ou

Analise o que você tem na sua casa hoje. Veja as seguintes categorias de coisas:

  1. Decoração (móveis, quadros, fotos, plantas)
  2. Equipamentos (telefone, computador, fogão)
  3. Suprimentos (canetas, despensa, produtos de limpeza, roupas)
  4. Arquivos de referência (documentos, exames, livros)

Mesmo nessas categorias você pode encontrar “tralha” (= o que não está em uso), mas não vou aprofundar nelas aqui.

O que eu quero que você veja é tudo o que não pertence a essas quatro categorias de coisas. Perceba como são objetos que você provavelmente não precisa ter. Pra se livrar de imediato.

O que é necessário ter em casa para poder viver? É claro que aqui você vai incluir decoração, suprimentos, arquivos e equipamentos específicos. Por exemplo: uma pessoa que pratica esportes pode ter raquetes de tênis como equipamentos. Uma blogueira de beleza pode ter um monte de pincéis de maquiagem para demonstração como suprimentos. Depende da sua vida.

O que não vale a pena é manter em casa o que você não precisa ter para viver. Repense o sentido de posse. Pra que ter o negócio fisicamente? Qual o sentido? Pra que consumir? Comprar?

Esse pensar talvez te leve a ver seu espaço de uma outra maneira.

Thais Godinho
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Vocês sabem que eu não gosto de dar dicas comuns, que vocês encontram em qualquer lugar. O que trago no blog, a cada post que escrevo, é o que vejo, aprendo com os leitores, em sala de aula, com participantes dos meus cursos, em meu trabalho como coach e, essencialmente, do que vivencio no dia a dia. E, hoje, se eu pudesse resumir em cinco maneiras como deixar a casa mais organizada para o ano novo, eu iria certeira nas seguintes:

1. Encontre o minimalismo que funcione para você

Destralhar deve ser algo constante, a se fazer regularmente. Se eu pudesse dar uma única recomendação para você fazer na sua casa em 2017, seria manter nela apenas aquilo que é útil e você ama. Destralhar não se trata apenas de se desfazer do que você não quer mais, mas de manter o que você quer. Esse foco é positivo.

O que é tralha para você, pode não ser para os outros. Por isso, ao se desfazer da tralha, na verdade você está proporcionando a outras pessoas ter acesso a materiais que podem ser úteis, apesar de não serem mais úteis para você. Destralhar, então, é um ato de compaixão, de doação. E a ideia é deixar em casa aquilo que, quando você olha, você gosta. Da cadeira ao martelo. Não sair comprando apenas por comprar, mas filtrar muito bem, em primeiro lugar, o que entra na sua casa, para que esse destralhamento vá diminuindo cada vez mais, com o tempo. Então se trata de consumo consciente também.

Além do que, claro: não dá para organizar tralha. Portanto, para ter uma casa organizada, destralhar é fundamental, o primeiro passo mesmo.

2. Aprenda sobre Feng Shui

Feng Shui é uma arte chinesa muito antiga que foi trazida para o Ocidente e pode ser usada para harmonizar as energias e ambientes da nossa casa. Na prática, significa dar propósito à organização e à decoração. Este ano, eu mergulhei nesse tema e vi como, com pequenos detalhes, podemos mudar completamente um ambiente e deixar a casa mais legal, com a nossa cara, e sabendo que cada objeto está em determinado lugar por algum motivo.

Eu acho que vale muito a pena ter uma pessoa que possa te orientar nesse processo. Aqui em casa, quem está me ajudando é a Wanice Bon’ávigo, do Armazém da Energia, parceirona aqui do blog. Ela faz esse trabalho de consultoria e tem muitos cursos. Existem muitos livros interessantes que também podem ajudar a dar uma visão, mas mesmo eu que sempre fui rata de biblioteca adorei ter uma pessoa comigo personalizando a coisa toda. Considere o que pode funcionar melhor para você. O fato é que a nossa casa é um templo sagrado e, se organizarmos e decorarmos com propósito, esse é um direcionamento legal e que torna realmente tudo mais harmonizado.

3. Pense menos em estoque e mais em usabilidade

Como eu costumo viajar bastante em decorrência da minha profissão, eu me acostumei com o minimalismo que se tem no dia a dia quando se precisa viver em um quarto de hotel. Você aprende a dar valor ao que realmente faz diferença, que é ter uma cama confortável, lençóis de qualidade, um bom chuveiro, iluminação indireta, limpeza, poucos objetos.

Sim, eu sei que a nossa casa precisa armazenar coisas. Mas tente pensar mais em ter apenas aquilo que você realmente usa ou faz sentido. Se você costuma guardar coisas que não usa tanto, apenas porque de vez em quando pega para dar uma olhada ou para usar, será que vale a pena mesmo ter? Ou existem outras soluções, como alugar ou pegar emprestado quando for o caso?

Exemplos típicos são: equipamentos esportivos, de camping, louças, livros, itens de papelaria, aparelhos eletrônicos, eletrodomésticos, entre tantos. E é claro que cada caso é um caso. Avalie.

O que quero dizer é que, muitas vezes, fazemos estoques de canetas e nem usamos todas que compramos porque a tinta acaba secando antes de você efetivamente ter gasto uma a ponto de trocar por outra. Ou comprando itens para casa que parecem úteis mas são usados só uma vez por ano, como panela de fondue. Será que não vale a pena, uma vez por ano, ir a um restaurante e curtir a experiência dentro de um contexto diferente em vez de ocupar espaço em casa de algo que vai usar tão pouco? Mais uma vez: cada caso é um caso. Mas verifique se não é o seu.

Os imóveis estão tão pequenos hoje em dia, e isso tem suas vantagens (limpeza e manutenção, por exemplo). Aproveite seu espaço de acordo com seu uso, tornando essa experiência mais agradável e menos entulhada de coisas.

4. Delegue mais

Eu gosto muito de cuidar da casa, acho terapêutico. O que eu não acho terapêutico é chegar, depois de um dia de trabalho, extremamente cansada, e ter que decidir entre brincar com o meu filho ou lavar o piso do banheiro. Muitas vezes, a gente tem que aprender a abrir mão de algumas atividades em detrimento de outras. Se você começar a se sentir sobrecarregado(a), faça escolhas.

Não tem nada de errado em contratar um profissional para cuidar da limpeza da casa ou alguém para fazer serviços básicos para você. Ninguém tem que ser um super herói do cotidiano, fazendo malabarismos. Se você tem dois empregos, por exemplos, os ganhos com um segundo emprego devem dar para compensar esses extras, porque não tem como você ter dois empregos e ainda querer fazer tudo o que fazia antes, quando tinha só um.

Sei que, em tempos de crise, ninguém quer pensar em gastar dinheiro a mais. Mas pense assim: quanto vale a sua hora de trabalho? 50, 90 reais? Quanto dinheiro você está perdendo passando quatro ou seis horas do seu sábado se dedicando a uma atividade que outra pessoa poderia fazer por 150/dia?

5. Descubra seu elemento diferencial: música, arte, plantas

Para tornar a sua casa um lugar seu, com a sua identidade, identifique aquilo que é importante para você. Se você gosta de plantas, incorpore esse elemento. Se gosta de música, como trazê-la aos ambientes? O mesmo vale para artes, literatura, história, quadrinhos, esportes e hobbies diversos ou gostos que você tenha. Se você fizer isso, sua casa terá sua cara de verdade, transformando-se em um lar que você gosta de ficar e curtir um tempo.

Essas são as minhas cinco maneiras de te ajudar a ter uma casa mais organizada em 2017. O que você pretende aplicar? Deixe nos comentários!

Thais Godinho
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O primeiro passo da organização, segundo o método do Vida Organizada, é destralhar. Destralhar significa tirar da sua vida aquilo que não faz mais sentido para você, mantendo o que tem significado. É um exercício constante de reavaliar pensamentos, sentimentos, atividades, projetos e até mesmo situações.

Faz parte desse Planejamento 2017, então, a gente parar para pensar um pouco na vida e ser honesto consigo mesmo sobre o que vale a pena ir com a gente para 2017 e o que vale a pena deixar para trás em 2016.

oquedeixarem2016

É claro que algumas coisas não podem ser simplesmente abandonadas. Leva tempo para a gente se desfazer. Mas a ideia aqui é justamente identificar e dar o primeiro passo. Ter uma vida organizada significa levar uma vida coerente com os seus valores, com o seu propósito, de modo que eles se reflitam em tudo o que você faz. E, aquilo que não tem nada a ver, pode ser interessante a gente reavaliar e ver se vale a pena manter.

Quando a gente fala em se planejar, é comum travar quando para para pensar “no que eu quero para o ano que vem”. Muitas vezes, o caminho inverso – pensar no que eu não quero – pode ser mais fácil, porque a repulsa é mais fácil de identificar.

Pare então e pense nos seus últimos meses, tanto em nível pessoal quanto profissional.

  • O que você não aguenta mais?
  • Qual é o maior problema da sua vida atualmente?
  • O que tem te causado mais preocupação?
  • Que pessoas você não quer mais que façam parte da sua vida?
  • Que problemas de saúde você não quer mais ter?
  • Que problemas em casa você não aguenta mais?
  • Que problemas no trabalho você não consegue mais suportar?
  • Que projetos não fazem mais sentido?
  • Que processos na sua rotina poderiam ser melhorados?

Tem situações que realmente já deram o que tinham que dar, mas mesmo assim você as suporta, ou carrega, durante ANOS, sem dar o primeiro passo para a mudança. Pode ajudar passar as respostas das perguntas acima para o papel, porque escrever ajuda a refletir. E, com esse papel, analise item a item, perguntando o que seria necessário para tirar aquilo da sua mente. O que você efetivamente pode fazer? Qual sua próxima ação?

Alguns exemplos: projetos que não têm mais nada a ver, sobrecarga no trabalho, abuso moral e físico, desânimo, casa cheia de tralha, amizades duvidosas, saúde se deteriorando, dívidas, problemas de sempre. Nada disso desaparece por acaso. Você precisa ter um plano de ação, e o primeiro é identificá-los.

Muita coisa você pode simplesmente fazer imediatamente. Uma amizade que não te faz bem pode simplesmente significar cortar relações com a pessoa. Uma mudança de emprego, no entanto, é algo um pouco mais complexo, mas você precisa começar de algum lugar. Defina a primeira coisa, o primeiro passo, e execute-o. Depois, defina outro passo. E assim vai. O que não dá é para ficar parado(a), esperando se resolver, adiando sua felicidade.

Se você tiver sentimentos que pretende deixar em 2016, pergunte-se o que é suficiente para fazer você deixá-los para trás efetivamente. E deixe que eles fiquem mesmo para trás. Você não precisa pensar duas vezes em uma mesma coisa, a não ser que você goste de pensar naquilo. Existe uma máxima budista que diz: se um problema tem solução, então não precisa se preocupar; se não tem, não precisa se preocupar também (apenas busque a solução).

Pare de adiar a sua felicidade. A organização serve justamente para termos mais qualidade de vida, e a qualidade de vida depende essencialmente da qualidade que você atribui a ela. Não é algo que acontece por acaso. Destralhe sua vida, sua casa, suas contas, seus projetos. Mantenha aquilo que faz sentido, que te deixa feliz, que te dá o sentimento de que a sua vida está seguindo adiante, para onde você quer.

“Ah, mas não é tão simples”. Algumas coisas são, outras não. Mas você precisa começar.

Deixe em 2016 o que “já deu”. 2017 é um novo ano. Aproveite esses últimos dois meses para deixar para trás aquilo que definitivamente não precisa mais estar com você.

Thais Godinho
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