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Assisti o documentário “Minimalists” no Netflix (aliás, assistam! farei uma resenha no blog em breve) e busquei mais informações sobre um casal que é entrevistado lá, e encontrei este vídeo onde a moça dá dicas para manter uma casa minimalista com duas crianças. Vou comentar as dicas que ela dá porque achei bem legais e quebram alguns mitos, além de combinar com algumas percepções que eu tenho e reforcei vendo esse vídeo.

  1. Não importa o tamanho do seu imóvel, mas a quantidade de coisas que você tem. Ela vive em um apartamento relativamente pequeno e que sobra espaço justamente porque tem apenas o que é essencial para a família viver. Vamos questionar a posse de coisas? E ei: minimalismo não significa ter o tanto quanto eles. Ter pouco ou ter mais do que isso. Significa você encontrar o mínimo necessário para a sua família viver, questionando o consumo e fazendo melhores escolhas, todas com propósito.
  2. Uma mesa redonda para a sala de jantar facilita a vida porque não tem cantos ou limitações e pode acomodar uma quantidade variada de pessoas. A mobilidade com crianças também fica mais fácil, assim como a convivência entre vocês fica de igual para igual.
  3. Se tiver a possibilidade, adapte os móveis. No vídeo, ela mostra aquelas camas retráteis, que você consegue guardar no armário para liberar mais espaço no quarto. Se achar uma boa e quiser personalizar, pode funcionar. O bom é que isso te obrigada a ter pouca roupa de cama e deixar a cama sempre arrumada (= sem coisas em cima).
  4. Use prateleiras abertas. E é engraçado porque, quando falo sobre isso, as pessoas sempre respondem: “fica muito mais sujo e dá mais trabalho”, mas o que ela levanta no vídeo (e concordei e vou defender a partir de agora) é que, justamente por ser aberto, você vai pensar bem no que vai expôr ali, tanto em termos de quantidade de coisas (“aff, dá trabalho limpar muita coisa”) quanto em termos de qualidade, porque vai querer expôr coisas bonitas. Pense a respeito.
  5. Aliás, tornar as coisas úteis também bonitas é algo que se alinha até com o que a Marie Kondo fala. Você ama esse objeto? Ele te traz alegria? Não é porque estamos falando sobre um prato que ele não pode ser bonito e te deixar contente. A ideia é essa – ter menos coisas, mas coisas legais, bonitas, de qualidade.
  6. Não concordo com a dica dela de esconder a bagunça dentro de cestos e caixas, porque para algumas pessoas pode representar um comportamento perigoso, mas no caso dos brinquedos das crianças, isso pode ser particularmente útil. Use com moderação!
  7. Adoro quando ela diz que gosta de ter plantas em casa porque elas refletem a vida lá fora, além de trazer oxigênio para o espaço interno.

Mais uma vez: minimalismo é sobre o que é essencial para você. Refletir sobre o propósito do que temos é importante para termos uma vida com mais significado, além de nos ajudar a economizar.

Você já tem exercido algum movimento nessa direção? Ele deve ser constante. Comente abaixo. Obrigada!

Thais Godinho
04/04/2017
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Existe uma foto muito famosa do Steve Jobs sentado na sala de sua casa em 1982.

WOODSIDE, CA – DECEMBER 15: CEO of Apple Steve Jobs sits at his home in Woodside, CA on December 15, 1982. IMAGE PREVIOUSLY A TIME & LIFE IMAGE. (Photo by Diana Walker/SJ/Contour by Getty Images)

O que essa foto significa para mim?

Bem, eu li sua biografia há cerca de dois anos (aquela grandona do Walter Isaacson) e, em um dos trechos do livro, Steve Jobs comenta como foi para ele ter a sua primeira casa. Me lembro de ter lido que, quando ele mudou para essa casa, onde moraria sozinho, sem os pais, depois de a Apple já ter deslanchado, que ele tirou essa foto sentado em sua sala, com apenas alguns objetos: discos, livros, luminária, vitrola. Mas por que um cara que já era milionário tinha tão poucas coisas? E eu lembro que a resposta dele foi algo como: “Sou chato, quero coisas de qualidade e com bom design, e demoro para encontrar tais coisas. Por isso minha casa está vazia.”

Lembro também de um trecho do Thoreau (Walden, ou a vida nos bosques), em que ele diz que um homem (sic) deve ter objetos suficientes que caibam em um carrinho de mão. Todos esses conceitos sempre me fazem refletir muito sobre a nossa existência e o dinheiro que gastamos em “coisas”, além do desperdício de espaço. E é claro que, com o tempo e vários filhos, a casa do Steve Jobs ficou com muito mais coisas do que aparecem nessa foto. Porém, eu sempre gosto de olhar para ela para me inspirar.

Sabe, a gente vive num mundo em que se assumir como é é chato. Todo mundo precisa dar sua opinião sobre tudo o tempo todo. Ninguém consegue guardar para si mesmo suas concordâncias e discordâncias sobre a vida do outro.

Essa foto me inspira porque ela me mostra que eu sempre posso ser quem eu sou e posso ter objetos que eu gosto e que tenham a ver comigo, em vez de ter os “objetos padrão” que toda casa deve ter. Construir um ambiente do zero, de acordo com as reais necessidades de quem vive na casa, me parece um bom caminho.

Quem é você e como você imprime essa pessoa nos objetos que te pertencem? Sua casa reflete o mesmo?

Thais Godinho
17/01/2017
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Não é só a minha casa e todas as minhas coisas que eu venho destralhando ultimamente. As redes sociais são divertidas e, muitas vezes, úteis. Uso principalmente para trabalhar (há anos trabalho com conteúdo para Internet e usar redes sociais faz parte disso), ver o que outras pessoas do mesmo meio estão fazendo, conferir novidades das marcas e ler algumas notícias. Também servem, obviamente, para acompanhar as notícias de familiares e amigos mais distantes. Tudo isso é muito divertido, porém, para ter uma vida mais simples é importante a gente questionar o uso de tantos canais de comunicação.

Você já se sentiu desanimada(o), com raiva ou desconfortável de alguma maneira acessando uma rede social? Então você sabe que nem tudo são flores. O que acontece é que nós nos habituamos a nos comunicar assim – e sim, eu sei que não tem volta. Mas sempre existirão muitos canais diferentes, mil deles. Como em todo o resto, quem cria o filtro é você. Se sentir sobrecarregado(a) com o excesso de informações ou mesmo sentir ansiedade por novas notificações não era para ser uma coisa comum, mas é, e muito. Talvez você se sinta até menos confiante depois de acessar o Instagram ou o Facebook. Já aconteceu?

Se você se reconhece em alguma passagem acima, este post pode ser útil. Vou trazer algumas dicas para que você consiga aproveitar a parte divertida das redes sociais, mas sem pirar tanto. Ou mesmo reduzir o excesso. Lembre-se: não dá para organizar tralha.

Atenção: O post é voltado para quem usa redes sociais apenas para fins pessoais. Se você trabalha com Internet, redes sociais, webmarketing etc, obviamente as dicas não se aplicam a você. Porém, talvez você possa implementar algumas delas em seus perfis pessoais nessas mesmas redes e obter alguns benefícios.

Primeiro passo: Selecione as redes sociais que você utiliza

Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat, YouTube etc. Escreva cada uma delas em um papel.

Segundo passo: Faça as seguintes perguntas

Como eu me sinto quando acesso cada uma dessas redes sociais? Feliz? Confiante? Desanimada(o)? Inspirado(a)? Sozinho(a)? Com inveja? Culpada(o) por não atualizar tanto? Pressionado(a) por não postar conteúdo tão interessante ou não ter tantos likes? Medo de não ter likes? Sobrecarregado(a) com a quantidade de novas notificações?

Terceiro passo: Defina um propósito para cada plataforma

Escreva o motivo pelo qual você usa cada rede social. Por exemplo:

Facebook: Me conectar com a família e amigos da época da escola

Twitter: Desabafar e passar o tempo

Instagram: Me inspirar

YouTube: Aprender sobre determinado assunto

Pinterest: Coletar imagens que tenham a ver com o meu estilo

Faça isso para todas que você listou. A ideia aqui é direcionar como, quando e por que usar cada rede.

Quarto passo: Verifique duplicidades e desnecessariedades

Se você utiliza duas redes sociais para o mesmo fim, questione se deveria estar nas duas ou se apenas uma não é o suficiente.

Se uma rede social faz você se sentir mal, qual o propósito de continuar usando? Este é o momento de analisar o que você escreveu até aqui e avaliar se vale a pena manter uma conta lá ou não.

Quinto passo: O que você perderia se deixasse de usar essa rede social?

Pergunte-se o que você perderia se deixasse de usar cada um dos canais que você listou. Se as perdas não forem significativas, pode valer a pena desativar o serviço.

Dicas finais para o bom uso das redes que você decidiu manter

  • Não é porque todo mundo está usando uma ferramenta nova que você também precisa usar. Fuja dessa ansiedade forçada.
  • Você não é obrigada(o) a responder mensagens e comentários nas suas redes sociais. Esquisito é quem se chateia com isso. Não adianta postar avisos, que ninguém lê. O silêncio acaba dizendo mais. Não se culpe. Simplesmente não dá para responder todo mundo e ter uma vida.
  • Você também não precisa compartilhar tudo sobre a sua vida só porque tudo mundo está fazendo. Poste aquilo que se sentir confortável e que faça sentido de acordo com o propósito que você definiu para aquele canal.
  • Filtre quem acessa seus perfis nas redes sociais. Você precisa mesmo adicionar todo mundo?
  • Estabeleça frequências para acessar as redes sociais ao longo do dia ou até mesmo da semana. Isso significa desligar as notificações de novas mensagens, comentários e seguidores. Olhe nas horas vagas, nos intervalos, quando quiser passar o tempo ou simplesmente quando tiver vontade. Se você tem sentimentos ruins quando acessa uma rede social, tente diminuir o número de acessos aos poucos, limitando-se somente ao propósito do seu uso.
  • Não é porque você escreve algo em uma rede social que pode permitir todo tipo de comentário, especialmente se eles te ofenderem de alguma maneira. Delete, bloqueie o usuário. Sem dramas.

A recomendação geral é manter apenas aqueles canais que fazem sentido para você, que tem um propósito de uso, e diminuir a frequência de acesso de modo que tal acesso não seja o buraco negro do seu dia.

E você, tem alguma dica para lidar melhor com as redes sociais?

Thais Godinho
07/01/2016
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