sair de casa das 11 às 14, pois o marido só comia arroz feito na hora. 😮

      1. Putz, mas tem mulher que também não se dá o valor.

        1. Você leu o texto do post? “Pare de dizer que uma mulher deve se valorizar.”

          O absurdo maior é um homem fazer uma exigência dessa, e não o contrário.

          1. Daniel says:

            É mais fácil você aprender a se impor do que esperar que todas as pessoas do mundo se conscientizem quando são folgadas, não? E tem mais, eu exijo que você concorde comigo!

      2. Gabi, mas se ela se sujeita à isso desculpe, foi escolha dela viver neste mundo. Das duas uma, ou eu trocava de panela (por uma elétrica) ou trocavade marido! Por que sempre a velha história de vitimização? Viver e conviver é uma questão de escolhas, não de falta de opção.

        1. É impressionante como existem mais pessoas prontas para gritar “chega de vitimização” do que pessoas dispostas a diminuir as injustiças que criam as vítimas de fato. Na minha infância vi as amigas da minha mãe chegarem do serviço e irem direto para a cozinha preparar o jantar e seus maridos chegarem do trabalho e irem direto para o sofá assistir TV para esperar a comida. Uma violência sutil imposta por homens casados. Sejamos contra as injustiças e não contra quem é injustiçado.

    5. Cláudia Dias says:

      Gostei do ponto de vista do Daniel, muito interessante!

    6. Ana Patricia says:

      Homens solteiros moram em muquifos??? kkk Mulheres solteiras tbém!!! Pessoas preguiçosas não ficam horas organizando a casa. Na verdade até quem não é preguiçoso, mas trabalha a semana inteira acha “um saco” arrumar casa. Eu e minhas amigas somos exemplos disso! Isso independe de ser homem ou mulher. Que a mulher é naturalmente “organizadora do lar” é ensinado. Existem muitas mães que ensinam isso para as filhas, algumas acreditam pro resto da vida, outras não. É ensinado sim e sempre tem alguém repassando essa lição! Graças a Deus não aprendi! É um conceito socialmente criado para justificar a folga masculina!
      Se eu fosse homem tbém ia adorar a idéia de alguém arrumando a casa, cozinhando nos horários certos, arrumando minha bagunça e eu sem muita vontade de colaborar ainda diria que isso é natural em mim. Que não posso ser cobrado, que eu não queria, mas as mulheres impõem isso aos homens, fazer o quê? Mas, como sou mulher, quem se “estrepa” servindo os outros sou eu né? Então, nããããoooo! E não é porque não sou feminina. Sou muito mulher, tenho orgulho de ser mulher! Só não acho que por isso nasci para ser abnegada.
      Quanto as teorias cientificistas, sem determinismos por favor. Claro que se socialmente eu for educada para desenvolver certas habilidades mais do que outras é evidente que terei maior facilidade para elas. Da mesma forma desenvolverei mais meu cérebro nas aréas relacionadas a estas atividades. Assim, se eu for objeto de “estudos científicos” descubrirão que meu cérebro é mais desenvolvido em determinadas áreas do que outras. Pois usei mais estas áreas. Só isso. Sem determinismos, por favor. Não quero ser condenada a ser “assim ou assado” só por ser mulher.

      1. Jacqueline Jianoti says:

        Obrigada Thaís por me representar neste post e representar tantas mulheres que tentam conscientizar aos demais contra esse estereótipo engessado de “mulheres foram feitas para o lar e homens para o mercado”. Esse é o cômodo pensamento que jamais vai permitir que o homem saia da zona de conforto. 😉 Se o casal tem uma mulher que escolheu colocar suas habilidades à disposição da casa e o homem, ao trabalho (o modelo tradicional), que isso seja uma escolha feliz feita pelo casal e não por imposição cultural, social ou científica. Entender essa igualdade de gêneros como uma igualdade de competências, combinar essa igualdade com a cooperação, teremos como única consequência o respeito entre os gêneros – dentro ou fora do ambiente doméstico.

        1. Obrigada, Jacqueline. É meu papel como blogueira fazer isso. Me sinto responsável!

          1. Cristiane says:

            Obrigada por esse texto!!
            É muito triste ver que ainda hoje somente as mulheres tem o papel de cuidar das tarefas domésticas.
            É quase impossível a mulher não trabalhar! Mas é inaceitável que após a jornada de trabalho seja ainda “comum” o homem sentar no sofá e relaxar, enquanto a mulher vai sozinha para o 2º round!

      2. Muito bem colocado Ana Patrícia.

  52. Parabens pelo post!! Otimo!!

  53. Post interessante, mas discordo de algumas coisas. A ideia de que a mulher é mais eficaz no gerenciamento de várias tarefas vem de estudos científicos, não de uma questão cultural de “desculpa de homem preguiçoso”. Mulheres e homens têm diferenças no modo de raciocinar e ver as coisas, e pra convivermos em harmonia e acabarmos com o machismo não é preciso – acredito que não seja inteligente – ignorar isso. Apesar de serem sim multi-tarefas, estou pra ver esse mercado de trabalho dominado pelas mulheres. Era inevitável que a participação delas crescesse, afinal os tempos mudaram e existe uma necessidade de renda maior pra quem quer ter uma família, uma casa… São poucos os casos em que apenas uma das pessoas do casal trabalhando consegue sustentar uma família. No entanto, as mulheres ainda recebem menos do que os homens e ainda não alcançaram as mesmas posições de prestígio que eles (como apontou o Daniel aí em cima, as mulheres ainda não chegaram a CEO). Isso é ter vantagem no mercado de trabalho? Pra mim não é.

    Agora, o fato de que as mulheres é que lavam a louça é completamente cultural mesmo. Quando eu era criança brincava com as minhas amigas de lavar a louça, com a cozinheira de casa gritando pra gente parar de zonear a cozinha dela, mas era disso que queríamos brincar. E olha que eu fui criança nos anos 90 e na minha casa nunca existiu essa cultura da dona de casa – pelo contrário, minha mãe odeia cozinha e quem lava a louça aqui é meu pai, depois de chegar em casa de uma jornada de trabalho de quase 12 horas. Agora, eu nunca tive um namorado que “soubesse” lavar louça. Eles lavam se são obrigados, mas demoram 3 vezes o tempo que você demoraria e gastam toda a água do planeta, tudo pra deixar os copos com marca de batom. Isso é cultural, é lógico.

    Em alguns pontos eu concordo com o Daniel ali em cima. Às vezes a mulher tem uma neurose com a arrumação da casa que o homem não tem e ela própria acaba criando o problema. Quantos casais você conhece onde o homem tem o “direito” de escolher a decoração ou o cardápio da semana? Não que eu defenda deixar a sua casa virar uma zona porque seu marido não liga pra viver num chiqueiro, mas acho que essa ideia da mulher ser a dona do lar é alimentada pelos dois lados. O homem sabe que não precisa lavar a louça porque a mulher vai brigar, mas vai acabar lavando. E a mulher não cobra do homem se envolver em tarefas que transformam a casa no lar dele também, e não apenas na segunda jornada de trabalho.

    Enfim, ótimo ler um post que levanta esse tipo de discussão, ainda temos muito o que caminhar nesse aspecto.

  54. Oi Taís !
    Estou sofrendo tanto por isso!!!
    Trabalho em 4 enderecos, Tenho gêmeos de 4 anos e estou cansada de fazer tudo sozinha… Como e possível ouvir o marido dizer estou cansado, estou ocupado se ele só trabalha fora????
    E ainda chega em casa perguntando o que tem para comer… Eu o amo, mas porque eu tenho que servi- lo? Costumo perguntar ” onde esta escrito que eu tenho que cuidar de tudo da porta para dentro???”
    As vezes uso o termo ” viuva de marido vivo”, já ouviu falar?

    Amei seu texto!
    Me senti normal!!!!
    Beijo

  55. Devo concordar com muitos pontos de vistas aqui colocados. Acho que o machismo nasceu morto exatamente por essa concepção de superioridade estúpida que o faz ser atralado a instituições antigas e ultrapassadas. Acredito que o machismo deveria ser revisto e reeditado para algo como que se aproxime a um individualismo hedônico. Ser machista não deveria ser coisa de homem casado, que mande a mulher cuidar da casa e dos filhos. O arquétipo do machista é um homem solteiro, independente. Um homem que cuide das próprias coisas, lave e costure suas roupas, cozinhe, arrume a casa, sem nunca precisar de uma mulher senão para necessidades fisiológicas. O que se vê hoje como machista nada mais é do que um covarde.

  56. Curti demais este post. É bem difícil encontrar MULHERES com essa clareza de pensamento sobre o que é ser mulher e sobre a nossa liberdade para escolher o que quisermos. Muitas até gostam de serem consideradas multi tarefas. Caramba, somos o que, mulheres-pato? Concordo que é um pensamento perigoso… O homem pode (E TALVEZ QUEIRA, alguém já parou para pensar nisso?) ser mais participativo numa relação/vida que ele COMPARTILHA com a sua mulher, filhos, família, enfim. Acabou, não tem livro de regras que determine o papel submisso da mulher e a sua inferioridade, até porque, isso não existe, pelo amor de Deus. O comodismo é que não pode continuar. É isso mesmo, nada de mulher na cozinha lavando louça enquanto os homens estão na sala vendo o jogo! Porque não um: “Sabe amor, vou ver o jogo com você agora, depois você me ajuda com a louça, o meu Tricolor vai arrasar hoje! E aí?!”

  57. Simplesmente espetacular!!!! Vc simplificou no seu texto tudo o q eu sempre pensei, mas achava q só eu pensava assim! E um viva às mulheres que não aceitam a dupla jornada solitária!!!

  58. Adorei este texto! Nossa, falou tudo o que acredito. Aliás, estou escrevendo uma tese sobre revistas femininas e feminismo e este texto vai me servir de inspiração, afinal, quantas vezes as mídias voltadas para as mulheres não reforçam estes conceitos injustos?

  59. Li o post e tb todos os comentários ….. concordo com muitas opiniões, e discordo de outras…..eu, por opção, sou dona de casa, mesmo tendo feito 2 faculdades….exerci o meu direito de escolha.
    Acredito que o preconceito vem mais de uma contrapartida da escolha que as mulheres fizeram, a sociedade em geral, não apenas os homens, meio que pensa assim:
    “As mulheres estavam em suas casas(seus castelos), eram rainhas absolutas, mandavam e cuidavam de seus domínios, muitas tinham inclusive uma ou mais empregada, que fazia as tarefas, enquanto a mulher apenas gerenciava o lar, e aí, resolveram que queriam ser iguais aos homens, sair à rua, trabalhar, ganhar o próprio dinheiro, comandar suas vidas, decidir quando e quantos filhos ter……então muito bem……….que seja, mas já que foi opção de voces, se virem…..querem casa bonita e arrumada, então arrumem…querem comida gostosa posta em mesa de toalha engomada, que façam…para nós, não faz diferença.”
    É como se ninguém tivesse nada com isso, a mulher resolveu, agora aguente!
    Ainda falta muito, mas muito mesmo, para que TODA a sociedade perceba, que na verdade não foi uma escolha da mulher, foi uma NECESSIDADE….o mundo mudou, as coisas ficaram dificeis, manter uma familia ficou mais caro, as mulheres cansaram de ser deixadas com filhos no colo e terem que voltar para a casa do papai para serem sustentadas…havia a necessidade de não depender TANTO dos homens…
    Mulher é multitarefa sim..pq precisou ser…desde o começo dos tempos, a mulher exerce tarefas mais diversificadas que os homens, é uma capacidade intelectual da mulher…provada científicamente.
    Na minha opinião, ainda estamos todos, homens e mulheres, perdidos num mundo que ainda está mudando.

  60. Olá, Thais!

    Estou acompanhando seu blog há algumas semanas e gostando de-mais!

    Daí acabei chegando nesse post e simplesmente amei!

    Acho que você já deve ter ouvido falar do livro Faça Acontecer, da Sheryl Sandberg, COO do Facebook? Já o leu? Ele é simplesmente maravilhoso e embasado em diversas pesquisas acadêmicas mostrando que, como você falou, apesar de todo o movimento feminista, ainda há muito a ser feito, porque a “cultura machista” está arraigada na nossa sociedade, e, diversas vezes, em nós mulheres! A cultura dos estereótipos propaga isso.

    Se você ainda não leu, leia, pois tem tudo a ver com o seu post!

    1. Está na minha wishlist, estou louca para ler!

      1. Você vai amar! 🙂

  61. Ai, que maravilha ler isso aqui, Thais!

    Já tinha percebido sua posição feminista sempre que reforçava em seus posts que o marido não tem que “ajudar” com as tarefas de casa, e sim compartilhá-las. Aliás, todos que moram em uma casa devem compartilhar em tarefas para mantê-la em ordem.

    Em alguns blogs gringos de organização, ou blogs de vida em família em geral, alguns comentários machistas me irritam profundamente, mesmo lendo boas dicas.

    Mravilha esse post! Parabéns!

    1. Obrigada, Joyce. Eu notei isso nesses outros blogs também. Acho que, se eu puder ter um papel social nessa história, me considerarei honrada. É muito importante termos essa postura para modificar uma realidade opressora como a que as mulheres brasileiras vivem dentro de casa.

  62. Falou tudo! Precisamos mudar isso urgente!

  63. hahah, francamente…. Pessoas, o segredo está em se impor desde o primeiro momento, tenho certeza que nenhuma mulher faz arroz todos os dias para o seu namorado que só come comida fresquinha. Homens, mostrem a cara e mostrem seus ideais, e não deixem para depois do casamento, ou depois dos filhos. Garanto que muitas mulheres se pudessem escolher jamais teriam se casado, só não falam porque acham que não podem mais voltar atrás.

  64. Thais, adorei o post.
    Daniel, por favor leia um bom livro de história, estude um pouco de psicologia antes de ficar publicando preconceitos e intolerância na internet.
    Grande abraço!

  65. Daniel, nunca se case, nenhuma mulher merece conviver com um cara folgado como você, ao menos que você seja sincero o suficiente para informá-la desse seu jeito egoísta de ser. Se ela estiver consciente disso e aceitar, então ele te merece, mas mesmo assim , a prole desse relacionamento será inevitávelmente prejudicada. Mesmo as preguiçosas sabem quando tem responsabilidades para com filhos pequenos que dependem delas e da influencia que seu comportamento exerce na personalidade de uma criança que um dia será um adulto também. Se são preguiçosas enquanto solteiras, quando casam mudam, se dedicam e transformam uma casa em um lar.
    Conheço muitas moças assim, elas são preguiçosas enquanto podem serem, enquanto não incomodam, não interferem e nem prejudicam outras vidas. Então faça ao menos o favor de não gerar mais pessoinhas que poderão perpetuar essa sua visão comodista, irresponsável e de preguiçoso crônico. Nada justifica essa postura, a definição correta para tipos assim como você é folgado mesmo, encostado.

  66. Amei o post thaís! finalmente vejo alguém ( com apoio de várias outras pessoas!) dizer NÃO, não é o máximo ser uma mulher “multi-tarefas”! Isso é o machismo reinventado. É só mais um esteriótipo que nos é imposto e acabamos aceitando, pq nos cobramos demais, e certas coisas é bem difícil mudar.
    Vivemos numa sociedade extremamente machista e qd chega o dia internacional da mulher, todas aquelas “homenagens” que listam a enorme carga que as mulheres carregam atualmente me deixam muito triste e irritada.
    Pensar que temos que dar conta de tudo é caminho aberto pra doenças, estresse, depressão. Pra ser uma “super mulher” pagamos um preço bem alto!
    Fico feliz em saber que a mentalidade das mulheres está mudando, esse é um grande passo pra mudanças realmente grandes em nossa sociedade!
    Muito obrigada thaís! bjs

    1. Obrigada você, Amanda. Essa é uma luta de todas as mulheres.

  67. Alessandra says:

    Texto perfeito! A frase que mais me incomoda é “cuidar do marido”. Gente, em que mundo as mulheres vivem? Não sei o porque de tomarem para si esse termo como se fosse uma responsabilidade. Devemos, sim, ter uma conversa franca sobre a divisão de tarefas, afinal o filho é de ambos, a casa é lugar comum, cada um faz a sua bagunça e deve organizá-la…

  68. Zilvania Rabelo says:

    Simplesmente, amei o texto, Thais!!
    Diante destas discussões sobre a nossa condição de mulher na cidade, não precisa muito esforço para percebermos como SEMPRE foi sendo construído o “perfil da mulher” que a sociedade machista sempre quis: basta observarmos as relações da maioria das famílias. Este exercício, justamente, deve ser feito por cada um e cada uma, sempre na busca de colocar-se no lugar do outro. Bem, Daniel, sobre o seu comentário, destacaria só uma parte, frisando que, neste aspecto onde aborda o lar ideal para o homem e para a mulher, eu sou mulher e o meu lar ideal é o que você caracterizou como sendo o do homem: “O mundo é machista, e é. Mas o lar é totalmente feminista. A ideia de uma casa, organizada, com comida feita três vezes por dia, um casal fiel e romântico e algumas crianças para cuidar me parece uma concepção totalmente feminista, diria que são valores que as mulheres impuseram sobre os homens. Nós homens jamais conceberíamos o lar nesse molde. O lar ideal para um homem é um local silencioso e solitário, para renovar as energias para a caça, a batalha, a conquista que lhe seduz no mundo lá fora.”

    O meu lar ideal: “O lar ideal para um homem é um local silencioso e solitário, para renovar as energias para a caça, a batalha, a conquista que lhe seduz no mundo lá fora.” Porém, com uma ressalva: não buscamos somente o mundo lá fora, mas o mundo interior tbém, que é bem desafiador de trilhar. No entanto, deve ser trilhado por todas e todos!!

    1. Dai ninguem mais nasce, fim!! Sou mulher e adorava esse lar ai que falastes, refugio silencioso, onde posso criar, estudar ou fazer nada mesmo.. So que hj tenho um filho de 1 e 6 meses, agora tem que ter comida 6 vezes por dia, fralda trocada, roupa limpa. Etc. As coisas se inverteram, o trabalho fora e meu refugio heeee Aqui em casa tem o tal do lar, que nao e invençao das mulheres, e coisa de filho. Panela pralavar, super varias vezes, acabou o silencio.. Entao, obvio que o cara tem que pegar junto, responsabilidade saca, nao da pra dizer: nao nasci pra isso. Tem que fazer e pronto.

      1. Nao era aqui a resposta rsrsrs

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