Categoria(s) do post: Áreas da Vida

São 8h30, está chovendo e todo mundo está dormindo. Paul acordou às 6h30, dei a mamadeira e ele dormiu de novo. Não sei até que horas vai. Entre o Natal e o ano novo ele estava mamando entre 7h e 8h e dormindo até bem tarde, tipo 11h, meio-dia. Não quis arrumar a rotina porque no revéillon ele também dormiria mais tarde (porque fomos para a casa da mãe do Ande, senão teria sido normal por aqui). Acontece que ontem mesmo ele acordou mais cedo (às 8h) e hoje às 6h30, porque rolou no berço e bateu a cabeça na grade (nós tiramos o protetor da frente há uma semana, para não servir de trampolim). Mas ele tem dormido bem no berço – só no ritual do sono que é mais dependente da gente – aí entra aquela questão de eu não fazer as coisas sozinha etc.

Ontem eu estava relendo o livro rosa da Tracy Hogg e já planejando algumas ações para quando o Paul completar um ano, como a questão do desfralde etc. No capítulo do PU/PD, na parte sobre bebês de 8 meses a 1 ano, ela é enfática ao dizer como a paternidade acidental aparece em sua pior forma e que qualquer solução é mais difícil. Com relação ao que costumamos fazer, só acho que o ritual do sono está errado. Impossível colocar o Paul acordado no berço e ele adormecer sozinho – mesmo ele tendo feito isso até os seis meses, porque eu o ensinei assim. Passou dessa idade, o Ande ficou encarregado de colocá-lo e sempre preferiu fazê-lo dormir na cama com ele, para depois colocar no berço, e então ferrou-se. Gostaria de mudar isso, mas não sei como. Ele já está super acostumado e é um procedimento rápido, mas penso no futuro, pura e simplesmente. Vocês se lembram que eu já comentei diversas vezes aqui sobre a questão de não monopolizar a educação do filho se pai e mãe pensam diferente? Pois é. Longe de querer jogar a culpa nele, mas esse é um exemplo.

Eu quis entrar aqui e comentar algo pois tenho medo de esquecer e não registrar. Paul sempre gostou de música, qualquer uma, mas tem suas preferências. Quando a minha avó fica com ele, ela muitas vezes o coloca no carrinho e fica na garagem balançando e cantando “vamos passear no bosque, antes que o seu lobo venha… venha, seu lobo, venha, seu lobo!”. Ele adora! E agora é a música que o faz parar de chorar se faz alguma manha na hora de dormir. O mais engraçado de tudo é que, quando termina a música, ele está olhando fixamente para o teto, com a chupeta na boca, então emite um “ham!” alto, como se estivesse pedindo para continuar a cantar. E é muito isso mesmo porque já fiz alguns testes e acabo dando risada, porque é tão engraçado. No dia 31, que precisamos pegar três metrôs e dois ônibus para ir à casa da minha sogra (dies), quando ele ficava entediado eu cantava a tal música, e quando terminava ele fazia o tal “ham!”. Daí toco eu a cantar novamente.

Ontem, voltando para casa, só tive mais certeza de como precisamos de um carro. Eu sinceramente nunca fiz questão, sempre gostei de andar a pé e não me importava com transporte público, mas com criança não dá. Além do tempo que se perde esperando um ônibus passar (e a criança ficando impaciente), tem a questão da “bagagem”. Sempre tem a mochila cheia de coisas quando precisamos ir para a casa da mãe do Ande e deixamos de levar muitos itens essenciais por conta disso. Carrinho, cadeirinha de colocar na mesa para comer etc. Quando eu arranjar um novo emprego, vai ser a primeira providência: juntar dinheiro para o carro. E também facilitará horrores para o Ande com relação à banda e tudo o mais, porque carregar equipamento às vezes cansa.

Sinceramente, também ainda não sei o que eu farei com o blog, se privatizarei ou não. Por um lado, é a coisa certa a ser feita, mas por outro, acho que só tirar as fotos já é ok. Enquanto eu não coloco no ar o outro blog que tenho em mente (e nem pensei em nome, fiz planejamento, nada, só tive a ideia), acho que vou levando assim. Veremos.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

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(Imagem: Getty Images)
Suas posses. Todos nós temos coisas de acordo com o nosso poder aquisitivo. Para alguns, é normal ter uma casa em cada praia preferida, enquanto outros sequer tem uma casa própria. Avalie o que você possui e procure abrir mão de algumas coisas. Menos posses significam menos contas, menos problemas, menos dor de cabeça. Será que não vale a pena alugar uma casa na praia em vez de ter uma permanente lá? Você realmente precisa ter uma casa a mais somente porque sua condição financeira permite? E mais de um carro?
Sua alimentação. Informação não falta a ninguém: todos sabemos que alimentos processados e industrializados fazem mal, então por que comemos? Comer menos também significa manter o cérebro ativo, “com fome”. Já reparou no estado letárgico que ficamos quando comemos demais? Isso não é saudável nem produtivo. Coma menos.
Seus compromissos. Ninguém tem tempo nos dias de hoje – fato. Será que não temos compromissos demais? É claro que a maioria deles, principalmente os compromissos relacionados ao trabalho, é praticamente inadiável. Mas aquelas 32 reuniões semanais precisam mesmo acontecer? E aquela viagem de vistoria da empresa, precisa ser mensal? Ter compromissos pessoais e profissionais é uma ótima maneira de nos manter vivos e ativos, mas compromissos demais também não são uma coisa assim tão boa. Procure reduzir o que puder. Ficar sem fazer nada não é crime.
Sua vida online. Ninguém precisa estar sempre conectado às redes sociais, a não ser que este seja o seu trabalho. No seu uso pessoal é possível reduzir, de qualquer forma. Não é necessário entrar todos os dias no Orkut ou no Facebook, postar cada passo no Twitter e por aí vai. Perde-se um tempo enorme nessas redes.
Seus objetivos. Ter metas e objetivos é fundamental para termos sucesso em diversas áreas da nossa vida, mas às vezes nos afogamos no cronograma que montamos para nós mesmos. Todos nós podemos ter tudo o que quisermos, mas precisa ser ao mesmo tempo? Será que o mestrado não pode esperar mais alguns anos, de modo que você possa se dedicar mais aos seus filhos pequenos?
Seus contatos. Ninguém é obrigado a atender o telefone toda vez que ele toca, nem a responder um e-mail imediatamente ou uma mensagem no celular.
Seus pensamentos negativos. Ninguém precisa assistir ou ler notícias desagradáveis diariamente. Poupe sua cabeça desse tipo de informação, que só ocupa espaço e gera frustração. Quando pegar a si mesmo pensando em algo de forma negativa, discipline-se para cortar o pensamento imediatamente. Ver o lado negativo não leva à nada.
Suas dívidas. Se você tem dívidas financeiras, esforce-se para quitá-las e não faça outras. Simples assim.
Suas palavras. Fale menos e ouça mais, pois geralmente todo mundo fala demais. Seja diferente pelo fim da poluição sonora. O silêncio vale ouro.
Sua capacidade de fazer mil coisas ao mesmo tempo. Já foi-se o tempo em que fazer diversas atividades ao mesmo tempo era considerado algo louvável. Vale muito mais a pena fazer uma coisa de cada vez e bem. Deixe para fazer mais tarefas ao mesmo tempo quando elas não demandarem atenção – tarefas no automático, que você não precisa se concentrar para fazer. Para que tanta pressa? Sua vida está passando por você sem que você perceba.