Áreas da Vida

Sobre perfeição.

Deixei o E-Family depois de mais de um ano de participação ativa porque não pude mais fazer parte daquilo, simplesmente. O fórum foi ótimo, conheci muitas pessoas e fiz amizades de verdade lá, mas acabou. Sempre existiu uma ignorância enorme por parte da maioria dos participantes e eu sempre relevei pela minoria que participava, discutia, se ajudava. Não mais.

O motivo foi uma mãe ter criado um tópico dizendo ter ficado estressada porque a sua filha de seis meses não parava de chorar. Como ela já estava nervosa com a falta de pagamento da pensão por parte do pai, ela bateu na menina. Sim, uma bebê de seis meses. Esse não é o primeiro tópico absurdo que apareceu por lá. Já existiram diversos outros semelhantes ou relatando casos de violência, ignorância e baixo-nível mesmo. O que não dá para suportar, além de ler esse tipo de coisa, são as respostas.

A pessoa cria um tópico se dizendo ser uma péssima mãe porque bateu na filha. Óbvio que ela é! No entanto, qual o objetivo ao se criar um tópico do tipo? Obter confete – ler outras mães consolando, dizendo que foi um erro, “mas somos todos humanos”, “que bom que você se arrependeu” etc. Sinceramente: para que criar um tópico a respeito? Mas enfim, é o discernimento de quem bate em um bebê.

Fiquei tão inconformada com a questão que resolvi responder o tópico. Já prevendo a reação de algumas participantes, e absurdamente decepcionada com o fórum, como há tempos vinha alimentando a vontade, deletei minha conta – e, com isso, todas as minhas mensagens. Não quero ninguém naquele fórum chegando ao meu blog, vendo meu filho e enviando sabe-se lá que tipo de energias. Por pura curiosidade, entrei agora à noite para ver as respostas e, como eu imaginei, a maioria me massacrava! Diziam (na super dedução que elas fazem) que eu me achava a mãe perfeita, que eu não tinha problemas e outros argumentos daqueles que dão orgulho de ver (NOT). E então eu apenas me perguntei por que não tinha deletado minha conta antes e simplesmente evitado a leitura daquela primeira mensagem, pois realmente me afetou o fato de uma mãe ter batido na filha de seis meses e ainda querer confetes no fórum pelo seu “arrependimento”. O relato tinha pérolas como “foi só um tapa, não doeu nada” e “só fiz isso porque estou com muitos problemas”.

Duas palavras sobre perfeição: não existe.

Ninguém, naquele tópico, estava discutindo quem era a mãe perfeita. Eu disse que achava um absurdo e que, sim, ela era uma péssima mãe – o que ela mesmo havia dito. Mãe perfeita? Quem se acha a mãe perfeita? Mas eu acho uma atrocidade bater em um bebê de seis meses. Isso sim está longe sequer da tentativa de ser uma boa mãe. E, o irônico, é que ela tem o endereço do blog na assinatura – algo como “sou uma super mãe”.

Na boa? Se alguém estava julgando a sua atitude, foi ela mesma. Ela criou um tópico sobre se achar uma péssima mãe, em um fórum de discussões, pedindo que outras pessoas comentassem o lamentável fato. Enquanto todo mundo passava a mão na cabeça dela, ela estava super arrependida e se achando a pior mãe do mundo – mas bastou alguém afirmar que ela era realmente uma péssima mãe, como ela mesmo dissera, que ela se tornou a vítima de julgamentos, chamou a mim e outras participantes com o mesmo ponto de vista de “mães perfeitas sem problemas” e tudo o mais. Dizer o quê? Lamentável. Já desperdicei até palavras demais com ela.

E por que eu resolvi postar isso aqui no blog? Porque me fez pensar a respeito de algo que eu já venho martelando há algum tempo – o fim do mesmo. Foi ótimo enquanto durou, fiz muitos amigos, conheci muita gente legal, recebi dicas ótimas e acredito que tenha ajudado algumas pessoas também. Porém, expôr tanto a minha família já não é tão legal como foi há alguns meses. Já não tem tanta graça. Se tornou perigoso, até, na minha cabeça. Por esse motivo, muito provavelmente seja o fim de um ciclo e, como tal, novos caminhos se abrem. O que eu vou fazer? Não sei, mas aviso. Comecei desvinculando o blog do domínio. Peço a vocês que não divulguem. Obrigada.

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