ou

Deveria ser proibido a gente abrir uma caixa de mudança na casa nova e descartar algo que estava dentro. É importante fazer essa seleção antes de se mudar – ideal mesmo é fazer antes de começar a encaixotar seus pertences. Se a gente deixar para decidir enquanto já está colocando dentro de caixas, a tendência é colocar tudo dentro porque é mais fácil fazer isso que decidir dar outro fim ao objeto (“só quero me livrar disso”). Portanto, antes mesmo de começar a empacotar tudo, destralhe. Aliás, vou além: mesmo que não tenha uma mudança em vista, destralhe como se tivesse. Porque a tendência do ser humano sempre é a de acumular coisas enquanto houver espaço para elas.

Segue então uma checklists do destralhamento para mudanças:

  • Comece com as SUAS coisas, e não com tudo de todo mundo da casa:
    • Materiais de referência: arquivos, documentos, material no geral, papelada no geral
    • Equipamentos: gadgets, eletrônicos
    • Decoração: quadros, bibelôs, lembranças, presentes, tapetes etc
    • Móveis: O que você precisa levar? O que pode doar ou vender?
    • Suprimentos: artigos de escritório, cadernos, canetas, cosméticos, remédios e outros
    • Roupas, sapatos, acessórios (bolsas, cintos, lenços)
    • Livros, revistas, CDs, filmes, discos
  • Passe para as coisas de uso comum:
    • Decoração
    • Móveis
    • Panelas, itens de cozinha, itens de área de serviço e relacionados
    • Eletrodomésticos, eletrônicos, equipamentos
    • Papelada
  • Auxilie nos objetos de uso individual das outras pessoas que moram com você, mas sem forçar – deixe a pessoa decidir:
    • Brinquedos dos filhos
    • Roupas do marido ou da esposa ou de outro familiar
    • Artigos pessoais de outras pessoas

Há muitos objetos que podem ser doados ou até mesmo vendidos. Hoje, com tantas opções de canais online para isso (OLX, Bom Negócio, o próprio Facebook), é bobeira ficar com coisas em casa que já não sirvam mais para a gente. Quem não quiser vender pode ajudar alguém fazendo uma doação, pois sempre tem alguém que precisa de algo que a gente não use mais. Portanto:

  1. Venda
  2. Presenteie alguém
  3. Doe para quem precisa
  4. Reaproveite para outros usos
  5. Recicle
  6. Jogue no lixo

Além de diminuir a quantidade de coisas que precisarão ser encaixotadas, você se liberta. É libertador viver com o que for necessário ou amamos muito, sem tralhas. No final das contas, a mudança vem antes.

Thais Godinho
07/02/2017
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Este é um exercício que tenho feito ultimamente e que gostaria de compartilhar com vocês.

Destralhar a minha casa tem sido uma constante ao longo dos anos. Sempre tem coisa para tirar, o que não deixa de ser impressionante.

Atualmente, tenho sido ainda mais criteriosa com tudo o que fica. Procuro manter o que o David Allen (autor do método GTD) recomenda como “coisas que normalmente têm seu lugar na casa”: referência, equipamentos, decoração e suprimentos. Mas, mesmo entre esses, tenho feito o interessante exercício de pensar: e se me chamassem para trabalhar em outro continente e eu precisasse me mudar em um mês? Eu levaria este objeto?

Pode parecer besteira, mas eu funciono bem com esse tipo de raciocínio.

O resultado é que tenho me desapegado de muito mais coisas, se pensar no trabalhão que seria me mudar com elas para outro lugar tão distante. E tenho ficado cada vez mais apenas com o essencial.

Mesmo as quatro categorias citadas lá em cima me fazem pensar na vida, porque todas elas podem ser digitalizadas (referência), vendidas (equipamentos, decoração) ou doadas (suprimentos).

Eu acredito que o fato de ter passado por muitas mudanças nos últimos anos me deixou assim. Acabei começando a gostar das mudanças, porque elas me dão a oportunidade de reavaliar tudo sempre. Mas você não precisa passar por uma mudança de casa real para fazer esse destralhe – fica a dica então para, como eu, tentar pensar assim no dia a dia.

Me conte nos comentários como foi.

Thais Godinho
28/01/2017
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Nessa transição de um ano para o outro, é comum pensarmos mais nos nossos objetivos. O que é tudo bem mas, será que eles estão coerentes entre si? Ou seja, o que você quer a curto prazo tem a ver com o que você quer a longo prazo? Seus projetos atuais refletem tais objetivos? Neste post, você vai aprender a identificar e refletir sobre o que quer alcançar em curto, médio e longo prazo na sua vida, sem pressão. A ideia é entender se o seu tempo está sendo aproveitado de uma maneira que te deixa feliz.

A vida é uma aventura. Definir objetivos significa ter um mapa em mãos quando se coloca o pé na estrada. Você pode até mudar um pouco um percurso mas, se se perder, você sabe que o seu mapa está ali para te ajudar. A ideia de ter objetivos listados é a mesma. Eles não são engessados, cravados em pedra. Você pode mudá-los, se sua vida caminhar para isso. Mas, uma vez que você os tenha definido, isso te ajuda a não perder coisas que não tenham a ver com você e com a vida que você quer viver.

Às vezes é mais fácil pensar em objetivos de longo prazo, pois eles denunciam valores importantes. Por isso, podem ser um ponto de partida. No entanto, não existe jeito certo de definir objetivos. Você pode simplesmente identificá-los.

Vamos às definições:

  • Um objetivo de curto prazo é um objetivo que você pode querer alcançar em até dois anos. Essa definição tem muito a ver com o GTD (método de produtividade). O que você quer que seja verdade até o fim do ano que vem? Essa abordagem é interessante porque permite que a gente reflita sobre estados que não temos hoje em nossa vida. Analisando todas as áreas da minha vida, o que eu quero que seja verdade em cada uma delas? Em Finanças, por exemplo, pode ser algo como “Guardar X reais para dar entrada em um apartamento”. Em Saúde, pode ser “Emagrecer 10kg”. Em Carreira, pode ser “Mudar de emprego”. Perceba que todos esses objetivos podem levar menos tempo que até dois anos, por isso que falamos em “até”, e não “em”. Os objetivos de curto prazo expressam vontades.
  • Um objetivo de longo prazo é aquele objetivo de vida, que você vê lá na frente, como algo que você quer conquistar na sua vida. Pode ser “Comprar um apartamento no bairro desejado” ou “Ter uma família grande e unida”. Os objetivos de longo prazo expressam valores.
  • Já o objetivo de médio prazo é aquele no meio termo, que engloba a maior parte da sua vida. De 3 a 10, 20 anos adiante, você pode ter objetivos de médio prazo. Os objetivos de médio prazo expressam seu estilo de vida. Como eu quero estar vivendo daqui a 10, 15 anos? Como eu quero que seja o meu trabalho daqui a 20 anos? E, uma vez identificados, você consegue trazer metas intermediárias para mais perto, que talvez vão gerar projetos.

O exercício aqui só pode ficar mais personalizado se nós trabalharmos juntos no processo de coaching. <3 Porque a ideia é você exercitar esse raciocínio em cada uma dessas esferas e aí comparar um com o outro. Por exemplo: se eu quero ter uma família grande e unida, o que precisa acontecer antes? Casar, ter um, dois filhos, ou adotar. E para isso acontecer, o que tenho que fazer? Como isso impacta no meu hoje? Exemplo prático:

Objetivo de longo prazo: Comprar um apartamento no bairro desejado
Objetivo de médio prazo: Comprar um apartamento
Objetivo de curto prazo: Guardar X reais para dar entrada em um apartamento
Projetos que podem ter a ver: Buscar investimentos com lucratividade X por mês, Buscar uma segunda atividade remunerada, Definir o tipo de apartamento que consigo comprar e por aí vai.

Dá pra tirar uma tarde para pensar nisso, não? 😉

Thais Godinho
16/01/2017
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