12 Jul 2011

Lidando com pertences de pessoas que faleceram

{Imagem: Getty Images}

Meu pai faleceu ano passado quando eu estava prestes a ter meu bebê (na verdade, ele nasceu apenas quatro dias depois). Então, além da mudança de rotina por causa do novo integrante da família, eu precisei organizar os pertences do meu pai, pois sou filha única e ele era autônomo, deixando sócio e outras pendências.

Sabe, esse é um dos limites da organização. Nós podemos ser extremamente organizados, mas imprevistos acontecem e precisamos lidar com eles.

A morte faz parte da vida e com frequência perdemos alguém querido. Se for uma pessoa que vive com você, além do sentimento que você precisa lidar, ainda existem todas aquelas coisas que aquela pessoa deixou. Algumas dicas que eu posso dar com base na minha experiência são as seguintes:

1. Dê um tempo. Você não precisa tomar decisões agora. Absorver internamente a morte de alguém demora e a verdade é que nunca superamos realmente – apenas aprendemos a aceitar, porque não há mais nada a ser feito.

2. Tenha em mente que as lembranças que você deve guardar estão na sua cabeça, e não nos objetos deixados pela pessoa.

3. Também não leve tanto tempo para mexer nos pertences, pois você pode postergar para sempre (muita gente faz isso na tentativas de ignorar a dor). Eu levei cerca de um mês para conseguir começar a mexer nas coisas, mas também pode ter sido devido a estar com um bebezinho em casa. Só sei que, quando acabei de organizar tudo, fiquei feliz por ter me livrado o quanto antes.

4. Comece pelos itens que são ou podem ser de outras pessoas. Você pode não ver sentido em uma xícara de cerâmica trabalhada, mas algum parente seu sim. Se existirem itens que foram emprestados, devolva.

5. Inevitavelmente, você encontrará muito lixo. Não tenha dó de jogar fora. Não importa de quem era – é apenas lixo.

6. Todas as roupas podem ser doadas, inclusive para membros da família, mas evite a armadilha de guardar alguma “por recordação”. Para quê?

7. Providencie uma única caixa para guardar “tesouros”; itens que realmente valem a pena serem guardados como lembrança. Você os identificará. Apenas tome cuidado para não guardar o que não tem significado.

8. Você não precisa se desfazer de tudo de uma só vez. Vá aos poucos, para que isso não se torne um fardo na sua vida. E também para não correr o risco de se livrar de algo importante apenas porque estava com ânsia de resolver logo o problema.

9. Se a pessoa que faleceu tinha muita papelada e documentos importantes, guarde tudo em um só lugar e analise com algum advogado, para saber que providências deve tomar com relação a cada um deles.

10. Transforme o quarto que era da pessoa na casa em um cômodo neutro o mais rápido possível, para ele não virar um daqueles quartos que ninguém quer entrar porque tem muitas lembranças. Leve a roupa de cama para a lavanderia e depois doe o que puder. Se existem outras pessoas morando com você, fazer isso as ajudará a não sentir tanta dor ao passar pela porta daquele recinto. E evite deixar a porta fechada. A porta aberta faz com que acostumemos a passar por ali e ver que está tudo ok.

É triste? Muito, e bastante difícil lidar com tudo isso. Mas é necessário e precisamos fazer o que tem que ser feito, pois a nossa vida continua.

E você, já passou por essa experiência? Como foi lidar com isso?

26 comentários . Comentar via blog

  1. Pois é, eu leio aqui todos os dias, e o twitter também. Sou uma pessoa extremamente desorganizada, e aqui me motiva, e essa é uma das principais areas que quero mudar na minha vida ainda esse ano.
    Minha mãe faleceu há 11 anos, eu fiquei com algumas roupas dela, doamos muita coisa, e guardamos outras. Porém, apesar de ter passado tanto tempo, ainda existe coisas dela aqui. Como papelada, que ocupa muito espaço.
    Não resolvi isso, por puro comodismo. Mas agora, você me deu uma grande luz para começar a mecher nisso tudo!

    Beijos

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  2. Ainda não lidei com nenhuma situação semelhante…Mas estas dicas são preciosas…Um beijinho

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  3. Sao

    Thais, o teu blog é de facto inspirador. Estou consultando aos pouquinhos e sempre descubro algo que me acrescenta.
    Parabéns pelo post de hoje. Tocou-me especialmente.
    Um abraço de Portugal
    Sao

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  4. Jane

    Oi Thais,

    Mais um post incrível. Eu passei por duas vezes essa triste situação, quando perdi meu amado e jovem marido e quando perdi meu pai, há dois anos.
    Na morte do meu marido demorei bastante tempo para conseguir lidar com os pertences, era muito sofrido e doloroso mexer nas coisas todas.
    Mas muitos anos depois quando meu pai faleceu, ajudei minha mãe a lidar com as coisas do meu pai bem rapidamente, umas 2 semanas após, pelos motivos que vc expôs, as boas lembranças não estão em objetos, claro que tem os especiais, mas que vc percebe que são poucos.
    Grande abraço,

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  5. Beatriz

    Sim, recentemente. Nossa, fiquei até impressionada quando recebi esse e-mail. Perdi meu noivo há duas semanas, e sábado fui na casa dele buscar algumas coisas. Fiquei com todos os livros dele, creio que uns 200 ou mais. Também peguei dois perfumes, uma camisa do iron q ele gostava… mas tb joguei todos os exames dele fora e só deixei o q precisava para entregar ao médico q cuidou dele, pois ele teve uma doença q está em estudo, é rara e com prognóstico ruim, não existe uma linha de tratamento ainda… ai o medico pode querer alguns laudos. Peguei outras coisas tb, coisas pessoais nossas… enfim, é mto dificil… minha vontade era de levar tudo, mas a mae e o irmao merecem ter as recordações deles. Peguem so o q ele pediu q eu pegasse pra mim… é um processo super doloroso, sofrido… e acredito que alguns objetos sao importantes para manter viva a memoria daquela pessoa, por isso quis ficar com mta coisa, principalmente os livros, q eu ajudei a comprar. Desculpe, mas isso aqui saiu como um desabafo… estava precisando compartilhar isso com alguem… mesmo q seja so escrevendo. É uma dor que nunca passa. Dificil de aceitar e se conformar. Mas é a coisa mais natural do mundo, e infelizmente não sabemos como lidar. Abraços!

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  6. Eu passei recente pela perda da vó do meu esposo, uma semana depois a minha sogra(ela morava com ela), chamou os familiares e disse poderiamos escolher alguma recordação , após isto ela deu o que sobrou para doação .

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  7. Priscila

    O irmão da minha sogra, já idoso, faleceu neste ano, e ele costumava ficar deitado em um dos sofás. Quando ele faleceu, toda vez que minha sogra olhava para o sofá tinha crises de choro. Ela acabou doando o sofá por esse motivo.

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  8. Yumi

    Já passei por isso com os pertences da minha mãe. Foi difícil e minha mãe tinha muitos objetos, desde artigos de arte até tricô, crochê e máquinas overlock que ela tanto gostava. A maioria desses tipos de pertences foi doado entre familiares e pessoas conhecidas e os demais joguei fora ou queimei (tinha muitos papéis antigos da conta corrente dela). Dos objetos que pertenciam a ela que fiquei foram fotos antigas, a máquina de costura portátil da toyota e os cadernos de receitas que minha mãe inventava e deixava todo anotado.
    Bjs!

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  9. Raysa

    Thaís, sempre acompanho o seu blog, anoto as dicas e elas são sempre bastante úteis. Mas devido a esse post de hj eu decidi comentar. Sempre fui uma pessoa muito organizada, cuidava muito bem da minha casa e dos meus pais, que já eram idosos e precisavam de muitos cuidados.Mas depois que eles morreram (seis meses de diferença de um pro outro), eu não consigo mais organizar a minha casa, a minha vida, sabe? Parece alguma coisa se perdeu. Mas com o tempo e com as dicas do seu e de outros blogs e sites de organização, tô colocando a casa e a cabeça em ordem. Um grande beijo!

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  10. Larissa

    Oi Thaís, não sei se tu aceita sugestões de posts, mas vou tentar mesmo assim: conheci teu blog há alguns anos e o apresentei à minha mãe, que o lê todos os dias sempre em busca de alguma dica importante! A questão é que esse teu post de hoje me trouxe um outro na cabeça… Vou sair de casa em breve e minha mãe está cheia de idéias com o que fazer com meu quarto, mas ainda assim não quer se desfazer de muitas coisas que vou deixar aqui, como por exemplo, não quer doar minhas roupas e tal.. Acho que um post “Lidando com os pertences de alguém que vai se mudar” seria bem útil para ela, e acredito, pra outros também! Obrigada, beijinho

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  11. Lucyana Mesquita

    Meu sogro faleceu no dia 02/07. Ele tinha uma saúde frágil, teve um infarto e não resistiu. Ele não morava comigo e meu marido, mas, mesmo assim, vieram muitas coisas dela aqui pra casa. Foram quatro sacolas grandes com papéis, documentos, fotos, enfim, tudo misturado… Já tirei boa parte do que era lixo, comprei uma caixa pra guardar as coisas dele, mas não posso simplesmente mexer em tudo, tenho que deixar meu marido ver as coisas do pai. Ele ainda não teve coragem. Eu entendo e respeito, no momento em que a dor for menor pra ele, sei que vai acabar revendo as coisas do pai. Foi muito bacana ler seu post sobre assunto, tão díficil nesses momentos… Um beijo.

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  12. Mari

    Detesto dar trabalho para os outros, então resolvi “adiantar o processo”: toda minha papelada está separada e identificada. Anotei inclusive a data para um futuro descarte (no caso de recibos e comprovantes). Joguei fora toneladas e coisas,fiquei apenas com o essencial. Sim, tenho uma caixa de lembranças – quem não tem? Imagino que minhas coisas não vão dar muito trabalho depois que eu me for.

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  13. Teresa Alves

    Ola Thais, eu estava dirigindo e assistindo a sua entrevista na CBN. Agora a noite acessei e linkei neste tema, pois caiu como uma luva.
    Meu irmao faleceu em outubro e minha mae em setembro de 2010. Faz pouco tempo e as coisas deles ainda estao aqui. Realmente eu percebi que sem perceber, estamos postergando por tempo indeterminado esse trabalho de juntar tudo e dar outro destino. Mas agora a ficha esta caindo.
    Um grande abraço e parabens pelo trabalho.
    Teresa

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  14. Juliana Mendes

    Olá Thais, leio seu blog todos os dias e cada dia encontro um post novo. Este em especial me fez lembrar do falecimento do meu pai, há quase dois anos. Ele faleceu subitamente, pegou a todos nós desprevenidos. Ele era autônomo como o seu, mas eu já trabalhava com ele há algum tempo, então coube a mim a tarefa de dar continuidade ao trabalho dele. Ele faleceu num domingo e na terça-feira eu já estava trabalhando normalmente, cuidando do escritório e dos clientes. Minha mãe, em uma semana se desfez de todos os pertences dele. Guardou o que deveria ser guardado e doou o resto. Somente ficou por mais tempo com a coleção de LP’s dele, esta ela apenas se desfez ao se mudar para um apartamento e puramente por falta de espaço. Bem, sei exatamente o que é passar por isso e acho que não vale a pena ficarmos nos apegando demais às coisas da pessoa. Realmente o que vale a pena são as lembranças, estas ninguém nos tira.

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  15. Daikichi

    Minha avó faleceu começo do ano, meu avô está em casa sozinho com todas as coisas que eram dela, tem um quarto separado só com as coisas que eram dela e até um guarda-roupa com todas as roupas que foram dela. Ele já me disse que queria doar, mas não tem coragem de mexer. Ninguém da família apoia que ele doe as coisas dela. Mas eu acho que guardar cada objeto, cada roupa, cada papelzinho, até mesmo compra que ela fez, é muito pior.
    Vou imprimir pro meu avô e pedir para ele ler, quem sabe ele não se inspira…

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  16. Carol

    Thais, tive uma historia parecida, porem diferente, rs. Perdi meu pai no dia 9 de outubro de 2009, fiz aniversario dia 20 e perdi meu bebe, que ja estava com 5 meses no dia 29. Foi dolorido, viu?
    Agora estou bem, decidimos nao ter filhos, porque realmente nao queremos, acho que a decisao de ter um filho naquele momento foi soh uma dseculpa para dar um neto para o meu pai antes dele morrer.
    Doamos as roupas, rasguei os documentos depois de uma reuniao com o contador, guardamos as fotos e um par de botas dele com as meias usadas dentro. Um dia elas tb vaioembora, mas por enqto ficam la.
    Saudade terrivel! Esse ano perdi um dos meus melhores amigos com 42 anos. Amigo desde a adolscencia. E a vida vai assim!
    Um bj grande

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    1. Thais Godinho
      Thais Godinho

      Meus pêsames, Carol. Incrível como a vida nos ensina.

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  17. Juliana Portella Martinez

    Olá Thais
    Perdi meu mari do faz 1mês (18/01/13).
    Foi repentino ninguém esperava. Fiu fazer um procedimento “simples” no hospital e teve parada cardíaca. Não temos filhos mas estamos em processo de adoção. A questão é que não tenho coragem em mexer em qualquer pertence dele…só de pensar já começo a tremer e ficar mal. Minha sogra está aos poucos cobrando que eu mexa nas coisas. Provavelmente me mudarei desta casa dentre uns 4 meses. E coloquei até lá que conviveria com as coisas dele e na mudança desfazeria delas…sei lá se émuito tempo….a verdade é que como ele deixou tudo está….dê um conselho por favor…obrigada.

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    1. Thais Godinho

      Juliana, não consigo nem imaginar a dor que você está sentindo, sem contar a saudade. Espero que você fique bem logo.

      Uma coisa que eu aprendi com a morte do meu pai é que nunca vamos ser a mesma pessoa. Nunca mesmo. Sempre sentiremos saudades, mesmo que que a gente pare de chorar por isso.

      O que eu sempre pensei, naquela época, é que eu estava viva e minha vida precisava continuar.

      Ele tinha muita, muita coisa mesmo. Lidar com aquilo foi doloroso, mas necessário. Se eu tivesse deixado todas as coisas lá para lidar depois, acho que somente estaria prolongando a dor e a sensação de perda.

      Por isso, meu conselho a você é que lide com isso de uma vez, para não prolongar esse sentimento. Sei que é difícil, mas acaba servindo como uma espécie de “choque de realidade” na gente. Porque a realidade é essa agora mesmo. =/

      Bjs e fique bem.

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  18. Juliana Portella Martinez

    Obrigada Thais, estou me preparando para enfrentar isso tão logo. Pois esta semana ela me cobrou novamente…e não gosto disso me sinto mal…e sei que ela só quer o meu bem….então vou começar pelos papéis que acho ser mais fácil de depois com a ajuda dela vou para a parte mais difícil que são as roupas e objetos.
    obrigada

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  19. Maria

    Boa tarde,
    A minha situação é um pouco diferente mas estou a começar a sufocar. Namoro com um rapaz há 10 anos e há 2 que moro em casa dele. A mãe dele morreu faz 8 anos e ele continua a guardar roupa, papéis, toalhas do hospital…tudo. Eu acompanhei toda a doença da senhora, estive sempre do lado dele a apoiá-los, deixei de ser eu mesma para viver a vida dele, estar sempre lá para tudo o que houvesse e hoje é que vejo que errei porque agora estou sozinha com ele enfiada numa casa que só tem coisas de pessoas que já cá não estão. Eu não quero ferir os sentimentos de ninguem mas simplesmente já não sei o que fazer mas já não aguento mais isto. Quando falamos em morar juntos ele disse que só ia desfazer-se das coisas ( metade da casa está intocada) quando eu viesse para cá, mas a verdade é que nada mudou.Eu tento ser compreensiva mas ao fim de 8 anos já estou exausta de remar contra a maré. O feitio dele é péssimo, o sistema nervoso vai dos 8 aos 80 em segds por coisas minimas ( por ex: o gps n funcionar), quando se irrita desata aos murros às portas e paredes e não admite que precisa de ajuda. Ele quer que eu chame a isto minha casa mas a verdade é que eu não me sinto em casa, isto é a casa dele e da mae dele. Ontem perguntei-lhe se podia deitar fora uma toalha do hospital, já que quando eu vim para cá compramos toalhas para nós…e ele irritou-se e disse que não porque era a que a mãe tinha usado no hospital. Metade das coisas que eu trouxe quando vim para cá estão encafuadas onde há espaço porque há móveis e roupeiros cheios de roupas, cigarros, papeis, facturas e tudo o que se possa imaginar da mãe. Eu não consigo viver mais assim e sinto uma dor enorme cá dentro porque acho que desperdicei metade da minha vida ( a culpa é minha não digo que não!) a ajudar e a apoiar alguem que não quer realmente ter um futuro, seguir em frente. Já tive de começar a levar coisas de volta para casa dos meus pais, porque aqui não dá para pôr nada. Ele guarda tudo tudo tudo, não abre a mão de nada, eu acho que vim para cá para fazer de substituta ( sem querer substituir, porque isso é impossivel e impensavel). A cadela dele morreu há 6 anos, passei semanas a tratar dia e noite dela e ele continua a guardar a tijela onde ela comia, o livro de vacinas e até o lençol onde ela morreu.Eu ando a ficar maluca da cabeça neste sítio que só tem recordações tristes e infelizes e que ele quer que eu chame a isto Casa. Não consigo. Casa é onde nos sentimos bem e integrados, eu sinto que estou a tentar encaixar-me onde ainda há sitio, cada vez mais penso é em voltar para minha casa que é donde não deveria ter saído. Há 10 anos que namoro com esta pessoa e sinto que estou cada vez mais seca por dentro a desaparecer, desde que vim para cá morar só sirvo para tratar dele e reconhecimento, carinho,valorização..nada… Ele prefere manter tudo como era e no espaço que houver livre encaixar o futuro do que seguir em frente.
    Por favor não pensem que sou insensivel ou egoista, eu estou apenas esgotada de tantos anos assim e precisava de desabafar.

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  20. nadir

    A soma de comentários com essa variedade de dados e sempre relacionando as perdas nos faz perceber que evitamos o assunto no cotidiano percebemos uma certa máscara ,não queremos sofrer ,porém quando acontece conosco encontramos todos esses relatos é de nos fazer elevar e trabalhar com maior zelo esses sentimentos e apoiar nas coisas boas,lindas que a mente traz do ser tão amado que diria perdemos e cada um tendo o seu credo acredita rever .

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  21. Daiane

    Minha mãe faleceu aos 40 anos de idade, vítima de câncer (mama). Operou (mastectomia) mas aconteceu o pior (metastase) células cancerígenas que se alojaram no cérebro e mancharam o pulmão.
    Eu tinha na época 22 anos, minha irmazinha 6, meu irmão 16 anos.
    Atualmente tenho 27, prestes a completar 28 agora em agosto de 2014.
    O que tem haver essas datas?
    Só agora eu tive coragem de doar alguns sapatos e roupas para uma conhecida, entreguei a máquina de fotografar para minha avó.
    Restou comigo a camisola que ela usou na internação.
    Pretendo queimar. Não acho essa peça uma boa lembrança para ninguém da família. Tem manchas de soro e medicamentos.
    Vou continuar guardar apenas a carteira dela com cartões de crédito, fotos 3×4 e lá esta uma minha da época do colégio…
    Já uma blusa e uma saia dela serve em mim e vou usar no verão :-)
    Minha querida maezinha que saudade eu sinto dela.
    Dói tanto.

    Mas eu li um artigo do feng shui que se deve guardar a foto do ente querido no envelope preto e guardar invés de expor no porta retrato em cima de mobiliários.

    Por fim, agradeço seu espaço para desabafar e dizer para todos que aqui chegam..
    A saudade dói mas temos que seguir a vida e superar quando a tristeza vier bater a nossa porta.

    Beijos á todas (os).

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  22. Lulu

    Minha mae faleceu em maio 2014, agora retirei as roupas da casa dela, lavei tudo e algumas eu doei
    mas tem uns vestidos de festa que nao sei o que fasso a familia nao usa esse tipo de roupa e nao tenho coragem de queimar.
    Pensei em vender mas me disseram que isso nao se faz, dizem que nao e bom.

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  23. Lulu

    Otimo pois todos nos em algum momento da vida teremos essa experiencia.

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