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Não querendo chover no molhado, a gente já falou mais de uma vez que o Feng Shui é uma técnica milenar chinesa, cujo maior objetivo é nos alinhar com as forças positivas da natureza, para que possamos receber saúde, prosperidade, harmonia, enfim…viver bem e plenamente.

Por isso é que, seguindo os seus preceitos, super indicamos a presença de elementos vivos nos ambientes: animais, plantas, cristais…desde que as pessoas se sintam bem com suas presenças e se proponham a cuidar dos mesmos, dando-lhes dignidade, felicidade, ou seja, nada pode influenciar positivamente um local, estando em sofrimento.

Bichos de pelúcia, plantas artificiais funcionam no Feng Shui?

A reposta é sim e não… São representações dos originais, mas não têm vida…É como ter uma foto de seus pais e os mesmos em “carne e osso”. A foto é uma representação, mas traz a lembrança, ancora a energia, mas nem de longe é a mesma coisa. Agora, se é para ter um bicho aprisionado, uma planta sem água ou mal posicionada, indico de olhos fechados que a pessoas tenha quadros, versões artificiais, afinal “as flores de plástico não morrem”…

Eu não sei vocês, mas eu adoro brincar com a Mel e a Filó, minhas “salsichinhas” amadas. Em tempos de relaxar, refazer as energias, posso dizer que elas recarregam a minha bateria em tempo recorde – não há stress que perdure. E o que dizer das plantas? Tenho várias e a maioria delas tem nome. Kwan Yin é uma orquídea que ganhei de uma amiga querida e que está no tempo de (re)florir. Temos um diálogo constante, eu a examino e quero saber quando virão as florzinhas amarelinhas pala me alegrar mais. Fátima e Penélope vivem agora no jardim do prédio, pois descobri que são espécies de ambientes externos, estavam murchinhas, querendo adoecer, fui atrás de informações e resolvi a questão – estão frondosas lá embaixo, se esbaldando de sol e vento. Vieram ambas da mata amazônica.

Brincadeiras à parte, no Feng Shui as plantas são verdadeiros coringas. São legítimas representantes do elemento MADEIRA,  nos protegem, atraem boas energias, servem de cura em pontos doentes ou que peçam correção energética, filtram o ambiente do ponto de vista orgânico e energético, dando às vezes a própria vida, por conta de um golpe energético que o local tenha sofrido. São inclusive sinalizadoras que algo ou alguém não vai bem na casa. É comum antes de uma separação, uma doença, um acontecimento que venha abalar a família, as plantas ficarem abatidas, desvitalizadas, tristes mesmo eu diria.

Preste atenção às suas plantas, preste socorro e cresça os olhos em relação às pessoas. Há alguma coisa “pegando” no relacionamento, alguém preocupado com trabalho, algum sintoma de desequilíbrio na saúde?

Ter plantas em casa é algo maravilhoso. Elas trazem a natureza para perto de você, são verdadeiros mananciais de energia vital, absorvem a energia yang do sol, espalhando-a por onde estiver. Aumentam a nossa criatividade (quem já escreveu embaixo de uma árvore?) e capacidade de concentração. Promovem a melhora do nosso estado emocional e do sistema imunológico (pense em você andando num parque, num belo jardim), então espero que a essa altura já o tenha convencido a sair em busca de umas verdinhas.

Mas… quais as melhores plantas, segundo o Feng Shui?

Bem, supondo que estejamos falando de ambiente interno…há plantas mais indicadas para salas, banheiros, cozinhas, corredores, porta de entrada. Faça uma análise do seu espaço. Há incidência de sol? Por quantas horas? Manhã, tarde…Você pode cuidar das plantas com qual frequência? Na sua ausência alguém poderá cuidar delas? Há possibilidade de crianças ou animais comerem parte dessas plantas? Anote tudo. Leve esse bloco de anotações no dia da compra.

De qualquer forma, há algumas prerrogativas… o que não devemos ter, de acordo com o Feng Shui:

#plantas carnívoras (por motivos óbvios!)

#plantas com espinhos, pois podem provocar conflitos entre os moradores (estas deverão ficar em áreas externas, de preferência que não sejam vistas por vizinhos). Aqui incluímos os espinhos das rosas, que precisam ser aparados. As suculentas ficam dentro de casa, são símbolos de resistência, excelentes para banheiros e lavabos, áreas de pouca iluminação, espaço reduzido. Os cactos são plantas de defesa, mas por conta de seus espinhos, precisam ficar em varandas, quintais, janelas, sempre em ambiente aberto, onde não sugira uma provocação à vizinhança.

#plantas pendentes cujas folhas se direcionem para o chão, acabam direcionando o “Ch’i” para baixo também, “derrubando” a energia. Se você tem uma linda samambaia de metro, como um véu de noiva, não se desfaça dela, mas coloque-a em área externa ou, se não tiver, doe-a para alguém que cuide direitinho e tenha o espaço adequado.

#plantas doentes, maltratadas, com folhas ou frutos secos (atenção às pimenteiras…pimenta seca, adeus dinheiro!), mortas, fenecendo, pois emanam energia yin, de morte mesmo, por isso a necessidade de mantê-las saudáveis.

#os bonsais…ai, os bonsais…tão fofos os pequenos, mas são na verdade plantas que foram atrofiadas, tolhidas para que não crescessem… trazem uma energia de limitação, o que não é obviamente a nossa praia.

#plantas tóxicas – algo para ser ponderado. A “comigo-ninguém-pode” é um exemplo clássico de uma planta que manda muito bem em banheiros, mas tem a questão da toxicidade. Se você tem crianças, animais que podem acessá-la, descarte essa possibilidade, há um leque vasto de outras espécies. A dica é: quando for comprar qualquer planta, acrescente à sua check list esse item: há perigo de ser ingerida?

Então, quais são as plantas campeãs?

Para as salas são muito indicadas as palmeiras, como a Raphis, a Dracena, a Areca. Mas bom mesmo é você saber em que guá (setor) do Feng Shui está cada cômodo. Pensando assim, se a sua sala está na Área da Família, o Lírio da Paz honra o nome que tem e harmoniza relacionamentos familiares; a Árvore da Felicidade (macho e fêmea) une casais e parceiros ou sócios – ideal para o Setor dos Relacionamentos. Pata de Elefante requer boas horas de sol, mas traz estabilidade, solidez. Folhagens arredondadas como o Dólar e o Dinheiro-em-penca atraem a prosperidade, ativam o financeiro, pois suas folhas lembram pequenas moedas.

E as orquídeas? Acho que são flores que sorriem. Impossível alguém se deparar com a delicadeza de uma orquídea e não devolver a gentileza. Orquídeas elevam a consciência e acalmam os ambientes. São excelentes na área da Espiritualidade.

Para as varandas: bambus, árvores frutíferas como pitangueira, jabuticabeira, etc., as palmeiras que gostam de sol, flores solares, como girassol, gerânio, azaleia.

Nas cozinhas e jardins vão muito bem as ervas aromáticas, como o alecrim, manjericão, orégano, tomilho, capim cidreira, que são muito auspiciosas – o manjericão particularmente chama as boas oportunidades e o alecrim ancora a boa saúde.

Na entrada da casa gosto das plantas guardiãs como a Zamioculcas, que absorve energias negativas ou a Lança de Ogum e Espada de São Jorge que as rebatem com muita competência.

Experimente visitar um mercado de flores e plantas, vá com tempo, apaixone-se, caia de amores por Hortências, Kalanchoes, Antúrios, Margaridas, Begônias…

Mas lembre-se, carregue sempre o seu bloquinho com anotações sobre a sua casa e pergunte ao vendedor o máximo de informações que possa obter sobre cada uma das plantas: luminosidade, regas, cuidados especiais, adubação, etc.

Depois? Muita responsabilidade e gratidão. A doação por parte delas supera de longe as necessidades básicas.

“Verdejantes tempos, mudança dos ventos no meu coração…”

Wanice Bon'ávígo
30/01/2017
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Este é um exercício que tenho feito ultimamente e que gostaria de compartilhar com vocês.

Destralhar a minha casa tem sido uma constante ao longo dos anos. Sempre tem coisa para tirar, o que não deixa de ser impressionante.

Atualmente, tenho sido ainda mais criteriosa com tudo o que fica. Procuro manter o que o David Allen (autor do método GTD) recomenda como “coisas que normalmente têm seu lugar na casa”: referência, equipamentos, decoração e suprimentos. Mas, mesmo entre esses, tenho feito o interessante exercício de pensar: e se me chamassem para trabalhar em outro continente e eu precisasse me mudar em um mês? Eu levaria este objeto?

Pode parecer besteira, mas eu funciono bem com esse tipo de raciocínio.

O resultado é que tenho me desapegado de muito mais coisas, se pensar no trabalhão que seria me mudar com elas para outro lugar tão distante. E tenho ficado cada vez mais apenas com o essencial.

Mesmo as quatro categorias citadas lá em cima me fazem pensar na vida, porque todas elas podem ser digitalizadas (referência), vendidas (equipamentos, decoração) ou doadas (suprimentos).

Eu acredito que o fato de ter passado por muitas mudanças nos últimos anos me deixou assim. Acabei começando a gostar das mudanças, porque elas me dão a oportunidade de reavaliar tudo sempre. Mas você não precisa passar por uma mudança de casa real para fazer esse destralhe – fica a dica então para, como eu, tentar pensar assim no dia a dia.

Me conte nos comentários como foi.

Thais Godinho
28/01/2017
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Caixa de entrada serve para você capturar informações – sejam ideias, e-mails, notas de reuniões, contas que chegam em casa, trabalho dos filhos, enfim, papel, físico ou digital. Então a recomendação para melhorar a produtividade, e isso obviamente vem do método GTD (como 99% do que eu falo aqui no blog), é que você tenha caixas de entrada suficientes para lidar com essa demanda de coisas que chegam na sua vida. Vamos ver quais são as indispensáveis?

Caixa de entrada para anotar ideias fisicamente

Vulgo papel! Você pode capturar uma ideia sensacional tanto em um Moleskine quanto em um guardanapo, contanto que agrupe todas as informações capturadas em uma caixa de entrada física, que serve justamente para dizer: “olha, eu tenho zilhões de ideias, mas elas estão aqui, e não em outro lugar”. Então tenha uma caixa de entrada física tanto em casa quanto no escritório (se você trabalhar fora) para colocar essa papelada que você mesmo gera.

Na prática, vai funcionar assim: escreveu em um papelzinho algo que não pode esquecer, coloca na bandeja (caixa de entrada). Voltou da reunião com notas escritas em um caderno, coloca o caderno na caixa de entrada. Recebeu um comprovante de pagamento que não pode perder, coloca na caixa de entrada. Uma vez por dia ou mais, classifique os itens que você agrupou e destine aos locais certos.

Caixa de entrada para quando estiver em trânsito

Se você se desloca muito, é recomendável ter uma pasta sempre com você para agrupar os mesmos papéis que você mesmo pode gerar ou que podem chegar até você, em vez de deixar tudo espalhado na bolsa ou na mochila. Boas pastas para fazer isso são as pastas em L, que podem ser encontradas (e são baratíssimas) em qualquer papelaria.

A pasta em L é mais fácil de manusear que pastas com elástico, que precisam ser abertas, gerando movimentos a mais. Se quiser agilidade, a pasta em L é para você. O que importa, no entanto, é que você tenha esse compartimento para quando se deslocar.

Eu utilizo muito em viagens ou quando fico fora o dia inteiro em reuniões ou ministrando treinamentos. Quando chego em casa (no meu escritório), coloco tudo na caixa de entrada física para esclarecer na manhã seguinte, quando estarei mais disposta.

Caixa de entrada para capturar informações via computador

Tudo o que você baixar no seu computador ou um texto que você ler e quiser guardar deve ir para algum lugar. Se você tentar organizar direto, isso vai bagunçar o seu sistema, porque na pressa você pode acabar criando pastas e classificações desnecessárias. Por isso, a minha recomendação é que você tenha uma pasta única para baixar arquivos no computador (geralmente os PCs já têm a pasta “Download” e, no MAC, “Transferências”). Use com sabedoria. Uma vez por dia, classifique o que baixou ali adequadamente.

Para textos, artigos e outras informações no geral, você pode escolher programas que façam esse tipo de armazenamento a um clique do mouse, como o Evernote ou o Pocket. Escolha aquele que te agradar mais. O importante é que, tanto em um quanto o outro, você tenha um compartimento onde centralize os textos que salvou antes de organizar em outro lugar ou categoria. No Evernote, por exemplo, você pode ter um caderno chamado “Caixa de entrada”.

Inclusive o Evernote possui uma extensão para navegadores chamada Web Clipper, que permite que você salve o artigo, a página inteira, só a URL e outras opções diretamente do seu computador, o que facilita muito o trabalho de “copiar e colar”.

Caixa de entrada para capturar informações via celular

O celular é multitarefa e, por isso, permite que você capture imagens, áudios, vídeos e textos. Ou seja, ele por si só é uma “caixa de entrada ambulante” que, se você não classificar o que salvou ali, pode bagunçar e encher a memória do aparelho. Portanto, a recomendação de esclarecer o que você capturou diariamente se mantém, para não virar bagunça.

O que pode ajudar é utilizar aplicativos como o próprio Evernote para centralizar o que você captura via celular, para que não fique espalhado por outros aplicativos. Faça o teste para ver o que funciona melhor no seu caso. O Todoist, por exemplo, tem uma caixa de entrada também. Se você estiver na rua e tiver uma ideia ou se lembrar de algo que precisa fazer, digite no celular rapidinho e volte para o que você estava fazendo. Depois você lida com aquilo.

Caixa de entrada de e-mails e outras mensagens

Perceba que, quanto mais contas de e-mails e canais por onde você recebe mensagens, maior o fluxo de “coisas” que entram na sua vida. Não é à toa que as pessoas estão reduzindo a quantidade de redes sociais que elas participam, porque é difícil acompanhar tudo. Por esse motivo, tenha as caixas de entrada de e-mails e de mensagens que forem realmente necessárias para você, o que varia de profissão para profissão, obviamente.

O importante aqui é entender que uma caixa de entrada não é um local de armazenamento, mas apenas de captura. O que você capturar ali (ou capturarem por você, no caso dos e-mails e mensagens) precisa ser esclarecido e organizado adequadamente com uma frequência praticamente diária, para não criar um volume imenso que te deixará estressado(a) para lidar.

O propósito das caixas de entrada é ter um lugar onde você possa centralizar as informações capturadas, para só então esclarecer o que significam e organizar adequadamente. Uma vez que você capture, você deixa a sua mente livre para ser criativa e trabalhar focada naquilo que você realmente precisa saber.

Estabeleça o hábito da captura mas, para isso, tenha sempre com você ferramentas que te apoiem nesse processo, como as recomendadas neste post. E lembre-se: não confunda captura com organização das informações. A captura é um processo livre, até caótico, que você faz sem pensar ou classificar informações, apenas para não perdê-las. Esse raciocínio para organizar você fará depois, em um segundo momento.

Thais Godinho
24/01/2017
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