Minimalismo para mim

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Confesso que já tive vontade de ser minimalista ao extremo, mas eu não sou assim. Gosto de objetos. Tenho as minhas tralhas e objetos acumulados também. Livros, por exemplo, tenho muitos e sempre vou ter. As pessoas costumam me dizer que lemos os livros e depois eles empoeiram na estante, mas isso não acontece comigo. Não entendo o conceito, pois estou sempre relendo meus livros. Costumo comprar somente os exemplares que realmente quero ter, como se estivesse formando um legado intelectual. Livros que quero ler, mas não pretendo manter, baixo em e-books, pego emprestado, alugo na biblioteca. Mas os livros são a minha exceção. Com o restante das coisas, tenho uma relação bem minimalista.

O que eu aprendi sobre o minimalismo é que ele significa focar no mínimo necessário para a minha vida, para cada pessoa, e não uma regra geral que dite que “minimalismo é ter uma casa vazia” ou “minimalismo é ter somente 100 objetos em casa”.

Assim, quando mudamos para o nosso novo apartamento (em dezembro), eu fui bastante criteriosa nas compras e, hoje, penso até que comprei coisas demais. Já doei um balde, por exemplo, pois não o usei durante seis meses e achei besteira mantê-lo. Potes de cozinha, acabei comprando mais, porque subestimei e comprei poucos. Jogo de prato, temos um para uso diário e outro mais bonitinho, que usamos raramente, quando queremos fazer um agrado. Mas o jogo básico bastaria, certamente. Copos, usamos dois. Nosso filho acabou ganhando um monte com desenhos da Galinha Pintadinha, Carros etc. Tenho cerca de quatro copos que não usamos muito e eu só não doo para deixar de reserva caso tenhamos visitas etc, mas nunca temos (moramos em uma cidade diferente da nossa família e amigos).

Toalhas, acho que tenho muitas. Tenho cerca de quatro toalhas para mim, três para o meu marido, duas para cabelo (uso duas toalhas) e umas oito toalhas de rosto, que distribuímos em dois banheiros. Aqueles tapetinhos de piso, temos quatro (dois para cada banheiro). Funcionam bem porque, quando um está lavando, o outro está em uso.

Quando penso em comprar alguma coisa para a nossa casa, fico me perguntando se vale a pena levar mais uma coisa para dentro. Onde vou guardar? Não vai dar trabalho para limpar? Vale a pena? Não é melhor guardar o dinheiro?

E o engraçado é que eu não penso assim para uma série de outras coisas, desde que eu esteja realmente precisando.

Há alguns meses, resolvi comprar mais um par de travesseiros para a nossa cama e um par daquelas fronhas mais bonitonas, para enfeitar mesmo. Uma das fronhas ficou defeituosa após a primeira lavagem e eu acabei não usando mais. Os travesseiros, no entanto, foram uma boa aquisição – descobri que durmo melhor com dois travesseiros que somente com um. E por aí vai.

Nossa despensa, até mesmo pelo fato de a área de serviço e a cozinha serem pequenas, tem somente o necessário. Fazemos as compras semanalmente e mantemos pouco estoque, justamente por não termos lugar para guardar tudo. E, mesmo se tivesse, não sei se eu teria uma despensa cheia de coisas… tenho um pouco de pavor de traças e qualquer outro tipo de bichinhos que possam vir a se alojar por ali.

Quando vejo uma casa extremamente minimalista eu não me identifico, mas entendo. De fato, se pararmos para pensar, não precisamos de 90% do que temos. Mas a gente não quer só comida – a gente quer comida, diversão e arte, já diziam os Titãs. Os objetos fazem parte de quem somos e nos ajudam a construir a nossa história.

Por isso, quando eu falo aqui em destralhar a casa, significa dar valor a esses objetos importantes. Porque, quando guardamos tralha, não conseguimos valorizar o que temos e que gostamos de verdade. E nem estou falando de relacionamentos! Estou falando de objetos mesmo. Daquele colar que a sua avó te deu de presente quando você tinha seis anos de idade e que está misturado com outros colares inutilizados que você comprou e raramente usou. Do quadro que a sua namorada te trouxe de presente de uma viagem que ela fez para Barcelona e você deixou encostado ao lado da estante. Entre tantos outros exemplos.

A tendência a acumular faz parte do ser humano e da necessidade de proteção contra “o inverno que está por vir” – guardar as provisões para nunca faltar. Mas hoje vivemos em um tempo diferente, onde os lares são menores e o volume de objetos aumentou consideravelmente. Se não tivermos um critério, a casa fatalmente ficará bagunçada e cheia de coisas. Precisamos tomar o controle da situação!

E como fazer isso? Oras, descobrindo o que é essencial para você. Eu posso dizer aqui que tenho só quatro pratos em casa mas, se você adora receber seus amigos, é óbvio que isso não se aplica a você. Mas você pode ter meia dúzia de livros e achar um absurdo uma pessoa ter mais de 500 ocupando espaço em casa, e é assim que as coisas são! Cada pessoa tem as suas necessidades, as suas vontades, os seus apegos, até. O que eu partilho aqui no blog é a minha visão, então talvez às vezes isso soe como uma verdade, mesmo eu não tendo essa pretensão. Entendo o ponto de vista. Mas eu acho importante sempre a gente se lembrar disso quando ler alguma matéria ou algum livro sobre o assunto, porque corremos o risco de perder a nossa própria identidade.

Não é porque eu gosto do Thoreau que vou largar tudo para viver à beira de uma cabana (já tive vontade também, confesso..). Mas eu pude ler o relato da sua experiência e isso faz parte da minha, de alguma forma. O que eu vou aprendendo, eu vou adaptando ao meu dia-a-dia, à nossa família.

Meu marido também é muito minimalista sem saber. Às vezes eu vejo uma lamparina vermelha e falo: “ai, olha que gracinha!”, e ele diz: “pra que?”. Claro que nem tudo precisa ter uma função, uma utilidade. Podemos ter muitos objetos que sejam somente decorativos ou que estejam ali somente para alegrar o nosso dia. Mas ter sempre um pézinho no campo da utilidade ajuda sim a fazer algumas escolhas.

Minha visão sobre minimalismo, enfim, é bastante parecida com a da Rita, mas quis falar sobre isso neste post dando um outro foco, e espero ter conseguido. Minimalismo, para mim, é descobrir o que é essencial para cada um e viver de acordo.

E você, se considera uma pessoa minimalista?

38 comentários

  1. Belo post, Thais!
    Minimalismo, pra mim, se confunde com o conceito de economia: ter o maior proveito com o mínimo de recursos. E isso não quer dizer que a vida tenha que cabe em uma mochila. O mínimo varia pra cada pessoa. Há quem se sinta absolutamente feliz em ter uma biblioteca em casa (não é o meu caso). E, por outro lado, há quem afirme que a felicidade não está na estante e nos papéis empilhados. Mas, a única certeza que a gente tem é que a felicidade é relativa demais pra que consigamos descrever o seu alcance e conhecer os seus caminhos! A Rita, por exemplo, tem 33 pares de sapatos. Se há espaço no seu closet, e ela consegue lidar com isso, e se sente bem em ter esses objetos, por que não? O importante do minimalismo não é segui-lo à risca. É perguntar, periodicamente, se a felicidade está, de fato, na coleção de livros, nos pares de sapatos, ou em outras coisas mais simples que pudemos descobrir pensando um pouquinho mais… Eu estou perto de achar bons substitutos dos meus 13 relógios!

  2. Oi… Pensando um pouco e dando uma olhada ao meu redor… Não sou minimalista. Amo livros tenho um monte no meu computador, até mesmo os que já li, não deleto, tenho um caixa cheia e mais um monte no meu quarto, amo xícaras, bules e taças tenho um armário só para quarda-los e uma prateleira acima da pia para pendurar mais xícaras! Mas faz parte de ser quem eu sou!Destralho sim mas é para sobrar espaço para o que eu gosto e ser quem eu sou!

  3. Oi, Thais! Eu nem sabia, mas sou minimalista!!! Não me apego a nada que eu REALMENTE ache importante. Pra mim, é muito fácil me desfazer do que apenas ocupa um espaço físico em minha casa, em minha vida!
    Adorei o post, me deu um up a mais pra cuidar das minhas coisas, da minha casa, da minha família, enfim, da minha vida.
    Bjs,

  4. Oi Thais! mais uma vez é uma questão de entrar em contato com nossa alma e ouvir o que ela precisa. Nem mais nem menos. Juntar com a nossa possibilidade, necessidade e realidade e tentar um bom equilíbrio para se sentir feliz.
    Não estaremos aqui para sempre, não dá para guardar tudo e nem ter tudo! Precisamos de menos, com certeza. O que importa é aproveitar bem!
    Abraço

  5. Ola.
    Em certas coisas sp me considerei minimalista. Pensar mt antes de comprar algo,n comprar bugigangas decorativas sem função (tudo q tenho assim foi oferecido e só mantenho o q dou valor),qd preciso de algo penso sp em cm vou limpar ou usar, ou arranjo algo c o máximo de potencial e durabilidade (exemplo,pr o quarto da minha filha em vez de comprar um trocador q rapidamente deixaria de usar,comprei um móvel de arrumação e adaptei pr mudar as fraldas. qd for maior da pr guardar brinquedos). Noutras coisas quero mudar mas ainda n consegui,cm as dezenas de cartas dd infância ou outros papéis.. Mas ainda vou conseguir! Mas no geral tem mm de estar adaptado à nossa realidade,tanto eu cm o meu marido herdamos muito enxoval,consegui convence-lo q 15conjuntos de lençóis n fazem sentido e já demos mt coisa mm nova,dificilmente iremos ter quarto pr visitas q justifica. Por outro lado temos um conjunto grande de loica mais bonita pqadoramos jantar c amigos,e usamos c mt frequência 🙂

  6. Ultimamente sim. Quando entrei em greve na faculdade estava sem trabalhar, estudando pra concursos e sem fazer nenhuma atividade de lazer. Foi um momento de passagem na minha vida, passei por maus bocados comigo mesma, surtei e passei uma semana revendo todos, t-o-d-o-s os meus pertences. Foi mais de um carro cheio para doação, não sei quantos sacos de lixo para reciclagem e fiquei só com o que imaginava que ia usar, que gosto muito ou que preciso pensar um pouco melhor (que é uma sacola ao lado do sofá, ainda não foi resolvida hhehehe)
    Agora penso muito antes de comprar as coisas, por exemplo, livros. Eu também gosto. Não tanto quanto tu, pelo visto, mas tenho vários que ainda não li então coloquei um limite: só compro mais depois que ler todos que tenho. E os que tenho mas são meio “bleh” vão embora.

    Moro com minha mãe e a casa é cheia, cheeeia de tralha guardada. Sabe? Jogo de louça ‘para o natal’ de 1900 e bolinha. Potes e taças e vasinhos empoeirados por todos os cantos. Mas não consigo estender essa visão organizada pra ela. Por fora, aqui, é tudo arrumado. Mas por dentro é um terror. Então, acabei fazendo a limpa nos meus pertences e também quando vou plantar algo novo, por exemplo, os temperos que tenho na janela, procuro os vasinhos e canecões guardados nos armários e uso, ao invés de comprar um vasinho novo.

    Deixa a gente muito mais leve, ser assim. Parece que a casa, os pertences, não nos seguram mais. Sobra espaço pra viver 🙂

  7. Aaahhhh… Thaís!! Amei o post de hoje!! Acompanho diariamente seu blog e vez ou outra dou um pulo no blog da Rita. Há quase 2 anos, marido e eu resolvemos morar juntos e eu fiz listas enormes das coisas que queria pra casa… Passados quase 2 anos, não compramos metade do que eu planejei lá no início. E vivo tentando me desfazer das tralhas na minha casa!! Meus pais e meus sogros acumulam demais!! E eu criei uma certa aversão a tudo isso… Ainda assim, tenho coisas que não uso e não sei se usarei um dia… Mas, assim como vc, tb acredito que os objetos fazem parte da nossa vida, da nossa história. Não consigo me ver tão radicalmente minimalista. Então, aos poucos, vou adotando algumas atitudes minimalistas sobretudo pra facilitar a minha vida na organização e na arrumação da casa!! rsrsrsrs… Ontem mesmo, marido e eu conversávamos sobre panelas… Precisamos comprar uma panela pequena urgentemente e eu queria pq queria um conjunto de fundo triplo e inox da Tramontina ou da Rochedo… Mas, pensando bem, pq tenho q comprar um conjunto de 10 peças se eu preciso de apenas uma ou duas panelas, no máximo?? Aahh… Seu blog me inspira!! hehehehe…

  8. Não sou minimalista, apenas tenho uma casa leve, que ajuda minha alma a ser leve também… Tenho 3 jogos de toalhas de banho para mim/meu marido, e mais 3 para minha filha. Jogos de lençois, a mesma quantidade. Então sempre tem um em uso, outro sendo lavado, e um para qualquer visita ou eventualidade. Até aí tudo certo, né? Mas tenho umas capas de almofadas e capas de travesseiro a mais, para ir variando a cama…rsrs. Almofadas floridas na primavera, umas cor de chocolate para o inverno…
    Tenho muita louça, sim, e um faqueiro completo fora os talheres de uso diário. Recebo pessoas, gosto de fazer um jantar legal, arrumar a mesa. Nada, absolutamente nada dessas peças fica sem uso: tudo é bem usado, e com frequencia.
    Venho vindo num processo de redução ao longo dos anos, tudo o que percebo que está “sobrando” eu me desfaço, e isso é constante.Já morei numa casa de 250 m2, hoje moro num apto de 120. E me sinto muito mais feliz…

  9. Thais, concordo muito com o seu ponto de vista!

    Eu me considero minimalista. Acho que meus pais foram determinísticos nisso. Não somos ricos e meus pais vieram de família muito pobres, então eles sempre me ensinaram a valorizar o que eu tenho e a pensar muito bem antes de comprar qualquer coisa. Meu pai sempre diz que “caro é o que fica encostado, o que não se usa”. Além disso, minha mãe sempre me ensinou a doar e acredito que eu seja bem desapegada das coisas materiais, digamos assim, por conta disso. Desde criança, eu vasculhava meu guarda-roupa com frequência em busca de roupas que eu não usava mais para dar para as minhas primas menores. Com os brinquedos, sempre foi a mesma coisa. Aos 13 anos eu já não tinha nenhum brinquedo, havia doado tudo para primos mais novos, crianças pobres que eu conhecia por aí e para um orfanato da minha cidade, o qual eu adoro ajudar. Hoje, me mantenho minimalista e entendo mais como isso faz diferença na minha vida. Moro sozinha num apartamento bem pequeno, então me condiciono a fazer declutter com frequência. Além disso, sou estudante em período integral, então dependo do dinheiro dos meus pais. Ser minimalista faz muita diferença na nossa vida financeira. (:

  10. Adoro seus textos, sempre muito bem escritos e super objetivos. Gostaria de saber se você demora muito para escreve-los ouse é algo natural pra ti? É que tenho dificuldades com isso…
    Parabéns pelo blog.

  11. Sou DEVERAS minimalista! Nunca gostei de excessos, principalmente com objetos, sempre fui acostumada a ter somente aquilo que vou usar. Me identifiquei com a parte dos “copos e pratos”. Tenho 7 copos no meu armário da cozinha (eram 8, um quebrou) e vivo somente com meu noivo. Às vezes, olho pra pia e vejo lá os 7 copos pra lavar! Fico pensando em como meu noivo consegue usar tanto copo assim. Na casa da minha mãe, eram 3 copos: um pra ela, um pra mim e outro pro meu irmão. Usou e precisa usar de novo? Lave e use.

    Fora isso, sempre aprendi a comprar somente o necessário, não compro nada que não vou usar. Às vezes até deixo de comprar algo que eu quero pois penso: eu preciso disso mesmo?

    Conheci seu blog recentemente e estou adorando, Thaís. Você é minha inspiração! 🙂

  12. Minha mãe sempre foi naturalmente muito minimalista, e eu muito apegada às coisas. Lembro de muitas vezes quando era pequena que ela se via obrigada a doar/jogar fora roupas e brinquedos (escondida de mim) que eu não usava mais mas que não queria me desfazer, hahaha!

    Aí conheci seu blog, encontrei o link do blog da Rita e, lendo seus textos, fui percebendo o quanto esse meu apego me fazia mal. Tenho tentado adaptar o minimalismo ao meu estilo de vida, e já percebi que também sou bem apegada aos meus livros. Deles eu não me desfaço de jeito nenhum. Meu maior desafio é me desfazer de roupas que eu não uso e entulham meu guarda-roupa. Meu marido fica doido com isso, porque minhas roupas ocupam quase dois terços do espaço, hehehe! Tenho feito progresso e me sinto até um pouco mais leve. Pretendo me desapegar também de revistas que não leio há anos e alguns cadernos antigos do tempo de curso técnico (uma época que não faço questão de lembrar).

    Mas, lembrando de uns dois anos atrás, quando me mudei para a acasa do meu marido, acho que agi de uma forma até meio minimalista: deixei muitas roupas e objetos para trás e trouxe o que eu considerava que valia à pena. Mas, como a gente sempre acaba acumulando coisas sem perceber, preciso me policiar! =P

  13. Meu marido é extremamente minimalista, sem saber, e sempre me ajudou muito a controlar meus impulsos consumistas. Ele é o cara que tem um tênis, um sapato social e um par de chinelos, e só vai comprar algo novo quando algum desses não servir mais. Ainda não consigo ser assim, mas hoje sei como é importante nos cercar de pessoas que nos inspiram a ser o que gostaríamos de ser , bem como ler algo que nos inspira a alcançar o mesmo, seu blog e o da Rita são exemplos. É incrível como o minimalismo nos permite uma vida mais rica… Sobra tempo, além de espaço! Como coisas boas geram coisas boas!

  14. descobri que sou minimalista como vc (com um apErtamento de 2 quartos e 1 banheiro, se faz necessário)
    acho q muito por influência da minha mãe, mas acho um hábito muito saudável – traz menos preocupações, menos tudo…
    a gente já tem uma rotina tão cansativa, é bom simplificar o que se pode!
    bjos

  15. Eu gostava dos meus livros, até descobrir, fazendo a mudança, que eles guardavam muita poeira na parte de cima da estante! Doei quase tudo e fiquei apenas com o essencial do essencial!!

  16. Oi, Thais!

    Resumindo, não somos minimalistas aqui em casa. Esta semana comprei em sebo virtual um livro que eu procurava há um tempão, um romance que eu li umas vinte vezes na adolescência, o livro foi doado há muitos anos (era da minha irmã), e fiquei super feliz de ter agora o meu volume -usado- para reler e curtir novamente cada parágrafo, rs
    Para mim, o lance é não ter coisas “guardadas”, aqui tudo é usado, os livros, os brinquedos, as louças, os aparelhos, tudo está liberado e usamos mesmo, senão para que comprar??
    Bj,

  17. Vamos trocar o termo Minimalista por Essencialista ? Acho que traduz melhor esse sentimento de querer manter o essencial.

  18. Oi Thais …

    Eu sou minimalista sim, mas como você dou valor a determinados objetos que fazem parte da minha vida. O que eu não sou é apegada com as coisas. Acho que qualquer pessoa que decide ser organizada se torna de alguma forma minimalista. Grande Abraço!!!

  19. Não sou minimalista. Sou racionalista. Devemos observar a utilidade para considermos a necessidade da compra.

  20. Oi, Thais.
    Gosto muito do enfoque pessoal que vc dá aos posts. Isto pq cada coisa ou cada situação realmente funciona de uma forma muito particular para cada indivíduo.
    Além da nossa essência (arquétipos), são as experiências de vida e as referências (família, amigos, colegas de trabalho) que contribuem para o q nós somos e o que valorizamos. E é essa singularidade que torna cada um muito especial.
    Mas, voltando à questão do minimalismo, pergunto-me pq os homens, em geral, são tão mais desprendidos do que as mulheres? Será q é uma característica masculina ou será que eles foram ensinados a serem assim?
    Meu marido e meu pai são, sem dúvida, minimalistas. Já a minha mãe é muito apegada às coisas dela e tem dificuladade de se desfazer, embora a casa e as finanças (lembrei do seu post) deles estejam sempre na mais perfeita ordem!
    Eu comecei a vida bem parecida com a minha mãe, mas hoje, com a influência do meu marido, estou bem parecida com ele.
    Confesso q o salto maior aconteceu depois q conheci o seu blog, pois as suas dicas e o seu estilo de vida caíram como uma bomba (no bom sentido) na minha cabeça. Por seu intermédio pude ver como uma mulher pode, mesmo com todos as responsabilidades (filha, esposa, mãe, trabalho, estudos, etc), viver de forma prática e organizada. Isso dá uma sensação maravilhosa, pois faz com que tenhamos poder sobre as coisas (objetos e situações) e não elas sobre nós!
    Não pretendo me tornar uma minimalista radical, mas sim viver com menos, sendo este menos o que me traz conforto, praticidade e felicidade!
    Bjs, Renata.

  21. Eu realmente não sou minimalista, mas leio alguns blogs e livros porque sempre tem alguma ideia bacana. Não precisa adotar o estilo de vida, mas pode-se aproveitar algumas dicas aqui e ali.

    Uma coisa que me irrita um pouco no material sobre minimalismo é a mesma coisa que me irrita em muitos textos sobre maternidade: que as escolhas são mutuamente exclusivas. Gostar de coisinhas bonitas e significativas não significa não focar em coisas imateriais, na família, no caráter etc. Da mesma maneira que dar coisas materiais pra uma criança não significa não dar amor. Da mesma maneira que uma mulher não deve ter que escolher entre ser bonita ou inteligente ou ter carreira ou família.

    Tudo na vida é equilíbrio e ser seguro das suas escolhas, sem ficar pulando de galho em galho, cada dia adotando uma filosofia de vida diferente.

  22. Oi Thais!

    Apesar de apreciar algumas ideias do minimalismo comportamental, me considero adepto da simplicidade voluntária, conforme proposta de Duane Elgin. Creio que esses conceitos (minimalismo e simplicidade voluntária) são muito próximos. Defino a simplicidade voluntária como sendo um esforço deliberado para apartar de nossa vida toda a complicação desnecessária. Esse esforço é feito de forma consciente, com o intuito de equilibrar aspectos interiores e exteriores do ser humano, em busca de um propósito de vida gratificante e sustentável. Desse esforço resultará, inevitavelmente, a frugalidade, ou seja, a utilização adequada de nosso dinheiro, tempo, energia e recursos. Pois bem, é desse modo que eu e minha esposa tentamos viver. Parabéns pelo post e um abraço a todos!

  23. Além do post interessantíssimo, estou acompanhando também os comentários. É bem legal ver como cada um adaptou as idéias minimalistas ao seu próprio modo de viver.
    A mim, o que mais me motiva é o lado ecológico da coisa, o uso mais consciente dos recursos naturais. Definitivamente, a Terra não dá conta de suprir tanta gente consumindo loucamente, querendo sempre mais coisas, mais carros, mais de tudo… Não precisamos! Podemos viver com menos e poupar, não apenas nosso dinheiro, mas os recursos naturais. Realmente não precisamos de mais uma bolsa, nem do ultimo modelo de celular. E a energia e o tempo que íamos gastar no consumo se volta naturalmente para coisas mais gratificantes: esportes, amizades, hobbies, cultura, familia, espiritualidade.
    Pra mim, foi de grande valia o livro “Chega de desperdício!” de John Naish (além do blog da Thais, é claro!). Recomendo a leitura, vale muito a pena…

  24. Oi, Thaís. Tudo bem?
    Não me considero minimalista, mas lendo seu post decidi pensar um pouco melhor sobre isso, sobre o necessário. Tenho poucas coisas em casa, porém poderia ter menos sem que sentisse falta. Os lençóis e toalhas, por exemplo, entulham meus armários. Já pensei em doar alguns, mas meu namorado diz que é importante mantê-los. Não entendo o porquê, porém respeito a opinião dele. Talvez um dia eu dê sumiço em tudo e ele nem perceba hehe!
    Um beijão! Fica com Deus.

  25. Olá!!Adorei seu post,vai me servir de inspiração.Descobri o blog há pouco tempo,buscando dicas de organização,e desde já posso afirmar que ele tem me ajudado muito.Sou muito organizada com meus compromissos(nunca chego atrasada,planejo bem o meu dia,faço tudo que me proponho) e com o dinheiro(sempre termino o mês no azul,economizo,raramente compro no impulso),mas com minhas coisas,sou um desastre.E era pior,a ponto de ficar com vergonha de receber visitas.Simplesmente é difícil pra mim manter tudo em seus devidos lugares.Talvez essa seja a ideia,adotar o estilo minimalista adaptado à minha rotina,vou pensar seriamente a respeito.Beijo pra você!

  26. Thaís, já faz um tempinho que venho acompanhando seu blog, e adoro!!! Me considero uma pessoa desorganizada, e acompanhando seus posts e os assuntos que você coloca em pauta, aos poucos vou me descobrindo, no sentido de achar meu lugar no mundo mesmo, sabe! Isso acontece, com o que você chama nesse post de minimalismo. Sempre considerei o consumismo algo ruim, algo que não me traz prazer, e me achava um patinho feio, no meio de tantos consumistas, que consomem, sem ao menos pensar, se realmente vão utilizar aquilo, se aquele bem, vai agregar algum valor em suas vidas, ou simplesmente ostentar um padrão de vida inexistente. Também gosto de ter minhas coisinhas, meus livros, minhas roupas, de dar brinquedos ao meu filho, mas enfim, posso dormir tranquila, ao saber que existem pessoas que pensam, em consumir conscientemente como eu… que não sou assim, tão de esquerda! Teve uma época que pensei, poxa, só eu penso assim.. acho que sou eu, a errada, acho que tenho que entrar na roda da economia, e comprar, comprar, comprar… mas lendo sobre o assunto, e entendendo, que nínguem precisa ser igual a nínguem, mas sabendo que não está sozinho no mundo, acho que sou uma pessoa minimalista, mas por que entendo as coisas simples da vida e acho que isso basta para buscar a felicidade!! Obrigada Thaís!!!

  27. Tal como você sublinhou logo no início, minimalismo não é o numero de objetos que temos em casa, mas sim um estilo de vida que inclui escolhas e acções. Minimalismo também não me parece o acto de poupar ou de comprar poucas coisas mas sim de sentir que não se precisa de mais, que se está realizado sem essa lamparina vermelha.

    Quando vemos uma casa extremamente minimalista, vemos uma pessoa que abraçou um estilo de vida que envolve dar mais atenção a menos coisas (que são realmente importantes para ela), do que dar atenção a muita coisa diferente só porque ama ou acha engraçado um pouco de tudo. Há uma certa simplicidade inerente.

    Há muitas pessoas organizadas que não são minimalistas, bem como pessoas que quase não têm nada em casa e que são pobres e não minimalistas. Minimalista é um modo de sentir, ser e agir…

  28. Oi, Thais! Realmente, não sou minimalista. Adoro “colecionar”. Tenho cerca de 300 livros, quase a mesma quantidade de filmes e umas 15 canecas (algumas são decorativas e ficam no meu quarto). Tenho vários instrumentos musicais também. Não toco todos, mas sou extremamente apaixonada/apegada a eles. Meu quarto têm duas luminárias (pra que eu consiga trabalhar e estudar a noite) e um abajur. Artigos de papelaria espalhados (de uma forma organizadinha, hehe) por todos os cantos. Mas é complicado tentar me imaginar longe de tudo isso, porque eu me sinto bem vendo “minhas coisinhas”. Aquilo sou eu. Acredito que dá pra tirar muitas dicas bacanas desse papo de minimalismo, como por exemplo saber a hora de gastar com algo importante ou não, mas se aquilo vai contribuir pra eu me sentir melhor e num espaço mais aconchegante, não penso duas vezes, a não ser que eu tenha um plano muito maior pr’aquele dinheiro. Enfim, complicado esse assunto. Minha cabeça deu um nózinho, porque não sei se estou certa ou errada. Um beijo.

  29. Olá Thais.

    Apesar de acompanhar o blog há algum tempo só hoje decidi comentar. Gostei muito deste post porque representa aquilo que sinto em relação ao minimalismo. Não sou de extremos e apesar de gostar de ver a minha casa livre de tralha também preciso que ela seja acolhedora e que espelhe a nossa vida. E para mim uma casa acolhedora não é ter uma casa vazia mas sim uma casa com os objectos que considero essenciais para a minha família.

    Tem sido um longo caminho no que toca a organização e destralhamento mas muito compensador porque o resultado prático reflete-se na diminuição da minha ansiedade/stress e consequentemente numa melhoria do dia-a-dia da minha família. Aproveito muito mais o presente e aquilo que é realmente importante, as pessoas e não as coisas. O melhor de tudo? A possibilidade de passar estes valores importantes ao meu filho.

    Obrigada por toda a partilha.

    Bjs,
    Anabela

  30. Achei curioso você citar o blog da Rita, pois, sinceramente, acho que vocês seguem linhas bastante diferentes… mas essa é a minha percepção, né? Definitivamente, eu me identifico mais com o seu enfoque!

    Acho que sou minimalista em relação a muitas coisas, mas reconheço que, no caso dos objetos que têm algum valor sentimental, tenho dificuldades para me desfazer (tenho várias peças de roupa que eu só mantenho porque ganhei de alguém querido!). Quando penso no carinho que a pessoa teve para escolher… não consigo! Acabo guardando mesmo, pelo menos por um tempo.

    Concordo com a Thais que falou sobre os textos que colocam a questão na forma de escolhas mutuamente excludentes (o que não é o caso dos seus, obviamente): me irrita! Mas acredito que quando a pessoa tem uma personalidade 8 ou 80 isso se reflete em tudo. Mas cada um é de um jeito, né? E que bom que o mundo é assim!

  31. Olá, Thais.

    Muito do que eu entendo por minimalismo veio do meu interesse pelo budismo, que foca bastante nesta questão do “Desapego” e da “Apreciação ou Atenção Plena” pelo nossos objetos, relacionamentos, hábitos e conhecimento que acumulamos.

    (…)”Comprar adequadamente não implica acúmulo de uma grande quantidade de informações ou de coisas bonitas, mas requer uma apreciação plena de cada objeto individualmente.”

    ALÉM DO MATERIALISMO ESPIRITUAL – Chögyam Trungpa

    Acho que adquirir hábitos minimalistas exige que a pessoa faça algumas mudanças de postura em relação a própria vida. Escrevo isto pensando em um livro que li recentemente: “A Arte de Ser Leve – Leila Ferreira”.

    http://globolivros.globo.com/downloads/pdf/degustacao_aartedeserleve.pdf

    A autora escreve sobre coisas(gentileza e bom Humor, por exemplo) que, talvez num primeiro momento, podem até não parecer essenciais ao nosso objetivo de simplificar e tornar mais organizado nosso dia-a-dia, mas que, na minha opinião,se revelam essenciais para nos livrarmos de nossa “bagagem” de complicações e bagunça.

    😀

  32. Ótimo Post, Thaís. Adorei sua frase final “descobrir o que é essencial para cada um e viver de acordo”. Vou colar na minha geladeira =D

    abraços ^_^

  33. Eu leio e gosto do seu blog e do da Rita, mas acho vocês duas tão diferentes em termos de minimalismo, sabia? Talvez seja só um engano, mas eu nunca pensaria que vocês pensam parecido!

    Beijos!

  34. Estou começando a achar que eu sou minimalista, sabe? Ainda não tenho muita certeza, mas geralmente sempre que compro algo desfaço-me de outra coisa, pra não ficar demais, sabe? Posso me considerar minimalista? Acredito que sim.

    Adorei o seu post, foi muito significativo para mim.

    Beijos.

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