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Reflexões sobre a contratação de uma diarista

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No checklist de outubro, eu escrevi que um dos meus objetivos para este mês era fazer um teste com uma diarista a cada 15 dias. Poucas pessoas perceberam, mas isso até me doeu de escrever. Sou aquela pessoa que acredita que pode fazer tudo sozinha. Em outros países, somente as pessoas com uma situação financeira confortável conseguem contratar alguém para fazer a limpeza da casa. Então eu sempre pensei: “se essas pessoas conseguem, então eu também consigo”.

Além disso, eu gosto de limpar a casa. Gosto de vestir minha roupa de heroína (avental e luvas) e testar produtos novos, tirar fogão do lugar, limpar cantinhos. Meu marido e eu dividimos as tarefas de casa, e tudo estava bem até agosto, quando eu fiquei mal de saúde e sem conseguir fazer praticamente nenhuma dessas coisas. Meu marido acumulou tarefas, ficou mais estressado e não conseguiu dar conta de tudo. No mês seguinte, nós viajamos muito e a casa foi deixada de lado. Aquilo me deixou aflita e decidimos fazer um teste com uma diarista.

Porém, eu nunca me senti à vontade com essa decisão. Pedi indicação de uma menina ótima aqui na minha cidade, conversei com ela pelo telefone, mas nunca a chamamos. Aí você me pergunta: “por quê?”. E eu respondo: por todos os motivos acima. E outros.

Acho que já escrevi aqui no blog o que eu penso a respeito de se ter uma auxiliar para a limpeza da casa. Basicamente isso:

  1. Se você possui restrições físicas ou é idoso(a), por exemplo, claro que precisa de ajuda. Mesmo que você não tenha boas condições financeiras, isso é uma prioridade e deve ser levada em conta.
  2. Se você não “tem tempo” para limpar a casa, avalie sua vida em primeiro lugar. Sua situação é temporária? Todos os moradores colaboram? Sua casa não é grande mais? Você não tem coisas demais? Antes de pensar em contratar uma faxineira, vale a pena avaliar todas essas questões.
  3. Se você tem dinheiro e uma vida extremamente ocupada, do tipo que fica fora uma semana, volta, dorme uma noite em casa e precisa sempre de roupa limpa e passada para reuniões, pode ser algo a se considerar.

Por muito tempo, eu fiquei um pouco cismada com a coisa de ter uma faxineira, porque me considero uma pessoa organizada. No último mês, no entanto, mudei bastante minha concepção a respeito, porque organização não tem a ver com limpeza, somente. Eu posso ser uma pessoa organizada sem a menor vocação para limpar a casa. Da mesma forma que delego tarefas no meu trabalho, eu posso delegar as tarefas de limpeza da minha casa para outra pessoa para poder me concentrar nas atividades que realmente considero importantes. É só ver como as próprias organizadoras profissionais trabalham com auxiliares para a parte mais pesada ou mesmo contratam outra pessoa para fazer a limpeza.

Mas, mais do que tudo isso, é importante dizer que eu me considero um exemplo para vocês. Como eu posso dar uma palestra sobre manter a casa organizada no dia-a-dia, ensinando a criar rotinas de limpeza, se eu mesma não faço isso? Bom, eu faço, e isso foi um compromisso importante que adotei comigo mesma. Mas eu sei que há exceções, e não podemos julgar. Fiquei imaginando se eu tivesse uma vida bem cheia de compromissos, mais do que hoje em dia, com jantares diariamente, muitas viagens, sabem? Eu viajo a trabalho, mas não tanto. Mas tem gente que viaja o tempo todo, trabalha todos os dias até muito tarde. E chega no domingo de madrugada, precisando de uma camisa passada às 6h da manhã seguinte. Será que realmente devemos nos martirizar somente para não aceitar ajuda de um profissional?

Por isso, minha opinião geral sobre ter um profissional ajudando na limpeza de casa é a seguinte: se puder contratar ajuda, contrate. Se não impactar no seu orçamento, não há motivo para martirização. Sei que principalmente as mulheres ficam com um sentimento terrível de culpa por não conseguirem dar conta da casa, mas precisamos nos livrar disso. Hoje eu cuido da limpeza do meu apartamento junto com o meu marido. Se ele não fizesse a parte dele, eu pensaria seriamente na contratação de uma pessoa, porque acho que a nossa casa deve nos servir, e não o contrário. Mas eu repensaria meu casamento também, porque estou falando de companheirismo. Eu acho que, no final das contas, há muita coisa envolvida.

Aqui em casa, meu marido desde o início foi contra chamarmos uma diarista para vir a cada 15 dias. Eu que insisti. No final, acabei desistindo da ideia porque sabemos que damos conta. Nos dias que não ficamos em casa, não tem importância não limpar nada porque também não sujamos. Precisamos, na correria do dia-a-dia, ter um grau de tolerância maior com a sujeira leve (poeira, por exemplo), porque ficar obcecado com a limpeza não é legal. Ninguém com filhos pode ter uma casa brilhando e sempre limpa, a não ser, é claro, que tenha uma empregada em tempo integral. Eu não vou parar minha vida, deixar de ficar com o meu filho, ver um filme com o meu marido, escrever meu TCC para tirar o pó de todos os móveis da casa. Questão de perspectiva, abaixar expectativas e aceitar a realidade.

Por isso, para você que estranhou aquele item na minha lista, saiba que ele foi um objetivo que durou pouco tempo. Já foi excluído e, até onde eu puder, ficará permanentemente fora dos meus checklists. Mas, diferente de outros tempos, não tenho nada contra.  É algo que me deixa feliz saber que sou uma pessoa saudável que consegue dar conta da casa onde vive e ainda passar esse sentimento para quem lê o blog.

Linkagem de domingo {26}

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Toda semana eu separo alguns links que considero bacanas para compartilhar com vocês. Os desta semana são:

Bom domingo para vocês!

Simplificando as compras da semana

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Pra que escritório quando se tem a mesa enorme na sala?

Eu gosto muito de planilhas, mas percebi que eu tenho a leve tendência a deixá-las de lado no meu dia-a-dia. Adoro aproveitar tudo o que a tecnologia me oferece, mas no final das contas, sou da turma do papel.

Assim, ontem à noite, depois de um dia produtivo cheio de passeios com o filhote (Dia das Crianças <3), ele dormiu por volta das 21h e eu resolvi fazer o meu destralhamento habitual, quando cheguei à despensa. Bem, eu tenho uma planilha de controle da despensa, mas não a considero prática mais. Nosso controle estava sendo através de um bloquinho que fica na cozinha onde anotamos o que precisamos comprar. Essa é a forma mais simples e realmente funciona, mas o “perigo” é que podemos esquecer de vários itens.

Planejar o menu semanal também dá um norte para montar a lista de compras da semana, porque assim você acaba comprando somente o que irá utilizar e também não ficará sem os ingredientes necessários.

Assim, para não ser influenciada, fui até a despensa e montei uma planilha do zero, no papel. “Como assim, Thais? Pirou? Planilha no papel?” Mais ou menos assim:

#oigente

Ai gente, se eu ficasse em casa, vocês iriam até cansar da quantidade de fotos que eu postaria aqui! Durante a semana eu não tenho pique para fazer fotos porque a luz de noite é ruim, eu acabo esquecendo etc.

Mas enfim, eu peguei o meu bom caderno e fiz quatro colunas: quantidade ideal, quanto tem, quanto comprar e item. Me baseei no que já tinha na despensa, ou seja, no que realmente compramos – meu marido compra para ele, por exemplo (o salgadinho que ele gosta, frutas preferidas, bolacha e outras coisas que eu não como), no que sempre compramos para o filhote, para mim etc. Por que isso é bom? Porque é a realidade. Não é uma lista perfeita e pronta e genérica pega em qualquer site por aí. O negócio se resume a comprar o que usamos mesmo para não desperdiçar.

Como fazemos compras semanalmente, as quantidades são menores. Prefiro fazer assim porque a nossa despensa é pequena. Quem tiver um bom espaço para armazenamento, recomendo comprar determinadas coisas em quantidade maior, para economizar.

A ideia agora é montar uma planilha do zero e imprimir sem as quantidades, porque eu anoto a lápis depois. Aí, na semana que vem, eu altero as quantidades fazendo a revisão da despensa novamente e voilá! Eis minha lista de compras.

Como fazer

  • Separe algumas folhas de papel (ou um caderno) e um lápis;
  • Faça quatro colunas: item, quantidade ideal, quanto tem e quanto comprar;
  • Vá até a sua despensa e anote cada item junto com a quantidade que tem armazenada;
  • Faça o mesmo com a fruteira e outros itens espalhados pela cozinha;
  • Idem para a geladeira, área de serviço e banheiros;
  • Quando terminar, sente-se confortavelmente em algum lugar e determine as quantidades ideais para uma semana. Lá em cima na foto, quando eu coloquei “1-1”, por exemplo, significa 1 item em uso e 1 item em estoque;
  • Faça as contas entre o que você considera ideal e o que precisa comprar. Por exemplo, se você tem uma maçã mas considera quatro o ideal, na coluna “quanto comprar” você coloca que precisa comprar três;
  • Leve a lista ao mercado da próxima vez que for fazer compras, ou faça uma lista só com o que precisa comprar em um papel separado;
  • Na próxima semana, apague as quantidades de quanto tem e do quanto precisa comprar e faça a revisão novamente;
  • Se quiser, monte uma planilha com as quatro colunas e imprima, se não quiser escrever tudo à mão. =)

Eu achei bem simples! E vocês?

Limpa nos esmaltes

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Já tinha feito um post sobre organização de esmaltes aqui.

Hoje eu gostaria de falar sobre o destralhe que fiz naquela “coleção”.

Há algum tempo eu venho fazendo cada vez menos as unhas. Meu ritual de cuidados se reduz a:

  • Hidratar unhas, cutículas, dedos, mãos etc. (diariamente)
  • Usar cerinha para unhas (a cada dois ou três dias)
  • Cortar somente os excessos das cutículas e somente se estiverem machucando (semanalmente)
  • Cortar as unhas (semanalmente)

Gosto das minhas unhas curtas (não dá para digitar direito ou tocar violão com as unhas compridas). Também prefiro pelo formato. Descobri que hidratar as unhas é mais eficiente que passar esmalte para o seu aspecto. As cutículas não ressecam, por exemplo.

Antes eu me sentia na obrigação de fazer as unhas toda semana. Hoje, faço quando tiver tempo e vontade. Foi um dos melhores desapegos de 2012.

Por isso, eu não preciso de muitos esmaltes. Sei que são baratos, lindos e morremos de vontade de comprar quando vamos a uma lojinha de cosméticos, mas eu estou me segurando há alguns meses. Para tanto, eu elegi os meus cinco clássicos:

São eles: preto, vermelho, renda, rosa pastel e nude. Só tenho esses esmaltes atualmente e eles me servem para todas as ocasiões. A ideia é usar cada vidrinho até acabar antes de comprar outro. O rosê já está quase acabando. O nude é o terceiro frasco que compro, pois uso muito (e esse eu comprei há uns quatro meses). O renda é do ano passado. O preto e o vermelho são os mais novos.

Antes que me perguntem nos comentários: não, este não é um publieditorial da Impala. Como comentei no outro post, cada um tem uma marca que fica melhor nas unhas. A minha mãe prefere Colorama. Outras pessoas preferem Risqué. Eu sempre me dei melhor com Impala então procuro comprar somente desta marca.

Quando um acaba, procuro comprar uma variação do mesmo tema. Em vez de renda, compro algum similar, por exemplo. Em vez de preto liso, compro um preto com brilhos discretos. Alterno vermelho aberto com vermelho fechado e assim por diante.

Minha gaveta com os esmaltes, antes de destralhar, estava assim:

Tinha esmalte até de cabeça pra baixo pra caber! Isso porque faz pouco tempo que tirei os vencidos ou estragados. Já tinham vários vencidos de novo. Por isso não dá para ter muitos – a gente acaba nem usando.

Gaveta depois:

A caixinha ficou até vazia, coitada. Não vou deixar os esmaltes ali não – vou tentar usar a caixinha para outra coisa. Por enquanto, deixe estar. Taí um bom exemplo de arrumação X organização. Antes a gaveta parecia mais bonita e arrumada, mesmo com mais esmaltes (tralha). Organização nem sempre está relacionada à beleza, estética, e sim à funcionalidade. Se eu tenho somente coisas que eu uso, fica mais fácil de organizar e eu otimizo o espaço que tenho.

Essa é uma das gavetas da minha penteadeira do quarto. Na verdade não é bem uma penteadeira, mas uma cômoda que eu uso como penteadeira. Ela ficava na entrada da sala e, com a mudança da disposição dos móveis, tive que tirar de lá para não ficar bagunçado. Foi a melhor coisa que eu fiz, porque agora posso ter meu canto com mulherzices bem organizadas.

Mas enfim, este post foi sobre minha coleção minimalista de esmaltes. E a sua, como é? Você usa todos os esmaltes que você tem?

Agradecimento

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Gostaria de agradecer imensamente os comentários no post de ontem. Fiz um desabafo e, ao ler o que vocês escreveram, eu me senti recebendo um apoio enorme e inesperado. Tudo o que eu li me ajudou muito e eu me senti muito melhor e animada depois. E foi incrível saber que existem tantos campineiros lendo o blog. <3 Apareçam mais, viu? Preciso de dicas mesmo para me adaptar mais à cidade. Mais uma vez: obrigada, obrigada e obrigada!

Uma das principais decisões foi a de simplesmente viver! Eu tenho mania de ficar planejando tudo, sou metódica. Alguém disse nos comentários que mesmo com um imóvel próprio pode acontecer um imprevisto e você precisar vender e se mudar, e é verdade! Assim como posso ficar morando aqui de aluguel até comprarmos o nosso apartamento, daqui a alguns anos.

Queria dizer como fiquei mais leve por ter desabafado e ter tido toda essa resposta de vocês. Não tenho como agradecer.

Todo cidade tem suas particularidades, assim como as pessoas. O que eu preciso fazer é encontrar os meus pontos em comum com a cidade onde eu moro e encontrar minhas opções preferidas. =) Se vocês acharem uma boa ideia, vou compartilhando aqui no blog minhas descobertas.

Reflexões sobre um apartamento alugado

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Passei momentos de terrível angústia nos últimos dias e, por que não, nos últimos meses, pensando a respeito da nossa vida aqui. Para quem não sabe, mudamos em dezembro do ano passado para Campinas. Moramos durante toda a nossa vida em São Paulo e somos do tipo de gente que tem objetos com “Eu <3 SP” estampados pela casa. Foi muito difícil para nós a adaptação. Na verdade, eu ainda não sei se realmente nos adaptamos.

Campinas tem uma característica muito esquisita (ao menos para mim), que é o fato de as pessoas só andarem de carro. Entendo que a falta de estrutura de transporte público na cidade resulte nisso, mas eu considero assustador. Na empresa onde eu trabalho, cerca de meia dúzia de pessoas (no máximo, e dentre as quais eu me incluo) vão trabalhar utilizando transporte público. Andar nas ruas é difícil, pois não há semáforos para pedestres em bairros que não sejam centrais, por exemplo. Nós, com um filho pequeno, sentimos grande dificuldade. Percorro em 70m o caminho que levaria 1/3 do tempo entre a minha casa e o meu trabalho, pois preciso pegar nada menos que três conduções. Isso, somado a uma série de coisas, sempre me deixaram um pouco cismada com Campinas. Eu sei que é porque estou acostumada com o metrô de São Paulo e a farta variedades de linhas de ônibus, mesmo pegando trânsito. Mas foi um estranhamento enorme para mim.

Talvez eu seja mesmo uma menina da cidade.

É engraçado porque, muitas vezes, eu reclamei de São Paulo e quis morar no interior. Acho que pelo menos 90% dos paulistanos também já pensaram nessa possibilidade um dia. Talvez dê certo para alguns. Para mim, talvez demore um pouco mais a adaptação, ou talvez ela nunca aconteça. O fato é que moramos em um bom apartamento, que era novo (primeira locação), e ficamos receosos de fazer qualquer coisa nele porque não sabemos se iremos mudar, escolher outro em um bairro melhor, se vamos para outra cidade, se voltaremos para São Paulo e eu voltarei a trabalhar indo e voltando com ônibus fretado. Uma série de fatores pesam nessa decisão: proximidade com a nossa família, facilidades no geral. Mas isso é assunto para outro post.

Então, somente este ano, nós já mudamos de ideia cerca de cinco vezes sobre se devemos pintar as paredes do apartamento ou não, por exemplo. Se devemos colocar papel de parede. Se devemos instalar lustres. Se devemos instalar a tv na parede. Etc etc.

Conseguir chegar a um consenso e quis dividir com vocês, para ver se vocês acreditam no meu ponto de vista. Quando eu quero fazer alguma coisa no apartamento, eu penso assim:

  • Dá para levar isso quando a gente se mudar? Independente de quando for, uma hora vamos nos mudar porque o apartamento não é nosso.
  • Essa coisa depende de um espaço que pode não existir em um futuro apartamento? Um vaso grande para a varanda, por exemplo, ou uma churrasqueira.
  • A compra ou instalação desse objeto é extremamente necessária para o nosso bem viver hoje em dia?
  • A compra ou instalação desse objeto tem um custo/benefício que compensa, se não puder ser levado em uma futura mudança?

Essas perguntas facilitam bastante na hora de definir. Exemplos:

  1. Estou querendo colocar uma cortina impermeável para tampar a parte de baixo do balcão da varanda. Então estava pensando: “poxa vida, mas depois podemos nos mudar para um apartamento que sequer tenha varanda”. Então pensei o seguinte: comprar uma alternativa bem barata, mas bonitinha e, se um dia nos mudarmos e eu puder utilizá-la, tudo bem – se não, não ficarei chateada com o descarte.
  2. Pintar as paredes é um drama, porque tintas custam caro. Será que compensa? No final das contas, acreditamos que sim. Vamos pintar primeiro a parede da sala, depois o resto. Mas não é nossa prioridade. Por outro lado, não seria mais simples deixar branco como está? (suspiros)
  3. Papel de parede, por exemplo, não compensa. Eu queria colocar na parede da cabeceira da cama, no quarto. Ficaria lindo? Com toda a certeza. Mas depois é uma complicação a mais quando precisarmos nos mudar. Fora que os papéis costumam ser caros. Talvez uma boa alternativa seja usar tecidos, então vou pensar um pouco mais a respeito.
  4. Lustres, basta desinstalar e levar, mas preciso guardar os spots feiosos do apartamento.
  5. Filtro de água, igualmente.
  6. Anexos da mesa do computador do meu marido. Valem a pena? Fico com um pouco de dúvida, porque são mais móveis e eu tenho um pouco de pavor de acumular coisas.

É difícil decorar quando não se pode gastar muito dinheiro, porque o básico demora a ser comprado (ainda estou pagando os móveis..). Outra dificuldade que eu tenho aqui em Campinas é a de encontrar lojas que vendam antiguidades, artigos para casa baratinhos, floriculturas, enfim, essas pequenas coisas que dão toques especiais quando não temos grande verba. É extremamente complicado decorar quando só se tem acesso a shoppings, lojas sem nada original e com produtos caros. Tudo isso vai melhorar consideravelmente quando passarmos para o lado negro da força e comprarmos o nosso carro. Quando isso acontecer, vou postando sobre as minhas descobertas pela cidade aqui no blog. Prometo.

Decorar um apartamento alugado é chato porque não podemos fazer algumas mudanças e elas acabam influenciando negativamente quaisquer ideias que possamos ter. Mas eu estou tentando lidar melhor com isso e buscar alternativas.

Também estou tentando gostar mais da minha nova cidade. Me desapegar um pouco e fazer as descobertas do zero, como tem que ser. De certa forma, é uma aventura, porque não sei o que me espera do outro lado. E não é isso a coisa legal que move todas as outras?

Segunda foi um daqueles dias

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Imagem: Getty Images

Segunda-feira foi um daqueles dias em que cheguei em casa sem pique para fazer nada. Como eu sei que vocês gostam quando eu falo da vida real aqui, vou contar um pouco sobre como foi o meu dia.

Acordei cedo (6h) para atualizar o blog, já verificar minha agenda e previsão de projetos para a semana. Me vesti, fiz maquiagem e acordei meu filho. Dei vários beijos enquanto ele tomava café-da-manhã e fui trabalhar. Quando cheguei em casa, muitas horas depois, estava bem cansada. Não estou acostumada a acordar essa uma hora mais cedo, mas quero tentar adaptar meu horário ao horário de verão que vem aí.

Mesmo assim, fiquei com ele durante todo o tempo em que ele estava acordado. Cheguei por volta das 19h30 em casa (precisei passar na farmácia antes). Ele já tinha jantado e ficamos brincando. Aproveitei para organizar algumas roupas nos dois armários, enquanto ele me ajudava perguntando o que era isso ou aquilo.

Por volta das 20h45, tomei banho e dei banho nele. Meu marido o vestiu enquanto eu colocava o meu pijama e eu fiquei mais alguns minutos com ele, antes de ele dormir.

Quando ele dormiu, eu sentei no sofá para descansar. Estava exausta! Já eram quase 21h30 e eu planejava dormir às 22h (porque tinha acordado cedo), mas ainda não tinha feito absolutamente nada em casa. Não tinha sequer jantado. Meu marido tinha feito comida, mas eu optei por deixar para levar para o trabalho no dia seguinte e preparar outra coisa rápida. Então levantei, fiz um omelete vapt-vupt e jantei assistindo tv. Lavei a louça. Limpei a pia. Troquei as lixeiras da cozinha e da área de serviço. Coloquei a roupa suja no cesto. Guardei algumas contas pagas na minha pastinha de 2012. Todo o resto das nossas tarefas diárias já tinha sido feito pelo meu marido durante o dia.

Já eram mais de 22h e eu ainda não tinha estudado espanhol (estudo toda segunda-feira). Mas estava cansada, fora do normal. Foi exceção. Estudei na terça.

Fui dormir às 22h45.

Dias cansativos existem. Tudo é questão de adaptação (a uma rotina nova, como acordar mais cedo) e perspectiva (só estou assim hoje, logo vai melhorar). Ninguém é perfeito, ninguém faz tudo sempre. Quando eu estou em um dia cansativo assim, eu faço somente o essencial. Eu poderia ter deixado a louça da janta para o dia seguinte, mas me custou tão poucos minutos! Por mais cansadas que nós possamos estar, tem que ter um pouco de força de vontade para fazer as tarefas mínimas, pois só elas já fazem uma grande diferença. E não, eu não ia dormir meia-noite só para limpar a casa. Meu bem-estar também é importante.

Esse foi um exemplo de dia em que eu estava cansada e não fiz quase nada em casa. Em breve posto sobre um dia bem produtivo.

Sempre revise suas rotinas e TO-DO lists

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Imagem: Getty Images

Seja qual for o sistema de organização que você utilize ou até mesmo algum método, revisar seus projetos e suas listas de tarefas é um dos fatores de sucesso. Por quê? Porque podemos tender a anotar tudo o que precisamos fazer, mas esquecer de revisar. O método mais simples de organização, para quem não quer esquentar a cabeça, é ter um caderno onde vai anotando todas as tarefas para não se esquecer de nenhuma. Depois, no decorrer do dia, da semana, do mês, você vai verificando as tarefas que já foram feitas e riscando-as. Essa simples revisão também garante que você não se esqueça de nada.

Portanto, não adianta ter um bom sistema de organização ou todas as suas tarefas anotadas se você não revisa as suas listas. A revisão é o processo-chave para fazer tudo acontecer.

Sugestão de cardápio para a semana de 8 a 14 de outubro

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Sugestão de cardápio para este semana:

Segunda – frango recheado com mostarda e mel + salada verde + arroz

Terça – bife acebolado aperitivo + arroz

Quarta – filé de frango a parmegiana na frigideira + arroz

Quinta – lasanha de berinjela light

Sexta – strogonoff de carne + arroz + batata palha

Sábado – peito de frango com purê de batata

Domingo – talharine com molho de tomate e almôndegas

Boa segunda-feira! =)

Linkagem de domingo {25}

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Toda semana eu seleciono alguns links que gostei e que tenham a ver com o tema do blog.

Bom domingo para você!

Nossa sala

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Setembro era o nosso mês de organizar a sala. O problema foi que passamos a maior parte do tempo fora e também estamos economizando dinheiro. Tirando alguns detalhes e a disposição diferente dos móveis, não fizemos nada do que tínhamos planejado, mas vou falar sobre os nossos planos neste post.

Ao entrar no apartamento, essa é a cena. Mudamos a mesa de lugar e achamos que ficou MUITO melhor. Agora ela dá uma sutil dividida na cozinha/sala e fica mais fácil de usá-la. Como temos um banco de um dos lados, tê-la encostada na parede dificultava um pouco o acesso, além de sujar a parede. Esqueci de arrumar a cortina para tirar a foto, mas ela é bem larga e vai até o fim do varão. A cor é um roxo uva bem bonito. Achamos sem querer para comprar.

Esse é o “cantinho musical” e ainda vai mudar bastante coisa. Vamos comprar mais três cubos desses para virar uma estante mesmo, e aí quero pintar de rosa bem forte. Em cima, vou colocar a vitrola (que está em São Paulo…). Onde está o vaso, ficarão os instrumentos. Meu celular carregando fez uma participação especial.

Do outro lado fica o canto da TV. Percebam que eu setorizei a sala de acordo com os seus usos. De um lado tem a parte onde comemos, de outro o canto musical, de outro o lado da TV e ainda tem o canto do computador, que vou mostrar mais para a frente.

Aquela caixa azul é do filhote. Marido trouxe para a sala porque ele (filhote) estava querendo mexer atrás do rack o tempo todo. Pretendemos comprar um rack mais largo em breve, então por isso está assim, provisório. Aquele pufe vermelho também é uma coisa que eu não aguento mais ver na frente, mas meu marido adora e meu filho usa para tomar o tetê dele assistindo tv de manhã, então fui voto perdido. O sofá é feinho mas foi o que pudemos comprar quando nos mudamos. Talvez eu compre uma capa antes de comprar um novo.

Esse é o canto do computador, basicamente usado pelo meu marido. Essa mesa faz parte de um conjunto que quero comprar ainda este ano. Faltam um gaveteiro e um gabinete, aí eles tomarão a parede inteira e ficará bonito. Apesar de os fios bagunçados me darem aflição (ugh), não dá para colocar aqueles espirais para organizar fios porque depois dá um trabalhão tirar, quando arrumarmos no lugar definitivo.

Os nichos sairão daí e ficarão em cima da tv. Só não mexemos ainda porque queremos pintar as paredes antes. Esse banco laranja está aí sobrando. Não vou doá-lo, então estou pensando no que fazer com ele para dar outra cor.

O envelopinho para as contas a pagar está provisoriamente em cima de um dos nichos porque depois que mudamos a mesa de lugar, ficamos sem a entrada bonitinha. Vamos arrumar de um jeito diferente, mas por enquanto está assim.

Detalhe do tapete com o pufe de pé.

Detalhe dos quadrinhos. Tem poucos mas a ideia é ir colocando mais em volta e ir aumentando a coleção.

Meus discos. 95% dos Beatles, diversas edições.

Detalhe da mesa com o banco.

Detalhe da bandeja que fica em cima da mesa de jantar: jogos americanos de bambu, sal, pimenta, castiçais de estrelas e porta-copos.

Bandeja com forro zebrado que eu usei de centro de mesa com a plantinha dentro.

Bom, essa foi a nossa humilde salinha sem praticamente nenhuma novidade desde a última vez que eu falei dela (aqui).

O que pretendemos fazer:

  • Pintar as paredes
  • Comprar o gabinete e o gaveteiro que fazem conjunto com a mesa do computador
  • Trocar os nichos de parede
  • Trocar o rack
  • Reformar o banco
  • Comprar mais cubos e pintá-los
  • Colocar um quadro em cima da mesa
  • Colocar quadros na parede do computador
  • Arrumar os instrumentos na sala

Fontes: Mesa de jantar (Meu Móvel de Madeira), cadeiras da mesa (Americanas.com), banco da mesa (Meu Móvel de Madeira), cortinas (Lojas Seller), cubos (Evolukit), sofá (Magazine Luiza), tapete (Etna), persiana (Etna), pufe vermelho (comprado em Embu das Artes), pufe roxo (Pufolândia), rack (Tok&Stok), caixa azul pintada (eu que fiz), mesa do computador (Tok&Stok), nichos (Evolukit).

Este post NÃO É um publieditorial. Eu cito as fontes porque sempre me perguntam nos comentários. =)

Revisando objetivos

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Apesar de todo final de ano dar vontade de montar uma “lista de desejos para o ano seguinte”, há muito tempo eu me desprendi disso e trabalho com os objetivos de curto, médio e longo prazo. Isso vem do meu uso do GTD (50 mil pés, 40 mil pés etc). Assim, seriam esses períodos:

  • Curto-prazo: de hoje até 2 anos
  • Médio-prazo: de 3 a 5 anos
  • Longo-prazo: para a vida

Frequentemente, também avalio a minha vida de acordo com o método do David Allen, que considero mais completo. Falo mais sobre ele no post como definir prioridades e executar tarefas.

Eu procuro fazer uma revisão macro dos meus projetos mensalmente. Executo tarefas no dia-a-dia, faço uma revisão semanal, mas é muito corrido para analisar com calma o que está sendo feito – o famoso “ver de fora”. Uma vez por mês, consigo mensurar o que realmente foi feito em busca de determinado objetivo e definir os próximos passos.

No começo do ano, falei um pouquinho sobre alguns projetos (não posso escrever todos aqui por motivos de privacidade). Fazendo uma revisão atualmente, posso dizer o seguinte a respeito de cada um deles:

Comprar um carro / Tirar carteira de motorista – Está planejado para dezembro. Preciso primeiro terminar de pagar as mensalidades da pós-graduação (em novembro) para assumir novos gastos. Meu marido já tirou sua carta de motorista e eu pretendo iniciar na auto-escola no próximo verão. Não fiz antes porque há incompatibilidade de horários com as escolas da região.

Falar inglês fluentemente – Melhorei muito meu inglês este ano! Participei de eventos, reuniões de trabalho e recebi visitantes do exterior conversando normalmente – claro que com um tropecinho ou outro ali, mas me virando bem. Estou fazendo um curso de conversação online e, se me dedicasse mais, certamente já estaria em um nível de fluência avançado.

Falar o básico de espanhol – Eu sabia que não teria tempo para me dedicar ao espanhol em 2012, principalmente por causa da pós-graduação. Minha previsão sempre foi iniciar em 2013, mas estou fazendo alguns estudos mais leves a partir deste mês.

Terminar a pós-graduação – Meu TCC está bem adiantado e ele deve ser entregue no final deste mês.

Tirar minha cidadania italiana – Já enviei há meses a papelada e agora estou somente no aguardo.

Emagrecer – Emagreci cerca de 20kg até o momento e isso foi mais do que eu esperava para este ano. Espero conseguir chegar à minha meta em 2013.

Para os últimos três meses de 2012, o negócio é focar. Continuo na dieta, preciso entregar meu TCC, continuo estudando inglês e iniciei os estudos de espanhol. Tudo isso porque eu sabia o que queria fazer a curto, médio e longo prazo (mesmo que os objetivos mudem, o importante é planejar). Conhecendo meus objetivos, fui definindo os passos que precisaria para atingí-los, e assim se passaram meus meses.

Não é ser “certinha”, chata, com vida militar, vida definida e sem surpresas, nada disso. Trata-se de ter metas e trabalhar para alcançá-las. Se não fizermos assim, perdemos muito tempo na vida (ao menos foi a essa conclusão que cheguei nesses anos todos e que funciona para mim).

Você está correndo atrás dos seus objetivos para 2012?

Esta semana

Resenha: Isso me traz alegria (Marie Kondo)

Alguns livros acabam passando na frente dos outros na fila de livros que quero ler porque eu sei que a resenha deles é importante...