22 Oct 2013

Campinas Restaurant Week + Evernote

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Fui convidada pelo Evernote Brasil para participar de uma ação de divulgação da Restaurant Week em Campinas, e ontem fui jantar em um lugar delicinha com a Ana, responsável pelo Evernote no país.

O Evernote Brasil fez uma coisa muito legal, que foi juntar todos os restaurantes participantes e seus menus correspondentes em uma única nota compartilhada, a fim de facilitar a escolha daqueles que querem participar da semana especial.

Fomos a um restaurante chamado Esquinica, que fica no bairro do Cambuí, mas eu pretendo visitar outros ao longo dessas duas semanas de evento.

Olha eu muito chique no restaurante:

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Menu do Esquinica para a Restaurant Week:

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A ideia da Restaurant Week é celebrar a boa gastronomia com preços acessíveis, a fim de trazer os admiradores de comidinhas gostosas para restaurantes bacanas e, assim, fidelizar o público posteriormente. Eu, pelo menos, nunca tinha ido ao Esquinica (que teve o chef Lucas eleito como o melhor chef do ano pela Veja Comer & Beber de Campinas) e com certeza voltarei lá, pois a comida é deliciosa!

Eu escolhi a seguinte opção do menu acima: polenta de entrada, arroz com lulas como prato principal e o delicioso mousse de chocolate como sobremesa. Nham!

Foto da entrada para vocês terem uma ideia:

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Ana e eu depois de super satisfeitas e conversarmos muito sobre o Evernote, o blog e outras cositas:

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Obrigada, Evernote Brasil! Adorei o convite e tenho certeza que todos os leitores do blog que moram em Campinas vão curtir a novidade. Quem quiser conferir os restaurantes participantes, basta clicar aqui.

Alguém vai na Restaurant Week também? Estou aqui tentando decidir qual será a minha próxima escolha!

22 Oct 2013

Um conto sobre as coisas que guardamos

Em um domingo desses, eu estava na casa da minha avó cuidando de algumas coisas minhas que ainda estavam guardadas por lá. Ela também entrou no clima e começou a mexer no seu armário da bagunça, que fica embaixo da escada, onde ela guarda todo tipo de itens que fizeram parte da sua vida. Mas estão lá, guardados.

Então ela me chamou e perguntou se eu queria algumas toalhas de presente.

Ela tem duas mesas de jantar em casa: uma oval e uma retangular. Mas as toalhas eram redondas e quadradas. Além disso, ela não usa toalhas, porque não gosta de lavá-las – ela busca simplificar nesse sentido. Já me perguntei muitas vezes por que ela guarda essas coisas, mas hoje em dia sou muito mais tolerante, pois cada um sabe o que é melhor para si.

Eu não quis nenhuma toalha. Expliquei para ela que quase não usávamos a mesa de jantar em casa e que estávamos pensando em vendê-la. No entanto, uma passadeira de crochê vermelha feita à mão me chamou a atenção, e resolvi ficar com ela. Se vender a mesa, dou a toalha para a minha sogra – pensei.

Então ela começou a contar que aquela toalha tinha sido feita pela moça que trabalhava com a minha bisavó, pois elas trocavam ideias de pontos de crochê. Me mostrou uma toalha que tinha sido feita pela minha bisavó. Outra, pela minha tataravó. “Essa não dá mais para usar porque antigamente se engomava, mas hoje em dia ninguém mais faz isso”.

Eu olhei para todas aquelas toalhas e comentei, em um suspiro:

“Quantas recordações têm nessas toalhas, né vó?”

E ela: “Pois é. Por isso fico com medo de doar. Vai que a pessoa não dá valor e simplesmente joga fora”.

Então eu respondi: “Mas qual o valor de elas ficarem guardadas dentro do seu armário também? As lembranças não estão no seu coração?”

Ela respondeu que sim e, guardando as toalhas dentro de uma sacola, falou: “Talvez a sua tia queira ficar com elas. Vou deixar separadas”.

Fiquei emocionada. Sabem por quê? A minha avó sempre teve muito apego às suas coisas, o que é reflexo dos tempos difíceis que ela passou quando era criança, na época da segunda guerra e tudo o mais. E agora, eu sinto que ela esteja querendo encaminhar suas coisinhas para melhores mãos, para que tais coisas não sejam jogadas fora quando ela morrer.

No fundo, isso é muito triste. Mas fica a história para pensarmos no sentido que as COISAS têm em nossa vida. Não é simplesmente jogar fora um mundo de lembranças. É difícil, especialmente para as pessoas mais velhas. Precisamos ser mais compreensivos, ir com calma, conversar sobre o que as leva a manter toda sorte de objetos em casa.

Às vezes basta um empurrãozinho.

21 Oct 2013

De volta ao minimalismo

A vida é mesmo cíclica.

Alguns anos atrás, eu entrei em uma fase tão minimalista que achei que nunca voltaria a ter “coisas”, e no entanto voltei a colecioná-las, comprá-las, adquirir móveis, mais livros, mais roupas. Este ano, quando começamos a procurar apartamento para comprar, e eu notei que estávamos procurando um apartamento de três quartos simplesmente porque eu queria ter o meu escritório, foi o sinal que eu estava precisando receber para perceber que não estou vivendo somente com o essencial.

Eu não preciso ter um apartamento com três quartos. Se a gente parar para pensar, não precisa sequer de um apartamento com dois quartos. O ser humano precisa de abrigo, alimentação, cultura, descanso, prazer – as coisas fundamentais. Eu trabalho com um notebook (deixei de usar desktop há tempos, mas meu marido ainda usa), então não preciso ter um canto específico para fazer isso. Como eu gosto de estimular a minha criatividade, sinceramente até prefiro trabalhar uma hora em cada lugar. Eu só preciso estar  longe do barulho e da agitação quando necessário, e posso ter essa condição ficando no quarto, por exemplo. Não preciso de um cômodo específico.

Imagem: Miss Minimalist

Imagem: Miss Minimalist

Na cozinha, temos um armário mínimo, que nunca coube muita coisa. Oras, mas eu tenho um jogo de xícaras de café que nunca usei – só guardei porque é lindo, de poás, mas está lá. Duas garrafas térmicas. Antes eu costumava deixar água quente para o chá sempre em casa, mas é um hábito que não tenho mais. As garrafas, no entanto, ainda estão ali. Uma travessa que nunca usei, mas fica ali “em caso de”.

Nossa mesa de jantar, linda linda, que paguei caro porque queria muito antes de nos mudarmos, acaba sendo usada como apoio. Se ela ficasse na cozinha, talvez usássemos mais, mas fica na sala, ocupando espaço. Nós comemos sentados no sofá ou no pufe, no chão. Ninguém usa a mesa. Enquanto isso, minha bateria (eletrônica – não faz barulho) está guardada dentro de uma caixa na casa da minha sogra, sem uso, enquanto eu poderia tê-la ali e praticar quase todos os dias. É algo que me faz bem, é exercício físico, e simplesmente não faço porque “não tenho espaço”.

Nossa varanda é subutilizada porque temos um varal de chão (que acho horrível). Estou querendo trocar a nossa máquina de lavar por uma lava-e-seca e me livrar do varal.

Já questiono até mesmo a importância de ter um sofá. Poltronas avulsas fariam seu papel, mas gostamos de ver filmes juntos, ficar juntos ali, então o sofá fica. Mas muitas casas têm sofás sem necessidade. E ocupam tanto espaço!

Com a fissura pelo Evernote, estou digitalizando tudo o que não precisa ficar em formato de papel. Isso inclui revistas antigas, reportagens, aquele monte de coisas que eu guardava.

Vou saber que sou minimalista de verdade (ao meu estilo) quando pudermos nos mudar tranquilamente para um apartamento de dois quartos sem que isso signifique termos coisas pelo meio da casa. Falta bastante, mas quero chegar lá.