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Mesmo que eu não tenha mais projetos e metas literárias (por hora), ler é algo sempre presente na minha vida, especialmente em períodos mais introspectivos ou de inspiração. Este mês, gostaria de compartilhar com vocês o que tenho lido e dizer por que quis lê-los.

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Tony Robbins é coach. Para conhecer um pouco do seu trabalho, veja o documentário “Eu não sou o seu guru”, no Netflix. Meu trabalho com o coaching tem me inspirado a estar sempre lendo algo relacionado, e esse livro (que é enorme, um calhamaço!) tem me acompanhado ao longo do mês e trazido uma série de insights legais. Se você se interesse pelo assunto coaching, motivação, encontrar propósito de vida etc, este livro pode te agradar.

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O livro vale pelo capítulo final. Ele tem uma pegada mais autobiográfica e não me identifiquei com a autora em diversos momentos, o que pode ter tirado o brilho da obra para mim (mas vejam: trata-se de identificação, o que muda de pessoa para pessoa e você pode adorar!). Mas a autora acabou se encontrando e hoje trabalha ajudando as pessoas a se encontrarem também. Eu recomendaria esse livro para pessoas que sentem que já fizeram um monte de coisas na vida e ainda não encontraram um norte, mas estão buscando. Se você gosta de viajar, vai curtir bastante os relatos da autora.

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Comprei assim que o vi na livraria (antes do lançamento oficial) e li até acabar. Adoro a Rita Lee, adoro biografias de músicos (meu gênero preferido) e, nesse livro, ela manda a real sobre muitos acontecimentos e eu adorei, especialmente porque meu pai era “roqueiro da Pompeia” e eu conhecia (e cresci) no meio de um monte de pessoas que ela cita no livro. O que eu acho legal de indicar para quem tem interesse é mostrar como você vai deixando um legado com tudo o que você faz e a importância de se respeitar, trazendo inspiração para o seu dia a dia, deixando a criatividade aflorar, como modo de vida mesmo.

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Bom, e continuando com a biografia de músicos e falando sobre criatividade e inspiração, eis outro livro que comprei assim que vi, antes mesmo do lançamento oficial. O Rick Bonadio vira e mexe faz sucesso na tv porque está participando de algum programa (no momento, é o X-Factor), mas eu sou fã dele desde quando ouvi, há uns 20 anos, que ele “foi o cara que descobriu os Mamonas Assassinas”. Desde então, passei a me interessar pelo assunto produção musical e a acompanhar o seu trabalho. Eu ainda tenho na minha lista de algum dia / talvez fazer um curso de produção musical, assunto pelo qual continuo apaixonada, e ele certamente foi uma das minhas maiores influências. Gostei muito do livro dele, mas acho que ele poderia ter escrito mais sobre a produção em si.

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Esse livro foi sugerido e emprestado por um amigo meu (obrigada, Victor!), que disse que eu adoraria. Ele estava certo! um livro que tem muito a ver com propósito, objetivos, projetos, fazer acontecer, de modo geral. Se você é crazy maker como eu, cheio de ideias, tenho absoluta certeza que irá adorar esse livro também!

E você, leu algum livro legal ultimamente? Indique nos comentários!

Thais Godinho
22/11/2016
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Alguns livros acabam passando na frente dos outros na fila de livros que quero ler porque eu sei que a resenha deles é importante para os leitores do blog. E, quando se fala em Marie Kondo, hit total do momento, os pedidos aumentam cada vez mais, então eu priorizei a leitura desse livro este mês, já adiantando que gostei bastante.

Kit viagem: pashmina, bloquinho e caneta para fazer uma super captura e esvaziar a mente, e a leitura atual. #vidaorganizada

Uma foto publicada por Vida Organizada 🕐 (@blogvidaorganizada) em

Fui viajar e aproveitei para ler o livro. A leitura demorou dois dias. O livro é grande (270 páginas), mas a leitura flui de forma leve. Esse livro é o segundo livro da Marie Kondo. O primeiro, “A mágica da arrumação”, já teve resenha aqui no blog e é um sucesso de vendas no mundo todo. Ela vendeu cerca de 5 milhões de livros até então (mais que o GTD, minha gente, que vendeu 4 milhões em mais de 20 anos), e um sucesso desses não pode ser ignorado.

Quando eu li o primeiro livro da Marie, eu o achei muito radical. Queria ler em inglês para ver se alguns termos traduzidos é que podem ter passado essa impressão (se eu fizer isso futuramente, atualizo aqui no post). Porque, lendo o segundo livro, ela não me soou tão radical. É um livro muito mais empático e esclarecido que o primeiro, sobre o seu método.

Muitas profissionais de organização torcem o nariz para a Marie porque ela, na verdade, diz que o único método de organização que funciona é o dela. E o fato de o método dela funcionar não significa que outros não funcionem. Trata-se apenas de encontrar aquilo que combina mais com você e com a fase da sua vida nesse momento. Mas os fãs da Marie, que curtem seu método, reafirmam o que ela diz, e torna-se uma discussão quase interminável na Internet. O jornal New York Times publicou outro dia uma reportagem super polêmica com a Marie, onde rolam altas alfinetadas na NAPO (associação americana de personal organizers – uma verdadeira instituição respeitada nos Estados Unidos), e isso causou furor entre as profissionais norte-americanas do mercado de organização. Eu fico com um pouco de pena da Marie nessa história, porque ser uma pessoa com a visibilidade dela não deve ser fácil. Devem empurrar todo tipo de polêmica e palavras para cima dela, e então qualquer tipo de reportagem como essa suscita mil reações agressivas, o que gera todo um bolo muito errado de acontecimentos.

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O fato é que a Marie vem causando transformações na vida das pessoas através da organização, e não é isso o que todas as profissionais de organização se propõem a fazer e fazem tão bem? Sim. Ela tem a maneira dela de fazer isso, assim como eu tenho a minha, a personal X tem a dela e cada pessoa tem a sua. O que acontece é que nem todo mundo teve a oportunidade de publicar um livro e ser lido por milhões, e isso confere mais credibilidade a uma maneira de se fazer as coisas – o que as pessoas precisam saber, com bom-senso, que não significa que é a única maneira certa de se fazer.

Mas, sobre o livro, eu gostei muito. Uma pergunta que sempre surge é se vale a pena comprar esse livro se você já comprou o primeiro. Gente, essa pergunta é muito esquisita. São livros diferentes. Se você gosta do autor, claro que vale a pena comprar. Não existe essa coisa de “compre esse ou aquele”. Siga o conselho da Marie e, depois de lido, doe ou mantenha se te traz alegria. Mas, como autora, acho complicado sugerir que você escolha entre um e outro, porque os livros são textos diferentes. Apesar de serem ambos sobre o mesmo método, “Isso me traz alegria” é um livro depois do furor, que busca esclarecer as pontas deixadas abertas pelo primeiro. Fora que ele é ilustrado, e as ilustrações são lindas e bastante úteis para entender todo o conceito de dobras e outras coisas que ela ensina. Ele também é um livro mais detalhado, mas bem estruturado entre as sessões – um guia mais prático, digamos assim. Mas, se você não leu o primeiro, provavelmente vai ficar “boiando” no que ela ensina. Então recomendo a leitura dos dois, na ordem de lançamento.

O grande propósito da Marie ao escrever esse segundo livro foi trazer um guia ilustrado (eu diria mastigado) do seu método, esclarecendo quaisquer dúvidas que possam existir. Serve para quem leu o primeiro, começou a organização de acordo com o método dela, mas precisa de uma forcinha. Também serve para quem leu o primeiro, mas não sabe por onde começar. E também é muito legal para quem já é organizado e quer dicas adicionais.

O método todo da Marie é bastante simples: descarte aquilo que não te traz alegria e, o que sobrar, arrume um lugar certo para cada coisa. No final das contas, isso é organização pura e simples, não “o método da Marie”. Mas eu gosto muito do tom de simplicidade que ela traz a todo momento, e acredito que isso seja o que faz seus livros fazerem tanto sucesso.

Se selecionar pelo que te traz alegria é o mais correto ou não, se fazer um descarte radical funciona, se jogar fora recordações dá certo, isso é assunto para outro post, e também já adianto que nunca vai existir essa coisa de certo ou errado na organização, mas sim aquilo que funciona para você, em cada momento da sua vida. Tem vezes que vale a pena ser radical, tem vezes que você vai querer fazer aos poucos. O mais importante é respeitar o processo, porque respeitar o processo é respeitar a si mesmo(a). E isso a Marie passa também, independente da forma que ela use para demonstrar isso.

É um bom livro, que recomendo ter na estante, e achei melhor que o primeiro.

Thais Godinho
23/07/2016
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Para entender um pouco da Thais como blogueira e do Vida Organizada

Todo mês gosto de acompanhar os lançamentos das editoras e sempre compro livros para caramba, então achei legal fazer aqui no blog um post com frequência mensal mostrando os lançamentos que tenham a ver com os assuntos tratados no blog. Espero que seja útil para indicações legais de leituras para vocês.

“A arte de fazer acontecer”

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Autor: David Allen
Editora: Sextante

Acho que o lançamento mais significativo foi a edição 2015 do livro do GTD, já resenhado aqui!

“Felicidade agora”

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Autor: Daniel Gottlieb
Editora: Gente

Hoje é muito comum que deixemos a vida para depois, para quando tivermos tempo e dinheiro, por exemplo. Mas esse depois nunca chega… E com o passar dos anos nos tornamos infelizes, tomados por uma enorme descrença em nós mesmos.

Daniel Gottlieb, psicólogo e terapeuta familiar que ficou tetraplégico após um acidente automobilístico, é extremamente qualificado para oferecer conselhos sábios sobre aquilo que desejamos e aquilo de que realmente precisamos. O intuito dele é nos mostrar como:

  • Viver o momento presente
  • Acalmar mentes inquietas
  • Reconectar nossas emoções ao corpo
  • Descobrir as coisas indescritíveis que definem quem somos
  • Vivenciar plenamente a importância do amor

Neste livro, ele compartilha aberta e honestamente acontecimentos traumáticos de sua vida e dá voz às ansiedades de seus pacientes com o objetivo de mostrar que não estamos sozinhos em nossas lutas, não importa quão profundos sejam nossos sofrimentos. Com breves ensaios terapêuticos, Felicidade agora vai iluminar o reencontro com nossa própria sabedoria interior e nos revelar os caminhos para o bem viver.

“13 coisas que as pessoas mentalmente fortes não fazem”

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Autor: Amy Morin
Editora: Sextante

Depois de superar uma séria crise pessoal, a psicoterapeuta Amy Morin escreveu em seu blog um post sobre as principais características das pessoas que conseguiam enfrentar as dificuldades sem se deixar abater. O artigo se tornou viral e foi lido por mais de 10 milhões de pessoas em uma única semana.

O texto se baseava no conceito de força mental – a capacidade de ser resiliente, de controlar pensamentos e emoções e de evitar comportamentos negativos, como sentir pena de si mesmo, ficar preso ao passado ou desistir depois do primeiro fracasso.

Neste livro, a autora aprofunda sua tese e apresenta pesquisas, histórias reais e estratégias práticas para que qualquer pessoa possa reprogramar os hábitos nocivos que comprometem sua saúde, sua produtividade e seu bem-estar.

“Mulheres em ebulição”

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Autor: Dra. Julie Holland
Editora: Sextante

Baseado em estudos e pesquisas científicas, Mulheres em ebulição faz um raio X da vida e da saúde da mulher, abordando temas como TPM, sexualidade, casamento, envelhecimento, menopausa, anticoncepcionais, reposição hormonal, relação entre comida e humor, importância do sono, terapias naturais e depressão.

Especializada em psicofarmacologia e com mais de 20 anos de experiência clínica, Dra. Julie Holland afirma que a variação de humor que toda mulher vive – um dia cheia de energia, o outro se sentindo a pior das mortais – é uma característica feminina básica que não deve ser anulada com remédios nem encarada como um problema a ser resolvido.

A autora analisa a fundo esta questão e discute os prós e contras do uso de medicamentos, mostrando quando eles são indicados e quando só pioram a situação. Além disso, ela traz informações detalhadas sobre como os hormônios influenciam nossas decisões, nosso comportamento e nossos relacionamentos.

A variação de humor é um indicador poderoso de quem somos e do que queremos. Quando anulamos nossa emotividade, abrimos mão de uma parte importante de nós mesmas. E quando aprendemos a compreendê-la, podemos fazer dessa aparente fragilidade a maior fonte de nossa força.

“Ansiedade corporativa”

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Autor: Adriano Silva
Editora: Rocco

Depois de O Executivo Sincero, em que aborda as relações humanas no mundo corporativo – uma metáfora da própria vida, com sua balança cotidiana de erros e acertos, sucessos e fracassos –, Adriano Silva oferece, em seu novo livro, um testemunho franco sobre temas considerados tabu no universo do trabalho e compartilha com o leitor suas experiências sobre como enfrentar sentimentos como ansiedade, depressão, medo e melancolia, dentro e fora do escritório.

“Pais superprotetores, filhos bananas”

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Autor: Jessica Lahey
Editora: Harper Collins

Neste livro, Jassica Lahey mostra como é importante oferecer às crianças a chance de errar durante o ensino fundamental e garantir que elas aprendam com seus fracassos e atrasos, que são inevitáveis na vida.

Thais Godinho
08/11/2015
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