Áreas da Vida

Histórico do meu ganho de peso.

Existe mulher que não esteja querendo emagrecer? De qualquer forma, isso virou prioridade para mim e tenho vergonha de admitir que já deveria ter emagrecido há tempos.

Antes de engravidar, eu estava 20kg acima do meu peso normal (e 30kg acima do que eu realmente gostaria de pesar e pesava quando comecei a namorar o Ande). Engordei cerca de 12kg com a gravidez, o que é considerado um ganho de peso dentro do normal (levando em conta que são quase 7kg só de bebê + placenta + líquido amniótico). Menos de duas semanas depois do parto, eu já tinha emagrecido 10kg. Sim, a amamentação faz isso, além da anemia que não me deixava comer direito (simplesmente não conseguia mastigar, sem fome total).

Não tirei nenhuma foto de corpo inteiro naquela época, mas pela imagem abaixo vocês podem ver o meu rosto e o meu braço.

Quando o Paul parou de mamar no peito, eu engordei drasticamente. Não mudei em nada a minha alimentação – era apenas o fato de ficar em casa o dia todo. A gente pensa que não faz diferença, mas faz. Então engordei novamente 10kg, o que me trouxe ao peso da gestação, praticamente. Isso é terrível, porque agora não tenho nenhum bebê aqui dentro!

Fazendo o cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal), eu estou classificada em Obesidade – Grau II – Severa. Não sei o que me assusta mais: se é o “obesidade”, o “grau II”, o “severa” ou todos eles juntos em uma mesma classificação. Antes de engravidar, eu estava em Obesidade – Grau I. Apesar de não me considerar obesa naquela época, medicinalmente falando é o que eu era. Agora eu realmente me sinto gorda, com dificuldade para andar, respirar etc. É claro que a estética é importante, mas o que me deu o basta foi a questão da saúde.

Então vocês devem estar pensando: “é muito fácil emagrecer, Thais. basta aliar reeducação alimentar a exercícios regulares”. Mas o buraco é mais embaixo.

Quando eu comecei a tomar anticoncepcional, por volta de 2000, eu comecei a engordar bastante sem ter alterado significativamente a minha alimentação. Porém, naquela época, não liguei o ganho de peso à pílula. Só alguns anos depois, ao fazer aqueles exames de rotina (tireóide, colesterol etc), ao perceber que eu estava com tudo isso em níveis normais, a nutricionista que eu estava passando na época acreditou que fosse problema do anticoncepcional. E bingo! Porém, tentei diversas marcas e todas me davam alguma reação diferente, até que finalmente desisti de tomar, em 2008.

Nessa época, eu estava passando com a nutricionista e fazendo a minha reeducação alimentar. Na verdade, vou ser sincera: quando eu era magra, comia sanduíches todos os dias, tomava MUITO refrigerante diet, comia uma barrinha de chocolate diariamente e tudo o mais. Eu sei que o que me faz perder peso é o exercício físico, pois naquela época eu jogava futebol, vôlei e tocava o dia inteiro de pé, pulando, me achando o Jimmy Page.

Foi então que resolvi tomar uma atitude: aliar a dieta da nutricionista com academia todos os dias depois do trabalho e hiking nos finais de semana.

Fiquei mais de 1 ano desse jeito. Resultado? Emagreci pouco mais de 3kg. A nutricionista brincava dizendo que eu era um caso que deveria passar no Fantástico. Naquela época, ela sugeriu um tratamento com remédios, mas eu sempre fui meio contra. Agora me arrependo, porque poderia ter dado certo.

Hoje, para recomeçar esse tratamento, preciso provar para todos os profissionais que eu vou que não tenho hipertireoidismo, que dietas milagrosas não funcionam sozinhas comigo etc. E, sinceramente? Tenho preguiça de profissional desqualificado e dinheiro zero para fazer um acompanhamento com nutricionista decente.

Além disso, existe o fator tempo. Mês passado, por exemplo, as guias dos exames venceram e não consegui fazer. Não tenho mais paciência para exames, tirar sangue, passar mal, ficar fora de casa esperando resultado. É muito difícil programar alguma coisa porque tanto as folgas do Anderson quanto os dias mais tranquilos para a minha mãe são esporádicos. Muitas vezes aconteceu de eu precisar desmacar consultas porque, de um dia para o outro, não tinha mais com quem deixar o Paul. Esse tipo de coisa desanima. Vocês, que também têm filhos, sabem como acabamos caindo na desculpite porque a rotina é puxada mesmo.

Um fator importante que me lembro de quando eu era magra é que eu tinha uma balança em casa e me pesava todos os dias. Não me lembrava desse detalhe até descobrir a Steve Ward Diet, que basicamente é uma planilha de controle onde você anota seu peso diariamente. Se está acima do peso de ontem, você maneira na alimentação. Se está igual, come regularmente. Se está abaixo, está liberado para comer alguma coisinha a mais, se quiser. Resumindo, é um controle diário do peso.

Muitos nutricionistas não recomendam que se pese diariamente, pois a variação do ganho e perda de peso demora cerca de uma semana para se estabilizar. Mas eu sei que fazia isso antes e era magra, então vou tentar novamente.

Pretendo voltar a fazer academia em janeiro, pois até lá tenho algumas contas para pagar e uma dívida a mais apenas comprometeria a minha sanidade mental. A ideia é ir à noite, depois que o Paul dormir, pois a academia é a duas quadras de casa, e todos os dias. Até lá, vou controlando o meu peso com essa planilha e me exercitando em casa.

Vai dar certo porque desta vez estou decidida. Minha primeira meta é voltar ao peso pré-gestacional, mas obviamente não vou parar por aí. Assim que atingir esse peso, quero chegar ao nível normal estabelecido pelo IMC. O que vier depois é lucro e alguns anos de vida a mais.

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