Categoria(s) do post: Rotinas

Faz tempo que eu não escrevo aqui sobre o Paul, em parte porque a minha vida está uma loucura nos últimos tempos (uma loucura boa, diga-se de passagem), com toda essa história de bandas, empregos, sites, reforma em casa etc.

Essa semana fiz quatro entrevistas, os pedreiros vieram fazer pequenas reformas no banheiro e na cozinha e eu saí na sexta à noite pela primeira vez! Assim, de ficar a madrugada inteira fora, outra pessoa colocar o Paul para dormir etc. Ande faria dois shows em lugares diferentes e nós o deixamos na casa da mãe dele. Ele dormiu às 21h e só acordou quase às 6h, quando chegamos (!!!), tomou o leitinho e dormiu. Acordou às 8h de vez e nós ainda dormimos até 11h e pouco, enquanto a minha cunhada e os meus sogros ficaram com ele.

Fiquei muito contente por ele ter ficado bem (especialmente na hora de dormir), não chorou nadinha e foi bem tranquilo. E eu toda apavorada de madrugada querendo ligar mas com medo de atrapalhar! É ótimo saber que, quando eu quiser ver o Ande tocar, dá para ir tranquilamente porque o Paul fica bem. Não vou abusar, porque é cansativo ficar até a hora da banda ir embora, mas uma vez ou outra, se eu quiser, é bom saber que dá para ir tranquila.

Acho que vai muito da personalidade dele também, além da criação livre que estamos tentando dar. Ele reconhece a gente como pais, mas não fica grudado. Quando saímos, damos tchau e dizemos que já voltamos. Todo mundo nos critica, dizendo “ele vai chorar”, mas ele nunca chorou. Acho que algumas crianças choram justamente porque os pais não entenderam direito o período da ansiedade da separação e não fizeram pequenos jogos e brincadeiras para a criança entender que, quando a mamãe e o papai saem, eles voltam. Eu faço isso com o Paul desde sempre e ele aparentemente se acostumou, e eu quero continuar me despedindo quando precisar sair, em vez de ter que fazer isso escondido.

O sono dele ficou “desajustado” desde as festas de final de ano. Ele nunca mais dormiu direto das 19h em diante. Sempre dorme por volta das 18h ou 19h, mas acorda antes das 21h, voltando a dormir somente entre 22h e 23h. Sinto falta das nossas noites tranquilas mas confesso que temos aproveitado bem quando ele está acordado, brincando conosco. Tem sido bom também quando precisamos sair para fazer alguma coisa e ele tem que ir conosco. Como está MUITO calor aqui em São Paulo, acho que deve influenciar também na vontade dele de levantar. E ele tem acordado às 9h, mais ou menos, o que é um bom horário.

Ele dorme religiosamente 11h por noite. Se dorme definitivamente às 23h, vai acordar entre 9h30 e 10h. Se dorme às 21h, acorda às 8h. Às vezes, por volta das 7h, ele fica meio inquieto e damos uma mamadeira para ele. Ele toma o leite e segue dormindo. Tem dado certo por aqui. Como ele acorda tarde, corta a soneca da manhã e só dorme depois do almoço, por volta das 13h ou 14h (dependendo do horário em que acordou). Dorme cerca de 2h e, depois, só naquele horário do banho (entre 18h e 19h). Não acho ruim – ele apenas não desperta depois da mamada da manhã.

Ele continua alternando cama e berço, mas dorme mais no berço. Pega no sono conosco e depois vai para lá. Algumas vezes, ele pega no sono antes de chegarmos ao quarto (acho absurdo, haha), então vai direto para o berço. Sempre achei engraçadas aquelas fotos de crianças que pegaram no sono brincando ou subindo as escadas, por exemplo, mas parece que realmente acontece! De manhã, quando ele toma o leitinho das 6h ou 7h, ele vem dormir com a gente, senão chora. É, eu sei.

A novidade do momento é que ele aprendeu a dar “tchau”, acenando com a mão! Na verdade, ele levanta um pouco o braço e fica abrindo e fechando a mão, mas sabe que significa acenar, porque só faz quando dizemos “dá tchau, Paul!”. E ele é destro! Incrível como manipula bem tudo com a mão direita e, com a esquerda, é descoordenado. A tentiva de ter um filho canhoto chamado Paul foi por água abaixo, haha, mas lembrem-se que o Paul (McCartney) TAMBÉM é destro – ele só toca instrumentos canhoto. Vamos esperar mais alguns anos!

O primeiro vocabulário do Paul consiste em:

mamã = auto-descritivo, mas ele usa para pedir socorro para outras pessoas também. porém, ele olha para mim e diz “mamã” quando quer vir comigo.
papa = diz poucas vezes, mas já aconteceu.
vovó ou bobó = disse somente para a minha avó e para a minha mãe.
ah ou agh = água. ele geralmente diz quando vê a gente bebendo alguma coisa ou quando avista o copinho dele. acho fofo quando ele está comendo e pede para beber.
naná ou nanãn = geralmente quando quer comer ou tomar leite.
teté = dificilmente ele fala, mas é se referindo ao leite mesmo.
dadá = fala o tempo todo.
cach = “caca”. ele já aprendeu que, quando coloca algo que não deve na boca, aquilo é caca. antes mesmo de a gente falar, ele já diz “cach”. é muito fofo. ele também fala “cach” toda vez que ele vai pegar em algo e a gente diz que não pode. resumindo, os proibidos são todos “cach”.

Ele ainda vai demorar para andar, eu acho. Não fica muito firme quando o seguramos de pé, apesar de ensaiar alguns passinhos sozinho quando se apoia no sofá, por exemplo. Mas andar de verdade, acho que só depois de um ano mesmo. Mas sei lá, esses bebês são imprevisíveis – do nada começam a fazer algo novo! Uma coisa que eu adoro quando ele faz é ir até a caixa de brinquedos dele no quarto e ficar escolhendo o que ele quer. Ele tira os maiores da frente, joga para fora da caixa e de repente escolhe um. Daí senta no chão e fica brincando um tempão com ele, até enjoar.

Segunda-feira temos consulta na pediatra e ele vai tomar a primeira dose da vacina contra febre amarela (que deve ser dada aos 9 meses). Ele está super pesado e eu com uma dor terrível nas costas. Tem dias que só consigo dormir quando tomo um dorflex. Mas tudo bem, faz parte.

Os dentes de cima ainda não deram sinal de aparecer, mas os debaixo estão crescendo super rápido. E ele tem comido demaaais – enquanto você oferecer, ele come. Qualquer coisa. Outro dia, fez um escândalo querendo o açaí que o Anderson estava comendo. O Anderson teve que alternar as colheradas.

Depois escreverei sobre a nossa rotina, o que temos usado – aqueles posts tradicionais por aqui.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Imprensa

Na verdade já faz um tempinho, mas participei de uma reportagem sobre organização na revista Época e gostaria de compartilhar com vocês:

Reportagem na revista Época  (7 de janeiro de 2011)
“Chega de enrolar”

O segredo, como em tudo, é encontrar o equilíbrio. A publicitária paulistana Thais Godinho, de 29 anos, era uma organizadora obsessiva. Há três anos, chegou a um ponto crítico. Thais tinha tantas pastas para arquivar listas de afazeres, projetos e contas que não sabia mais consultá-las. As compras de Natal ela fazia em julho. Cobrava-se tanto que vivia estressada. “Quando o planejamento vira perfeccionismo absurdo, a pessoa acaba sem flexibilidade para viver”, diz Christian Barbosa, da Triad PS. “Planejar além da conta pode ser um tiro no pé.” Hoje, Thais diz estar convencida de que a melhor maneira para cumprir suas tarefas é simplificar. Ela mantém uma agenda em que anota seus afazeres. Em preto, estão as tarefas profissionais. Em azul, trabalhos extras. Em verde, compromissos pessoais. As compras de Natal foram postergadas – para outubro. Os parâmetros de Thais ainda são elevados para a maioria das pessoas. Mas é o que funciona para ela.
Categoria(s) do post: Carreira, Rotinas, Checklists

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  • Cheque os calendários para ver quais os feriados, eventos escolares e aniversários de amiguinhos, para ir se programando.
  • Limpar o armário, tirando as roupas que seus filhos não usam mais.
  • Organizar o quarto deles, deixando a escrivaninha bela e pronta para recebê-los no horário da lição de casa.
  • Fazer uma lista com tudo o que eles precisam, de roupas a itens de escola.
  • Organizar uma rotina de lavanderia mais intensa.
  • Planejar a compra de todos lanches para colocar nas lancheiras durante toda a semana.
  • Providenciar uma cópia do horário de matérias para acompanhar o dia-a-dia.
  • Aproveitar enquanto você ainda tem o controle de tudo…

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Hoje resolvi começar de verdade a minha dieta, ou voltar à reeducação alimentar, e não tem nada a ver com resoluções de ano novo ou o fato de ser segunda-feira. Eu estou naquele limite que, ou eu tomo uma decisão definitiva, ou esqueço de vez e largo mão. Como jamais faria isso, decidi emagrecer de vez.

A reeducação alimentar é para a vida toda e o emagrecimento será mais lento que qualquer outra dieta maluca que eu venha a fazer, mas pelo menos é definitivo, pois a pessoa reaprende a comer.

O plano alimentar é o seguinte:

Café-da-manhã: iogurte desnatado com cereais integrais (linhaça, por exemplo) + meio mamão
Lanche da manhã: uma fruta (banana é a mais comum)
Almoço: alguma proteína + bastante verduras e legumes
Lanche da tarde: três biscoitos integrais + queijo cottage light + um copo de leite desnatado
Segundo lanche da tarde: uma fruta ou um Activia
Jantar: alguma proteína + bastante verduras e legumes
Lanche da noite (ceia): uma fruta + uma taça de vinho tinto

O vinho é porque faz bem e também favorece o sono. A fruta vai ser leve, tipo um cacho pequeno de uvas ou uma maçã, não banana ou abacate, por exemplo. Pretendo alternar o café-da-manhã acima com ovos mexidos e as torradas integrais, especialmente se tiver algum compromisso de manhã e precisar ficar bem sustentada. Beber bastante água já faz parte do meu dia-a-dia, mas vou aumentar a frequência. Parei totalmente com os refrigerantes (mesmo os diet). Meu principal problema se chama pizza. É fácil, rápido, cômodo e eu adoro! Minha estratégia é pedir somente uma vez por semana (aos sábados), no máximo, e pedirmos uma brotinho – eu comerei um pedaço e o Anderson, os outros três. Sei que vai ser difícil, mas quando eu emagrecer eu volto a comer, oras, e então vou somente administrando. Como diz a Lolla, não pode enfiar o pé na jaca no início do processo de emagrecimento.

Eu estou sendo super influenciada pela minha amiga (e madrinha do Paul) Magna, que emagreceu 14kg desde junho do ano passado, fazendo reeducação alimentar acompanhada por uma nutricionista. Sendo assim, não vou comer arroz, feijão, pão e legumes como batata ou cenoura. A outra “regra” que adotei foi me alimentar de duas em duas horas, para não ficar com fome nunca. Obrigada, dear!

Mais uma providência é comer menos. Eu acho que meus pratos estavam grandes demais e, quando eu era magra, lembro que comia em um prato de sobremesa, para me policiar. Voltarei a fazer isso! E sempre comer um pedaço de alguma coisa em vez de dois ou três, aquela história.

Lembro que, quando eu era magra, eu lia muitas revistas sobre o assunto, o que ajuda a manter a neura para emagrecer, além de dar diversas informações e novidades, como algum alimento que faz isso ou aquilo pela pele e outras do tipo. Por isso, voltei a ler e acho que tem ajudado.

Os horários estão mais ou menos assim: 10h (café-da-manhã) – 12h (lanche) – 14h (almoço) – 16h (lanche) – 18h (lanche) – 20h (jantar) – 22h (ceia). Quando acordo mais cedo (ou o Paul acorda e eu levanto com ele), é só transferir para duas horas antes.

São duas as coisas mais difíceis de ser gorda: a disposição física e as roupas. É muito ruim subir qualquer ladeira e sentir que vai morrer, sem fôlego e com dores nas costas. Ninguém merece! Mas as roupas… juro que são o motivo principal. Eu amo moda e é muito difícil querer usar uma roupa e não poder simplesmente porque não existe do seu tamanho. Era tão bom usar calça 38… eu tinha até calça de couro! Claro que a preocupação com a saúde é o mais importante de tudo, mas sejamos sinceras, hehe.

Marquei uma consulta com um clínico geral no posto do SUS para fazer um check-up anual básico. Talvez ele me encaminhe para algum especialista – nem sei se existe nutricionista pelo governo. De qualquer forma, fazer um check-up sempre é bom para medir o colesterol e tudo o mais.

Estou confiante, enfim!

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

“Esse menino não para!” é a frase mais ouvida por aqui. E sinceramente: eu nunca vi um bebê da idade do Paul como ele. Não para quieto, se contorce, quer ver tudo e todos, pegar nas coisas. No entanto, a característica mais marcante da fase é a fala. Fica o tempo todo falando “dadadada” e similares, mas a novidade foi ter aprendido a falar “mamã”, “papá” e “bobó” (já saiu um “vovó” mesmo outro dia). Confesso que o mais frequente é o “mamã”, que ele utiliza em momentos de crise (enquanto eu estou preparando a mamadeira, por exemplo).

Tirando o episódio da febre sem explicação, ele tem uma saúde perfeita. Sei que isso faz parte da criação “sem frescura, mas na medida certa” que eu estou dando. Passamos esse final de semana na casa da minha sogra e, apesar de eles serem super cuidadosos e eu conseguir descansar horrores, acho engraçada a preocupação excessiva com o Paul em algumas coisas e a despreocupação total em outras. Por exemplo, Paul detesta meias. Detesta, mesmo no frio. É só colocar que ele fica chorando até tirar. E a mãe do Anderson achava que, se o Paul não ficasse com meias engatinhando, ele ia ficar resfriado. E que ele deveria pingar soro no nariz antes de dormir. Etc. No entanto, ela acha absurdo eu dar NAN para ele e garante que não sustenta, e que leite de caixinha é o melhor. Ok. A verdade é que é só concordar com algumas coisas, abstrair de outras e levar a vida adiante.

O sono dele bagunçou desde o natal e, aparentemente, estabilizou nessa bagunça. Agora ele acorda entre 10h e 11h, dorme à tarde e, depois, só à noite, por volta das 23h. Se eu acho bom? Claro que sinto falta das noites em que poderia me dedicar somente ao que eu precisava fazer que não fosse relacionado a ele, mas confesso que acordar algumas horas mais tarde tem feito com que eu descanse como nunca depois que ele nasceu. como logo devo começar a trabalhar fora, estou aproveitando as “quase férias”. O fato é que ele não acorda de madrugada há muitos, muitos meses e, apesar de eu ter me distanciado da “rotina ideal” da Tracy Hogg, a verdade é que, conceitualmente, ainda sigo o método dela. Ainda acho que ela é a melhor autoridade sobre o assunto e inadmissível que uma mãe deixe de ler, ao menos para ter conhecimento da genialidade dela (haha).

Ele está comendo muito! Um verdadeiro glutão! Ele está tomando três mamadeiras por dia (às vezes quatro) e meu objetivo é diminuir para duas (uma quando acordar e outra na mamada dos sonhos), substituindo todo o restante por comida. O intervalo de alimentação é de 2 a 3 horas. Quando ele toma leite, aguenta 3h, mas só deixo se ele dormir ou se sairmos. Às vezes ele come pouco, então reduzo o intervalo para 2h (mas é exceção). Na medida do possível, amasso a nossa comida mesmo para dar para ele. A pediatra disse que o ideal é ele estar comendo a mesma coisa (sem amassar) que a família toda quando completar um ano de idade, então estou fazendo assim, lentamente, e deu certo desde o início. Ele não rejeita sólidos, pedacinhos etc. Continua com apenas dois dentes, mas mastiga bonitinho.

Sobre a cama compartilhada, ele ainda pega no sono conosco, mas tem dormido a noite toda no berço. Às vezes ele dorme com a gente também. Depende do calor (se está muito quente, ele não gosta de dormir com a gente!) e da dificuldade para colocá-lo para dormir. Às vezes ele fica muito agitado e só dorme se estivermos juntos, especialmente na soneca da tarde. Lá na casa da minha sogra foi terrível, porque ele dormiu super pouco, querendo aproveitar a bagunça. Espero que, a partir de amanhã, a gente já consiga fazer a soneca durar bastante, como antes.

Estou escrevendo com pressa porque tenho um montão de coisas para resolver aqui depois de passar três dias longe da internet, então me desculpem pelo texto corrido, por favor! E sim, continuo trabalhando no site.  A ideia é colocá-lo no ar dia 11 de fevereiro. Torçam!

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Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Os últimos dias têm sido difíceis, bem corridos, até mesmo para mim – não gosto de reclamar da falta de tempo.

Ontem choveu tudo de uma vez durante umas 4h e aconteceu uma coisa muito ruim aqui na minha rua. Moro em um bairro legal, que nunca teve esse tipo de situação porque é um bairro alto. No quarteirão de cima da minha casa, existe um parque (onde eu vou com o Paul) que na verdade é um parque-reservatório da Sabesp, tem super tanque e tudo. E, com a chuva de ontem, o barranco que fica embaixo do reservatório (ou seja, sustentando o parque) simplesmente caiu com a chuva. Do outro lado da rua, tem uns seis sobrados iguais e o mais perto do barranco simplesmente deu perda total. Não demoliu a casa, mas pegou toda a área dos fundos e os bombeiros tiveram que derrubar todo o muro da frente para conseguir tirar o barro de dentro da casa. Tinha uma pedra de quase 1m em cima do fogão. Da rua, dava para ver a água descendo as escadas da casa como uma cachoeira – aquela água marrom, cheia de terra. Todos os moradores ficaram muito assustados e com medo do pior, pois um pouco mais para cima existe uma torre gigantesca de uma rádio, sustentada pelo mesmo barranco. Aparentemente, segundo a polícia civil, não tem perigo, mas a verdade é que ninguém sabe, pois o barranco é coberto por concreto. É como se fosse uma “casca” com chocolate derretendo por dentro – imaginem? Cheguei a entrar na casa da minha amiga da frente (que está a três casas de distância do muro que desabou) e dá medo. O barranco tem uns 20m de altura e, a qualquer nova chuva, pode continuar caindo e, segundo a previsão dos policiais, “varrer o fundo de todos os sobrados”. Estamos todos apreensivos. A minha casa não corre risco, exceto pelo medo da torre cair (ela está em uma subida e a minha casa está mais para baixo, então..).

Não conheço os moradores da casa, mas são um casal de velhinhos (que passaram a noite na casa da minha amiga, coitados) e alguns jovens, talvez irmãos, não entendi. Mas todos eles acabaram indo para um hotel, teoricamente pago pela prefeitura. Precisamos esperar para ver o que vai acontecer e rezar para não acontecer nada pior.

Ontem fui dormir às 3h da manhã… até o Paul ficou acordado até tarde. Ele acordou com a movimentação e os gritos na rua (por volta das 21h) e dormiu somente à meia-noite e meia. Ainda não conseguimos arrumar o horário dele desde o Natal, mas pelo menos ele tem acordado tarde (entre 10h e 11h).

Estou exausta, mas tentarei escrever mais por aqui. A coisa de privatizar/receber pedidos me desgastou.

A febre dele passou.

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Categoria(s) do post: Família

Paul estava com tosse ontem. Pensei que ficaria gripado depois da febre e tossindo, mas hoje ele acordou bem, sem tossir e animado. Menos mal!

Ontem o Anderson foi tocar no interior e eu ficaria sozinha com o Paul à noite. Estava receosa porque o Anderson “estragou” o Paul, digamos assim, acostumando-o a dormir com ele, e eu sabia que na primeira noite fora o Paul daria um showzinho particular, sentindo falta do pai. Ele dormiu normalmente às 19h30, mas acordou bastante por causa da tosse. Às 21h30, acordou de vez. Aproveitei para lavar as mamadeiras, arrumar o quarto etc, porque quando eu estou sozinha não dá para querer fazer tudo perfeito – ainda mais nas condições atuais. Sei que ele foi dormir à meia-noite e meia! Fiquei um tempão colocando-o para dormir. Ele chorou, com certeza sentindo falta do Anderson, e eu sinceramente achei que ele acordaria a noite toda. Por sorte, depois de finalmente pegar no sono, ele só acordou hoje às 8h15, mamou e dormiu novamente até às 10h30. Nem acreditei!

Como o Anderson acostumou o Paul a dormir na cama sempre, mesmo nas sonecas, isso tem atrapalhado bastante pelo simples fato de que é perigoso deixá-lo na cama. Quando eu estou sozinha com ele, eu consigo colocá-lo no berço, mas cada vez mais ele tem acordado e isso é desgastante. O que eu fiz ontem, já que estava sozinha, foi colocar o colchão de casal no chão e rodeá-lo com travesseiros e almofadas. Deu tão certo que estou pensando em fazer isso sempre, desmontar a cama e desencanar do berço. Olha, sinceramente. Pelo menos eu não fico com medo de ele cair e já faço a transição para a caminha dele mesmo mais tarde. Fora o espaço que ganharíamos no quarto.

O que acontece é que é difícil educar um filho com alguém que pensa tão diferente de você em questões básicas.

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Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Essa semana o Paul teve a sua primeira febre. Chegou de repente, do nada. Notei que ele estava mais quente que o normal, medi e estava quase 38 graus. Isso na terça à noite. Dei paracetamol e dormimos. Na quarta, ele acordou manhoso e ficou assim o dia inteiro. A febre ficava em 37,5 e 37,8, mas nunca acima disso. Dei paracetamol a cada seis horas (segundo a recomendação da pediatra em consultas anteriores) e, sempre que dava, a febre baixava. Até que, ontem de noite, em vez de abaixar, ela aumentou. Quando bateu 39 graus, peguei a bolsa dele, o guarda-chuva (estava chovendo muito, como é normal nessa época em SP) e fomos nós três de táxi até o Hospital das Clínicas (que é bem perto daqui).

Resumindo a ópera, chegamos lá à meia-noite (ele tinha mamado às 23h e tomado o remédio às 23h30) e saímos somente depois das 7h. Jamais imaginei que demoraria tudo isso, mas eles quiseram fazer todos os exames possíveis para garantir que não fosse qualquer tipo de infecção ou bactéria no sangue. O exame de sangue foi de cortar o coração – quase peguei o Paul e saí correndo dali com ele. Ele chorou muito, de soluçar, e demorou demais para se acalmar. Depois, sempre que o deitávamos na maca, ele chorava achando que fossem fazer de novo. =/ O de urina também foi tenso, pois foi necessário inserir uma sonda no pipizinho dele. Horrível.

Não imaginamos que demoraria tanto, então não levei leite, roupa extra, chupeta, nada. Só uma manta e fraldas para trocar. Ele ficou acordado, dormindo pouco tempo (duas vezes durante a madrugada). O hospital forneceu leite (NAN 1 Confort), mas ele só tomou na segunda vez, lá pelas 5h da manhã. Foi bem cansativo e eu até chorei enquanto ele fazia os exames. Não quero que ele sofra desse jeito nunca mais.

No final das contas, ele não estava com nenhuma infecção, nem pneumonia (tirou raio x também), nem gengiva inchada (apesar de a minha avó continuar jurando que essa febre é coisa dos dentes superiores). Ele não estava com nenhum outro sintoma – só febre, manha e recusa a comer. A recomendação foi a seguinte: voltar imediatamente se ele estivesse com dificuldade para respirar, molinho ou com manchas pelo corpo. Para medicar a febre, não mais paracetamol, mas dipirona (que nunca dei a ele). Se a febre continuar, voltar amanhã (hoje, no caso, sexta) para ver se apareceu algum novo sintoma. Ok.

Ao chegar em casa pela manhã, medimos a febre dele e estava em 37 graus. Fomos dormir achando que ele dormiria bastante, mas acordou às 10h. +_+ Eu estou sem dormir desde então, super cansada, mas parece que chega a noite e eu desperto. O bom foi que ele dormiu à tarde normalmente e, de noite, apesar de ter chorado como no dia anterior, dormiu, mamou a mamada dos sonhos e agora segue capotado aqui ao meu lado. Não teve febre durante o dia inteiro. O máximo que a temperatura chegou foi a 37,5. A médica disse para medicar somente se passasse de 37,8. Ainda bem!

* * * * * * *

Bom, tirando todo esse processo sofrido, hoje eu fiquei de saco cheio do meu cabelo e resolvi cortar a franja. Usei franja a minha vida inteira e, apesar de achar que fico até bem sem, estava sentindo falta. Não sei se é por lembrar de quando eu era mais nova, a questão da jovialidade e tal, mas fui até o banheiro e cortei rapidinho. Não achei que ficou ruim, mas depois quero ir ajeitar em um salão de verdade (mas só quando eu estiver trabalhando, porque né $$$).

Isso também me leva a contar que risquei mais um item da minha lista de 30 coisas: encontrar meu tom perfeito de batom! Estou totalmente obcecada com esse batom laranja (nem chamo de coral porque é laranjão mesmo). É da Natura, linha Aquarela.

Vocês se lembram que eu comentei também que ia aproveitar a onda do blog para criar um site sobre maternidade? Então, está acontecendo. Já comprei o domínio, contratei a hospedagem e, se der tudo certo, em cerca de um mês coloco no ar e divulgo para vocês. É MUITA coisa para escrever e eu estou com um certo medinho de não dar tempo, mas é aquele medo gostoso, sabem? No geral, estou bastante empolgada com ele!

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

São 8h30, está chovendo e todo mundo está dormindo. Paul acordou às 6h30, dei a mamadeira e ele dormiu de novo. Não sei até que horas vai. Entre o Natal e o ano novo ele estava mamando entre 7h e 8h e dormindo até bem tarde, tipo 11h, meio-dia. Não quis arrumar a rotina porque no revéillon ele também dormiria mais tarde (porque fomos para a casa da mãe do Ande, senão teria sido normal por aqui). Acontece que ontem mesmo ele acordou mais cedo (às 8h) e hoje às 6h30, porque rolou no berço e bateu a cabeça na grade (nós tiramos o protetor da frente há uma semana, para não servir de trampolim). Mas ele tem dormido bem no berço – só no ritual do sono que é mais dependente da gente – aí entra aquela questão de eu não fazer as coisas sozinha etc.

Ontem eu estava relendo o livro rosa da Tracy Hogg e já planejando algumas ações para quando o Paul completar um ano, como a questão do desfralde etc. No capítulo do PU/PD, na parte sobre bebês de 8 meses a 1 ano, ela é enfática ao dizer como a paternidade acidental aparece em sua pior forma e que qualquer solução é mais difícil. Com relação ao que costumamos fazer, só acho que o ritual do sono está errado. Impossível colocar o Paul acordado no berço e ele adormecer sozinho – mesmo ele tendo feito isso até os seis meses, porque eu o ensinei assim. Passou dessa idade, o Ande ficou encarregado de colocá-lo e sempre preferiu fazê-lo dormir na cama com ele, para depois colocar no berço, e então ferrou-se. Gostaria de mudar isso, mas não sei como. Ele já está super acostumado e é um procedimento rápido, mas penso no futuro, pura e simplesmente. Vocês se lembram que eu já comentei diversas vezes aqui sobre a questão de não monopolizar a educação do filho se pai e mãe pensam diferente? Pois é. Longe de querer jogar a culpa nele, mas esse é um exemplo.

Eu quis entrar aqui e comentar algo pois tenho medo de esquecer e não registrar. Paul sempre gostou de música, qualquer uma, mas tem suas preferências. Quando a minha avó fica com ele, ela muitas vezes o coloca no carrinho e fica na garagem balançando e cantando “vamos passear no bosque, antes que o seu lobo venha… venha, seu lobo, venha, seu lobo!”. Ele adora! E agora é a música que o faz parar de chorar se faz alguma manha na hora de dormir. O mais engraçado de tudo é que, quando termina a música, ele está olhando fixamente para o teto, com a chupeta na boca, então emite um “ham!” alto, como se estivesse pedindo para continuar a cantar. E é muito isso mesmo porque já fiz alguns testes e acabo dando risada, porque é tão engraçado. No dia 31, que precisamos pegar três metrôs e dois ônibus para ir à casa da minha sogra (dies), quando ele ficava entediado eu cantava a tal música, e quando terminava ele fazia o tal “ham!”. Daí toco eu a cantar novamente.

Ontem, voltando para casa, só tive mais certeza de como precisamos de um carro. Eu sinceramente nunca fiz questão, sempre gostei de andar a pé e não me importava com transporte público, mas com criança não dá. Além do tempo que se perde esperando um ônibus passar (e a criança ficando impaciente), tem a questão da “bagagem”. Sempre tem a mochila cheia de coisas quando precisamos ir para a casa da mãe do Ande e deixamos de levar muitos itens essenciais por conta disso. Carrinho, cadeirinha de colocar na mesa para comer etc. Quando eu arranjar um novo emprego, vai ser a primeira providência: juntar dinheiro para o carro. E também facilitará horrores para o Ande com relação à banda e tudo o mais, porque carregar equipamento às vezes cansa.

Sinceramente, também ainda não sei o que eu farei com o blog, se privatizarei ou não. Por um lado, é a coisa certa a ser feita, mas por outro, acho que só tirar as fotos já é ok. Enquanto eu não coloco no ar o outro blog que tenho em mente (e nem pensei em nome, fiz planejamento, nada, só tive a ideia), acho que vou levando assim. Veremos.

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(Imagem: Getty Images)
Suas posses. Todos nós temos coisas de acordo com o nosso poder aquisitivo. Para alguns, é normal ter uma casa em cada praia preferida, enquanto outros sequer tem uma casa própria. Avalie o que você possui e procure abrir mão de algumas coisas. Menos posses significam menos contas, menos problemas, menos dor de cabeça. Será que não vale a pena alugar uma casa na praia em vez de ter uma permanente lá? Você realmente precisa ter uma casa a mais somente porque sua condição financeira permite? E mais de um carro?
Sua alimentação. Informação não falta a ninguém: todos sabemos que alimentos processados e industrializados fazem mal, então por que comemos? Comer menos também significa manter o cérebro ativo, “com fome”. Já reparou no estado letárgico que ficamos quando comemos demais? Isso não é saudável nem produtivo. Coma menos.
Seus compromissos. Ninguém tem tempo nos dias de hoje – fato. Será que não temos compromissos demais? É claro que a maioria deles, principalmente os compromissos relacionados ao trabalho, é praticamente inadiável. Mas aquelas 32 reuniões semanais precisam mesmo acontecer? E aquela viagem de vistoria da empresa, precisa ser mensal? Ter compromissos pessoais e profissionais é uma ótima maneira de nos manter vivos e ativos, mas compromissos demais também não são uma coisa assim tão boa. Procure reduzir o que puder. Ficar sem fazer nada não é crime.
Sua vida online. Ninguém precisa estar sempre conectado às redes sociais, a não ser que este seja o seu trabalho. No seu uso pessoal é possível reduzir, de qualquer forma. Não é necessário entrar todos os dias no Orkut ou no Facebook, postar cada passo no Twitter e por aí vai. Perde-se um tempo enorme nessas redes.
Seus objetivos. Ter metas e objetivos é fundamental para termos sucesso em diversas áreas da nossa vida, mas às vezes nos afogamos no cronograma que montamos para nós mesmos. Todos nós podemos ter tudo o que quisermos, mas precisa ser ao mesmo tempo? Será que o mestrado não pode esperar mais alguns anos, de modo que você possa se dedicar mais aos seus filhos pequenos?
Seus contatos. Ninguém é obrigado a atender o telefone toda vez que ele toca, nem a responder um e-mail imediatamente ou uma mensagem no celular.
Seus pensamentos negativos. Ninguém precisa assistir ou ler notícias desagradáveis diariamente. Poupe sua cabeça desse tipo de informação, que só ocupa espaço e gera frustração. Quando pegar a si mesmo pensando em algo de forma negativa, discipline-se para cortar o pensamento imediatamente. Ver o lado negativo não leva à nada.
Suas dívidas. Se você tem dívidas financeiras, esforce-se para quitá-las e não faça outras. Simples assim.
Suas palavras. Fale menos e ouça mais, pois geralmente todo mundo fala demais. Seja diferente pelo fim da poluição sonora. O silêncio vale ouro.
Sua capacidade de fazer mil coisas ao mesmo tempo. Já foi-se o tempo em que fazer diversas atividades ao mesmo tempo era considerado algo louvável. Vale muito mais a pena fazer uma coisa de cada vez e bem. Deixe para fazer mais tarefas ao mesmo tempo quando elas não demandarem atenção – tarefas no automático, que você não precisa se concentrar para fazer. Para que tanta pressa? Sua vida está passando por você sem que você perceba.
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Foi super tranquilo. Passamos na casa da mãe do Anderson e estava toda a família dele lá (irmãs, sobrinhas). Paul ficou super bem e nós até conseguimos passar algumas horas na casa de alguns amigos, que fizeram um churrasco. Ele dormiu das 18h às 20h e ficou acordado até depois da meia-noite. Não chorou com os fogos, mas ficou tipo “meldels, que está acontecendo?”. Fiz questão de ficar com ele no colo durante o furor da virada e foi a melhor coisa que eu fiz, porque ele ficou numa boa. Depois disso, ele ainda ficou um bom tempo acordado, até tomar o leitinho e finalmente dormir. Dormiu bem a noite toda até umas 9h, quando fizemos o primeiro leitinho da manhã e ele ficou na sala brincando com a família. Eu ainda dormi até o meio-dia (hoho, nem me lembrava do que era isso).

O dia hoje foi de ressaca total! Aproveitamos que o Paul estava se divertindo horrores com um montão de gente e pudemos descansar bastante. Eu mesma fiquei deitada um bom tempo, pra descansar mesmo. Quando ele tirou a soneca da tarde, dormi ao mesmo tempo e fiquei super bem disposta quando acordei (antes dele, até). Uma pena que fiquei enjoadérrima vindo para casa, depois da comilança mais ônibus balançando.

O bom da coisa toda é que sabemos que o Paul fica super bem na casa dos meus sogros também, mesmo para dormir de noite sem a gente. Isso dá uma liberdade maior para eu poder fazer outras coisas, como sair para ver o Anderson tocar uma vez ou outra, por exemplo.

Queria desejar um 2011 maravilhoso a todos vocês que lêem o blog! Tenho tantos planos para os próximos meses que a ansiedade bate forte! Mas sabe o que é melhor? Já está acontecendo! Yey!

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.