Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Está tudo bem por aqui. Hoje o Ande levou o Paul na casa da mãe dele porque eu tenho um compromisso à tarde. Fico como uma barata-tonta pela casa sem o meu bebê – nem dá para acreditar que posso ir ao banheiro sem me preocupar se o portãozinho está aberto ou fechado, kkk.

Terça nós fomos à praia com a minha mãe e foi bem gostoso, apesar da impaciência da minha mãe (como sempre). Mesmo assim, foi bom viajar um pouco e o Paul conheceu toda a família por parte da minha mãe. Não estranhou ninguém, foi no colo de todo mundo, distribuiu sorrisos e capotou na viagem de volta. (Aliás, já está na hora de trocar a cadeirinha, pois a dele está apertada no cinto. Acho que é somente até 9kg.)

Ontem fiquei o dia inteiro lixando as paredes da garagem e passando massa corrida do outro lado. É terapêutico, mas dói o braço e preciso fazer aos poucos. Sim, eu faço sozinha. Adoro! Fico cantando e pensando na vida. Paul ficou com o Anderson, que está de folga esses dias. Amanhã é véspera de Natal e obviamente temos um montão de coisas para fazer (eu estou responsável pela maionese), além das muitas visitas chegando o tempo todo. Ontem mesmo veio aqui a ex-namorada do meu pai, que eu não via desde quando ele morreu. Foi muito difícil vê-la brincando com o Paul, porque ela é super boazinha, professora de prézinho, sabem? O Paul ia gostar tanto de estar sempre com ela, e ela faria parte da vida dele ativamente. Isso ligou meu pensamento ao fato de o meu pai não estar mais aqui e no quanto ele teria curtido o Paul, em como essa convivência faria bem a ele, e tive que segurar as lágrimas. Notei que ela estava assim também, mas nenhuma de nós duas disse nada. Acho que, se falássemos, não conseguiríamos nos segurar.

Sinto muita falta do meu pai. Imagino como esteja sendo difícil para a minha avó. Não dá para saber como se sente uma mãe que perdeu um filho. Não é a ordem natural das coisas. Não quero jamais sentir isso.

Mas enfim, a vida continua! A casa já está cheia de presentes enormes para o Paul e fico me perguntando onde guardaremos tanta coisa.

Sobre o blog, continuarei neste endereço. Desvinculei do domínio porque é fácil rastrear informações minhas, o que considero até perigoso (não sabemos que tipo de louco acessa a internet). Vou continuá-lo como sempre fiz, pois não quero que ele fique privado. Talvez eu poste menos fotos. Vamos ver! Sobre dicas no geral, estou pensando em colocar em prática algo que tinha pensado há um bom tempo, que é a criação de um portal sobre maternidade mesmo. Por enquanto, é só uma ideia que me agrada. Preciso ver se terei tempo depois que começar a trabalhar fora e voltar a estudar, mas é provável que eu faça sim. Vocês podem me dizer se continuam recebendo as atualizações mesmo tendo mudado de endereço?

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Trabalho

Percebi que não tinha a tag “Trabalho” aqui no blog, então resolvi criá-la para falar sobre a minha carreira.

Eu sou um pouco frustrada, confesso. Na época do vestibular, já sabia que queria estudar História e dar aulas, mas o mundo inteiro me convenceu a prestar algo “mais rentável” (hoje sei que é um raciocínio ridículo) e, por isso, prestei Jornalismo. Passei e tranquei no segundo ano porque estava infeliz. Na época, eu estava trabalhando com design gráfico e algumas pessoas próximas me aconselharam a fazer Publicidade, “para ter uma profissão”, e depois fazer História, pois então eu “cursaria tranquilamente e não me preocuparia com a questão do dinheiro”. Na época, isso pareceu sensato e foi o que eu fiz.

Foi muito bom cursar Publicidade! É uma área gostosa de estudar e trabalhar, até você parar em uma agência. Para quem queria dar aulas, é no mínimo estressante. Me formei em 2006 e me dediquei à profissão. No final de 2007, decidi fazer História. Prestei vestibular de novo, passei e comecei a cursar. Quase morry de tanta emoção, porque não acreditava que estava mesmo cursando o que eu sempre quis. Meu chefe, no entanto, resolveu me promover a um cargo de liderança (somente eu abaixo do presidente da agência) que significava trabalhar até mais tarde e dar adeus às aulas. Não tive escolha. Quem poderia largar um emprego bom com mais de 25 anos de idade para fazer uma segunda faculdade particular? Poucas pessoas – eu não era uma delas, então precisava trabalhar. Aproveitei o restante do ano para estudar sozinha. Em 2009, comecei novamente, desta vez decidida a não sair.

O que aconteceu foi uma série de acontecimentos:

a) eu estava tocando durante a semana com uma banda, compromisso com o local etc, todas as sextas-feiras a partir das 21h (eu estudava de manhã e trabalhava em casa como free-lancer – tinha largado o tal emprego dois meses antes, por insatisfação mesmo);
b) fui convidada a entrar em uma empresa por um salário mais alto que o anterior e em um cargo que aumentaria bastante o patamar do meu currículo (e eu pagando a faculdade com muita dificuldade, deixando de comer mesmo, me perguntando por que eu estava desempregada);
c) me decepcionei com a faculdade (contarei adiante o motivo).

Porque eu me decepcionei: a faculdade era ruim, a turma era ruim, eu aprendia mais estudando sozinha que frequentando as aulas etc. Por exemplo: eu amo História Antiga. Na faculdade, tínhamos somente um semestre, sendo que era coisa de dois meses para Egito, dois meses para Grécia e tchau. Não era isso o que eu queria. Eu estava ali por prazer, e não somente para ter qualificação para lecionar no final do curso. Chegou a um ponto em que eu sequer tinha vontade de frequentar algumas aulas. A professora de História Antiga tratava a turma como se fossem crianças, sabe? Não era pra mim.

Aceitei o tal trabalho, não consegui mudar para o período noturno e, assim, saí novamente. Só que a empresa não era legal, acabei pedindo demissão e, um mês depois, descobri que estava grávida. O resto vocês acompanharam por aqui.

Não é fácil largar uma profissão “segura”, onde você já tem experiência e pode ter uma boa pretensão salarial, para começar do zero em uma nova carreira que, sabemos, não é nem um pouco valorizada no Brasil. Cheguei à conclusão que o que eu realmente quero é lecionar História, não necessariamente em escolas, mas também em universidades. Foi então que cheguei ao seguinte plano:

1) volto a trabalhar (estou procurando) na minha área, pois temos contas e um filho com necessidades básicas que demandam dinheiro, além da segurança de um bom emprego;
2) assim que puder, fazer uma especialização em docência para o ensino superior, que dura de 1 a 2 anos;
3) assim que concluir o curso, procurar emprego na área (nem todas as faculdades pedem mestrado, apesar de ser o certo);
4) iniciar o mestrado na sequência, lecionando ou não (se eu não conseguir só com a especialização, certamente conseguirei tendo o mestrado);
5) lecionando na minha área (comunicação), terei a liberdade de, aí sim, fazer uma nova graduação (no meu caso, a velha conhecida);
6) terminando a faculdade de história, poderei me especializar a expandir minha área de atuação como docente universitária.

Isso é o resultado de escolhas erradas e falta de experiência na vida. Se eu tivesse escolhido História lá no começo, quando prestei vestibular, todo mundo na família já teria “aceitado”, eu poderia ter uns 8 anos de experiência em sala de aula e também poderia estar concluindo um mestrado. Meu conselho sempre é: faça o que você quiser. Tenho uma amiga que desistiu de Artes Plásticas para fazer Administração e está no mesmo cargo há anos. Se você escolher algo que gosta, já é meio caminho andado para fazer dar tudo certo. E, correndo atrás, investindo em educação continuada, trabalhando bastante, se dedicando e sendo um ótimo profissional, você consegue sucesso em qualquer área, mesmo as consideradas não tão rentáveis. Difícil é para qualquer um.

Eu agora preciso continuar a vida e me contentar com mais uns seis anos só de Publicidade no currículo, se quiser fazer tudo direitinho. Não poderia ter evitado? Sim, mas de tudo se tira aprendizado. Talvez a minha formação em Comunicação seja um diferencial lá na frente. Veremos (e torçamos). Só não posso largar uma carreira com nível 3 de experiência (de 0 a 10) para começar do 0 em outra ganhando super menos. Não dá, é irresponsabilidade. Então a ideia é chegar lá (dar aulas) na minha área, e depois mudar, mas já com a formação, a pegada e a experiência.

Agora eu preciso dormir porque está chovendo, está tarde e estou cansada. Amanhã posto algumas novidades sobre a nossa vida por aqui. <3

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Deixei o E-Family depois de mais de um ano de participação ativa porque não pude mais fazer parte daquilo, simplesmente. O fórum foi ótimo, conheci muitas pessoas e fiz amizades de verdade lá, mas acabou. Sempre existiu uma ignorância enorme por parte da maioria dos participantes e eu sempre relevei pela minoria que participava, discutia, se ajudava. Não mais.

O motivo foi uma mãe ter criado um tópico dizendo ter ficado estressada porque a sua filha de seis meses não parava de chorar. Como ela já estava nervosa com a falta de pagamento da pensão por parte do pai, ela bateu na menina. Sim, uma bebê de seis meses. Esse não é o primeiro tópico absurdo que apareceu por lá. Já existiram diversos outros semelhantes ou relatando casos de violência, ignorância e baixo-nível mesmo. O que não dá para suportar, além de ler esse tipo de coisa, são as respostas.

A pessoa cria um tópico se dizendo ser uma péssima mãe porque bateu na filha. Óbvio que ela é! No entanto, qual o objetivo ao se criar um tópico do tipo? Obter confete – ler outras mães consolando, dizendo que foi um erro, “mas somos todos humanos”, “que bom que você se arrependeu” etc. Sinceramente: para que criar um tópico a respeito? Mas enfim, é o discernimento de quem bate em um bebê.

Fiquei tão inconformada com a questão que resolvi responder o tópico. Já prevendo a reação de algumas participantes, e absurdamente decepcionada com o fórum, como há tempos vinha alimentando a vontade, deletei minha conta – e, com isso, todas as minhas mensagens. Não quero ninguém naquele fórum chegando ao meu blog, vendo meu filho e enviando sabe-se lá que tipo de energias. Por pura curiosidade, entrei agora à noite para ver as respostas e, como eu imaginei, a maioria me massacrava! Diziam (na super dedução que elas fazem) que eu me achava a mãe perfeita, que eu não tinha problemas e outros argumentos daqueles que dão orgulho de ver (NOT). E então eu apenas me perguntei por que não tinha deletado minha conta antes e simplesmente evitado a leitura daquela primeira mensagem, pois realmente me afetou o fato de uma mãe ter batido na filha de seis meses e ainda querer confetes no fórum pelo seu “arrependimento”. O relato tinha pérolas como “foi só um tapa, não doeu nada” e “só fiz isso porque estou com muitos problemas”.

Duas palavras sobre perfeição: não existe.

Ninguém, naquele tópico, estava discutindo quem era a mãe perfeita. Eu disse que achava um absurdo e que, sim, ela era uma péssima mãe – o que ela mesmo havia dito. Mãe perfeita? Quem se acha a mãe perfeita? Mas eu acho uma atrocidade bater em um bebê de seis meses. Isso sim está longe sequer da tentativa de ser uma boa mãe. E, o irônico, é que ela tem o endereço do blog na assinatura – algo como “sou uma super mãe”.

Na boa? Se alguém estava julgando a sua atitude, foi ela mesma. Ela criou um tópico sobre se achar uma péssima mãe, em um fórum de discussões, pedindo que outras pessoas comentassem o lamentável fato. Enquanto todo mundo passava a mão na cabeça dela, ela estava super arrependida e se achando a pior mãe do mundo – mas bastou alguém afirmar que ela era realmente uma péssima mãe, como ela mesmo dissera, que ela se tornou a vítima de julgamentos, chamou a mim e outras participantes com o mesmo ponto de vista de “mães perfeitas sem problemas” e tudo o mais. Dizer o quê? Lamentável. Já desperdicei até palavras demais com ela.

E por que eu resolvi postar isso aqui no blog? Porque me fez pensar a respeito de algo que eu já venho martelando há algum tempo – o fim do mesmo. Foi ótimo enquanto durou, fiz muitos amigos, conheci muita gente legal, recebi dicas ótimas e acredito que tenha ajudado algumas pessoas também. Porém, expôr tanto a minha família já não é tão legal como foi há alguns meses. Já não tem tanta graça. Se tornou perigoso, até, na minha cabeça. Por esse motivo, muito provavelmente seja o fim de um ciclo e, como tal, novos caminhos se abrem. O que eu vou fazer? Não sei, mas aviso. Comecei desvinculando o blog do domínio. Peço a vocês que não divulguem. Obrigada.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.