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Este post faz parte de uma blogagem coletiva organizada pelo blog Transformando Espaços. Confira aqui o post que originou a blogagem.

Minhas três melhores dicas organização para guarda-roupas e closets, hoje, são:

1. Conheça seu estilo

A organização não se trata apenas de colocar as coisas no lugar certo (apesar de que esse conceito, por si só, engloba bastante coisa – o que significa “lugar certo”?). Mas, no caso dos guarda-roupas, um dos maiores fatores que contribuem com a sua super lotação e desânimo que origina a famosa frase “não tenho o que vestir!” vem do fato de comprarmos peças de roupas sem conhecermos o nosso próprio estilo. Por isso, para ter um guarda-roupa legal e manter nele apenas aquilo que você gosta e que tenha a ver com você, você precisa conhecer o seu estilo.

E conhecer o estilo significa também uma série de coisas, como: que estilo de vida você leva em casa, seu trabalho, as cores que combinam mais com você, as roupas que você gosta de vestir, as peças que caem melhor em você, conhecer o formato do seu corpo, os materiais que se encaixam no estilo de vida que você tem, entre outros pequenos detalhes que, no dia a dia, ao fazer compras, talvez nem todo mundo leve em consideração.

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Muitos guarda-roupas lotados estão cheios de roupas que eram da irmã mais velha, roupas ainda com etiquetas e aquelas famosas peças compradas em liquidação apenas porque estavam uma pechincha. Um guarda-roupa assim, composto por peças que não são extraordinárias, apenas “para constar”, é um guarda-roupa com tralha. Então, quando digo que conhecer seu estilo é a primeira dica para ter um guarda-roupa organizado, é porque realmente é importante.

Veja, destralhar não significa focar no que você vai jogar fora, e sim naquilo que você vai manter. E, no caso do guarda-roupa, como saber o que deve ser mantido se você nunca pensou com carinho nas peças que têm a ver com o seu estilo pessoal?

2. Destralhe o que não tem nada a ver

A segunda dica vem para complementar a primeira mesmo. Uma vez que você descubra o seu estilo (e não se engane: é uma construção para a vida mesmo – não dá para fazer uma única vez e achar que nunca mais vai fazer essa seleção, pois as coisas mudam, você muda, a vida muda), fica mais fácil entender aquilo que não tem mais nada a ver com você.

Para o guarda-roupa, existem algumas técnicas para fazer esse destralhamento:

  • Essa roupa fica maravilhosa em mim? Isso tem até um pouco a ver com o conceito da Marie Kondo de se perguntar se aquela peça de roupa te traz alegria. Na verdade, se uma peça fica maravilhosa em você, em termos de cor, corte, e você ama muito, isso é um indicativo de que você deve mantê-la.
  • Eu usei essa peça no último ano? Pensar em termos de “último ano” é certeiro porque te obrigou a pegar todas as estações. Se você não usou a peça no último ano, seja honesta(o) consigo mesma(o) e doe. A chance de você usar no próximo ano é mínima.
  • Essa peça está em bom estado? Se a peça estiver com bolinhas, puída, sem botões, descosturada, sem botão e com outros problemas, questione se vale a pena realmente mantê-la.
  • Quantas peças semelhantes eu tenho? Separe suas roupas em categorias (blusas, calças, vestidos, saias, sapatos etc.) e avalie as quantidades. Adianta ter 12 calças brancas? O objetivo aqui é realmente reduzir ao essencial para que você possa aproveitar melhor o que você tem.
  • Essa peça combina com outras que eu tenho? Uma peça precisa combinar com outras no seu armário, e quanto mais combinações variadas ela promover, melhor. Uma peça que só pode ser usada com uma única outra peça provavelmente não é muito versátil e, por isso, será que vale a pena manter? Não valeria mais a pena abrir espaço para uma peça um pouco mais versátil e que você vai usar mais vezes, gerando mais combinações?

Não existe nada melhor que tem um guarda-roupa com seu acervo pessoal de roupas, refletindo o estilo que você tem, versátil e prático para o dia a dia. Ninguém precisa de um armário-cápsula se tiver um guarda-roupa assim, porque todas as roupas serão legais, necessárias e que te deixem com a auto-estima legal.

3. Arrume no espaço que você tem

Toda vez que alguém reclama da falta de espaço para as suas coisas, eu sei que na verdade a pessoa tem coisas demais. Isso vale até para mim! Eu busco na humildade de um morador de rua que quase não tem pertences o que é essencial uma pessoa ter para viver os seus dias. Sinceramente, todos nós temos coisas demais e podemos diminuir. Não se trata apenas de espaço, mas de ter em casa (e no guarda-roupa) apenas as coisas que têm a ver com a gente, que a gente gosta e usa efetivamente. Dar mais valor ao que cada um tem.

Isso vale inclusive para os móveis que você já tem casa. Um armário, embutido ou não, tem seu espaço. Espaços são limites – veja o que você tem. Você não precisa comprar coisas novas para se organizar, a não ser que esteja se mudando agora para a sua primeira casa e obviamente precise estruturar com móveis.

Otimizar o espaço que tem significa aproveitar aquela área alta do guarda-roupa com um gaveteiro de plástico embaixo, ampliando o espaço. Significa guardar as roupas dobradas, para que caibam mais peças do que se estivessem apenas penduradas. Você precisa fazer o melhor com o espaço que já tem, e isso pode ser feito através do destralhamento e depois de técnicas simples de arrumação. Porém, todo o assunto arrumação do guarda-roupa daria um post por si só (o que nós já temos – leia aqui).

Se você gostou dessas dicas e quer aprender muito mais na prática, conheça nosso workshop com esse tema:

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Espero que as dicas tenham sido úteis para você aplicar hoje mesmo! Boa semana a todos.

Thais Godinho
18/07/2016
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