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Alguns leitores do Vida Organizada comentaram que já até fizeram a declaração, que iniciou na quinta-feira passada, dia 2 de março. Não deixe para a última hora (28 de abril) para fazer! Quanto antes você declarar, mais chances tem de receber a restituição do valor (se houver alguma) nas primeiras levas, daqui a alguns meses (início em 16 de junho). Idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais têm prioridade.

Se você teve recebimentos no ano passado (2016) acima de R$ 28.559,70 em 2016, você deve declarar o imposto. O valor subiu 1,54% em relação ao ano passado, quando somou R$ 28.123,91 (relativos aos recebimentos em 2015). A multa para quem não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo será de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo corresponde a 20% do imposto devido.

De acordo com a Receita Federal, também estão obrigados a declarar o Imposto de Renda neste ano:

  • Os contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado.
  • Quem obteve, em qualquer mês de 2016, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas.
  • Quem teve, em 2016, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural;
  • Quem teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil.
  • Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro de 2016.

A única coisa que muda na declaração deste ano é que os contribuintes terão que informar o CPF das pessoas listadas como dependentes e que tenham 12 anos ou mais. Até o ano passado, a exigência era para dependentes acima dos 14 anos.

A entrega da declaração do Imposto de Renda 2017 poderá ser feita pela internet, com o programa de transmissão da Receita Federal (Receitanet), online (com certificado digital), na página do próprio Fisco, ou por meio do serviço “Fazer Declaração”, disponível para tablets e smartphones. Se você for trabalhador empregado, com vínculo CLT, pode ser mais fácil (e mais barato) fazer você mesmo(a) a declaração. Caso tenha dúvidas, consulte um(a) contador(a). Mas não deixe para a última hora! Este é o período do ano em que eles mais trabalham e podem não ter mais agenda para você.

Uma maneira fácil de organizar os documentos ao longo do ano é ter uma pasta para guardar exclusivamente os comprovantes para a declaração do ano seguinte, pois assim você não precisa ficar procurando ou buscando em lugares diferentes. Experimente para o ano que vem, se você ainda não faz assim.

Thais Godinho
06/03/2017
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Este é um exercício que tenho feito ultimamente e que gostaria de compartilhar com vocês.

Destralhar a minha casa tem sido uma constante ao longo dos anos. Sempre tem coisa para tirar, o que não deixa de ser impressionante.

Atualmente, tenho sido ainda mais criteriosa com tudo o que fica. Procuro manter o que o David Allen (autor do método GTD) recomenda como “coisas que normalmente têm seu lugar na casa”: referência, equipamentos, decoração e suprimentos. Mas, mesmo entre esses, tenho feito o interessante exercício de pensar: e se me chamassem para trabalhar em outro continente e eu precisasse me mudar em um mês? Eu levaria este objeto?

Pode parecer besteira, mas eu funciono bem com esse tipo de raciocínio.

O resultado é que tenho me desapegado de muito mais coisas, se pensar no trabalhão que seria me mudar com elas para outro lugar tão distante. E tenho ficado cada vez mais apenas com o essencial.

Mesmo as quatro categorias citadas lá em cima me fazem pensar na vida, porque todas elas podem ser digitalizadas (referência), vendidas (equipamentos, decoração) ou doadas (suprimentos).

Eu acredito que o fato de ter passado por muitas mudanças nos últimos anos me deixou assim. Acabei começando a gostar das mudanças, porque elas me dão a oportunidade de reavaliar tudo sempre. Mas você não precisa passar por uma mudança de casa real para fazer esse destralhe – fica a dica então para, como eu, tentar pensar assim no dia a dia.

Me conte nos comentários como foi.

Thais Godinho
28/01/2017
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Analise o que você tem na sua casa hoje. Veja as seguintes categorias de coisas:

  1. Decoração (móveis, quadros, fotos, plantas)
  2. Equipamentos (telefone, computador, fogão)
  3. Suprimentos (canetas, despensa, produtos de limpeza, roupas)
  4. Arquivos de referência (documentos, exames, livros)

Mesmo nessas categorias você pode encontrar “tralha” (= o que não está em uso), mas não vou aprofundar nelas aqui.

O que eu quero que você veja é tudo o que não pertence a essas quatro categorias de coisas. Perceba como são objetos que você provavelmente não precisa ter. Pra se livrar de imediato.

O que é necessário ter em casa para poder viver? É claro que aqui você vai incluir decoração, suprimentos, arquivos e equipamentos específicos. Por exemplo: uma pessoa que pratica esportes pode ter raquetes de tênis como equipamentos. Uma blogueira de beleza pode ter um monte de pincéis de maquiagem para demonstração como suprimentos. Depende da sua vida.

O que não vale a pena é manter em casa o que você não precisa ter para viver. Repense o sentido de posse. Pra que ter o negócio fisicamente? Qual o sentido? Pra que consumir? Comprar?

Esse pensar talvez te leve a ver seu espaço de uma outra maneira.

Thais Godinho
11/01/2017
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