Áreas da Vida

12 meses.

Paul segue no tratamento, mas já melhorou 80%! Ainda segue com tossinhas esparsas, mas ele não está mais pálido (eu estava desesperada com isso), está dormindo bem (normalmente) e voltou com o apetite de leão habitual. A questão do apetite foi a que mais me deixou tranquila, porque ele sempre comeu super bem e de repente não queria comer. A dificuldade atual com relação à comida tem sido o leite (Ninho Fortificado), que ele não está gostando muito e recusa às vezes. Não sei se é o caso de tentar com o ninho 1, mas meu “medo” é que este não é leite em pó, mas uma fórmula distinta. O mais importante de tudo é que ele está super bem disposto e, se não fosse pela (pouca) tosse, eu diria que ele está 100%.

Foi uma pena não termos conseguido passar na pediatra segunda, pois quero que algum médico acompanhe esse tratamento, mas semana que vem iremos sem falta nem que seja no pronto-socorro. O problema desse feriado prolongado é que fica complicado pegar condução em São Paulo (o número de ônibus e metrôs diminui drasticamente e a espera é enorme – imaginem isso com um bebê). Mas o Paul está realmente melhor com o tratamento dado pela médica, então não estou mais tão preocupada, desesperada para levá-lo ao médico.

O que temos feito é dar os remédios, fazer inalação três vezes por dia, agasalhá-lo melhor (sempre está com meias, por exemplo, mesmo no calor) e evitar sair com ele de casa. No máximo damos uma voltinha na rua ou vamos ao parquinho. Pegar ônibus e metrô, nem pensar. Lugares cheios, menos ainda. Também não saímos com ele depois das 16h, porque já considero início de noite e o tempo sempre pode mudar. Está tudo indo bem e a cada dia que passa ele está melhor. Tenho certeza que até semana que vem ele estará completamente bem.

Uma coisa que me assustou ontem foi que pedimos pizza e, quando eu entrei na sala com a embalagem na mão, ele disse “papá”! Enfim, ele sabe que naquela embalagem de papelão tem coisa de comer. Tudo influencia nos nossos filhos e precisamos ter mais cuidado. Também fico me perguntando até que ponto precisamos deixar de fazer tudo o que sempre fizemos. Será que ele não tem que ser como a gente? Ainda pensando nisso com muito, muito cuidado.

O bom é que ele come bem e de tudo. É curioso com comida e o importante é comer junto com a gente. Às vezes ele não quer mais comer, então sentamos para almoçar e ele come mais um pouco, só porque também estamos comendo. Uma das coisas boas do meu emprego atual é que posso pegar um ônibus e almoçar em casa. É perto e gasto menos do que se almoçasse perto do trabalho. O fato de ter 1h30 para almoçar também dá uma tranquilidade maior. Então eu chego, dou almoço para ele enquanto o Ande faz o nosso, comemos e ainda fico brincando com ele um pouco antes de voltar. Isso mudou bastante a nossa dinâmica e estamos todos mais felizes.

Acho engraçado como o Paul não gosta muito de arroz e batata. Ele adora segurar um pãozinho francês na mão e ficar mordendo. Também adora feijão. Coisas doces, não muito. Ele prefere suco de laranja normal ao de laranja lima, por exemplo. O bom dessa idade é a liberdade e a autonomia maior na hora de se alimentar. Ele gosta de beber sozinho com o copinho e já sabe até sugar líquidos com um canudo (mas o copo precisa estar cheio). Às vezes ele tem preguiça e não segura o copinho (ainda não entendi qual é a dele). Comer sozinho, só coisinhas como pão, bolacha e frutinhas – nunca pegou a colher com a comida, por exemplo.

Ele ainda tem somente dois dentinhos embaixo. Já li que é normal etc, mas estou super ansiosa para nascerem logo os outros. E sim, já escovamos com escova e pasta. Ele adora!

A palavra que ele mais fala, disparado, é “tic tac”. Antes era só para relógios, mas agora tic tac virou gíria para tudo que o deixa feliz. Se ele acorda de manhã, fica de pé no berço, olha para a gente e diz: “tic tac!”. Se a gente acende a luz, é tic tac. Tudo é tic tac. A gente até brinca dizendo “nossa, que palavra nova você aprendeu!”, haha. Ele também fala “mamã” em momentos críticos (tipo querendo sair do berço), “papá” (serve para comida e papai mesmo), “titi” (titio), “bobó” (vovó), “ah” (água), “tetê” (leite) e os comuns “nananá” e “dadadá”. Tem também o “buddy” (genérico).

Apesar de ficar de pé e andar se segurando e apoiando nos móveis, ele ainda não está andando sozinho e fica poucas vezes de pé sem se apoiar. Eu nunca vi (mimimi), só o Ande. Mas ele continua engatinhando super rápido. Talvez por isso ele não tenha andado ainda – é mais rápido fazer do jeito que ele já sabe. Minha avó deu de presente de aniversário para ele um carrinho de sorvete de madeira, para ele empurrar. Tivemos que colocar algumas revistas dentro para ele não cair (ele estava se apoiando em vez de empurrar), mas ele já está pegando o jeito.

Carrinho igual ao dele.
Os picolés de madeira são um barato!

O sono dele finalmente voltou ao normal e, como sempre, ele alterna o berço com a nossa cama. Pega no sono com ou sem a gente e agora já pede para dormir, o que eu acho fofo. Nós o colocamos no berço depois do banho e ele dorme até umas 23h, quando damos a mamada dos sonhos (às vezes ele acorda, mas na maioria das vezes não), e a novidade é que ultimamente ele tem rejeitado essa mamadeira, mesmo dormindo. O problema disso é que ele acorda chorando muito mais desesperado de manhã, pelo que eu reparei. O horário oficial do despertar é às 7h. Se ele dormiu ou se cansou muito na noite anterior (se teve um aniversário, por exemplo, ou dificuldade para dormir, por causa da tosse), acorda mais tarde, mas dificilmente passa das 9h. Aliás, nem lembro a última vez que aconteceu. Atualmente, ele dorme no máximo até umas 8h ou 8h30.

Como todo bom ariano, ele é nervosinho e reclama demais se tiramos algo dele ou não o deixamos fazer algo. E a obediência não é o maior forte dele – se ele vai fazer algo errado (apertar o botão da TV, por exemplo), fica olhando para a nossa cara, como querendo dizer: “não sei se vocês estão sérios ou brincando, mas eu quero pagar pra ver porque eu sou safado”. Isso resume. Nós colocamos protetores de quinas no rack da TV e ele arrancava todos e jogava longe. Precisamos colar com super bonder porque as quinas eram realmente perigosas.

Ele nunca foi muito fã de TV, mas agora presta atenção durante uns 5 minutos se deixamos em algum canal de desenhos (Discovery Kids). Mas ele não curte ficar olhando muito tempo para o mesmo lugar, então logo se distrai. Aquela coisa de a criança ficar quietinha vendo TV não rola com ele. Talvez sdeja fase, não sei, mas ele nunca se interessou muito.

Os brinquedos preferidos dele são: a bola gigante (temos uma bola transparente grandona que ele ama de paixão), um joão-bobo do ursinho pooh e (graças) todos os livros de brinquedo que ele tem. Ele é simplesmente apaixonado por livros e gosta de ver mesmo – vira as páginas, aponta os bichinhos e aperta os botões que soltam sons. Isso me deixa super orgulhosa. Outro dia fomos até a Livraria Cultura e ele passeou alegremente comigo pelos corredores, cantando feliz. Achei tão bonitinho e espero mesmo que ele puxe a mim nesse aspecto, já que o Anderson nunca foi fã de leituras.

Uma coisa bacana que ele já sabe é identificar coisas e palavras, fazendo comparações. Se mostramos um bebê segurando uma bola no livrinho, por exemplo, e perguntamos “onde está a bola do Paul?”, ele já olha para o canto onde está a bola. E ele também vira as imagens para o lado correto. Se você mostra um livrinho com a mamadeira de cabeça para baixo, ele vira do jeito certo.

Ele aprendeu a descer de costas dos lugares onde ele está, o que dá uma tranquilidade enorme. Mas nunca, nunca o deixei sozinho em cima da cama. Ainda não dá, tenho medo. Ele joga o bumbum pra trás com tudo na hora de sentar e eu tenho medo que ele dê uma cambalhota involuntária, rs.

E ele finalmente sabe pegar, virar e posicionar a chupeta sozinho! Demorou para ele fazer isso, mas ele finalmente sabe pegar a chupeta quando cai da boca dormindo e colocar de volta. A Tracy Hogg disse que isso ocorria por volta dos 10 meses, mas é claro que cada bebê é diferente e tem seu tempo. Com o Paul foi agora, aos 12 meses.

A música preferida dele atualmente é “brilha brilha estrelinha”. Considero preferida aquela música que, não importam as condições, quando alguém canta ele para na hora e fica curtindo. Isso quando ele não fica inclinando a cabeça de um lado para o outro, num excesso de fofura. Eu sempre me derreto quando ele faz isso. A outra coisa fofa que ele gosta de fazer é jogar tudo (tudo) para fora do berço quando ele acorda, como se fosse um ritual. Ele pega coisa por coisa: manta, travesseiro, cobertor, e joga no chão. Todo dia.

Espero que no próximo post ele já esteja 100% bem. Boa Páscoa para vocês!

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