23 Mar 2013

Cuidando da rotina de sono do bebê (e de crianças mais velhas)

Quando meu filho nasceu, eu estava bastante envolvida com o método da Tracy Hogg (a famosa “Encantadora de Bebês”), e segui bastante o que ela ensinava nos livros. basicamente, a conhecer seu filho e ficar atenta às suas necessidades, para que nunca nada lhe faltasse nada.

Muitas pessoas não gostam do método da Encantadora por acharem-no rígido demais, o que não concordo, mas respeito. Também concordo que, para quem amamenta em livre demanda, pode parecer confuso. Vou explicar um pouco como eu fazia, sem me ater muito ao método em si, mas à minha experiência pessoal.

diario-rotina-bebe

Eu tinha um caderninho que servia como uma espécie de diário na época, onde eu anotava tudo relacionado ao dia a dia do nosso filho. Eu não “impus” nenhuma rotina ao meu filho, cabe explicar. Não se pode impôr nada a um bebê que acorda com fome, obviamente, ou porque está assustado, com frio, com medo, com saudade etc. A ideia da rotina é anotar o que o bebê faz, no ritmo dele. Então, se ele acordava às 7h, eu escrevia: “07h00 – Acordou e mamou”. É só um registro.

Fazer essas anotações me permitiu compreender e prever acontecimentos. Eu sabia, por exemplo, que meu filho não ficava mais de três horas e meia sem mamar. Então, a cada três horas, eu o amamentava. Basicamente isso. Eu não esperava ele chegar ao limite dele de fome. Também sabia que, aos três meses, ele não aguentava ficar acordado mais de uma hora e quinze minutos, pois isso o estimulava demais e o deixava irritado, então, depois de uma hora acordado, eu iniciava a rotininha para colocá-lo para dormir. Esse é o método da Encantadora, em poucas palavras. Conhecer seu filho, observar sua rotina, para criar uma de acordo com as necessidades dele.

Se for o seu caso agora, eu sugiro que você tenha uma espécie de diário também e anote as atividades: quando acorda, quando mama, quando faz xixi, quando faz cocô. É até bom para a saúde dele você ter esse controle, pois pode perceber que ele fez, não sei, oito cocôs em um dia, quando na verdade ele costuma fazer uns três. Ou então percebe que já se passaram três horas desde a última vez que você trocou a fralda, essas coisas.

Depois de alguns dias anotando, você pode verificar alguns padrões e tendências no dia a dia do seu bebê: quando ele está com fome, quanto tempo aguenta acordado, quanto tempo dura uma soneca e por aí vai.

Claro que, só nesse parágrafo acima, já entram conhecimentos sobre n coisas. Por exemplo, saber que um bebê precisa dormir X horas durante o dia, para não ficar acordando à noite. Você sabia que um bebê que não dorme de dia pode ter o sono noturno perturbado? Que, se ele não dorme à tarde, pode dormir menos de noite porque está estimulado? Bebês não aguentam ficar acordados muito tempo. Logo, se o seu bebê não dorme de dia, não é porque ele não quer, mas porque o seu ritual de colocá-lo para dormir pode não estar adequado, ou você pode fazer cada vez uma coisa diferente. Repetição é a chave. Significa que, quando você fizer uma coisa sempre igual, o bebê já saberá o que esperar e seu corpo já reagirá inconsciente àquela movimentação.

Além dos livros da Encantadora (indico todos, muito), um livro que gostei bastante de ler na época foi o seguinte:

livro-solucoes

A doutora Elizabeth Pantley é especialista em sono infantil e o livro é muito amigável. Ela também é favorável à cama compartilhada. Nesse livro, ela traz algumas informações sobre a quantidade de horas que um bebê deve dormir, a saber:

tabeladesonecas

tabeladesono

Essas tabelas para mim foram (e continuam sendo) essenciais e sinceramente não entendo como há bebês e crianças que não dormem o suficiente, pois isso é extremamente prejudicial à sua rotina. Se nós, quando dormimos mal, mas entendemos o fato, ficamos “um caco”, imagine um bebê ou uma criança que não consegue ainda entender seu corpo e seus sentimentos? Nosso filho, até hoje, se dorme pouco, dorme super mal, ficando bastante enjoado no dia seguinte. Nada que uma soneca não resolva, mas ter a rotina deixa a vida dele bem melhor. Atualmente, ele está com quase três anos e seguindo a média dessa tabela acima (11 horas de sono noturno e uma soneca de 1h30 à tarde).

Além do padrão de sono e da rotina de cada bebê, é importante atentar para os saltos de desenvolvimento e os picos de crescimento, a saber:

picosesaltos

A explicação acima é bem didática e diz o que ocorre toda vez que a criança passa por um pico de crescimento ou salto de desenvolvimento. Essa informação é importante porque muitas mães e pais se desesperam quando um bebê que dormia bem de repente muda e passa a acordar à noite, e pode ser simplesmente uma dessas fases. A recomendação da Encantadora nesses casos é manter a rotina e esperar passar. Tem que ter perspectiva e saber que passa, não alterar nada, senão só piorará a situação.

Muitas mães e pais se perguntam quando o bebê passará a dormir a noite inteira, pois estão cansados. Meus amigos, eu passei por isso e sei muito bem como é. Para piorar, eu sou daquelas pessoas que demoram para pegar no sono então, mesmo cansada, eu não conseguia dormir logo. Foi bem difícil. Porém, eu fui firme com as orientações da Tracy e, aos três meses, ele já dormia a noite toda sem acordar (com uma “mamada dos sonhos” de madrugada) e, aos seis meses, sem mamar de madrugada.

Essa “mamada dos sonhos” nada mais é do que você amamentar seu filho sem acordá-lo – ele mama dormindo. Eu não pude fazer desde o começo porque ele tinha refluxo mas, assim que passou, eu comecei a fazer e deu certo. A ideia é mostrar para ele que não precisa acordar chorando quando estiver com fome – ele não ficará com fome. Aos poucos, essa mamada da madrugada vai sendo estendida (eu comecei dando às 3h, depois 3h30, 4h etc, até chegar às 6h), quando é hora de acordar. Geralmente essa fase bate com a introdução de alimentos sólidos na dieta do bebê, então você sabe que ele não ficará com fome de noite porque os alimentos sólidos demoram mais para digerir e dar fome. E, mais uma vez, aos poucos, esse horário vai sendo estendido também.

É muito particular esse tempo do bebê dormir a noite inteira e depende de n fatores. Eu não poderia explicar melhor que a doutora Elizabeth Pantley e a Tracy Hogg, então recomendo fortemente os seus livros. Eu li todos e consultei inúmeras vezes enquanto nosso filho era um bebê e me ajudou muito. Não é possível resumir em poucas palavras “o que fazer”, por isso recomendo a leitura completa. Para o bem do seu filho, faça esse esforcinho, mesmo se você não gosta muito de ler. Garanto que não irá se arrepender. Mesmo que não siga o método, terá contato com informações importantes a respeito da qualidade de vida do bebê, e isso sem dúvida poderá ser implementado na sua vida.

Construir uma rotina para um bebê não é impôr nada, mas observá-lo e ver como ele age. É entender o seu filho e sempre fazer o melhor por ele, sem deixar que ele passe necessidades. Para a gente, funcionou muito bem.

A Tracy Hogg tem três livros no mercado brasileiro e, a doutora Elizabeth Pantley, dois (que eu saiba). Eu tenho todos, são excelentes. Como sempre me perguntam qual a diferença entre eles, vou fazer um guia rápido aqui:

livro-rosa

Livros da Tracy Hogg:

  • Livro azul: explica o método e pode ser lido quando você estiver grávida, para entender. Mas não necessariamente – pode ler depois que o bebê nasceu também. Ele traz a raiz do método. Recomendo que comece por ele, não o pule, pois senão o seu conhecimento do método ficará “banguela”;
  • Livro rosa: voltado para a parte mais prática, trazendo soluções para os problemas mais comuns entre os três e os 18 meses do bebê. Serve como guia de consulta;
  • Livro verde: o livro verde é para bebês de um a três anos. Fala da parte do desfralde, dos primeiros passos, das birras etc. É o complemento dos outros dois.

Livros da doutora Elizabeth Pantley:

  • Soluções para noites sem choro: livro excelente sobre todas as suas considerações sobre o sono dos bebês. Indispensável, para ler antes do outro. Especialmente recomendado para mães e pais de bebês até um ano de idade;
  • Soluções para noites sem choro para crianças de um a seis anos: como o próprio livro diz, é para crianças maiores de um ano de idade. Livro muito completo que fala sobre todos os temores das crianças à medida que crescem, além de trazer soluções.

Enfim. Cuidar do sono de um bebê dá muito trabalho sim, não vou mentir. Mas, se você tiver conhecimento e um direcionamento, tudo fica mais fácil. Você acha mais fácil fazer um bolo de cabeça ou seguindo uma receita, mesmo que a modifique colocando os ingredientes que quiser? É basicamente isso. Tem quem combine mais com um tipo que com o outro, mas eu, pessoalmente, jamais descartaria ao menos obter mais informações sobre algo que poderia melhorar a vida do meu filho, mesmo que eu não utilizasse depois.

Bons sonhos. =)

43 comentários . Comentar via blog

  1. Nayara

    Uau! Isso é um verdadeiro tratado sobre baby sleep! Obrigada, mais uma vez, Thais!

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  2. Adorei o método de anotar a rotina do bebê, pena que eu não conheci a tempo de aplicar com os meus filhos, com certeza teria sido uma mão na roda rs, principalmente no primeiro, onde as dúvidas, medos, etc, aparecem com mais frequência, parabéns pela dica, com certeza vai ajudar muitas mães que ainda estão com seus bebês pequeninos, ou que estão a caminho.

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  3. Bruna helen

    Olha Thaís eu fazia a mesma coisa que voce, anotava tudo. Mas minha filha nunca foi de dormir durante o dia, desde quando fez 1 ano, ela não tira cochilos durante o dia. Ela dorme 12 horas todas as noites, já conversei com o pediatra e o psicólogo e ambos disseram que se não estiver atrapalhando o desenvolvimento dela não tem problema. E ela esta muito bem, ainda tento faze_lá dormir de dia, mas não tem jeito e dela. A alice tem 3 anos.

    Beijos

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  4. Jacqueline

    Oi Thais,
    Moro no Canadá e quando meu filho nasceu no hospital mesmo eles me deram essa dica de anotar a rotina de mama, coco, xixi e isso foi essencial!!! Desde o último dia no hospital e os 2 primeiros em casa ele chorava muito e a rotina de coco mudou, eu achava que tudo aquilo era
    “normal” (cólicas)…. Mas quando a enfermeira veio para a visita em casa (procedimento em todos os partos aqui, desde que vc autorize) ela avaliou que ele tinha perdido mais kilos do que o previsto e meu leite ainda não tinha descido…
    Resultado, fomos imediatamente encaminhados para um “postinho” saúde especializado em crianças e amamentação e através de exames constataram o previsto: meu filho estava desidratado!!!! O coitado estava com fome…. Dai entramos com complemento por 1 semana para que ele se recuperar e ganhar peso!!!
    Enfim, essas anotações da rotina dele ajudaram muito no diagnóstico!!! Permaneci com elas até os 4 meses e quanto a rotina de sono com 1 mês fui orientada de que poderia “escutar” a necessidade dele de dormir a noite toda!! E até hoje ele dorme a noite toda e faz a soneca depois do almoço!!! A mamãe aqui agradece… Beijos p/ vc!!!

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  5. Desde que meu bebê nasceu ( hoje com 5 meses), sigo o livro da tracy, com todas as dicas. Ele já foi pro verçário e as cuidadoras ficam impressionadas com a calma e a rotina dele! Super tranquilo e “adestrado”! Muito bom pra ele, obviamente, e pra mim, que volto a trabalhar em 1 semana!!! Esta outra autora vou procurar! Não conheço! Bjs!!!

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  6. Valéria Vieira

    oi Thais! O Mateus tem 7 meses de 3 semanas agora, e desde os dois ele dorme a noite toda. Mas o problema é que só agora consigo fazê-lo dormir de dia… Até umas duas semanas atrás, ele só dormia bem à noite, e hoje ele dorme algumas sonecas por dia. Não são só duas como diz na tabela do texto, mas a quantidade de tempo deve bater com ela, pelo menos no total do sono entre dia e noite…
    Quanto a anotar uma rotina todos os dias, até tentei, mas fiquei tão perdida no começo que não consegui tempo para fazer, e agora, já tenho memorizado a grande maioria das coisas. Como sempre o amamentei em livre demanda, e ele sempre mamava a cada 3h em média, eu memorizava a última mamada e qdo estava perto de 3h eu já ficava esperta pro próximo pedido dele.
    hoje mesmo vi como eles precisam ter rotinas. Ele tá acostumado a almoçar na casa da avó durante a semana (qdo estou trabalhando) sempre ao meio-dia, e hoje qdo deu esse horário ele ficou impaciente pq eu ainda estava preparando a comidinha dele. foi um deus-nos-acuda! ainda mais pq ele gosta de dormir um pquinho depois do almoço… aí já veio o sono junto, então já viu!

    sou mesmo super a favor de ter rotinas pros nossos filhotes, pq isso dá segurança a eles, eu penso.

    Mais uma vez seu texto está de parabéns! Obrigada!

    Beijos

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  7. Renata

    Ótimo Thais…concordo com vc. Vejo muitas crianças irritadas, batendo nas outras, gritando, e está na cara que precisam dormir mais! A maioria das crianças de até 3 anos precisa dormir de dia, mas pelo que vejo, muitas vezes os próprios pais não têm uma rotina, dormem tarde, colocam o filho pra dormir tarde e o deixam dormir até 10h, aí depois é claro que ele não vai tirar uma soneca depois do almoço…e muitos pais “cortam” a soneca dos filhos quando entram na escolinha à tarde, porque é mais fácil…mas isso prejudica a criança, pelo que li em tudo o que é livro!
    No mais, a Tracy Hogg é tudo, minhas 2 meninas começaram a dormir a noite inteira com um mês graças a ela!

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  8. Thais,

    Desculpa a falta de experiência… é um assunto que não entendo muito pois a minha hora ainda não chegou, mas como você sabe quantos ml seu bebê mamou?
    Não era no peito?
    (será que eu li tudo certo, rs?)

    :*

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    1. Thais Godinho

      No peito não tem como saber exatamente, a não ser pelo ganho de peso do bebê. Tivemos problemas no pós-parto, eu tive uma continuidade de pré-eclâmpsia e nosso filho estava perdendo peso com a amamentação exclusiva, então tivemos que complementar com leite a partir de 1 mês de idade. A amamentação continuou em paralelo até ele desmamar. Quando entrou o complemento, eu anotava essas quantidades.

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  9. Simone Ribeiro

    Ainda não tenho filhos mas quando estiver grávida farei questão de ler estes livros! Quase não escrevo comentários mais saiba que leio seu blog diariamente, obrigada pelas idéias, informações e sugestões.

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  10. Juba

    Eu li a Tracy Hogg, apliquei e o resultado foi desastroso :( Com a segunda filha eu já conhecia Pantley, foi bem melhor. Deixei de anotar cada mamada, cc, xixi, etc, a coisa fluiu mais naturalmente.

    O E.A.S.Y> de Hogg desconsidera a natural associação entre mamar e dormir que os bebês fazem, e o capítulo sobre amamentação (do livro azul) é um desserviço. Tem algumas coisas boas no livro, claro.

    O que gosto na Pantley, é que ela não critica nenhuma opção. O que ela coloca serve a diversos tipos de família, e ela sugere transições entre as rotinas, que mudam de acordo com as necessidades do bebê que cresce e da família que evolui, enquanto Hogg prega uma rotina igual desde o início.

    Essa questão dos “ml” colocada pela Clara também me intrigou.

    Minha caçula teve refluxo, mamava dormindo sem problemas (no seio), eu só elevava um pouco a cabecinha. Durante o dia, eu usava o wrap para mantê-la na vertical e ficar grudadinha. Com a introdução dos sólidos aos 6 meses, o refluxo sumiu.

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  11. Marianne

    Olá Thais,
    Estou adorando seu blog, está me ajudando demais com minha casa!
    Sou pediatra e no meu primeiro filho tentei usar o livro da encantadora de bebês…foi horrível!
    E digo mais, se eu tivesse continuado meu filho teria inclusive desmamado, pois eu esperava dele algo que ele não podia me dar. Minha sorte é que tive apoio de pessoas relacionadas a amamentação e ele, que até um mês não ganhava peso, acabou engrenando super bem(isso teve a ver com eu me acalmar também) e mamou até 1 ano.
    Quando minha filha nasceu, 4 anos depois, eu já estava muito mais preparada, e o “Soluções” foi meu livro de cabeceira. Nossa, que diferença, adorei!
    Sou realmente fã desse livro,acho que ele respeita bem o bebê e apoia bem mais a amamentação.
    Um beijo

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    1. Thais Godinho

      As pessoas levam o método da Tracy Hogg muito ao pé da letra e por isso não conseguem implementar. Pelo menos é o que eu percebo de todo mundo que tentou sem sucesso implementá-lo. Nunca que as necessidades de um bebê ficarão abaixo de um livro, ela mesma diz isso. Tudo o que ela fala sobre controle de mamadas é referente à complementação com leite artificial. Se é livre-demanda, não é para aplicar o método como ela diz, mas fazer adaptações.

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      1. Juba

        Thais, a parte que me referi foi a da amamentação exclusiva, ela diz claramente que fazer livre demanda é treinar o bebê para ser um beliscador. Ela estipula um tempo em minutos para a amamentação, inclusive do rn. Apliquei no início e o resultado foi desnutrição. Tenho várias amigas que usaram o método, mas nenhuma delas amamentou exclusivamente, e olha que tiveram bem menos problemas que aqui (aqui foi pega incorreta + baixa produção + aplv, nos dois casos, mantive aleitamento misto até 2a2m com a primeira e só LM com a segunda, em livre demanda).

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        1. Thais Godinho

          Ok gente. Mas assim, se um livro fala uma coisa que eu não concordo, eu não vou contra o que eu acredito somente para seguir um livro, simplesmente. Eu pego o que acredito que sirva para a minha vida e descarto o resto. Jamais faria alguma coisa contra o que eu acredito ser o certo. Agora, se uma pessoa é a favor da livre-demanda (acho que 99% das mães, não?), isso não significa que ela tem que ir contra o livro inteiro. Basta não aplicar a parte da amamentação a cada 3h. O livro tem tanta teoria boa tirando isso!

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  12. Juliana Gallafrio

    Rotina é a chave da tranqüilidade com bebes!!! Li o Nana Nene que é similar a Encantadora e também adorei!!! Precisa de disciplina de todos os envolvidos no dia a dia do bebe mas em bem pouco tempo se tem ótimos resultados!

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    1. Thais Godinho

      Do Nana Nenê eu não gosto. Sou contra deixar filho chorando…

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      1. Juba

        Nana Nenê é um crime mesmo. O próprio autor se retratou uns meses atrás.

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  13. Lívia

    Oi, Thais! Gosto muito do seu blog, ele me ajuda muito, parabéns pelo trabalho!
    Concordo com a Juba, o livro da Tracy Hogg, apesar de ter algumas coisas úteis, é um deserviço no que diz respeito à amamentação. Todas as pessoas que eu conheço que aplicaram esse método acabaram complementando porque a criança não estava ganhando peso. Claro! A livre demanda é fundamental para a criança ganhar peso, mas a encantadora de bebês coloca a livre demanda como um inimigo da rotina.
    Usei (ou tentei usar) o tal método com a minha filha no primeiro mês e foi uma droga. Ela não chegou a perder peso, mas ganhou pouco. Tive muita sorte porque o pediatra dela preferiu me reorientar nas mamadas e enfatizar a importância da livre demanda do que ir logo passando complemento. Desde então, joguei esse livro pela janela e passei a amamentar em livre demanda. Ela passou a ganhar peso super bem e aí sim, com ela feliz e bem alimentada, eu consegui estabelecer uma rotina adequada e nos organizarmos melhor.
    O que eu acho importante é deixar claro que mesmo quem amamenta em livre demanda é possível sim ter uma rotina com o bebê, adequada à idade dele, obviamente. No começo, a rotina é só de diferenciar dia e noite, dar banho no mesmo horário, tomar sol de manhã, etc. Conforme a criança vai crescendo, as sonecas diurnas vão se organizando (o livro da Pantley é maravilhoso para ajudar nisso), depois dos seis meses, as refeições sempre no mesmo horário, etc. E o peito em livre demanda, se encaixando nessas atividades segundo a solicitação da criança.
    Uma outra coisa que me preocupa nessa história de peito de três em três horas é a hidratação do bebê, já que eles não bebem água. Eu não fico três horas sem beber água, a não ser de madrugada, acho muito estranho esperar isso de um recém-nascido. E isso muda de acordo com o clima. Quando viajamos para Goiânia para visitar a vovó, minha filha mama com mais freqüência, já que lá é muito mais seco :)
    Enfim… só queria passar a mensagem de que amamentar em livre demanda não significa que a criança não vai ter rotina, porque vejo que muita gente confunde as coisas. Rotina é importante, livre demanda é importante e elas não são excludentes.

    Beijos!

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    1. Juba

      Lívia, é esse o ponto. Tracy diz que você deve começar como deseja continuar, mas as necessidades dos bebês mudam. Passam a mamar mais rápido, dormir tempos diferentes, aí você pega uma mãe desinformada (infelizmente ainda é a maioria) e ela pensa que não tem leite ou tem leite fraco. Pantley já trabalha com a ideia de que a rotina de cada família é diferente e que funciona em um momento e não em outro, e está na hora de mudar. Eu construí mais um quarto antes de ter a primeira filha, tinha lido Tracy e tinha horror da ideia de cama compartilhada. O pediatra sugeriu, ensinou, tirou as noias, deu super certo ( e desde os 2 anos dorme em sua própria cama, a noite toda). Com a caçula nem comprei berço, e como tive problemas severos de produção, a cc foi a solução para amamentação constante. Logo é a pequena que irá para sua caminha. Pantley nos ajuda a criar nossa rotina, sem culpa. O desmame noturno como sugerido por ela (e por Jay Gordon também) é muito, muito mais suave que aqueles programas com a criança chorando em um quarto com o pai e a mãe no outro, sozinha.

      Agora, uma ideia da Tracy que adorei, e nem foi no livro e sim na tv, é a do almofadão para a criança desabafar. Ela pegou um menino que vivia roxo e sangrando de se bater e arrumou um almofadão pra ele fazer isso. Logo ele passou a ir sozinho, e depois de algumas semanas aprendeu a distinguir frustração de cansaço, nunca mais se bateu.

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  14. Caroline

    Muito bom seu post, Thais!
    Vou ser “dinda” pela primeira vez, e após ver alguns livros da área (bebês), pensei em dar um da dra. Elizabeth de presente para a mãe do meu afilhado, mas li algumas resenhas condenando o método e já tinha desistido. Mas lendo o que você escreveu, vendo que é bom para o bebê, já me convenci que será um ótimo presente!
    Obrigada, e beijo!

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  15. Carla

    Bom, eu dei livre demanda ate minha filha completar um mes e foi um desastre completo, daí li aqui no teu blog sobre o método da Tracy, li o livro azul e o rosa e foi um sucesso.
    Agora estou lendo o livro de 1 a 3 anos.
    Como disse a Thais, tem algumas coisas que leio e penso “não serve pra mim”, mas continuo lendo pois ela tem várias dicas ótimas.
    Por exemplo, minha filha é um bebê livro-texto, então se pode imaginar o quanto a rotina é importante na vida dela (e na nossa tb).
    E eu nunca consegui deixar minha bebê chorando no berço – coisa que a Tracy também abomina.
    Considero que graças a Tracy consegui evitar uma depressão pós-parto, pois claramente era pra isso que eu estava me encaminhando.
    Um beijo Thais.

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  16. Gente, o livro ajuda muitas pessoas, pra outras não funciona, e pronto…para a Thais funcionou, ela compartilhou a experiência dela. Cada um pega o que achar bom do livro, ninguém consegue seguir ao pé da letra…Bom senso…

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  17. Vanessa

    Thaís, eu frequento seu blog desde agosto de 2012 e desde então me organizei para conseguir ler todos os seus posts e estou conseguindo. :) Fico encantada a cada dia, você realmente consegue me fazer ler tudo e querer ler sempre mais do que você escreve. Estou viciada. Sobre o post, tenho uma filha de 2 anos e 9 meses, apliquei também o método da Tracy e foi tudo perfeito (pulei o livro azul, confesso, mas o rosa foi suficiente pra me ajudar a ter calma e a cuidar de uma bebê que só precisava de rotina, amor e muito leite hehehe). Então, fica aqui mais um depoimento da aplicação do método da encantadora de bebês que deu certo. Abraço a todas.

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  18. Vanessa

    Ah.. esqueci de dizer que apliquei o método da Tracy desde os 15 dias de vida da minha filha, nunca precisei de complementar, sempre fui contra a livre demanda, e ela mamou exclusivamente até 6 meses e mamou no peito até 1 anos e 9 meses. Ela não teve refluxo nem perda de peso. Logo, o problema da amamentação não tem a ver com o método da rotina, mas com outras questões.

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    1. Thais Godinho

      Obrigada, Vanessa. Era disso que eu estava falando.

      Responder
    2. Juba

      Vanessa, por mais que existam outras questões, as mães que conseguem o que você conseguiu – aliás, parabéns! – são minoria. Nós somos educadas e convencidas de que o nosso leite, o nosso corpo e as demandas dos nossos bebês estão erradas. Sobre a livre demanda, recomendo muitíssimo este texto: http://www.revistaplanetario.com.ar/news/view/la-revolucion-de-la-crianza-con-apego

      Não se trata de demonizar Tracy Hogg, acho que tem coisas boas, mas ela estimula sim o desmame precoce e a rotina que prega nesse sentido acaba dando errado para a maioria (trabalho frequentemente com aleitamento, e vejo muito isso, não apenas com Tracy mas com a maioria dos intervalos fixados). Do jeito que a ideia é colocada, um bebê que ganha menos peso ou sente fome em intervalos menores será complementado/desmamado, pois o leite de alguma forma foi insuficiente para o intervalo x. Foi o que quase aconteceu com minha primeira filha, antes que eu conhecesse as recomendações da OMS para o aleitamento materno.

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  19. Oi Thais! Adoro seus posts! Depois de começar a frequentar teu blog estou começando a ver uma luz no fim do túnel da desorganização cronica! :-) Mas vamos ao que interessa. Eu não apliquei o método da Tracy com exatidão, até pelo meu nível de desorganização, mas uso o livro rosa, emprestado de uma amiga, como consulta e tem me ajudado. Agora enfrento exatamente o problema do sono, ainda temos a cama compartilhada, e meu filho ainda mama no seio, mais para conforto do que pra alimentação. Quero coloca-lo para dormir no seu quarto e parar de amamenta-lo, mas estou tendo muitas dificuldades, acho que os livros que indicou poderiam me ajudar. Qual dos dois se encaixa melhor na minha atual necessidade, o verde da Tracy ou o segundo da Pantley? (a grana ta curta, preciso focar em um primeiro….)

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    1. Juba

      Luciana, a Pantley é ótima nessa questão da transição para a própria cama (já fiz uma transição com sucesso e estou caminhando para o mesmo com a segunda filha). Sobre o desmame noturno, recomendo o artigo do Dr. Jay Gordon, “Mudando o padrão de sono na cama familiar”. O site saiu do ar esta semana, mas na página Soluções para noites sem choro, no Facebook, você encontra.

      Uma coisa de que a pediatra me alertou (ela não é partidária de nenhum método específico, nem tracysta nem pantleyzista), foi a de fazer uma coisa de cada vez, para a transição ser mais suave. Aqui primeiro foi o desmame noturno, depois a cama no outro quarto. Com a segunda filha será o oposto, pois dorme 6 horas seguidas, mama e dorme mais 6 horas. A barriguinha dela ronca antes dessa mamada, e levantar apenas uma vez para mim não é um problema ;)

      Boa sorte!

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      1. Juba, muito obrigada! Vc nao faz idéia de como estou “sofrendo” com minha situação atual, e precisando de dicas! Não aguento mais, fisicamente, continuar nesta situação, meu filho dorme conosco, mama durante a noite e faz o seio de chupeta, e pra piorar tem um sono agitado, comumente acorda e me acorda também. Mas ao mesmo tempo amo amamentar, e me já me sinto culpada por tirar algo que ele gosta tanto. Já vou cair de cabeça nas dias que me deu, e acho que vou fazer da mesma fora que você, o desmame e depois a mudança do quarto. Senti realmente que seria muito cruel fazer os dois juntos, mas me perguntava se seria possível fazer separado. Bom saber que é possível. Beijão e obrigada mais uma vez!

        Responder
        1. Juba

          Estive como você, deu tudo certo! :)

          Responder
  20. Michelle Hamasaki

    Adorei a dica Thais!!! Ainda não tenho filhos, mas estou providenciando, pode apostar que vou adotar esse método!!! Muito obrigada por me ajudar a organizar TUDO!!!!!!! Mil beijos!!!

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  21. Adriana

    Oi Thais, parece que você leu meu pensamento! Fazia tempo que eu não lia meus feeds, a rotina tá cansativa por aqui! Meu filho acabou de completar 8 meses e está numa fase de acordar muito a noite! :(
    Você me fez relembrar desses livros e acho que vou lê-los para tentar ajudar meu filho a dormir melhor! Preciso sempre de uma referência pois senão me perco!
    Eu li o Nana Nenê e não gostei…nem apliquei!
    Obrigada novamente!
    Abs.

    Responder
  22. Livia

    Sim, eu acho que o livro tem várias dicas úteis e por isso considero a leitura válida, apesar de eu preferir o livro da Pantley. A Tracy sempre enfatiza o quanto é importante conhecer e respeitar a individualidade de cada bebê, reconhecer seus choros para atender da forma adequada e nunca deixá-lo chorando sem amparo. São conceitos muito pertinentes e eu gostei de ver isso sendo tão enfatizado no livro. De dicas práticas, ela fala sobre enrolar no cueiro, usar ruído branco, fazer massagem… usei tudo isso e sempre me ajudou. Ou seja, para mim o livro foi útil sim, mas o método dela, propriamente dito, não funcionou para mim.
    O que eu quis dizer com o meu comentário é que é possível ter uma rotina bem estruturada e ainda assim amamentar em livre demanda. Digo isso porque uma das principais críticas que eu ouço a respeito da livre demanda (inclusive da própria Tracy Hogg) é a de que ela não permitira uma organização da rotina familiar. Por experiência própria eu digo que não é assim, livre demanda e rotina são sim compatíveis. O que não é compatível com a livre demanda é especificamente a rotina sugerida pela encantadora, mas outras formas de rotina podem ser adotadas e estão igualmente corretas, depende de cada família.
    Também quis enfatizar que o método da encantadora, o tal do EASY, não é adequado para quem quer amamentar exclusivamente. A maioria das pessoas que segue esse método acaba precisando complementar. A própria Tracy não é nenhuma entusiasta do aleitamento materno, diz que a melhor escolha é a alimentação mista (leite materno+fórmula) e classifica a livre demanda como paternidade acidental, ou seja, considera isso um erro. Isso porque, a meu ver, ela trata a amamentação apenas como alimentação e ignora outros aspectos ligados a saúde emocional do bebê e da mãe.
    Seu método pode até dar certo com bebês mais regulares (os “livro-texto”), mas a maioria dos bebês em amamentação exclusiva precisam mesmo ficar em livre demanda e as mães precisam saber disso. A La Leche League, por exemplo, não indica os livros dela por acreditar que atrapalham a amamentação. Cabe a cada uma pesar o que é mais importante. Se a mãe acha importante e deseja amamentar exclusivamente ela precisa ter cautela ao utilizar esse método, pois ele pode sim levar a um ganho de peso abaixo do adequado e a mãe pode atribuir a falta de leite/leite fraco. Não estou dizendo que é impossível utilizá-lo, apenas que precisa ser usado com cautela, tendo em mente que possivelmente não dará certo e que, se isso acontecer, não é paternidade acidental, não é problema do leite da mãe nem nada que os pais estejam fazendo de errado, é apenas uma necessidade da criança que precisa ser atendida. No meu caso, o baixo ganho de peso da minha filha no primeiro mês estava diretamente relacionado à falta da livre demanda, não havia nenhuma outra questão envolvida, então pode acontecer sim.
    Apenas para deixar claro, não estou dizendo que o livro não presta nem muito menos criticando o post de um blog que eu adoro, estou apenas tentando contribuir compartilhando a minha experiência.

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    1. Thais Godinho

      O conceito de rotina causa mesmo confusão. Rotina é sequência, não horário.

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      1. Carla

        A minha bebê é livro-texto e eu mantive alimentação exclusiva até a inserção da papa de fruta e depois amamentei até os 9 meses.
        O que eu acho bom da Tracy é que ela não é radical, ela te dá um norte, quando fica todo mundo papagaiando ao redor (filho de fulano não era assim, o meu filho eu fiz assim, etc).
        Mas a questão de estabelecer a rotina é mais pra todo mundo se sentir seguro, como a gente é todo dia, tem hora pra almoçar, hora pra jantar, hora pra dormir etc. e se está tudo andando dentro do previsto a criança sente que pode ficar tranquila. E fica. Experiência própria.
        Beijo Thais.
        com você e seu blog a mamãe se sente segura :)

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  23. Juliana Gallafrio

    Thais, entendo e concordo que nao se deve deixar a criança chorando, mas é exatamente como vc citou, tudo tem a sua adaptação e de forma alguma podem ocorrer extremismos! O que me foi de grande valia e funciona perfeitamente com a minga filha até hoje, com 3 anos, é a rotina, segurança e sempre saber o que esta por vir em cada fase.

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  24. Eu li o primeiro livr da Tracy Hogg antes de engravidar. Antes de 1 mês meu filho já tinha rotina, mas não essa rotina rígida com que muitas pessoas confundem. Funciona mais como uma base pra você conhecer melhor seu filho e ele sentir mais segurança, né? As pessoas ficavam bobas de: “Mas como você sabe que ele não está com fomeee?? Como você sabe que ele está cansado?? Que mágica é essa??”; sendo que era só a rotina dele mesmo e eu já sabia o que esperar. Confesso que era até mais fácil, porque aí quando ele chorava, eu já eliminava alguns fatores que ‘estavam em ordem’! rs

    Adorei esse livro e vira e mexe me pego lendo de novo. O que eu não sabia era que tinha outros da Tracy Hogg. Vou procurar, devem ser tão bons qnto o primeiro!!!
    Bj!

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  25. Flávia

    Olá Thaís,
    Estou seguindo seus conselhos e dicas rs, e está dando super certo,
    minha filha tem 4a7m é super desregrada com tudo, e estou conseguindo organizar a vidinha dela, Obrigada pelas dicas!!

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    1. Thais Godinho

      Obrigada você pelo retorno, Flávia.

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  26. Helena

    Nossa Thais, como eu não li seu blog antes. Acabei de comprar Soluções para Noites sem choro – crianças de 1 a 6 anos. Tenho dois: de 1 ano e 3 anos. Não durmo há tres anos, rsrsrs.
    Adoro o blog vc me dá ótimas idéias.

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  27. Dandara

    Sim!!! Meu filho segue ROTINA … E isso foi ótimo para nós (pais).
    Dorme na própria cama desde 15 dias de vida, na verdade no berço. Hoje na cama (com 2 anos). Não acorda na madrugada desde 2 meses de vida… e tudo isso seguindo os métodos da encantadora de bebês!!!
    beijinhos

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