Reflexões sobre um apartamento alugado (Campinas)

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Passei momentos de terrível angústia nos últimos dias e, por que não, nos últimos meses, pensando a respeito da nossa vida aqui. Para quem não sabe, mudamos em dezembro do ano passado para Campinas. Moramos durante toda a nossa vida em São Paulo e somos do tipo de gente que tem objetos com “Eu <3 SP” estampados pela casa. Foi muito difícil para nós a adaptação. Na verdade, eu ainda não sei se realmente nos adaptamos.

Campinas tem uma característica muito esquisita (ao menos para mim), que é o fato de as pessoas só andarem de carro. Entendo que a falta de estrutura de transporte público na cidade resulte nisso, mas eu considero assustador. Na empresa onde eu trabalho, cerca de meia dúzia de pessoas (no máximo, e dentre as quais eu me incluo) vão trabalhar utilizando transporte público. Andar nas ruas é difícil, pois não há semáforos para pedestres em bairros que não sejam centrais, por exemplo. Nós, com um filho pequeno, sentimos grande dificuldade. Percorro em 70m o caminho que levaria 1/3 do tempo entre a minha casa e o meu trabalho, pois preciso pegar nada menos que três conduções. Isso, somado a uma série de coisas, sempre me deixaram um pouco cismada com Campinas. Eu sei que é porque estou acostumada com o metrô de São Paulo e a farta variedades de linhas de ônibus, mesmo pegando trânsito. Mas foi um estranhamento enorme para mim.

Talvez eu seja mesmo uma menina da cidade.

É engraçado porque, muitas vezes, eu reclamei de São Paulo e quis morar no interior. Acho que pelo menos 90% dos paulistanos também já pensaram nessa possibilidade um dia. Talvez dê certo para alguns. Para mim, talvez demore um pouco mais a adaptação, ou talvez ela nunca aconteça. O fato é que moramos em um bom apartamento, que era novo (primeira locação), e ficamos receosos de fazer qualquer coisa nele porque não sabemos se iremos mudar, escolher outro em um bairro melhor, se vamos para outra cidade, se voltaremos para São Paulo e eu voltarei a trabalhar indo e voltando com ônibus fretado. Uma série de fatores pesam nessa decisão: proximidade com a nossa família, facilidades no geral. Mas isso é assunto para outro post.

Então, somente este ano, nós já mudamos de ideia cerca de cinco vezes sobre se devemos pintar as paredes do apartamento ou não, por exemplo. Se devemos colocar papel de parede. Se devemos instalar lustres. Se devemos instalar a tv na parede. Etc etc.

Conseguir chegar a um consenso e quis dividir com vocês, para ver se vocês acreditam no meu ponto de vista. Quando eu quero fazer alguma coisa no apartamento, eu penso assim:

  • Dá para levar isso quando a gente se mudar? Independente de quando for, uma hora vamos nos mudar porque o apartamento não é nosso.
  • Essa coisa depende de um espaço que pode não existir em um futuro apartamento? Um vaso grande para a varanda, por exemplo, ou uma churrasqueira.
  • A compra ou instalação desse objeto é extremamente necessária para o nosso bem viver hoje em dia?
  • A compra ou instalação desse objeto tem um custo/benefício que compensa, se não puder ser levado em uma futura mudança?

Essas perguntas facilitam bastante na hora de definir. Exemplos:

  1. Estou querendo colocar uma cortina impermeável para tampar a parte de baixo do balcão da varanda. Então estava pensando: “poxa vida, mas depois podemos nos mudar para um apartamento que sequer tenha varanda”. Então pensei o seguinte: comprar uma alternativa bem barata, mas bonitinha e, se um dia nos mudarmos e eu puder utilizá-la, tudo bem – se não, não ficarei chateada com o descarte.
  2. Pintar as paredes é um drama, porque tintas custam caro. Será que compensa? No final das contas, acreditamos que sim. Vamos pintar primeiro a parede da sala, depois o resto. Mas não é nossa prioridade. Por outro lado, não seria mais simples deixar branco como está? (suspiros)
  3. Papel de parede, por exemplo, não compensa. Eu queria colocar na parede da cabeceira da cama, no quarto. Ficaria lindo? Com toda a certeza. Mas depois é uma complicação a mais quando precisarmos nos mudar. Fora que os papéis costumam ser caros. Talvez uma boa alternativa seja usar tecidos, então vou pensar um pouco mais a respeito.
  4. Lustres, basta desinstalar e levar, mas preciso guardar os spots feiosos do apartamento.
  5. Filtro de água, igualmente.
  6. Anexos da mesa do computador do meu marido. Valem a pena? Fico com um pouco de dúvida, porque são mais móveis e eu tenho um pouco de pavor de acumular coisas.

É difícil decorar quando não se pode gastar muito dinheiro, porque o básico demora a ser comprado (ainda estou pagando os móveis..). Outra dificuldade que eu tenho aqui em Campinas é a de encontrar lojas que vendam antiguidades, artigos para casa baratinhos, floriculturas, enfim, essas pequenas coisas que dão toques especiais quando não temos grande verba. É extremamente complicado decorar quando só se tem acesso a shoppings, lojas sem nada original e com produtos caros. Tudo isso vai melhorar consideravelmente quando passarmos para o lado negro da força e comprarmos o nosso carro. Quando isso acontecer, vou postando sobre as minhas descobertas pela cidade aqui no blog. Prometo.

Decorar um apartamento alugado é chato porque não podemos fazer algumas mudanças e elas acabam influenciando negativamente quaisquer ideias que possamos ter. Mas eu estou tentando lidar melhor com isso e buscar alternativas.

Também estou tentando gostar mais da minha nova cidade. Me desapegar um pouco e fazer as descobertas do zero, como tem que ser. De certa forma, é uma aventura, porque não sei o que me espera do outro lado. E não é isso a coisa legal que move todas as outras?

99 comentários

  1. Considerar campinas uma cidade de interior, a meu ver, é exagero! Em SP tem muito disso. O que não é SP-Capital é interior, mesmo que a cidade tenha mais de 1 milhão de habitantes, como Campinas. Cogite a possibilidade de morar mais próximo ao trabalho. Realmente 3 ônibus é exagerado pra o que você considera de “interior”. O trânsito estressa!

  2. Bom, Campinas É interior, mesmo sendo considerada a 4ª maior cidade do estado. Não é que “em SP tem muito disso” (senti um preconceitozinho aí), é um fato. O que não é capital, é interior. ;D

    Eu moro perto do meu trabalho (como eu falei, de carro levo de 10 a 15m) para chegar. E, por isso mesmo, acho absurdo precisar pegar três ônibus para chegar. Não existe uma lógica. Os ônibus não percorrem uma avenida inteira, por exemplo, ou as linhas se conversam.

    Mas gente, esse post foi um desabafo e uma opinião minha. Não a verdade universal.

  3. Oi Thais, tudo bem?
    Entendi bastante seus sentimentos, porque já morei de aluguel, já saí de São Paulo para morar no interior,já voltei para São Paulo e já morei longe e perto do trabalho. Também já tive que viajar toda semana para trabalhar (quanta coisa, devo estar ficando velha…).
    Somos pessoas muito diferentes. Eu sou uma pessoa-carro muito feliz. Adoro carros grandes com motores potentes.
    Com carro ou sem carro, nossa vida melhora MUITO quando moramos perto do trabalho.
    Não conheço vc, nem seu trabalho, mas se foi viável alugar algo próximo do trabalho, vc vai ganhar cerca de 3 horas por dia!!! É um presente. Também facilita comparecer na escolinha do filho quando necessário.
    O seu apartamento alugado já está lindamente decorado como está. Não há nada de errado com as paredes. Estão limpas. Guarde todo o dinheiro que puder e compre o seu imóvel e decore sua casa própria!
    Seja feliz!
    Bjs,

  4. Oi, Thais!
    Eu entendo mto tua situação. Já passei por isso… Moro na minha casa própria não faz um mês ainda.
    Mas eu penso que o bem-estar de vcs deve ser considerado em todas as modificações que vcs fizerem. Acho que devem tomar cuidado apenas com modificações que são difíceis de serem desfeitas ou que são mto caras.
    De resto, acho que, mesmo alugado, ele deve ter a carinha de vcs. Pequenos detalhes são capazes de fazer isso pelo apê.
    Sobre morar no interior… eu demorei bastante pra acostumar. Não só a estrutura das cidades são diferentes, como os costumes tb. Isso é bem complicado. Estou aqui há 4 anos e ainda não sei se acostumei totalmente. Mas a cada dia fica menos difícil. Pode ser tb, querida, uma questão de entrega. Entreguem-se a Campinas. Tentem ver o lado bom dela, fazer amizade com os vizinhos. E interior é sempre mais tranquilo para as crianças. Não dá pra vcs viverem em um lugar pensando no outro. Se decidiram a mudança, dêem uma chance a cidade nova.
    Boa sorte! Voltarei aqui pra ver como andam as coisas. Adoro teu blog.
    Beijinhos,
    Paula

  5. E eu que estou estressada com o trânsito de São Paulo, cogitando mudar de cidade, mas isso inclui muitas coisas como mudar as crianças de escola e etc… então por enquanto vou suportando o infernal trânsito caótico dessa cidade, pois vou da zona norte pra zona oeste todos os dias! São 4 horas entre ida e volta parada no trânsito! E infelizmente se eu fosse usar o transporte público teria que dar a volta ao mundo pra chegar lá!!!

  6. Thaís,
    Bem vinda a Campinas ! Realmente, aqui é interior (aliás, que eu saiba, tudo que é Capital não é interior, e isso não é demérito, como o comentário acima acha)…rs…
    O transporte público é ruim mesmo, e dependendo de onde esteja e onde tenha que ir é impraticável.
    Para driblar essas coisas de lojas de shopping, eu procuro me aventurar no artesanato. Temos duas lojas de material para artes e artesanatos. Uma no Cambuí, Centro de Convivência, que chama Casa da Arte, e outra chama-se Cris Arts, tem no centro e na Rua Carolina Florence.
    Aos finais de semana tem a Feira “hippie” no Cambuí, no Centro de Convivência, com opções de patchwork, quadros, esculturas, e algumas pequenas barracas que vendem antiguidades. Vale a pena o passeio.
    Em último caso, SP é um pulinho daqui, né ?? Adoro sair daqui no sábado bem cedinho e me aventurar pelo Metrô nas áreas centrais e na Liberdade, por exemplo.
    Com certeza, na decoração que vai “mudar de casa” deve-se investir em cortinas, almofadas, roupas de cama, adesivos de parede (são mais baratos e saem fácil), e a pintura, não adianta, sempre que desocupamos o imóvel alugado, precisa devolver com pintura nova mesmo…
    Espero que com o carro sua adaptação seja mais suave.
    Bjos

  7. Thais, também acho que seria bem melhor se você morasse mais perto do trabalho. Morei em São Paulo por 4 anos quando me casei, e me mudei para Campinas há muitos anos. Tive a sorte de morar próximo ao trabalho e à escola de meus filhos, e como tenho carro não sofri com deslocamento. Mas, pelo menos no meu bairro, só recentemente temos linhas de ônibus quase em quantidade suficiente.
    Quanto aos artigos de decoração baratinhos, no Ceasa, além das flores, tem um monte de lojinhas onde você pode encontrar alguns itens, como vidros, caixas, embalagens, fitas, velas, cachepots, alguns móveis decorativos…

  8. Te endendo completamente, as minhas dúvidas são iguais as tuas, e pra piorar o meu apartamento é antigo, o banheiro é horroroso (azulejos azul e louça rosa), tenho vontade de pintar os azulejos mas não sei se ficaria bom ou se o proprietário deixaria. A cozinha não tem armário e não sei quais eu compro porque não sei como será a cozinha do próximo apartamento. Obrigada pelas dicas vão me ajudar muito. Acho que com o carro vocês vão começar a curtir mais a cidade, e quando vocês levarem os parentes para passear também vão gostar da visão deles sobre a cidade. Beijos

  9. Ah, Thais…Conheço bem esta loucura de Campinas!

    Estudei na Unicamp e,por incrível que pareça,eu demorava 3 horas usando transporte público, enquanto o mesmo percurso, quando feito pelo fretado, demorava 50 minutos. Como a Thaís disse, o trasporte público de lá não tem uma lógica clara…Pelo menos, não consegui achá-la.

    Thais, sobre as alterações no apartamento, penso o seguinte:

    1) Quando estou muito na dúvida sobre comprar algo, faço um cálculo: quanto isso vai me custar por dia (em termos de felicidade e dinheiro) e por quanto tempo?

    Por exemplo, os móveis da mesa do computador do seu marido: provavelmente, eles vão manter os pertences dele organizados até você se mudar, certo?

    Supondo que você se mude daqui a 3 anos,divida o valor do móvel por este período, e some ainda a vantagem de ter suas coisas mais organizadas.

    A conta , provavelmente, vai dar um valor irrisório. E, se ao mudar, não houver espaço para tais móveis, venda-os!

    Falo em causa própria pois já vendi uma casa inteira (literalmente) no Mercado Livre! Por menor que seja o valor que você consiga na venda, já compensou todos os dias felizes e organizados que você teve.

    Sobre pintar a parede/colocar papel de parede, penso a mesma coisa: quanto custa o sorriso que você vai dar toda vez que vir seu cantinho com sua cara, alegre,colorido? Ele é muito mais valioso que uma lata de tinta!

    Penso que é uma troca que compensa: você trocaria a lamentação do “mas e quando…..” pelo orgulho diário de estar em sua casa, com sua cara (mesmo alugada, enquanto você mora lá, ela é sua).

    E enquanto você não tem seu carro,o que posso dizer é que Campinas tem aqueles “Guias do Comércio”, com propaganda e localização de todo tipo de lojinha (floricultura, lanche natural,artesanato). Usei muito quando estudava aí e precisa sobreviver! Se não me engano, ele é distribuído no centro e na Rodoviária.

    E, sobre lojinhas da antiguidades ou móveis usados,isso não tenha dúvida que Campinas tem aos montes! Campinas é uma cidade universitária,lotada de repúblicas. Entra ano sai ano,é grande a quantidade de gente se mudando e vendendo os móveis. Eu fui uma!;)

    Como você disse, é ter disposição para começar do zero e e descobrir a cidade.

    Boa sorte!Estamos todas torcendo por vc!

  10. Bom dia Thais,sempre leio o seu blog mas nunca comentei,porém amo as dicas que nele contém..
    Me identifiquei com o seu post,sou de Campinas também e concordo com você em relação ao trânsito,ao tempo que se leva para chegar de um lugar ao outro. Dentro de alguns meses vou passar por mudanças também vou morar em uma cidade próxima a Araçatuba,interior de SP,meu noivo mora lá e até o momento não cogita a ideia de se mudar para Campinas,a cidade tem um pouco mais de 100 mil habitantes e já percebo as mudanças.Uma cidade menor é boa também,as pessoas parecem ser mais unidas,mais receptivas,mas em questões de lugares não tem tanta opção quanto uma cidade maior,a saudade dos familiares e amigos pesa também.Mas procuro me apaixonar por essa nova cidade,(eu nunca me mudei para outra cidade)conhecer os novos lugares,opções para comer,comprar enfim.Espero que possa fazer o mesmo em relação a Campinas e olhar essa adaptação como chance de agregar experiência, união entre sua família e novas descobertas. Precisando de alguma dica sobre a cidade,pode perguntar..Deus abençoe,bjosss

  11. Thaís!
    Acompanho teu blog há meses, e posso dizer com toda a certeza que desde então minha vida está mais organizada!
    Também mudei de uma capital para o interior, há 6 anos, e a adaptação é realmente algo que acontece aos poucos. Por muito tempo, eu acordei todos os dias pensando em voltar para a capital. Mas isso vai diminuindo à medida que a gente começa a construir a nossa vida nessa outra cidade… Daqui a pouco tu vai ter mais amigos e vai acabar criando programações agradáveis com tua família que talvez São Paulo não te permita… Pelo menos comigo as coisas foram acontecendo dessa forma!
    Sobre as mudanças do apartamento, acredito que o mais importante de tudo é fazer dele um lar. Um lugar onde tu sinta prazer de chegar depois de um dia cansativo. Pintar paredes na maioria das vezes é um recurso de pouco investimento, e nada impede que tu faça uma pintura tipo stencil na cabeceira da tua cama, imitando o tão sonhado papel de parede… Me parece inclusive uma alternativa mais fácil de remover no caso de vocês decidirem entregar o apartamento…
    Boa sorte nessa nova vida! Te admiro muito!
    Abraço!

  12. Oi Thais! Tudo bem? Ainda usando aquela idéia das garrafas pet? Já consegui substituí-las?
    Bem, sabe que o seu blog, para mim, é melhor que novela! Tem os dramas da vida diária, e ainda traz vááárias idéias para a nossa vida de um modo leve e, o melhor, possível!
    Querer mudar a decoração de modo $imples realmente consome a nossa massa cinzenta… tive uma idéia, espero que goste e que possa usá-la: ao invés de usar papel de parede ou tecido aplicado direto na parede, aplique o tecido numa placa de MDF (ou várias placas menores). Depois parafuse-as na parede, como se fosse um painel. Para impermeabilizar, cola branca de rótulo azul 🙂
    Se você se apaixonar e se apegar (hehe) emocionalmente a elas, você pode levá-las para o seu próximo lar!
    Com relação ao comentário da nossa amiga Kaabah, Campinas ou Sorocaba ou Jundiaí ou onde quer que seja, são cidades de interior 🙂 porém com problemas da Capital 🙁 … considerá-las interioranas (acho que não foi essa a intenção) é que é exagero.
    Beijos, e sucesso e força sempre!

  13. Thais, já morei em apartamento alugado e sei exatamente como você está se sentindo. No meu caso optei por não mudar nada; primeiro devido aos gastos (nos mudamos do interior para a Capital e as nossas despesas aumentaram muito) e segundo por a proprietária ser muito encrenqueira. Preferi evitar qualquer dor de cabeça. Também acredito que depois que você comprar o carro as coisas ficaram mais fáceis. Tenho uma filha pequena e não me imagino andar com ela sem carro, claro que se não tivesse teria que me adaptar. Como diz a Nilza no comentário acima, também sou uma “pessoa-carro” feliz. Se fizer mesmo questão de decorar as paredes uma alternativa é usar papel contact. Seu custo é bem mais barato que o papel de parede e você mesma pode aplicar. No Blog Casa Montada da Rafa tem várias idéias. Separei alguns links pra você dar uma olhada. É só uma ideia mas talvez te ajude.

    http://www.casamontada.com.br/2010/09/as-mudancas-da-vida.html

    http://www.casamontada.com.br/2012/08/casa-dos-leitores-aventuras-com-papel.html

    http://www.casamontada.com.br/2011/04/passo-passo-cabeceira-de-papel-contact.html

    http://www.casamontada.com.br/2011/12/parede-listrada-com-papel-contact.html

  14. Thais,
    Campinas é uma cidade do interior onde eu passei muitas ferias na casa da avó, como cresceu muito, tem todos os problemas de uma grande cidade e o meio de transporte é o mais evidente destes problemas. Porém eu acredito que o sistema de transportes brasileiro é todo problematico em si, devido a concepção da nossa estrutura governamental, visto que o governo prioriza mais o transporte individual do que o coletivo, prioriza mais a industria e a economia das mesmas do que o bem estar de seus cidadãos. O Brasil tem um grave problema de urbanismo e governos omissos e ignorantes nestas questões.
    bjk e boa sorte.

  15. Bom, em teoria tudo que nao eh capital eh interior, mas ha interiores e interiores. Acho que quando as pessoas em SP (ou Londres) pensam que gostariam de ir morar no interior pra levar uma vida mais tranquila, com mais qualidade, nao estao pensando em cidades grandes como Campinas. Por exemplo, a gente queria sair de Londres mas jamais ir pra Manchester ou mesmo Birmingham, que nao sao capital (entao obviamente “interior”), mas nao sao a vida-de-interior almejada. Talvez seja isso: a discussao nao eh capital x interior, mas cidade grande x cidade pequena. Talvez vcs sao pessoas de cidades grandes. E nesse caso, talvez Campinas nao funcione como alternativa de cidade grande pra vcs. Eu vejo motivo em trocar uma cidade grande por uma pequena, mas no caso de vcs vcs nao tem nem os beneficios de uma cidade pequena (vida tranquila, tudo a pe, etc) nem os beneficios que curtiam de uma cidade grande. Mas enfim, eh uma decisao que so vcs podem tomar e que nao precisa necessariamente ser feita urgentemente.

    Sobre o apartamento alugado, eu concordo em dar uma carinha de vcs a ele e os seus criterios. Por exemplo, papel de parede nao compensa, nem aqui que eh mais barato. Tinta eh mais tranquilo e mais facil de DIY.

    Bjos

  16. Não tem como comparar o metrô de São Paulo com qualquer outro meio de transporte público. Nesse ponto, ou você se acostuma e se ajeita, ou volta pra lá. (no meu singelo ponto de vista de pessoa que pega busão todo dia).

    Agora, carro, é aquela coisa, um assunto polêmico e tal. Eu adoro poder ir trabalhar de busão, porque o tempo que gasto no busão eu uso para fazer qualquer coisa. Quando vou de carro, o tempo eu gasto dirigindo!

    Sobre comércio em Campinas. Acho que é falta de você achar os mocós certos. Produto chineis tem em tudo quanto é canto. E realmente procurar coisas “diferentes” eu acho que é meio irreal. Vide toda essa onda de caveirismo que começou como uma coisa diferente e hoje é carne de vaca.

    Estou me alongando, mas no fundo, a minha única contribuição relevante (o que motivou esse comentário) é que. Eu tenho papel de parede na cabeceira da cama! Me custou 480 reais (eu escolhi e perguntei o preço depois). Porque eu queria muito ter isso, fui lá e comprei.

    Eu não passei pela crise de próprio alugado. Minha casa é minha. Porém, aí que vem a questão importante. Papel de parede não é item eterno! Papel de parede tem prazo de validade! Eu tenho o meu a uns 6 meses, e ele já está arranhado.

    Você vai ficar mais 2 meses no seu apê? Mais 2 anos? Mais 4 anos? Dá para saber? Claro que não, mas a probabilidade é de você ficar até finalizar seu contrato, que é, vamos se dizer, de 3 anos. Em 3 anos você usou tanto seu papel de parede (e olhou pra ele tanto) que ele já vai estar gasto e principalmente, já vai ter cumprido seu papel, podendo ser jogado na caçamba. Na sua outra casa você faz outra coisa. (e sim, papel de parede estraga, não é eterno)

    Assim. Você precisa? Claro que não! Você só precisa de arroz, feijão, e uma túnica feita de saco! E olhe lá. É sim um luxo. Assim como uma parede berinjela é luxo. Assim como uma parede branca é luxo (você pode pintar ela com cal).

    Mas, se você quer mesmo, não vai ficar endividada, tem uma graninha pra garantir o antibiótico, então acho que não tem tanto drama.

    Isso pro papel de parede. Mas, na churrasqueira, eu tentaria fazer negócio com o proprietário. Vai que ele curte, e o negócio fica como benfeitoria. Vai que rola um bem-bolado?

    E no mais, nem quando a casa é própria, nada impede que a vida te dê uma rasteria qualquer que te faça mudar pro sul da França sem tempo nem de vender sua TV da sala.

  17. Pessoal, não tenho nada contra Campinas. Sei que ela tem problemas que encontramos em muitos outros lugares. O post foi um desabafo sobre a nossa adaptação, de sair de São Paulo e ir para um lugar sem a mesma estrutura.

  18. Loja de móveis usados só em Barão Geraldo (que tem um terminal de busão) tem umas 3. (ou tinha ~no meu tempo~ também fiz unicamp)

  19. Gente, eu sei que em Barão tem bastante lojas de móveis usados. Estou falando de antiquários, antiguidades, pra poder comprar coisinhas com história, antigas, bonitas. Não móveis da Casas Bahia usados.

  20. Eu morei a vida toda em São Paulo-Capital, fazendo tudo usando transporte público, até porque, na época, eu não tinha alternativa. Apesar dos problemas, nunca foi um grande drama. Há sete anos me mudei para Brasília (que parece uma cidade de interior, a propósito), onde o transporte público simplesmente é RIDÍCULO – e, embora planejada, a cidade NÃO foi feita pra gente, e sim para carros! Enfim, acabei me rendendo ao carro depois de mudar pra cá, embora não goste muito de dirigir. Para evitar ficar muito tempo no trânsito, faço questão de morar perto do trabalho, o que, em Brasília, significa pagar bem caro pela moradia. Por isso moro de aluguel e não sei se um dia foi comprar um imóvel por aqui. Para que você tenha uma ideia, no Plano Piloto um apto de 70 m2 e 2 quartos custa entre 600/800 mil reais! Então já me acostumei com a ideia de ter móveis mais básicos e que possam ser utilizados em caso de mudança; procuro utilizar pontos de cor nos detalhes da decoração, como almofadas e objetos; só faço pequenas reformas se o proprietário se dispuser a arcar com, pelo menos, uma parte dos custos; evito usar cores fortes na parede, pois, na entrega do imóvel, geralmente você precisa devolver pintado na mesma cor original, e pintar uma parede vermelha pode sair bem caro, pois gasta muuuita tinta! Eu faço assim pois sou meio pragmática em relação à decoração; no entanto, se para você algumas intervenções vão te deixar mais feliz e não vão custar tão caro, acho que vale a pena fazer. De qualquer forma, nunca vai ser como um imóvel próprio – acho que é bom ter isso em mente para evitar frustrações!

  21. Curioso como cada região tem realmente suas características.

    Eu aluguei um apartamento e moro a 1.7km do meu trabalho. Às vezes, quando está muito quente, acabo indo de carro, e levo 3 minutos pra chegar la. Consigo até ir em casa, almoçar, arrumar a cozinha e ainda deitar ou ler alguma coisa durante o horário de almoço.

    Esse tipo de coisa, jamais seria possível se eu morasse em SP, por exemplo.

    Agora.. sobre a questão das coisas pra comprar sendo que moramos num local que não é nosso, realmente afeta toda vez que quero fazer algo.

    A gente acaba optando por fazer algo que possa ser “desmontável”, mas pode correr o risco de realmente não se aproveitar numa próxima mudança.

    Fora a questão do aluguel, que é um dinheiro realmente jogado fora. Mas infelizmente, ainda não me decidi se quero permanecer aqui e, por isso, não preferi investir em algo meu.

    O que tento fazer é deixar as coisas o mais próximo possível do que eu gostaria, dentro das possibilidades que tenho hoje em dia.

  22. Cledson, em SP, trabalhei em vários lugares perto de onde eu morava. Ia a pé, almoçava em casa, tudo normal. Dá para fazer sim, porque lá as opções são descentralizadas. Tem empresas em todo lugar, e não só no Centro, por exemplo.

  23. Hahaha, adorei seu comentário, Daiane! Vc leva jeito pra blogueira! =p Concordo com sua linha de pensamento, e acho seu conselho bem válido para a Thais. bjs

  24. Hummm legal.
    Eu estive em SP apenas 3 vezes e realmente não pude conhecer muito.
    Tenho uma amiga que mora lá, e ela sempre reclamava da questão de se locomover muito pra chegar ao trabalho.

    Bom saber que isso não é regra

  25. Realmente depende de onde você mora, porque SP é muito grande. Se você morar na zona leste e trabalhar na zona sul, realmente fica complicado!

  26. Entendo isso de transporte público em cidade grande do interior. Quando meu carro quebra, fico revoltada do tanto de tempo que eu gasto pra chegar no meu trabalho. Eu não tenho problema nenhum em andar de ônibus, mas a demora… aff…

    Aqui em Jundiaí, também é difícil encontrar móveis antigos. Eu fui numa loja de móveis usados mesmo e achei uma cristaleira MARAVILHOSA, por 300 reais. Quase morri, mas eu não tinha o dinheiro. Depois, tinha outra, por mais de mil reais, mas era mais linda ainda, e antigona, super bem conservada, novinha, com cristal. Ai, ai. Tá certo que pra essa nem tem espaço na minha casa! rs…

    Taís, se você puder, você não dá dicas de onde vc comprava coisas de decoração “antigas e com história”, como vc disse, em SP??

    Também acho uma tristeza não achar isso aqui no interior (pessoal confunde interior com roça! kkkk… interior é tudo q não fica na região metropolitana, aka São Paulo Capital), mas não sei onde ir em Sampa… Queria q aqui tivesse mais “flee markets”, mas com um preço não tão facada. Humpf.

    Gosto da Etna, mas é tão caro…

    Sobre morar de aluguel: meus pais sempre moraram de aluguel, só hoje eles tem a casa própria. Minha mãe sempre fez o possível pra se sentir em casa, sem pensar de que não vale a pena ou de que não vai levar isso adiante… afinal de contas, por enquanto, essa é a sua casa… e nada mais frustrante do que não se sentir em casa, estando em casa.

    Acho que a gente tem que viver o hoje. Muitas vezes, ficamos pensando, “E se eu estiver em outro lugar ano que vem?” E vai que você fica aí 5 anos, e nunca conseguiu deixar sua casa com a sua cara com medo de que qlqr hora as coisas mudem.

    Não sei. Acho que é mais meu jeito mesmo de ver as coisas. Não consigo muito me preocupar com “E se amanhã for diferente”, pq as coisas mudam tanto o tempo todo, que é mais fácil eu viver agora do jeito q estar, e quando tudo mudar… a gente se adapta. É o q a gente mais sabe fazer! rs…

    Comentário virou um texto. Adoro seu blog! beijos

  27. Oi Thaís!
    Sempre leio seu blog, mas é a primeira vez que comento.
    Acredito que mudanças sempre fazem parte da vida da gente, seja de cidade, de casa, de trabalho, de atitude. Nunca morei na capital, mas me mudei há 7 anos para uma cidade menor e com menos infraestrutura do que minha cidade natal. Neste período já mudei de casa 5 vezes. Por um lado é bom porque não dá tempo de juntar tralha, mas por outro nunca pude decorar a casa do meu jeitinho, já que moro de aluguel, e sempre procurando pagar menos para poder comprar meu próprio apto. Este ano eu consigo. Até o fim do ano vou morar na minha própria casa. Valeu a pena deixar de pintar a casa e decorar? Valeu sim. Fui comprando móveis coringas e usados (móveis de mdf se acabam com as mudanças, então compre usado para poder jogar fora qndo não servirem mais, ou vender se ainda estiverem em bom estado). Reciclando com papel adesivo, investindo em cortinas, tapetes e almofadas coloridos. Objetos de decoração, mural de fotos. Depois de tantas mudanças descobri que o que importa mesmo é quem está lá com vc, e não o resto. Se vc acha que pintar as paredes vai te fazer mais feliz, pinte! Mas não se torture pensando em quanto tempo vc vai morar lá, porque vc vai morar pelo tempo que for preciso! Quando olhar ao redor e perceber que aquilo não serve mais para vc e sua família, aí sim, é tempo de mudar. Até lá, seja feliz e descubra que o interior pode te mudar! 🙂
    Beijo!

  28. Legal Thais.
    Bom saber…

    kiki, muito legal o que vc comentou sobre o “Acho que a gente tem que viver o hoje”, pq realmente é algo que eu tenho tentado fazer na minha vida, pq muitas vezes, tudo que programamos, se vira de ponta cabeça de uma dia pro outro!

    Alugado ou não, enquanto estamos lá, é nosso! 🙂

  29. Como disse a Letícia, Campinas tem sim opções quanto à móveis e artesanato. Mas eu entendo muito você: Campinas soma o que há de ruim numa cidade como São Paulo (trânsito, sujeira, stress) mas não tem o que tem de bom por lá (metrô, opções culturais, coisas 24h). Por outro lado, tem coisas ruins de uma cidade do interior (é bem provinciana), mas não tem o lado bom, da tranquilidade, de conhecer o seu vizinho, essas coisas.

    Eu nasci aqui, morei até os 20 anos, saí pra fazer faculdade, me apaixonei por São Carlos e voltei há alguns anos, e a readaptação tem sido díficil, principalmente por conta do transporte urbano. Acho que você iria amar Barão Geraldo, o distrito é um sonho, para quem pode pagar! E tem sérias questões quanto à segurança também, mas mesmo assim, ainda é uma delícia de morar, dá para fazer coisas de bicicleta, mas o transporte público ainda é um problema por lá, porque você ainda iria depender inteiramente do Terminal. Outro lugar que me faz amar Campinas é o Taquaral, que é uma região linda, mas igualmente cara.

    Voltando às opções de coisas bonitinhas, Barão tem a Praça do Côco, um lugar onde também acontece uma feirinha com opções de artesanato, lazer pra crianças e alimentação natural, e nessa mesma região tem umas 3 lojinhas bacanas com cara de “Vila Madalena”. Uma boa opção pro final de semana! Como a Letícia citou, também tem o Cambuí, mas acho meio carinho. Gosto de lojas pequenas nessa região próxima a Cris Art, que ela falou, nas ruas Carolina Florence e Barão de Itapura, temos lojas de tecido e artigos de madeira, é só dar uma andada – de carro, ai.Mentira, dá sim pra ir a pé, mas são ladeiras!

    Sou totalmente partidária do interior, não moraria nunca em SP – sem preconceito, entendo quem ame aquela doidera – mas reconheço que Campinas não tem minhas características favoritas do interior (embora Barão e Taquaral até tenham) e sofro com isso, mas continuo aqui por conta das pessoas queridas e do trabalho que amo.

    E sobre o apê alugado, lembro de uma edição recente da Minha Casa (ou seria Decorar mais com menos, não lembro) que colocava algumas dicas parecidas com o que você levantou, mas é realmente um dilema angustiante. Já que vocês estão investindo na coisa do carro, eu esperaria a chegada dele para ver se vocês se adaptam à localização do apartamento, e se não rolar mesmo e vocês resolverem procurar outros lugares, ainda não investiram no apartamento em si. Mas é a minha opinião pessoal, o que eu faria na sua situação.

    Bjos!

  30. Kiki, obrigada pelo comentário. Posso fazer um post sobre isso sim, mas em SP tem muitas opções. De cara, posso recomendar a R. Cardeal Arcoverde, que tem vários antiquários. Se você for em um sábado, pode ainda pegar a feira da Praça benedito Calixto (ali perto), que é uma feira de antiguidades. No vão do MASP, aos finais de semana, também tem uma feira. No bairro da Santa Cecília, há tantos antiquários que o bairro inteiro parece uma velharia. =) Eu adoro.

    Em todos os bairros há lojas assim, sebos, brechós. Acredito que seja igual em qualquer outra cidade com história, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador etc.

  31. Thais,
    eu mal comento aqui, mas fiquei angustiada com você. Entendo perfeitamente o que está sentindo, conheço Campinas, sou paulistana e já morei em apto alugado. De qualquer forma, é realmente dificil adaptar-se à situações tão corriqueiras e ao mesmo tempo tão complexas. Às vezes vou à casa de alguém e vejo uma decoração despojada e penso: nossa, pq nao sou assim? porque levo tudo tão a ferro e fogo? mas lendo teu post, me enxerguei, porque toda essa sua angustia, eu passo tambem e olha que moro no meu apto proprio (ha 3 anos) e mesmo assim, falta de grana, dificuldades com umidades, espaços, praticidade, me perseguem. O que desejo é que você tente relaxar com tudo isso, sei que não é fácil e queremos ter tudo sob controle, mas sei que conseguirá e no final (como sempre), achará a melhor solução. Um beijo! Boa sorte e qualquer coisa, grita! 😀

  32. Anna, amei seu comentário, obrigada. Não sabia que você era de Campinas. Me dê mais dicas, pls! =)

    Eu trabalho na Unicamp. Gosto bastante de Barão. Nós optamos por morar em outro bairro porque precisamos estar perto da rodoviária e também porque em Barão é tudo bem mais caro. O fato de não ter delegacia e o posto policial fechar às 17h contribuiu muito também, hehe. Se eu não tivesse o filhote, não veria tanto problema, mas depois que me tornei mãe acabei ficando com alguns medinhos.

  33. Oiii Thais, eu acho engraçado essa diferença entre interior e capital… o povo do interior não sabe como o pessoal da capital sobrevive sem carro, e o pessoal da capital não entende como o povo do interior vive só com carro…rsrs
    moro em Sorocaba e não sobrevivo sem carro, aqui tmb é bem complicado esse negócio de necessitar de transporte público, na época em q eu fazia faculdade por exemplo eu trabalhava na raposo tavares e a faculdade tmb na raposo em uma distância mais ou menos de 10 km.. considerando essa distância em uma rodovia eu levaria de carro menos de 10 minutos, pois de ônibus eu levava 1 hora, as vezes até mais dependendo do trânsito.. não aguentei e comprei um carro, nada se comparava eu poder sair do trabalho, ir pra casa, tomar banho, comer e então ir pra faculdade…é tempo ganho, por mais que eu gastasse menos no meu ponto de vista nada é comparado com o conforto e tempo perdido.
    Eu adoro ir a são paulo pra ir fazer compras e só, eu não aguentaria viver lá, naquele trânsito, aqueles ônibus/metros lotados, empurra empurra, pra carregar várias coisas/sacolas então é um sacrificio…
    eu acho que realmente qnd vc comprar um carro vai mudar toda a sua visão sobre campinas, não conheço aí… mas pelo q percebemos todos do interior sofrem com o msmo problema, transporte público e é por isso q em toda garagem é normal se ver 1…2…3 carros.

    já com a sua casa, acho q ela está lindaaaa… mas se vc se sente melhor se pintar, acho q deveria pintar sim… é tão ruim vc ficar imaginando que qnd vc tiver a sua casa vc fará assim e assado, faz agora e depois vc se esforça pra fazer na sua casa tmb…

    adorooo seu blog.. não me canso de dar os parabéns…
    bjusss

  34. Thaís, tb moro num ap alugado, mas tenho a sorte do ap ser de um familiar, o que me deixa mais a vontade para mexer nele. Quando eu e meu marido nos mudamos para lá, fiz questão de pintar o ap todo; achei necessário pq acredito que a pintura renova as energias do ambiente. É um ap pequeno, mas eu quis pintar algumas paredes com cores diferentes e incluindo a mão de obra, gastei cerca de mil reais. Também teve o rack da TV, que precisou ser pregado na parede. Como o aluguel não é caro, e eu pretendo ficar nesse ap até ter o dinheiro suficiente para comprar o meu imóvel, achei que valia a pena. Mas é claro que corro o risco, assim como qualquer inquilino, de o proprietário solicitar o imóvel, e eu ter que me virar nos 30 para entregar como estava. No entanto, quando penso que em vez de morar naquele ap com “cor de terra” como era antes, eu moro num canto que apesar de não ser meu, tem a minha cara, fico feliz da vida. Há coisas que compensam. Lógico, se vc puder investir. É assim que eu penso. Hoje, temos uma reserva destinada aos reparos no ap caso seja necessário uma mudança repentina.

  35. Já salvei sua resposta aqui num documento. Primeiro sábado em que conseguir ir pra São Paulo, vou tentar “desbravar” suas dicas! =D

  36. Querida Thais, de uma passada no blog: casa de colorir. Lá tem ótimas dicas de decoração com custo zero e muito criativas. E idéias para quem tem apartamento alugado!
    Um beijo! (amo seu blog, parabéns!!!)

  37. Oi Thais,

    Não conheço Campinas, mas muita cidade do interior só funciona com carro mesmo. Não sei qual é a distância até o teu trabalho, mas não seria possível ir de bicicleta? Avalia, vê se o trajeto é amigável e tenta ir num fim de semana pra testar… quem sabe você não passa a curtir mais a cidade? Você disse que é 10 minutos de carro… de bicicleta deve ser meia hora. Aí vc já faz teu exercício e ainda chega de bom humor!

    Quanto a apartamento alugado… é mesmo um dilema. Dependendo de quanto tempo você pretende ficar no apartamento, você investe mais ou menos. Se você não está certa de ficar aí mais uns 5 anos, não investe em pintar parede, trocar luminárias… não vale a pena. Mas se vc decidir ficar alugando, é outra história. Tenho uma amiga que até reformou o apartamento alugado, ela mora lá há 5 anos e não pensa em se mudar… já ficou amiga do proprietário e tudo.
    E depois, dá uma pena danada você ter investido tanto no apartamento alugado e ir embora…

    Boa sorte aí!

  38. Tenho os mesmos dilemas sobre o que fazer ou não em um apartamento alugado. Mas cheguei a algumas conclusões recentemente.

    Quando ocupei o apartamento onde moro, não quis comprar armários novos para a cozinha, porque não sabia quanto tempo ficaria por aqui ou se seria possível aproveitá-los na próxima moradia. Só que já se passaram cinco anos e eu continuo com armários velhos e pequenos, minha coisas ficam amontoadas. Veja só, se eu tivesse comprado naquela época, já seriam cinco anos de uso, e eu olharia orgulhosa para minha cozinha organizada.

    Percebi que não podemos pensar no apartamento alugado como provisório e deixar para fazer tudo o que queremos apenas no próprio. Afinal, a vida é aqui e agora. No máximo, o que pode acontecer, é precisar repassar os móveis que não poderão ser aproveitados para outra pessoa, sendo em doação ou em venda.

    Ontem mesmo estava pensando sobre o box do banheiro (está em frangalhos), eu poderia deixar como está, pois agora sei que vou mudar definitivamente daqui a dois anos, mas, poxa, são dois anos da minha vida. Decidi que vou colocar um novo, vou investir, mesmo o apartamento sendo alugado. Não vou optar pelo melhor de todos, como faria na minha casa própria, mas um que seja bom e acessível.

    Agora preciso pensar sobre a raspagem dos tacos, há cinco anos penso nisso, mas uma hora eu decido.

    A propósito, adoro seu blog.

  39. SEi bem o q eh isso. Sou baiana de Salvador, morei um tempo em Paulínia, aí do lado de Campinas p motivos de trabalho. Morei numa senhora casa alugada, com espaço de sobra. No começo fiquei assustada de decorar pelos mm motivos, será q nao tem movel d+, se nao puder aproveitar p onde eu for, e tal. Ano passado me mudei p Porto Alegre, e aki nao axei casas em condominio (nao eh cultura ter condominio fechado e sim casa solta) entao procurei apartamentos. O q eu moro, deve ter a metragem das 2 salas junto c a cozinha da antiga casa, ou seja, muito reduzido. Meu dilema foi como acomodar tudo dentro desse novo espaço. Me virei nos 30, peguei um dos quartos p fazer sala de tv e tal. Deu p jeitar, mas nao esta como eu quero. A divisao interna do ap eh de dry wall, ou seja, nao posso pendurar nada!!!! Nao posso adiquirir nenhum movel, vaos de planta… Eh muito dificil… mas ja tenho previsao de mudar p outra cidade, entao tenho esperança de achar um imovel um pouco maior e q possa “trabalhar” nele melhor q esse q estou agora….

  40. Thais,

    vivo o dilema do apartamento alugado desde que casei, nessas, já morei no Rio de janeiro, passei um tempo em Macaé, em Campinas e agora estou em Santos (sou de SP), e as chances de eu continuar aqui são mínimas, então vivo a vida cigana e te digo, a cidade que mais gostei até hoje foi Campinas, quando estiver aposentada vou morar lá.
    Eu morava no centro e tive a oportunidade de explorar muito por lá e te digo que essa sua insatisfação passa. Não sou uma pessoa de carro, não gosto, só quando necessário e faço tudo que posso a pé ou com ônibus.
    Umas dicas: se vc não tem preconceito, procure os centros espiritas de Campinas, muitos tem brecho e já encontrei coisas inacreditáveis. Tem um Alan kardec no começo do Tapetão, tem um na Irmã Serafina (no centro) e na rua Benjamin Constant (prox Sen Saraiva) tem várias lojas que vendem móveis usados dos mais diversos, só perguntar e sempre tem algum carrinho que faz frete. Além de pedir dicas de outros lugares.
    Para artesanato o lugar mais barato e com muita variedade é na rua Costa Aguiar, tb perto Sen Saraiva (http://goo.gl/maps/Zsj6U ) faz um passeio com o Google Maps que vai ver. Fora que todos os ônibus da cidade passam pela Sen Saraiva (é onde tem um terminal também)
    Aliás, dê um pulinho em Pedreira, tem muita coisa legal e vale o passeio, mesmo de ônibus dá pra aproveitar.
    Gostei de Campinas porque era mais limpo e mais tranquilo que SP e Rio. Mas opinião cada um tem a sua. Como eu digo, agarre-se às coisas boas que as ruins ficam pequenas.

  41. Olá Thais, adorei o seu post e posso dizer que me identifico totalmente. Eu morei no interior por 12 anos e sempre trabalhei em SP, exceto por um curto período de 1 ano que tentei trabalhar na mesma cidade mas não deu certo. Praticamente todo o tempo trabalhei na Zona Leste de SP e para cá não existe fretado. Parece que todas as pessoas do mundo que vivem em outra cidade trabalham no centro de SP. Por dois anos trabalhei no centro e fazia o percurso de fretado, mas p/ a ZL não tem jeito, é necessário um carro mesmo. Agora, estou morando em SP novamente e montei um escritório em casa mesmo, não é o ideal, pois tenho funcionários e as coisas, por mais que tente dividir, acabam se misturando um pouco, mas é o que dá para o momento. Por outro lado, não posso reclamar pois se antes eu levava de 1h e meia até 2h para ir e voltar do trabalho, hoje é só descer as escadas. Mas minha casa é de aluguel e tb temos essa preocupação com o que fazer. Na verdade minha decoração se restringiu muito com a mudança e tenho tantas outras prioridades que agora me preocupo apenas com o básico mesmo, apesar de às vezes dar vontade de mudar muita coisa, eu acabo contendo a vontade diante do custo e da indefinição do futuro.
    Nossa maior dúvida,agora, é com relação ao nosso cachorro. Sempre tive cachorros, em Atibaia cheguei a ter três. Dois morreram e fiquei apenas com uma que já está velhinha. É uma Dálmata, muito mansa mas muito cuidadora da casa e, como moro numa casa sei que precisarei de um cachorro para tomar conta. Por outro lado, como não sabemos se continuaremos aqui, ou iremos para um apartamento fica difícil tomar essa decisão. Ela já não vai durar muito, talvez mais um ano, se tanto, e meu contrato ainda dura mais 1 ano e meio, portanto, se ela ainda estiver viva até lá terei de torcer para renovar o contrato pois em outra casa dificilmente teremos o espaço que ela merece.
    Assim, é mesmo difícil tomar decisão quando vivemos de aluguel, nunca sabemos o que o futuro nos reserva e quais as decisões que teremos que tomar. Agora não saberia nunca ficar sem carro. Qdo nos mudamos p/ SP a intenção era mesmo ficar sem carro por economia, mas com filho e tendo que fazer diversas visitas a clientes chegamos à conclusão que ônibus seria muito difícil, e táxi muito caro, sem contar que em uma emergência, com criança fica muito complicado, enfim, não sei viver sem carro, tenho carro desde os 18 anos.

  42. Oi Thaís,

    Entendo bem o que você passa… morei até os 20 anos em SP, aí me casei e por causa da violência, decidimos nos mudar para o interior…
    Campinas é enorme perto da cidade em que fomos morar que não tinha nem 40 mil habitantes, não tinha mercado depois das 8h da noite e só uma padaria abria aos domingos… senti muita falta de shopping… e até hoje sinto…
    Hoje moro em Botucatu, que tem menos de 200 mil habitantes, não tem shopping, tem apenas 1 sala de cinema na cidade e um comercio bem pobrinho… mas em compensação, rapidinho eu estou em casa, moro em uma casa com um amplo quintal, adoramos cozinhar para os amigos e isso em SP não dava para fazer, pelo tempo, pelo espaço…
    Quando sinto muita falta de cidade grande (o que acontece a cada 6 mesese, em média), vou para SP, visito museus, me esbaldo de visitar os pontos turísticos, lojas e shoppings… assisto shows… e posso te garantir que hoje eu curto mais SP do que quando morava na cidade e corria alucinada para cima e para baixo…
    Minha sugestão é que você não deve ter medo de se aventurar pela nova cidade, sempre que precisar de algo pergunte aos seus colegas de trabalho onde eles indicam…
    Eu, por exemplo, conheço Botucatu melhor do que muita gente que nasceu aqui… e poucas vezes sinto falta de algo aqui… e quando isso acontece, sempre tem as lojas on line…

    Quanto ao apto alugado, isso é horrível… a gente não tem ânimo para nada, pensa que nada vai combinar depois (e não combina mesmo)… mas acho que vale a pena investir em coisas baratinhas mas que dê um ar mais legal na casa…

    beijos e boa sorte…

  43. Oi, Thais!

    Geralmente eu não comento, não, fico na janelinha e deixo a troca de ideias lá pro Fly – apesar de ter seu blog no meu feedreader.

    Mas dessa vez não tem como deixar passar, pois estou totalmente na mesma situação que você… só que em outro Estado.
    Eu e meu marido somos cariocas da gema, criados com muito mate e biscoito Globo. Só que esse ano viemos morar em Macaé-RJ, por causa do trabalho dele. Foi um choque sair da capital. O interior, por mais desenvolvido que seja, como é o caso de Campinas, ainda é interior.
    O problema do transporte é o mesmo: é uma cidade para quem tem carro. Não há transporte público decente e nem espaço direito para andar a pé, muitas vezes (!!). Nós até temos carro, mas eu tenho carteira há 1 mês e não me sinto segura para dirigir sozinha. Conclusão: dependo do meu marido para tudo, ou eu fico presa na torre do nosso castelo. rs
    Isso é muito esquisito. Onde eu morava no Rio, usava metrô para tudo! Não tinha a menor necessidade de ter carro.
    Sobre a casa, nós aprendemos da pior forma: como sabíamos da possibilidade de sermos transferidos para cá, largamos de mão nosso apartamento (também alugado) no Rio. E foram meses bem ruins, pois não tínhamos prazer nenhum naquela casa. Como a Patricia falou no comentário acima, não dá para pensar apenas financeiramente, mas também na nossa qualidade de vida.
    O lado bom do interior é que também conseguimos alugar um apartamento primeira locação, lindinho, que nos dá muito prazer. Aqui, poderíamos até comprar um apê – coisa que no Rio, no momento, é inviável, pois a especulação já ultrapassou qualquer barreira! – mas aí entra a questão: comprar onde nãoo queremos ficar permanentemente? Toda a nossa família e amigos são no Rio.

    Mas o que eu quero dizer mesmo é o lado bom disso tudo. Apesar do choque inicial, no vínculo muito forte com o Rio, aliás, da paixão pelo Rio, temos que admitir que a nossa qualidade de vida é muito melhor aqui. (E foi uma confissão difícil para nós).
    Meu marido está em 10 minutos no trabalho, na hora do rush.
    Com o auxílio que ele ganha pela transferência, eu pude sair do meu emprego no Rio sem muito peso e começar a estudar para concurso, que foi o que eu sempre quis desde que entrei na faculdade.
    Podemos frenquentar o clube, que também fica a 10 minutos e com isso eu comecei as aulas de Tênis e Pilates (coisa que no Rio seria impagável).
    Os lugares não são cheios, então não temos problema para estacionar: vamos ao shopping qlq hora, aos restaurantes qualquer hora, no cinema qualquer hora.
    A vida é mais calma, as pessoas, também.

    Apesar da imensa tristeza de deixar o Rio, o mais importante é viver a vida de hoje, aproveitar o que há de bom aqui hoje e esquecer o que tinha no Rio que não tem aqui. A praia, por exemplo, é passado, mas aqui eu posso correr no calçadão todo dia: no Rio, levaria meia hora de carro e, dependendo do horário, é só para quem mora perto.

    A adaptação é muito difícil, mas tentamos encarar isso como uma oportunidade que não queremos perder.

    Sobre a casa, investimos dentro do razoável. Pintar as paredes ficou de fora… Fica pro nosso futuro apartamento. Mas compramos os móveis que queremos: podemos levar e, se não der certo, aproveitar pelo menos parte deles ou doar, trocar com alguém.

    É isso. Bom saber que não sou a única nessa situação.

  44. Nossa Thaís, como me identifico!

    Me mudei pra Campinas há 2 anos, vinda de Belo Horizonte. Eu simplesmente não consigo me adaptar a cidade! O primeiro parágrafo da Anna resume perfeitamente o que eu sinto aqui “Campinas soma o que há de ruim numa cidade como São Paulo (trânsito, sujeira, stress) mas não tem o que tem de bom por lá (metrô, opções culturais, coisas 24h). Por outro lado, tem coisas ruins de uma cidade do interior (é bem provinciana), mas não tem o lado bom, da tranquilidade, de conhecer o seu vizinho, essas coisas.”

    E veja, a gente tem carro aqui em casa, mas fica com meu marido e eu não dirijo (tenho carta, mas não dirijo). Você acha que isso é suficiente (pro nosso caso)? NÃO. Eu ainda levo 2 ônibus para chegar ao trabalho (sendo que de carro são 10 minutos, mas eu trabalho prum lado e meu marido pro outro). Me sinto dependente, tenho uma dificuldade imensa de me deslocar pela cidade. E todo mundo fala: ‘compra um carro pra vc’. Não gente! Isso não tá certo! Mesmo se eu tivesse dinheiro pra isso (que eu não tenho), não tá certo uma casa com duas pessoas ter dois carros. Isso não deveria ser natural! É um absurdo isso! (deu pra ver que mexe com meus brios né, rs)

    Olha, eu tento e tento. Eu fico meses me policiando para não reclamar de Campinas. Eu me esforço de verdade para ver o lado bom da cidade. Mas tá difícil.

    E isso acaba me afetando de outra forma: como eu não gosto daqui e a cidade é uma coisa importante pra mim (morei metade da minha vida numa cidade de 60k hab no interior de MG, fui pra BH depois vim pra cá. sinto claramente o retrocesso) eu não consigo me imaginar morando aqui por muito tempo. Eu tenho a casa própria (ufa!) mas é aqui. E eu sei que parece ingratidão e tudo mais, mas eu fico me negando a fazer grandes mudanças (principalmente compra de móveis) porque eu sinto que é uma casa temporária. A situação é completamente diferente da sua, o meu problema é um bloqueio psicológico e não circunstancial como o seu =). Mas é um incomodo, certamente.

    enfim, só aproveitando seu desabafo pra fazer o meu :))

    Obrigada pelo post e compartilhe as dicas que vc achar da cidade. Quem sabe não me ajudam a gostar um pouco mais daqui? 😉

  45. Nossa, Carina, eu poderia ter escrito esse comentário.

    Débora, minha família por parte de pai veio de São Manuel. <3 Eu ia muito para Botucatu quando meus bisavós estavam vivos.

    Simone, obrigada pelas dicas.

  46. Olá, Thaís!

    Estou adorando seu site, desde que comecei a lê-lo não paro de recomendá-lo.
    Também estou em processo de adaptação aqui em São José dos Campos, depois de morar um longo tempo em São Paulo. Também estou em uma casa alugada, mas felizmente, estou bem satisfeita com a estrutura (jamais moraria em um apê igual em São Paulo, por tão pouco).
    Não quero entrar na questão da falta de transporte público, nem ferir nenhuma filosofia, mas o carro transformou minha vida ;D. E ter um carro no interior é bem mais barato que na capital: estacionamento, inspeção veicular, seguro. Tudo fica mais em conta.
    Meu esposo é de São José dos Campos e todo o tempo que morou aqui não teve carro. Ele sempre comenta que a vida dele mudou muito aqui, porque agora temos veículo e ele pode conhecer um outro lado da cidade que ele nem imaginava que existia.
    Também posso garantir que hoje curtimos muito mais São Paulo do que quando morávamos lá. São Paulo agora só para turismo e para os nossos trabalhos como músicos.
    Campinas, assim como São José, são cidades elitistas, de grande poder aquisitivo e centralizadoras em suas respectivas regiões, mas ambas ainda conservam algo de bucólico e familiar, elementos muito importante para quem está se desenvolvendo, como o seu filhinho. Sou professora de música e trabalho em escolas de São Paulo e de São José. A diferença entre o temperamento das crianças é gigantesca. Enfim, não são só os adultos que ficam estressados com as intempéries da pauliceia.
    Estou muito feliz com minha nova cidade, mas acho que toda adaptação precisa ser movida por valores, que partem de dentro da gente e dão significado a tudo. Talvez seja necessário rever os motivos que a levaram para aí. Quando faço esse exercício sempre tento me lembrar do sufoco no metrô, na falta de cordialidade, na impessoalidade, na falta de cuidado com a cidade. E se sinto saudade da noite paulistana, vamos para lá, saímos com os amigos, dormimos num hotel e voltamos para casa…

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