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Como estudar para concursos – Parte 1 – Como começar

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Eu não gosto de postar no blog dicas sobre situações pelas quais eu não passei, pois gosto de dar legitimidade ao blog. No entanto, existem alguns temas que frequentemente me são solicitados, e tudo o que eu posso fazer é entrevistar algumas pessoas que tenham passado por isso e ler muito material de referência para conseguir montar um post interessante para vocês.

Como muitas pessoas estão solicitando dicas de organização para quem estuda para concurso público, fui atrás das informações para montar uma série de posts que será dividida em quatro partes:

  • Parte 1 – Como começar
  • Parte 2 – Como estudar antes do edital
  • Parte 3 – Como estudar depois da autorização
  • Parte 4 – Como estudar depois do edital

Este primeiro post, então, traz dicas de como começar a estudar para concursos. Talvez você já tenha pensado no assunto e não levou adiante porque não sabia como fazer. Ou talvez você tenha começado, estudou uma apostila para um concurso, não passou e desistiu, mas a ideia de voltar nunca saiu da sua cabeça. Ou talvez você já tenha passado em um concurso e queira voltar a estudar para outro. Seja qual for a sua situação, eu espero que este post possa contribuir de alguma maneira positiva no seu trajeto.

Separei algumas dicas para quem pretende começar e não tem ideia, ou está confuso a respeito. Essas dicas são importantes para “preparar o terreno”, para que você comece a estudar logo em seguida. São elas:

1. Encontrando a sua motivação

Muitas pessoas não conseguem levar adiante o estudo para concursos porque não encontraram sua real motivação. Lembro de um relato do professor Marcondes Fortaleza sobre isso. Ele disse que, desde novo, queria passar na faculdade de Medicina. Estudou, estudou e não passou. Mas ele trabalhava na área de contabilidade e sugeriram a ele que fizesse Ciências Contábeis. Ele pensou: “Ah, em CC eu passo!”. Foi lá, fez a prova confiante e passou. O ponto interessante é que ele fez a quantidade de pontos suficientes para passar em Medicina! Ou seja, a auto-confiança foi fundamental, e talvez ela tenha vindo do inconsciente dele quando encontrou sua verdadeira motivação.

Acho engraçado como as pessoas costumam optar por concursos públicos para ter um bom salário e estabilidade (afinal, ninguém nasce com o sonho de ser escrevente ou fiscal). Não tem nada de errado com isso porque, afinal, a iniciativa privada está cada vez mais competitiva e difícil e vivemos preocupados com demissões, salário, formação etc. Mas é importante conhecer o cargo que você pretende concorrer. De repente, ao encontrar um cargo que você realmente goste, você encontre a sua motivação. Ou, pelo contrário, você pode descobrir que o cargo que você tinha em mente não é muito legal, independente do salário.

Outra forma de encontrar a sua motivação é pensar nas principais dificuldades que você tem na sua vida. Talvez você tenha filhos e um emprego instável, pague aluguel, com um salário não tão bom, dívidas e muitas outras dificuldades. Quem vive dessa maneira não precisa pensar muito para encontrar a sua motivação, porque ela é óbvia. Mas, se não for o seu caso, você deve olhar para dentro de você e encontrar o que realmente te motiva a passar em um concurso para avaliar se é isso mesmo que você deseja para a sua vida. Sem essa motivação, você não conseguirá manter a disciplina para estudar. A jornada é longa e você precisará muito dela nos momentos mais difíceis. Se ela não for forte o suficiente, você não conseguirá prosseguir.

2. Escolhendo a sua área

Em todas as fontes que eu pesquisei sobre preparação de estudos para concursos, a recomendação é a mesma: escolha uma área e atenha-se a ela. Estudar para diversos concursos é furada, pois você não conseguirá estudar suficientemente as matérias necessárias. Você não precisa escolher um concurso específico no momento, mas é importante definir uma área, pois isso delineará seus estudos. As áreas mais comuns de concursos são: tribunais, polícias, fiscais, bancos, escolas.

A importância de escolher uma área é saber que matérias você estudará. Os concursos da mesma área costumam ter muitas matérias em comum. Sendo assim, mesmo que você foque em um concurso específico, você estará apto a prestar concursos semelhantes, pois estudará basicamente a mesma coisa, com poucas matérias específicas para cada um deles.

A escolha da área está diretamente relacionada às suas afinidades. Se você não gosta de exatas, pode não escolher a área fiscal, por exemplo. Acho isso relativo porque muita gente de humanas acaba escolhendo concursos da área fiscal e passando sem problemas – basta estudar, e estudar muito! Mas pode ser que você queira trabalhar escrevendo, por exemplo, e escolha a área de tribunais. Por isso é importante conhecer os cargos. Quando você escolhe alguma área com a qual você já tenha afinidade, pode ser até que você tenha um background de algumas matérias (se você for formado em Direito, pode ter mais facilidade para estudar as matérias relacionadas), e tudo isso facilita a sua preparação.

Enfim, a dica importante é não estudar para ser auditor da Receita Federal enquanto está estudando para ser escrevente do Tribunal de Justiça. Não dá. Você vai ficar maluco e não conseguirá absorver tanta informação ao mesmo tempo. Foque em uma área e torne tudo mais fácil.

3. Convencendo os familiares e amigos

Estudar para concursos vai te transformar em uma pessoa diferente para as outras. Você vai precisar mudar sua rotina e seus familiares e amigos vão estranhar. É muito difícil, especialmente para quem não mora sozinho. Quem é casado e tem filhos, então, enfrenta diversas dificuldades porque os filhos pequenos, por exemplo, não entendem. A rotina da casa muda. Quem vai limpar a sua parte? Preparar o jantar? Lavar a louça? Envolve uma mudança grande no dia a dia do casal e, por isso, é importante ter essa conversa.

Seu marido ou esposa deve ser compreensivo e dar suporte, porque será um período difícil. Se puderem contratar um(a) diarista, façam isso. Tudo o que puder ser feito para facilitar a rotina da casa deve ser implementado. E, para convencer seu(sua) companheiro(a), não é tão difícil: basta explicar qual é a sua motivação, e ela deve ser suficiente. Todo casal conhece as dificuldades pelas quais passa e tomar uma decisão como essa só mostra sua preocupação em melhorar, resolver os problemas. Sendo assim, é natural que a pessoa com quem você vive não só entenda como te dê suporte. Mas é importante “mostrar serviço” – estudar de verdade, e não usar o tempo como desculpa para fazer outras coisas. Nos próximos posts vou falar como conciliar os estudos com o trabalho e a família. Se você estiver realmente compromissado(a), fatalmente seu(sua) companheiro(a) observará isso e te ajudará.

O mais difícil, realmente, é lidar com os filhos que não entendem, tadinhos. Você terá que ser malabarista. Também não pode abandonar a sua vida e o suporte aos seus filhos, que são seus dependentes, de forma total. É importante balancear. Vou falar mais sobre isso no próximo post.

Os amigos também não irão entender – só darão razão depois que você passar. Então não se sinta culpada(o) recusando convites para churrascos e baladas. E sim, desnecessário dizer que você precisará fazer isso. Você está entrando em outro mundo agora!

4. Montando um bom ambiente de estudos

Você precisará de um lugar para estudar que seja eficiente. Se você tiver um cômodo da sua casa que você possa utilizar somente para este fim, ótimo! Se não tiver, será necessário pensar em outras maneiras (colocar a mesa no quarto, estudar em uma biblioteca etc). O ambiente precisa ser calmo, silencioso e com todo o seu material disponível. É necessário ter uma mesa, uma cadeira confortável e todo tipo de recurso que te ajude a obter silêncio, como protetores auriculares utilizados na área de segurança, se sua casa for muito barulhenta.

A mesa pode ser simples, mas sem distrações e com uma altura ideal. O Alex Meirelles deu uma dica que achei muito engraçada no livro dele, sobre a cadeira: ele disse para comprar a cadeira mais confortável que puder, não importa se não combina com a decoração. “Deixe para pensar em decoração depois que passar no concurso”, ele disse, e eu dei risada, porque sei que pensamos nisso. Não pense! Invista em uma boa cadeira pois você passará muitas horas sentado(a) nela estudando. Se a cadeira for ruim, você sentirá muitas dores e terá menos disposição pra estudar.

Outra dica do Alex é a de colocar imagens e frases de motivação no seu ambiente de estudos. Ele colocou a foto de um carro que queria comprar quando passasse, além do holerite de um amigo já concursado e frases como “força, guerreiro!”. Tudo isso serve de incentivo e pode sim ser utilizado.

À medida que você for adquirindo materiais, é importante organizá-los, mas falarei mais sobre isso nos posts seguintes.

5. Entendendo o mundo em que você está se envolvendo

Você está entrando em outro planeta, onde as pessoas normais te olharão estranho e seus amigos não terão muito assunto com você. Um mundo onde o normal é abdicar de tudo o que for supérfluo para conseguir estudar. Onde ir a um churrasco no sábado significa abrir mão de oito horas de estudo facilmente. Onde você gastará 100 reais com um livro porque sabe que seu primeiro salário de concursado pagará esse valor com folga.

Uma boa maneira de entrar no clima é participar de fóruns na Internet, pois você ficará sempre informado(a) e pode fazer amizades, trocar dicas e informações. O fórum mais famoso é o Fórum Concurseiros, mas existem grupos e páginas no Facebook também. A grande verdade é que você não terá muito tempo para acessá-los (sinceramente), mas uma vez por dia pode ser suficiente para se manter informado.

Estudar para concursos, como concurseiros famosos falam, é uma corrida de resistência, não de velocidade. É uma jornada que demanda disciplina e muita dedicação. Passar em concursos difíceis leva meses, até anos. Como o famoso “guru dos concursos” William Douglas fala, “concurso não se faz para passar, mas até passar”. Ter consciência disso é o primeiro passo para domar a ansiedade toda vez que for publicado algum edital interessante.

Espero que essa série de posts ajude quem estiver começando essa jornada. No próximo texto, falarei sobre a organização dos estudos antes da publicação do edital.

Vida Organizada é um dos 3 melhores blogs da categoria no Top Blogs 2012: obrigada!

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Oi pessoal, tudo bem? Estou escrevendo este post para agradecer todo mundo que votou no Vida Organizada para o prêmio Top Blog 2012. O blog agora está no Top 3 por voto popular na categoria “Casa e Decoração”, ou seja, muito, mas muito obrigada mesmo a quem votou! O mais importante disso tudo, para mim, é saber que o blog só chegou lá porque os leitores votaram. Mais uma vez então, obrigada por tudo, pessoal! Espero que vocês tenham uma boa semana. Beijo!

PS – O resultado final será divulgado no dia 10 de dezembro. Vamos torcer! =)

Revista Você SA – Especial Previdência

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Comprei a revista Você S/A – Especial Previdência, que é um assunto que muito me interessa, e gostei da edição. Achei pequena e que poderia ter mais matérias, mas as presentes são boas.

Na revista, por exemplo, você encontra:

  • Como mapear a sua aposentadoria – quanto investir em cada idade, previsões etc;
  • Como economizar desde os 25 anos para se aposentar aos 65;
  • Como se planejar para fazer uma viagem dos sonhos, um curso mais caro ou realizar qualquer outro sonho;
  • Informações sobre as taxas de juros em diversas formas de previdência;
  • Informações sobre planos de previdência a partir de 25 reais por mês;
  • O que fazer quando precisar resgatar o dinheiro;
  • Quais os fundos de previdência mais rentáveis;
  • Vantagens e desvantagens do plano corporativo de previdência.

Ou seja, traz temas importantes e ensina o básico para quem nunca pesquisou a respeito. Serve como um bom guia.

Você tem algum plano de previdência? O que pensa a respeito?

Contadora norte-americana economiza 8 mil reais por mês vivendo como desempregada

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Já que o nosso tema de novembro é Finanças, trouxe hoje um post polêmico para vocês!

A fonte é o site da revista Época Negócios:

Quer economizar mais de R$ 8 mil por mês (cerca de US$ 4 mil)? Uma contadora norte-americana dá a receita: procure comida no lixo, troque o papel higiênico por sabonete para lavar as partes íntimas após usar o banheiro, participe de testes para novos remédios em troca de dinheiro, corte seu próprio cabelo, lave suas roupas enquanto está no banho e vá para o trabalho correndo em vez de usar o metrô.

É dessa forma que Kay Hashimoto pretende economizar US$ 250 mil (R$ 520,6 mil) até o próximo ano. Foi assim também que ela conseguiu comprar e pagar em apenas nove meses uma casa no Harlem, em Nova York. “Eu sempre fui econômica, mas cheguei ao extremo depois que fui demitida do meu emprego quando houve o estouro da bolha das empresas pontocom”, disse em entrevista ao jornal New York Post, após se tornar a estrela do programa Extreme Cheapskates (algo como “mãos de vaca ao extremo”, em português), exibido nos Estados Unidos.

Em busca de alguma segurança, Kay decidiu viver como se fosse ficar desempregada a qualquer momento para sempre. Por mês ela gasta apenas US$ 15 com alimentação, por exemplo. O segredo da economia , ela explica, está em fuçar no lixo dos estabelecimentos comerciais de bairros nobres, como o Upper West Side. “Os consumidores das áreas ricas esperam que todos os seus produtos sejam perfeitos, então as lojas acabam jogando fora itens que ainda estão bons para consumo”, justifica.

Ela também responde a pesquisas online em troca de vale-presentes, testa produtos para ganhar amostras grátis e participa de testes para novos medicamentos. Foi dessa forma que durante cinco anos ela usou um método contraceptivo gratuitamente.

Seu método para lavar as partes íntimas com sabão após usar o banheiro também ganhou destaque especial no programa. “Eu não acredito que seja válido gastar dinheiro com algo que depois você simplesmente vai jogar fora, como papel higiênico”, afirma.

O desprendimento da contadora, no entanto, tem limites. Apesar de ter mobiliado sua casa com móveis encontrados na rua, ela se recusa a utilizar um colchão usado por medo de que tenha insetos. A solução? Dormir em tapetes de ioga usados. Muito mais seguros!

Os gastos totais da contadora incluem US$ 15 com alimentação, US$ 0,17 com pasta de dentes, US$ 237 com o condomínio e US$ 1 mil com um financiamento. Os US$ 4 mil restantes vão direto para a poupança.

Solteira, ela não tem planos de se casar ou arrumar um namorado. “Prefiro ser solteira e fuçar o lixo do que viver com alguém que não suporto”, diz.

Bom, é fato que os norte-americanos (não só eles) desperdiçam muita coisa e que é possível sim encontrar alguns itens no lixo que possam ser reutilizados. Mas comida? Acho que eu não teria coragem – a não ser, obviamente, se não tivesse qualquer outra opção na vida, como é o caso de muita gente, infelizmente.

O que não dá para negar é que ela faz uma economia e tanto! E você, encararia?

Como organizar a vida

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Organizar a vida é um processo. Um hábito. Não é uma coisa que você faz hoje e amanhã está tudo certo. Se você organizar o seu guarda-roupa impecavelmente hoje e amanhã guardar tudo de qualquer jeito, qual o resultado? Bagunça de novo. O mesmo vale para a organização de modo geral.

Outra coisa importante sobre organização é que não é feita do dia para a noite. Esqueça essa ideia de tirar um dia para se organizar. Você não precisa disso! Fazer um pouco todos os dias é o que faz diferença e, com o passar do tempo, você pode ir incorporando novos hábitos no seu dia a dia.

Por isso, nada de adiar! Nada de esperar a segunda-feira ou as resoluções de ano novo! Comece agora mesmo a se organizar com as dicas abaixo:

Leia os textos do blog. Todos os dias o blog tem dicas novas e, desde 2006, já foi publicado muito conteúdo. Acompanhe o blog, implemente as recomendações que lhe parecerem pertinentes e atendam suas necessidades atuais de organização e tire dúvidas nos comentários de cada texto. Você pode cadastrar seu e-mail na lateral do blog –> e receber as dicas por e-mail ou acessar o site diariamente. Também são postadas dicas em formatos diferentes nos seguintes canais: YouTube, Instagram, Twitter, Facebook e Pinterest.

Conheça também os cursos do blog, caso você precisa de um enfoque mais prático e enxuto do conteúdo ensinado aqui.

 

Morando sozinha

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Oi pessoal. O post de hoje é para compartilhar um presente que eu ganhei essa semana. Não foi nada material não, mas fiquei tão contente que ganhei o dia, hihi. A Franciele, do blog Morando sozinha, resolveu iniciar uma espécie de reality-show onde ela começará a se organizar e ela falou um montão de coisas bonitas do Vida Organizada. Então este post é para agradecer o carinho não só dela como das pessoas que comentaram no post, e dizer que estou acompanhando, hein? Quero ver o resultado e postar aqui no blog como foi sua experiência. =)

Para quem quiser ver o post com o vídeo super fofo onde ela conta um pouco do projeto, é só clicar aqui. E não se esqueçam de acompanhar o seu progresso, pois com certeza ajudará bastante jeito.

Um beijo.

Minimalismo para mim

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Confesso que já tive vontade de ser minimalista ao extremo, mas eu não sou assim. Gosto de objetos. Tenho as minhas tralhas e objetos acumulados também. Livros, por exemplo, tenho muitos e sempre vou ter. As pessoas costumam me dizer que lemos os livros e depois eles empoeiram na estante, mas isso não acontece comigo. Não entendo o conceito, pois estou sempre relendo meus livros. Costumo comprar somente os exemplares que realmente quero ter, como se estivesse formando um legado intelectual. Livros que quero ler, mas não pretendo manter, baixo em e-books, pego emprestado, alugo na biblioteca. Mas os livros são a minha exceção. Com o restante das coisas, tenho uma relação bem minimalista.

O que eu aprendi sobre o minimalismo é que ele significa focar no mínimo necessário para a minha vida, para cada pessoa, e não uma regra geral que dite que “minimalismo é ter uma casa vazia” ou “minimalismo é ter somente 100 objetos em casa”.

Assim, quando mudamos para o nosso novo apartamento (em dezembro), eu fui bastante criteriosa nas compras e, hoje, penso até que comprei coisas demais. Já doei um balde, por exemplo, pois não o usei durante seis meses e achei besteira mantê-lo. Potes de cozinha, acabei comprando mais, porque subestimei e comprei poucos. Jogo de prato, temos um para uso diário e outro mais bonitinho, que usamos raramente, quando queremos fazer um agrado. Mas o jogo básico bastaria, certamente. Copos, usamos dois. Nosso filho acabou ganhando um monte com desenhos da Galinha Pintadinha, Carros etc. Tenho cerca de quatro copos que não usamos muito e eu só não doo para deixar de reserva caso tenhamos visitas etc, mas nunca temos (moramos em uma cidade diferente da nossa família e amigos).

Toalhas, acho que tenho muitas. Tenho cerca de quatro toalhas para mim, três para o meu marido, duas para cabelo (uso duas toalhas) e umas oito toalhas de rosto, que distribuímos em dois banheiros. Aqueles tapetinhos de piso, temos quatro (dois para cada banheiro). Funcionam bem porque, quando um está lavando, o outro está em uso.

Quando penso em comprar alguma coisa para a nossa casa, fico me perguntando se vale a pena levar mais uma coisa para dentro. Onde vou guardar? Não vai dar trabalho para limpar? Vale a pena? Não é melhor guardar o dinheiro?

E o engraçado é que eu não penso assim para uma série de outras coisas, desde que eu esteja realmente precisando.

Há alguns meses, resolvi comprar mais um par de travesseiros para a nossa cama e um par daquelas fronhas mais bonitonas, para enfeitar mesmo. Uma das fronhas ficou defeituosa após a primeira lavagem e eu acabei não usando mais. Os travesseiros, no entanto, foram uma boa aquisição – descobri que durmo melhor com dois travesseiros que somente com um. E por aí vai.

Nossa despensa, até mesmo pelo fato de a área de serviço e a cozinha serem pequenas, tem somente o necessário. Fazemos as compras semanalmente e mantemos pouco estoque, justamente por não termos lugar para guardar tudo. E, mesmo se tivesse, não sei se eu teria uma despensa cheia de coisas… tenho um pouco de pavor de traças e qualquer outro tipo de bichinhos que possam vir a se alojar por ali.

Quando vejo uma casa extremamente minimalista eu não me identifico, mas entendo. De fato, se pararmos para pensar, não precisamos de 90% do que temos. Mas a gente não quer só comida – a gente quer comida, diversão e arte, já diziam os Titãs. Os objetos fazem parte de quem somos e nos ajudam a construir a nossa história.

Por isso, quando eu falo aqui em destralhar a casa, significa dar valor a esses objetos importantes. Porque, quando guardamos tralha, não conseguimos valorizar o que temos e que gostamos de verdade. E nem estou falando de relacionamentos! Estou falando de objetos mesmo. Daquele colar que a sua avó te deu de presente quando você tinha seis anos de idade e que está misturado com outros colares inutilizados que você comprou e raramente usou. Do quadro que a sua namorada te trouxe de presente de uma viagem que ela fez para Barcelona e você deixou encostado ao lado da estante. Entre tantos outros exemplos.

A tendência a acumular faz parte do ser humano e da necessidade de proteção contra “o inverno que está por vir” – guardar as provisões para nunca faltar. Mas hoje vivemos em um tempo diferente, onde os lares são menores e o volume de objetos aumentou consideravelmente. Se não tivermos um critério, a casa fatalmente ficará bagunçada e cheia de coisas. Precisamos tomar o controle da situação!

E como fazer isso? Oras, descobrindo o que é essencial para você. Eu posso dizer aqui que tenho só quatro pratos em casa mas, se você adora receber seus amigos, é óbvio que isso não se aplica a você. Mas você pode ter meia dúzia de livros e achar um absurdo uma pessoa ter mais de 500 ocupando espaço em casa, e é assim que as coisas são! Cada pessoa tem as suas necessidades, as suas vontades, os seus apegos, até. O que eu partilho aqui no blog é a minha visão, então talvez às vezes isso soe como uma verdade, mesmo eu não tendo essa pretensão. Entendo o ponto de vista. Mas eu acho importante sempre a gente se lembrar disso quando ler alguma matéria ou algum livro sobre o assunto, porque corremos o risco de perder a nossa própria identidade.

Não é porque eu gosto do Thoreau que vou largar tudo para viver à beira de uma cabana (já tive vontade também, confesso..). Mas eu pude ler o relato da sua experiência e isso faz parte da minha, de alguma forma. O que eu vou aprendendo, eu vou adaptando ao meu dia-a-dia, à nossa família.

Meu marido também é muito minimalista sem saber. Às vezes eu vejo uma lamparina vermelha e falo: “ai, olha que gracinha!”, e ele diz: “pra que?”. Claro que nem tudo precisa ter uma função, uma utilidade. Podemos ter muitos objetos que sejam somente decorativos ou que estejam ali somente para alegrar o nosso dia. Mas ter sempre um pézinho no campo da utilidade ajuda sim a fazer algumas escolhas.

Minha visão sobre minimalismo, enfim, é bastante parecida com a da Rita, mas quis falar sobre isso neste post dando um outro foco, e espero ter conseguido. Minimalismo, para mim, é descobrir o que é essencial para cada um e viver de acordo.

E você, se considera uma pessoa minimalista?

Novidades no blog: este mês e recomendações

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Pessoal, inseri na lateral do blog uma nova caixinha intitulada “Este mês”. Ali, vou colocar os principais tópicos em pauta no mês em questão. Em novembro, por exemplo, estamos falando de finanças, festas, Natal e por aí vai.

Também editei a página “Recomendo”, com livros, blogs e sites que eu recomendo separados por categorias. Também inseri a descrição de cada livro, pois algumas pessoas tinham me pedido.

São pequenas coisinhas, mas espero que gostem. =)

Como dobrar lençol com elástico

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Oi Thaís! sou leitora assídua do Blog e estou com uma dúvida e acho que as meninas que frequentam o blog, em algum momento já tentaram dobrar lençóis de elástico! para as que sofrem como eu e não sabem dobrar lençol com elástico, eu já tentei de tudo mas eles viram um emaranhado!!! E mesmo depois de passar, o lençol fica TODO AMASSADO na hora de usar. Por isso eu achava interessante, você abordar esse assunto no seu blog! eu iria adorar!
ABRAÇOS! ADORO SUAS DICAS!
Eli P.

Oi Eli. Obrigada por ter escrito. =)

Eu também tinha muita dificuldade em dobrar lençol com elástico mas, depois que aprendi a técnica, ficou bastante simples. Veja este vídeo no You Tube com o passo-a-passo:

Dica final: procure não comprar lençóis com elásticos em toda a extensão da barra, pois esses realmente são mais difíceis.

Espero ter ajudado.

Organizador de cosméticos para malas e bolsas

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Outro dia recebi da TOZ mais um produtinho para testar: o organizador de cosméticos para malas e bolsas.

Ele tem várias divisórias e é perfeito para colocar pincéis de maquiagem, pinça, batons, esmaltes, potinhos de sombra e blush e tudo o mais que você precisar levar em uma viagem.

Também já o utilizei para levar bijous (uma divisória para colares, outra para elásticos de cabelo, brincos etc). É bem versátil.

Quando você o fecha, ela fica enroladinho e cabe em qualquer canto da mala. Como eu viajo bastante, achei útil demais, pois antigamente eu colocava todas as minhas maquiagens em uma necéssaire separada, o que ocupava muito espaço, além de deixar tudo junto e com o risco de abrir.

Também é uma boa opção para levar no dia-a-dia, especialmente se você trabalha com maquiagem ou gosta de usar bolsas maiores e estar sempre maquiada.

Outro uso que pode ser feito é para guardar carregadores de celulares, câmera e outros gadgets.

Para comprar, clique aqui.

Não consegui colocar fotos por conta de um erro do servidor. =( Mas na página da loja as fotos estão bem fiéis.

Dicas definitivas para colocar as contas em ordem

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Aqui em casa, eu utilizo duas ferramentas simples para organizar as contas a serem pagas e as contas que eu já paguei. Talvez possa funcionar para você também.

No meu escritório, tenho uma caixa de entrada tripla (esta aqui), onde divido por entrada / andamento / saída. Na divisória de saída, coloco as contas a pagar. Quando for meu dia da semana de ir ao banco, pego as contas e as pago. Isso garante que eu pague as contas muito antes do vencimento e não perca dinheiro com juros de atraso. Também não perco tempo marcando no calendário os vencimentos de cada uma, pois sempre pago com antecedência.

Para arquivar as contas pagas, mantenho uma pasta com 12 divisórias (esta aqui), uma para cada mês do ano, e arquivo as contas dessa forma. Algumas pessoas preferem arquivar as contas por tipo, mas a minha experiência mostrou que, para mim, o esquema de pastas por ano funciona melhor. Como precisamos guardar a maioria das contas e comprovantes por cinco anos, tenho cinco pastas. No momento: 2008, 2009, 2010, 2011 e 2012. Em 2013, usarei a que hoje uso para os comprovantes de 2008 – revisarei a pasta e jogarei fora a maioria do que estiver lá.

Meu sistema é bastante simples porque procuro manter meu dia-a-dia o menos complicado possível.

E você? Possui algum sistema para organizar as suas contas?

Como gerenciar seu e-mail durante um dia de trabalho

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Um estudo realizado este ano na Universidade da Califórnia revelou que o e-mail é o grande vilão da produtividade no trabalho. Especialmente se você costuma trabalhar com a caixa de entrada aberta, ou com os famosos alertas ligados, você pode estar comprometendo seriamente o seu rendimento.

Já publiquei um post aqui no blog sobre como domar seu e-mail, e ele já contém algumas dicas que considero úteis para domar a caixa de entrada. De qualquer forma, outras providências que você pode tomar para controlar o uso do seu e-mail no trabalho são:

 1. Tenha um horário para ver seus e-mails

Independente da frequência que você escolher para checar seu e-mail, é consenso que a melhor forma de lidar com ele é não deixar a caixa de entrada aberta enquanto você trabalha, pois isso gera muitas distrações. Se você recebe pouco fluxo de e-mails, pode tranquilamente checá-los a cada duas horas. Eu costumo fazer blocos de trabalho de 90 minutos (45 + 45) e checar meus e-mails entre esses blocos. Nos dias em que sei que vou receber mais e-mails, dependendo dos projetos, checo com uma frequência maior. O que realmente não dá é para trabalhar com a caixa de entrada aberta. Se você recebe um grande fluxo de e-mails, mas essa não é sua atividade principal, estabeleça uma frequência maior (a cada 15 minutos, por exemplo). Nenhum e-mail é tão urgente que não possa esperar no máximo 15 minutos.

Pausa para um comentário: Estamos vivendo em uma época realmente louca e insana em termos de informação. As pessoas acham que tudo é urgente, quando na verdade não é. Precisamos colocar um limite nisso para manter nossa sanidade mental e produtividade no trabalho. Você pode checar se todas as pessoas que você conhece que trabalham somente em cima de urgências não são as menos produtivas do seu local de trabalho. Isso é um fato! Você não pode controlá-las, mas pode controlar o fluxo de informações que chegam até você. Por favor, faça isso. O mundo precisa dessa atitude.

2. Evite encaminhar e-mails e copiar pessoas

A não ser que seja extremamente necessário, não faça isso. Não polua ainda mais a caixa de entrada de ninguém.

3. Mensagem lida, providência tomada

Não deixe os e-mails se acumularem na caixa de entrada. Crie pastas para ações, como “responder”, “ler”, “enviar arquivo” etc. Crie de acordo com as suas demandas no trabalho. Quando acessar sua caixa de entrada, assim que clicar em uma mensagem, já tome uma providência. Não deixe essa mensagem novamente na caixa de entrada, pois os e-mails irão se acumular. Se levar menos de 2 minutos para responder, responda. Se for demorar mais do que isso, coloque nas pastas. E CLARO que você deve dar atenção às pastas ao longo do dia. Você pode pegar 15 minutos para responder todos os e-mails da pasta “responder”, por exemplo, uma vez antes do almoço, outra vez no meio da tarde e outra vez no fim do expediente.

4. Use mais o telefone

Se você precisa de uma resposta imediata, use o telefone. Evite usar o e-mail ao máximo, pois a grande maioria das pessoas não está organizando e dando conta dos seus e-mails assim como você está tentando fazer. Se precisar de uma informação ou tirar uma dúvida, telefone. Resolva seu problema na hora, em vez de ficar com uma pendência super demorada, atrasando seus projetos.

5. Desligue alertas

Por último, mas não menos importante: desligue todos os alertas de mensagens que você possa receber, tanto de e-mails quanto de notificações no Facebook, e-mail pessoal, SMSs etc. Essas coisas chegam o tempo todo e atrapalham demais. Tome agora essa decisão pela sua produtividade e desligue esses alertas para conseguir trabalhar melhor e mais concentrada(o).

Quais suas maiores dificuldades ao lidar com o e-mail no dia-a-dia de trabalho? Por que você não consegue se desligar?