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Jogos de tabuleiros legais de ter em casa

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Agora que eu tenho sobrinhas adolescente e que o meu filho está crescendo, frequentemente nós temos vontade de ficar em casa jogando algum jogo de tabuleiro e isso me despertou a vontade de listar aqueles que seriam muito legais de a gente ter. Cheguei à seguinte lista, que gostaria de compartilhar com vocês:

Imagem & Ação

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Aqui fala a publicitária! Meu jogo preferido de todos os tempos sempre foi Imagem & Ação! Nesse jogo, você sorteia uma palavra e precisa desenhar ou fazer uma mímica para o grupo adivinhar o que você está querendo dizer. É divertidíssimo para praticamente todas as idades e um jogo para a vida toda.

O jogo da vida

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E já que estamos falando nisso, que tal O jogo da vida? De médico a artista, você deve estar preparado para momentos de sorte e azar. Trilhe o seu caminho em busca do sucesso! Desenvolva a sua carreira, ganhe dinheiro, case e tenha filhos. O Jogo da Vida é a simulação da vida real com muita diversão! Esse era outro jogo que eu adorava quando era mais nova, e continuo gostando agora adulta.

Banco imobiliário

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Tem jogo que definitivamente é um clássico – assim é o Banco imobiliário. O mercado de imóveis se modernizou e está cada vez mais competitivo. Diversificar os investimentos virou palavra de ordem. O Banco Imobiliário traz todo o dinamismo do mundo dos negócios para os dias de hoje. Que tal ser o dono da Avenida Paulista? Ou construir um hotel no Jardim Botânico? Com o Banco Imobiliário, comprar e vender imóveis fica ainda mais interessante e divertido. Use o dinheiro estrela para fazer as operações de compra e venda.

Detetive

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Detetive é um jogo de tabuleiro clássico onde o objetivo é desvendar o responsável pela misteriosa morte do Sr. Carlos Fortuna. Para isso, os jogadores terão que dar palpites sobre o local, arma e o responsável por este crime. São 8 pessoas, 8 armas e 11 lugares para explorar e desvendar!

A cada rodada os participantes conseguirão eliminar pelo menos uma possibilidade, até que finalmente restarão pouquíssimas cartas e será possível fazer a acusação. Se, a qualquer momento, um jogador acreditar ter desvendado o crime, ele deverá fazer uma acusação e citar em definitivo quem é o assassino, com qual objeto matou, e em qual cômodo da mansão houve o assassinato. Depois, o próprio acusador deve verificar as cartas do envelope em segredo. Caso acerte, vence o jogo. Mas, se errar, é eliminado e segue participando para desmentir o palpite dos demais participantes.

O jogo ajuda a desenvolver o raciocínio lógico, dedução, memória e é indicado para crianças a partir de oito anos.

War

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War é outro clássico! Com WAR, uma batalha nunca é igual a outra e cada jogador precisa usar toda sua inteligência e astúcia para derrotar seus adversários e conquistar territórios e continentes.

Perfil

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Perfil é um jogo muuuuito legal que traz cartelas com listas que descrevem coisas, pessoas ou lugares e, à medida que um participante vai descrevendo a lista, você tem que adivinhar quem ou o que é.

Esses são os meus jogos de tabuleiro eleitos para ter em casa e jogar para a vida toda. E você, tem algum preferido? Poste nos comentários!

Como adotar um cachorro

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Vou escrever este post com foco em cachorros, pois será bastante específico para eles. Pretendo fazer um post sobre adoção de gatos no futuro também.

Sou muito a favor da adoção responsável de cachorros. Se você quer ter um cachorro de raça por preferência pessoal, isso é uma escolha sua. Porém, se você puder, adote um cachorro de rua também. Os cachorros de rua, geralmente resgatados por ONGs ou cuidadores, são cachorros que geralmente sofreram maus-tratos e precisam muito de um lar. Muitas vezes, passam de casa em casa até encontrarem um lar definitivo. Portanto, se você gosta de cães e tem essa vontade, faça esse gesto.

Porém, é importante ter em mente a grande responsabilidade que é adotar um cão. Estamos falando de uma vida que você vai cuidar pelos próximos 15 ou mais anos. É muito ruim para o animal ser devolvido depois de adotado ou ser abandonado novamente, então realmente avalie se você tem condições. Um animal é como um membro da família, então tenha em mente que, ao adotá-lo, é como se você estivesse adotando um filho e que, de agora em diante, você é responsável por ele e ele te amará muito também.

Sua família está preparada para ter um cachorro?

Pela minha experiência, o preparo principal é o psicológico de todos os moradores da casa. Todo mundo tem que saber o que é ter um cachorro em casa e as mudanças que isso implica na rotina. Os cheiros, quem vai colocar comida, levar para passear, recolher cocô, limpar o xixi, levar no veterinário. Os latidos. O adestramento. Todas essas coisas têm ser feitas em comum acordo em casa porque imagine assim: se para uma criança, um ser humano pensante, já é difícil entender quando os pais passam sinais diferentes entre si, imagine para um cachorro? Se cada um der uma ordem diferente, o coitado não vai entender. Então não adianta brigar cada um de um jeito quando ele fizer coisa errada. leiam sobre adestramento. De repente, vale a pena fazer um curso, ver vídeos ou até contratar um adestrador. Não estou brincando. Vai te poupar horas, dias ou até meses de aborrecimento. Já vi casais se separarem por causa de cachorro.

No geral, o que acontece é uma das pessoas já ter tido cachorro e conhecer mais ou menos o esquema e ficar responsável pelo cão. E é bom mesmo ter uma pessoa que seja “a alfa” da casa, até para os cães saberem quem eles devem obedecer. Mas aí os outros moradores devem fazer o que essa pessoa ensinar também.

Que tipo de cachorro?

Tendo todo mundo conversado e decidido adotar um cão, é legal decidir também, com base no perfil da família, qual o tipo ideal de cachorro. Onde vocês moram? Apartamento? Se o apartamento não tiver área externa, vocês estão ok com a ideia de levar o cão para fazer xixi e cocô três vezes por dia lá embaixo? Tem uma área para deixar com jornal para ensiná-lo a fazer xixi lá? Vocês não se importam com o cheiro de cachorro que vai ficar no apartamento? Tudo isso tem que ser levado em consideração.

Muitas vezes, nessa análise, você pode perceber que é melhor não ter um cão. De verdade, pode acontecer. É por isso que, muitas vezes, algumas pessoas optam por outros animais de estimação em apartamentos, como gatos. Pense direitinho. Mesmo se você morar em casa, você pretende ficar aí para sempre? Você mora de aluguel? Se se daqui a cinco anos você se mudar para um apartamento pequeno? Quem mora em casa própria tem um pouco mais de estabilidade na decisão. E por aí vai.

Outros pontos importantes que você pode querer avaliar com relação ao tipo de cachorro são com relação ao tamanho, tipo de pelo, e até quantos cachorros. Se ele for ficar sozinho o dia inteiro, será que compensa adotar um ou dois? Ou não adotar nenhum? Cães precisam de companhia.

Procure ONGs

Existem muitas ONGs que organizam feiras de adoção em praticamente todas as cidades – basta procurar no Google e no Facebook. Se não encontrar, vá ao petshop mais próximo ou ao veterinário e se informe, pois todos eles conhecem algum lugar onde cães são resgatados e colocados para adoção.

Alguns cuidados a serem tomados são:

  • Veja se os cães estão tratados: doenças de pele, vermes e outras são bastante comuns, mas no geral as ONGs fazem parcerias com veterinários e cuidam dos cães antes de colocá-los para adoção.
  • Veja se os cães estão castrados. Mesmo caso acima. Se o cão não estiver castrado, vale a pena tomar esse cuidado logo ao adotá-lo.
  • Veja se os cães estão vacinados. Mesmo caso acima. Também vale a pena tomar esse cuidado logo após a adoção, caso não estejam.

Depois da adoção, vale a pena, de qualquer maneira, levar o cão a uma consulta no veterinário para um checkup geral.

Tenha paciência durante o período de adaptação

Sempre existe um período de adaptação tanto para o cão quanto para você e para a sua família. Pode ser estranho no começo, o cão pode fazer cocô no lugar errado, chorar, latir muito, você se irritar, se arrepender. Tenha paciência e lembre-se do por que você resolveu adotá-lo. Se foi uma adoção consciente, confie no processo. A adaptação é difícil para todos, até para o cão ter confiança. Costuma demorar um tempo – meses, muitas vezes. Nada acontece da noite para o dia, então tenha paciência e perspectiva. Ofereça constância ao cão, além de atenção, amor e carinho.

Alimentação, exercícios, vacinação, banho e atenção são cuidados constantes que agora farão parte da sua rotina assim como você tem com qualquer outro membro da sua família.

O maior presente da adoção é você ver todos os dias a carinha de gratidão vindo na sua direção. Você tirou uma vida das ruas. Se você tem um lar, condições financeiras e vontade de cuidar de um animalzinho, é um esforço que vale a pena. Mas tem que ter responsabilidade. Aqui em casa temos três – todos adotados – e nunca foi fácil, mas é uma rotina que já faz parte do nosso dia a dia, e eu já não sei mais viver sem eles. Mas também sei que não é para todo mundo. Por isso sou a favor da adoção sim, mas da adoção responsável. E eu espero que esse post tenha ajudado nessa conscientização e com algumas dicas para o processo, de alguma maneira.

Você já adotou um cão? Como foi essa experiência para você Que dicas você daria para quem está pensando em adotar ou está passando por esse processo?

O conceito de comida confortável

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Existe um conceito que eu gosto muito chamado comida confortável.

Comida confortável é aquela comida que promove algum tipo de valor nostálgico ou sentimental para o indivíduo, geralmente com bastante valor calórico e de simples preparo. Varia bastante de pessoa para pessoa, e de cultura para cultura. Aqui no Brasil, usamos bastante para chamar de “comida de vó” (mesmo cada pessoa tendo uma vó diferente).

O termo surgiu nos Estados Unidos em 1966, em uma reportagem do jornal Palm Beach Post, que disse que, quando as pessoas estão doentes ou chateadas, elas buscam refúgio em comidas fáceis de preparar e que remontam a essas memórias, pois assim se sentem confortáveis. Se você já preparou uma canja de galinha porque estava doente sabe do que eu estou falando.

A comida confortável acaba sendo consumida, então, para aliviar os efeitos de sentimentos ruins e potencializar efeitos positivos em nossa vida, nos fazendo reviver bons momentos inconscientemente. Quando a gente faz brigadeiro de panela em um dia particularmente ruim, o que a gente está buscando não é apenas saciar a vontade de comer doce, mas conforto de uma maneira geral, associando o doce a algo bom que você já sentiu enquanto provava aquele chocolate.

Existem pesquisas que associam hormônios às preferências por certos tipos de alimentos. Homens preferem comidas mais calóricas, como carnes, caldos e sopas, enquanto mulheres preferem doces e sorvetes. Em contrapartida, os mais jovens preferem salgadinhos preparados por pessoas que tenham 55 anos ou mais. Os estudos também revelam que o consumo de comida confortável pode estar associado a sentimentos de culpa ou arrependimentos, e o refúgio na comida seria uma forma de “se perdoar” e não se sentir tão mal por ter feito determinadas coisas. Talvez por isso algumas pessoas escolham “chutar o balde” e sair da dieta em épocas muito estressantes da vida.

Outros estudos também afirmam que o consumo de comida confortável é engatilhado por sentimentos negativos em mulheres e por sentimentos positivos em homens. Ou seja, se uma mulher está triste, ela come. Se um homem está feliz, ele come.

Todas as fontes dessas pesquisas estão nesta página da Wikipedia em inglês e são muito interessantes. Vale a pena verificar (tem outras também).

Nos Estados Unidos, as comidas confortáveis mais comuns são:

  • torta de maçã
  • chilli
  • sopa de frango
  • macarrão com queijo
  • hambúrguers
  • frango frito
  • pizza
  • purê de batata
  • entre outras

No Brasil, eu arrisco dizer que são as seguintes:

  • canja de galinha
  • bolos (pão-de-ló, cenoura, milho, chocolate, fubá)
  • pão na chapa
  • espaguete com frango assado
  • bolinho de chuva
  • pudim de leite
  • polenta
  • picadinho de carne
  • mingau
  • purê de batata
  • caldinho de feijão
  • pipoca
  • arroz doce
  • chocolate quente
  • brigadeiro de panela

A comida confortável remete ao seu lar; não tem nada a ver com fast food, por exemplo. Você teria mais exemplos da sua casa, da sua vida e da sua família? O que seria comida confortável para você? Deixe nos comentários!

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Montando um sistema de arquivos de referência no GTD

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Um dos grandes gargalos na maioria dos sistemas das pessoas que usam ou não usam GTD são os seus arquivos de referência e informações de suporte que elas precisam acessar sempre que necessário. Mais de uma vez eu percebi que, apesar de todo o restante da aplicação do GTD, tudo o que fosse acionável, estivesse correndo bem (ações, projetos, calendário), tudo aquilo que não demanda nenhum tipo de ação, mas é material de suporte a ação ou a algum projeto, ou mesmo material para referência, virou tralha sobre a mesa, em caixas, pastas ou até no chão do escritório.

A grande questão é: todo mundo precisa de um sistema de arquivamento pessoal. Não importa se você trabalha em uma biblioteca ou no arquivo da prefeitura da sua cidade. Ainda assim, você precisa arquivar seus documentos pessoais e precisa organizá-los de uma maneira dedutiva e que funcione para você sempre que precisar ou quiser encontrar algo. O David diz que você deveria levar menos de 60 segundos para encontrar algo em seu arquivo de referência – seja um e-mail, um documento em uma pasta ou um arquivo dentro do seu computador, e se isso não está acontecendo é porque há melhorias a serem feitas.

Quando a gente diz que o GTD deve proporcionar um sistema confiável como base, não se trata apenas de ter um inventário completo de ações e projetos, mas de um bom arquivo de referência também. Faz parte. Então nesse post de hoje eu pretendo trazer as recomendações gerais que o David traz para você organizar esse arquivo de acordo com o que ele ensina dentro do método.

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Ferramentas necessárias

Digital

  • Decida que ferramentas ou aplicativos podem ser válidos para que você adquira. Compare preços. Vale a pena ter apenas uma ferramenta ou combinar várias?
  • Ao armazenar, faço uso inteligente dos títulos das pastas e dos arquivos, para facilitar a busca.
  • Estabeleça processos para saber que tipo de informação será armazenada e avaliar de tempos em tempos o que foi colocado ali.
  • Destralhe regularmente para manter seu arquivo atualizado.

Papel

  • Você certamente precisará de ferramentas para armazenamento. Comece com pastas. Se precisar de móveis, privilegie a boa mecânica. Aqui não é lugar de economizar.
  • Crie um único sistema de arquivamento em ordem alfabética, não múltiplos sistemas baseados em vários temas.
  • À medida que você processar suas caixas de entrada, crie novas pastas sempre que necessário para arquivar tudo o que não demanda ação.
  • Reserve tempo para limpar o que já existe arquivado. Destralhe o que não precisa mais guardar, substitua pastas estragadas, redistribua conteúdos grandes em várias pastas menores etc.
  • Crie etiquetas personalizadas usando sua rotuladora.
  • Mantenha suas gavetas e pastas com não mais que 3/4 delas cheias.
  • Evite usar pastas suspensas para arquivos que vão ficar guardados por muito tempo.
  • Evite complicações desnecessárias como código de cores.

Crie um único sistema de arquivamento em ordem alfabética em vez de múltiplos sistemas

Esta é a primeira recomendação que o David faz. Em vez de criar diversos códigos, crie um sistema simples em ordem alfabética organizando tudo por tópicos, autor ou clientes, então você terá apenas três ou quatro lugares onde procurar antes de efetivamente encontrar aquilo que procura. Se você cria múltiplas pastas com sub-pastas e sub-categorizações, isso só aumenta o número de lugares onde o que você procura pode não estar, em vez de otimizar seu tempo encontrando onde pode estar. A ideia aqui é deixar tudo à vista de maneira simplificada.

Se você tiver uma quantidade muito grande de pastas no computador, por exemplo, pode criar pastas para as letras (A, B, C etc.) e, dentro delas, inserir os tópicos. Você pode criar variações como “A-F” e “G-Z”, por exemplo.

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Algumas exceções para ir além do modelo alfabético podem funcionar para situações muito específicas como grupos de arquivos que têm suas próprias áreas, como arquivos pessoais, informações de finanças ou projetos em andamento. Essa explicação pode parecer um tanto quanto nebulosa, mas já vi aplicações disso da seguinte forma:

Receitas
— Salgados
— Doces

ou

Projetos em andamento
— Implementação do site X
— Organização do casamento

É bem específico e chega a beirar o subjetivo. Eu sempre iria na recomendação geral de deixar tudo alfasort, e especificar/agrupar apenas se realmente sentir necessidade. No caso de projetos, acho ok, mas em todo o resto, acho que a tendência é complicar!

Mantenha pastas vazias prontas para usar sempre à mão

Se for difícil criar novas pastas, você não vai criá-las sempre que precisar. deve ser muito simples, fácil e rápido criar pastas novas em seu sistema de arquivamento sempre que você precisar. Por isso o David recomenda você ter também uma rotuladora em vez de ter que parar tudo o que você está fazendo para imprimir etiquetas em seu computador. Seja o mais prático que puder. Facilite tudo o que for operacional.

Use uma rotuladora

Ninguém que seguiu este conselho se arrependeu. Existem duas marcas mais tradicionais no mercado (Brother e Dymo), e ambas são boas. Elas não são baratas, mas têm boa durabilidade. Eu comprei a minha da marca Brother quando comecei a usar GTD em 2006 e ela parou de funcionar este ano (ou seja, durou 10 anos). O ganho de tempo e de qualidade que se tem em troca é inestimável. Vale o investimento.

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Sobre os modelos, nós não precisamos de nada que vá além do básico, então não se prenda a isso. Escolha pela que gostar mais da carinha – ou pelo preço das fitas (refis) que comprará depois para repôr. Recomendo as fitas brancas com letras pretas.

Dê uma destralhada nos seus arquivos uma vez por ano

Isso evita que você tenha que ficar pagando por espaço a mais pelos seus arquivos na nuvem e também evita que precise comprar mais pastas e ocupe espaço em casa, guardando o que não precisa mais. Arquivo morto, como diz o Tadeu Motta, é um termo horroroso. Precisamos implementar uma verdadeira gestão documental dos nossos arquivos, aprendendo a cuidar deles, revisar constantemente, com mais responsabilidade. Essa revisão anual que o David propõe tem tudo a ver com isso porque permite que a gente guarde apenas o que realmente faz sentido manter.

Escolha ferramentas adequadas para arquivamento

Pastas suspensas não são a ferramenta mais adequada para guardar arquivos de médio a longo prazo. Podem ser úteis para arquivos correntes, mas não têm tanta durabilidade para médio a longo prazo. Busque alternativas para arquivar de maneira mais eficaz aqueles arquivos que pretende armazenar durante mais tempo.

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É uma pena porque a maioria dos móveis e itens de armazenamento para escritório privilegiam essas pastas suspensas. Explore alternativas como caixas, pastas e fichários.

Procure utilizar pastas suspensas apenas para arquivos correntes ou temporários.

Nunca deixe suas pastas, caixas e gavetas mais cheias que 3/4 de sua capacidade

Nada pior que o estresse acumulado das pequenas coisas estressantes do dia a dia. Quando você tem que afastar mil pastas de uma gaveta cheia diariamente, isso enche o seu saco interminavelmente e, de forma inconsciente, manda uma mensagem negativa para o seu cérebro dizendo que aquilo ali não é legal. Portanto, tente deixar suas gavetas, pastas e caixas sempre 1/3 vazias, para manusear com tranquilidade. Isso vale para o restante da casa também, se me permitem um adendo.

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Destralhe antes de comprar mais móveis

Pode ser que, com o tempo, você perceba que precisa de mais espaço para armazenamento. Antes de sair comprando pastas, caixas e móveis, analise seus arquivos e veja se não consegue destralhar mais e abrir espaço antes de gastar.

Muitos arquivos podem ser digitalizados e enviados para ferramentas como o Evernote e liberar espaço físico pra outros documentos. Até mesmo alguns livros podem ser substituídos por e-books e abrir espaço na estante para pastas, caixas e fichários. Avalie para conseguir fazer esse tipo de economia.

Digitalize o que puder e for conveniente

Essa dica não é do David – é minha. Infelizmente ainda não podemos digitalizar tudo. Lidamos com documentos assinados, cartões, dinheiro e, enquanto isso existir, precisamos de arquivamento em papel. Porém, bastante material pode ser digitalizado. No entanto, veja o que compensa ser digitalizado e o que não compensa. Alguns materiais dão mais trabalho sendo digitalizados que sendo armazenados em papel, e pode ser que o seu manuseio em formato impresso seja mais relevante. Analise caso a caso.

“Thais, eu guardo tanta coisa! Como saber o que guardar?”

De certa forma, a web é um repositório enorme de informações. Se for fácil encontrar esse artigo novamente, será que não vale mais a pena criar um índice nos seus favoritos, com links, que salvar um monte de artigos como referência? Essa dica vale para todos aqueles que usam bastante extensões como o Evernote Web Clipper.

Armazene de forma dedutiva

Esta é outra dica da Thais, não do David. Vou explicar esta dica dando exemplos:

Para organizar Contatos, use seu arquivo de contatos do celular.

Para organizar receitas, use o caderno de receitas da família.

Organize os livros de culinária na cozinha, não na estante do home-office.

Você não precisa colocar tudo em uma única ferramenta – mas deve buscar armazenar onde faz sentido acessar quando for precisar daquilo.

De certa forma essa dica também é do David porque no livro ele se refere a isso no capítulo 7 (sobre níveis personalizados de organização). Ele se pauta muito nisso: onde você vai precisar usar? Então é lá que deve estar. Tudo deve ser organizado com base na logística e no propósito do uso.

Lembre-se: deve ser fácil arquivar ou encontrar algo em até 60 segundos. Tenha isso como princípio e seu arquivo de referência ficará legal.

Fontes para elaborar o material deste post: livro “Getting Things Done” (David Allen), material do novo curso do David Allen para a certificação de Nível 1 – Fundamentos do GTD.

Achados do Mês – Maio 2016

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Uma compilação dos favoritos do mês, onde nós estivemos, o que fizemos, o que vimos, para onde vamos e outras ideias bacanas. <3

Recomendamos

achados-moleskineMoleskine com páginas pontilhadas
Moleskine é uma marca de cadernos conhecida pela sua qualidade e tradição, que nós amamos! Estamos completamente apaixonados pelos modelos com páginas pontilhadas, perfeitos para fazer bullet journal e anotações diversas.

livro-mais-prapido

Livro
Charles Duhigg também é autor do best-seller “O poder do hábito” e agora publicou um livro sobre produtividade. Com base nas últimas descobertas da neurociência, psicologia e economia comportamental Duhigg explica que as pessoas, empresas e organizações mais produtivas não apenas agem diferente, elas veem o mundo de modos profundamente diferentes. Elas sabem que produtividade tem a ver com fazer escolhas. A maneira como tomamos decisões; as grandes ambições que colocamos em primeiro lugar e as metas fáceis que ignoramos; a cultura que estabelecemos para estimular a inovação; o modo como interagimos com as informações que temos diante de nós: é isso que separa os simplesmente ocupados dos genuinamente produtivos. Publicado no Brasil pela Editora Objetiva.

Aconteceu por aqui

  • Nasceu a filhinha do Marcos, que trabalha no Comercial do Vida Organizada. Parabéns pela Maitê, Marcos! <3
  • Carol participou do workshop do nosso amigo Vladimir Campos sobre Evernote aqui em São Paulo.
  • Fizemos mais uma turma aberta de GTD em São Paulo pela Call Daniel. Foi muito legal!

Onde encontrar a turma do VO

Linkagem de domingo

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Algumas vezes, eu gosto de reunir alguns posts, vídeos e notícias que li ao longo da semana e que achei que seria legal compartilhar com vocês.

Boa semana!

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Crianças e telas: você estabelece regras?

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Hoje na verdade eu gostaria de estabelecer uma discussão entre os leitores do blog. Sabemos que não é fácil educar nossos filhos com tantas atividades que temos para fazer. Além disso, eles gostam de jogar vídeo-game, ver tv e brincar com aplicativos. Não bastando isso, a tecnologia está ao nosso redor, com suas utilidades. O mundo está mudando drasticamente. Como nós, mães e pais, estamos lidando com isso?

Gostaria de propor uma enquete e uma discussão sobre regras nos comentários, para que possamos falar sobre o assunto: regras para impôr limites sobre a quantidade de telas na vida de nossos filhos. São válidas? Devemos impôr? Já fazemos? Participe:

Você impôe limites aos seus filhos com telas, vídeo-games, tv e computadores?

Sim, até 2 horas por dia
Sim, de 2 a 4 horas por dia
Não

create quizzes

E deixe um comentário com a sua opinião. Obrigada!

Como relaxar ao final de um longo dia

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Eu já comentei em um post aqui no blog sobre como é o meu “ritual” para começar o dia. E para encerrar o dia? O que fazer para desligar a mente do trabalho, especialmente quando a gente trabalha em casa (mas até para quem trabalha fora) e conseguir descansar um pouco?

Claro que deixar as coisas minimamente organizadas ao fim de um expediente ajuda a te deixar tranquila(o). Mas, de qualquer forma, para conseguir relaxar eu recomendo as seguintes atividades:

  • Troque de roupa. Existe algum clique mental mágico entre trocar de roupa quando você para de trabalhar, mesmo que você trabalhe em casa. Se você chega da rua, só o fato de tirar os sapatos já denuncia: ufa, estou em casa. E trocar de roupa te deixa em um estado caseiro diferente, pronta(o) para deixar o trabalho para trás e cuidar de outras coisas. Portanto, troque de roupa e vista algo mais confortável, para relaxar mesmo.
  • Crie um clima. Você pode estar sozinha(o) ou com outras pessoas, mas mantenha o astral legal, porém calmo. Tente evitar a agitação. Coloque uma música de fundo (pode ser até no celular). Eu sugiro jazz, bossa nova ou até mesmo folk e soft rock. Coloque uma música gostosa de fundo, curta, feche os olhos, cante e dance junto.
  • Pegue uma bebida. Pode ser o seu suco preferido, uma taça de vinho, um chá, um copo de iogurte – não importa. Pegue algo para beber. Existe algo no fato de você colocar uma bebida no copo, encostar no móvel da cozinha e parar para pensar na vida, calmamente, enquanto bebe e ouve a música, sem fazer mais nada. Se estiver com a sua família, conversem sobre como foi o dia de vocês.
  • Agradeça mentalmente por esse momento.

Aqui, parênteses: Eu sei que você tem bastante coisa pra fazer em casa. Todo mundo tem. Estou sugerindo que você pegue mais leve e vá mais devagar durante alguns minutos quando chegar em casa (ou parar de trabalhar, se trabalhar em casa) antes de começar a correria novamente, apenas para relaxar um pouco.

Relaxou? Foi mais devagar? Conseguiu respirar um pouco? Agora é hora de começar a fazer suas tarefas em casa, do jantar às roupas para lavar, a arrumação diária e todo o restante que sabemos que faz parte. Mas pelo menos você conseguiu inserir uns minutinhos de mente plena e significado ali entre uma coisa e outra, e não saiu atropelando o próprio tempo.

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Top 5 sacadas para economizar dinheiro

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Com certeza você já tentou muitas dicas lidas por aí (e até mesmo aqui no blog) para economizar dinheiro. Hoje, eu gostaria de escrever sobre algumas sacadas mentais que podem te ajudar a realmente ter vontade de economizar.

Esse post surgiu da seguinte motivação: uma vez comentei por aqui que eu era uma pessoa consumista quando era mais nova e que acabei mudando esse comportamento, e um leitor me perguntou como eu consegui mudar, porque ele não consegue de forma alguma e sempre gasta muito. Bem, eu espero que este post ajude! Vamos lá.

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1. Visualize a sua velhice

Se tudo der certo, você vai envelhecer. Eu perdi o meu pai quando ele era muito novo (47 anos), para o câncer. Então, quando eu vejo um idoso, eu o considero um verdadeiro guerreiro. Não é fácil passar por tantos problemas na vida e ainda encarar as limitações físicas que a idade impõe. Além disso, os filhos têm suas vidas e sabemos que cada vez menos as pessoas têm tempo e, às vezes, não conseguem sequer garantir seu próprio sustento, quanto mais ajudar os próprios pais, mesmo querendo fazer isso.

Se você parar para pensar na sua velhice e que pode estar sozinho quando chegar lá, o que poderia ser uma situação menos desconfortável para você? E sim, eu sei que é difícil pensar em algo que você nunca viveu, mas pode ser um exercício interessante. Se você parar para pensar, todas as alternativas dependem de recursos financeiros. Você precisa ter dinheiro para pagar a mensalidade de um asilo, para pagar o salário de um cuidador, para pagar a mensalidade de um convênio médico e o preço de remédios, para viver como for.

Eu, por exemplo, estou trabalhando no meu legado em termos de trabalho. Estou construindo uma empresa que espero que dure gerações. Mesmo assim, mesmo querendo trabalhar até não ter mais recursos físicos e mentais para isso, sei que vai chegar uma hora que não vou mais conseguir. E, quando isso acontecer, quero poder fazer essa escolha sem depender financeiramente de alguma limitação. E acho que só de pensar nesse suposto momento já me faz questionar todos os gastos superficiais que tenho hoje. Qualquer dinheiro hoje guardado para essa finalidade e que me ajude nesse futuro é válido.

2. Prepare um fundo de emergência

Eu gosto da ideia de ter um fundo de emergência de um ano de salários para me deixar tranquila caso qualquer coisa aconteça comigo e eu não possa pagar as contas. Enquanto esse fundo não estiver preenchido, eu não consigo ficar gastando à toa. Desde que estabeleci esse objetivo, parei de gastar desnecessariamente.

Em resumo: abra uma caderneta de poupança ou um fundo de investimentos para chegar a um valor guardado equivalente a um ano de salários, no mínimo. Assim, se você ficar desempregado(a), terá uma chance mais tranquila de se recolocar no mercado, sem tomar decisões difíceis como ter que se mudar, vender casa, carro ou aceitar ofertas ruins para o seu currículo apenas para pagar as contas.

Quando alcançar o valor do fundo, vá aumentando a reserva o quanto puder. É uma reserva de segurança, sem limites, que depois poderá ser usada até mesmo para outros fins, como na aposentadoria.

3. Imagine quanto você tem que trabalhar para pagar por cada produto

Quando for comprar alguma coisa, lembre-se de quanto ganha por hora e pense se compensa pagar por ele. Por exemplo: se você ganha 50 reais por hora de trabalho, para comprar aquela camisa de 150 reais em uma loja de departamento, precisa trabalhar três horas. Vale a pena? Se sim, tudo bem, mas se for apenas mais uma camisa que você vai colocar no armário e usar de vez em nunca, talvez não valha.

Se a gente for aplicar isso a itens com valores mais caros, a conta fica surpreendente. Celulares, aparelhos de TV, computadores etc. Eu já deixei de comprar bastante coisa só por exercitar esse raciocínio.

4. Tenha contas para pagar / responsabilidades

Acho que essa é infalível, não? Quando eu me tornei provedora da família, não me sentia nem bem em sair gastando o dinheiro da nossa casa em coisas desnecessárias sendo que poderíamos usar esse dinheiro para algo que poderíamos precisar.

5. Quando eu abri a minha empresa…

O principal realmente veio quando eu resolvi empreender e abrir a minha empresa, porque reduzi meus gastos pessoais ao realmente essencial, precisei definir meu pro-labore (o salário do empresário, baseado nas contas do mês), pagar meu próprio INSS, impostos, controlar as contas, fazer investimentos na empresa, contratar serviços, contratar pessoas, controlar folha de pagamentos…

Quando isso virou realidade na minha vida, aí sim aprendi a dar valor ao dinheiro, porque sei que a entrada e a saída dele dependem exclusivamente de mim, então essa transição da vida de funcionária para a vida de empreendedora / administradora de empresa fez toda a diferença na minha relação com o mindset financeiro, com toda certeza.

E você, já teve um clique que te fez parar de gastar e começar a dar mais valor ao dinheiro? Deixe nos comentários!

Utensílios básicos que uma boa cozinha deve ter

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Como seria fácil se tudo na vida se resumisse a listas prontas que a gente pudesse pegar e aplicar e plim! As fórmulas prontas fossem receitas que a gente aplicasse e pronto, tudo na vida ficasse perfeito. Mas se até em receita de bolo a gente pode colocar o nosso toque pessoal, imagina só quando a gente fala sobre algo que tem que ser de acordo com as nossas necessidades, como a casa da gente, a cozinha, que é o cômodo da casa onde a gente prepara os alimentos da família e, que tem que ser ajustada da forma mais prática possível ao dia a dia de quem vai cozinhar ali.

Por isso, o post de hoje tem a intenção de despertar essa ideia e trazer algumas sugestões, mas sempre “cutucando a caixinha”, como tudo aqui no blog.

Quando a gente fala em “lista básica”, eu quero que você pense no que é básico para você, para a sua família. E como você define o que é esse básico? Com base no seu estilo de vida, no seu dia a dia, no que seria prático e funcional para a vida que você(s) leva(m).

No caso da cozinha, não adianta eu te falar que ter uma batedeira é básico se você nunca pretende fazer um bolo na vida. Para uma pessoa que curta cozinhar em casa e goste de comida italiana, no entanto, para ela pode ser um utensílio básico para ter em casa um aparelho para fazer massa caseira. Entendeu o raciocínio? Então vamos lá.

Encontre o mínimo necessário para sobreviver

Isso sim você vai precisar. E aqui estou me referindo a:

  • pratos
  • talheres
  • panelas
  • assadeiras
  • panos de prato
  • utensílios para armazenar alimentos
  • utensílios para preparo dos alimentos
  • utensílios para cozinhar
  • utensílios para lavar e limpar
  • utensílios para servir

Mas as sub-categorias dentro de cada um desses aí em cima depende de você, das necessidades da sua família e da rotina da sua casa.

Planeje um menu semanal

O que eu recomendo para você organizar a rotina de alimentação na sua casa é que você crie semanalmente um menu que defina o que você vai comer no café-da-manhã, no almoço, na janta e os lanchinhos ao longo do dia. Aí você me diz: “Ai Thais, mas eu fico fora o dia inteiro”. Oras, mas justamente por isso você precisa se programar assim, se não quiser gastar rios de dinheiro com alimentação ou depender de comida de terceiros o tempo inteiro. Planejar sua alimentação é crucial para a saúde do corpo e a financeira. Se você tiver filhos, então, já deve ter percebido que é importante planejar os lanches que eles levam para a escola, por exemplo. Todos se beneficiam do planejamento do menu semanal.

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E onde eu quero chegar com tudo isso? Planejar o menu semanal te dará indícios do que você precisa no seu dia a dia, em termos de ferramentas e utensílios, para preparar as suas comidas. E aí você chegará em uma lista básica, necessária, do que é realmente essencial, sem colocar nada a mais nem faltar, e poderá providenciar o que você não tem. Por exemplo, se todo sábado sua família gosta de pedir pizza, já pensou em fazer a pizza em casa? Além de organizar a noite da pizza e ser algo divertido a se fazer com a família e amigos, você sabe quais são os ingredientes usados no preparo e gastará muito menos. Mas pode ser que não tenha a assadeira redonda para pizzas, por exemplo. Então esse é um utensílio que pode valer a pena ter. Esse seria um básico para você.

Lista básica

Agora, se você quer realmente ver uma lista básica aqui, como referência, eu não vou deixar você na mão. Vou listar alguns itens que geralmente são recomendados para se ter na cozinha, apenas para que você tome como base. Mas lembre-se: questione cada um deles. Não apenas a necessidade, mas o material, o formato, o tamanho, a quantidade. A única pessoa que pode saber o que é certo para a sua casa é você mesma(o).

  • abridor de latas
  • abridor de garrafas
  • jogo de facas
  • tábuas de corte
  • escorredor de pratos
  • peneiras
  • ralador
  • escorredor de arroz
  • tigelas
  • assadeiras
  • frigideiras
  • panelas
  • pratos rasos
  • pratos fundos
  • pratos de sobremesa
  • xícaras
  • canecas
  • descascadores
  • saca-rolhas
  • escumadeiras
  • conchas
  • espátulas
  • colheres de pau
  • colheres maiores
  • batedores de ovos
  • mixer
  • batedeira
  • escorredor de macarrão
  • espremedor de alho
  • espremedor de batata
  • potes para condimentos
  • timer
  • processador

O que é básico na sua cozinha? Deixe nos comentários!

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Como organizar uma pipeline de projetos para o ano

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Outro dia eu comentei em um post que este ano estou implementando uma pipeline de projetos gerenciados por mim e como isso tem me ajudado a organizar a vida. Muitos leitores vêm me pedindo desde então para falar mais sobre essa ideia, então o post de hoje é sobre isso.

Vou começar esclarecendo alguns termos:

Pipeline: Uso aqui no sentido de encadeamento, sequência, fluxo. “Pipe” é “tubo” em inglês, então pensem no encanamento da casa, que a gente vai ligando um tubo no outro para chegar em algum lugar. A ideia de uma pipeline é ter uma linha, um encadeamento de coisas na sequência, uma coisa depois da outra, e é um termo usado em negócios com essa finalidade também.

Projetos: Uso o conceito de projetos do David Allen (autor do método GTD), que é: todo resultado desejado que você quer concluir em até um ano e que demanda mais de um passo para ser realizado.

Minha motivação

Eu gerencio muitas áreas de foco no meu trabalho. Sou empresária, gerencio a capacitação dos instrutores e toda a operação do produto GTD na Call Daniel, ministro treinamentos e palestras, sou professora dos cursos aqui no blog, sou editora de conteúdo, estou me formando em um processo de coaching e sou escritora. Dentro de todas essas áreas, eu tenho projetos em andamento.

Em 2016, tenho grandes entregas e sentia necessidade de equacionar não apenas quando elas aconteceriam (seus prazos), mas o tempo que eu me dedicaria a elas. Afinal, poderia acontecer de, em um determinado mês, eu estar envolvida em vários projetos grandes e ser convidada a participar de eventos, viagens etc. Eu precisava me organizar para esse cenário.

A solução

Montei uma planilha simples (não gosto de soluções complicadas) no Google Drive apenas listando os meus projetos mais robustos (aqueles que me dedicaria meses) e os meses nas colunas. Então, pintei as colunas para cada projeto, de acordo com o mês onde eu começaria a me dedicar a ele, quando terminaria e, nos meses mais intensos, com uma cor mais forte.

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Isso já me ajudou a ver, de cara, que alguns projetos poderiam ser remanejados, se houvesse a possibilidade. Consegui colocar alguns um pouco mais para a frente e me organizar melhor para que eles não ficassem tão estressantes na produção.

Na prática

Na prática funciona assim: eu organizo as entregas por trimestre. Isso foi totalmente inspirado no Steve Jobs, que fazia os lançamentos da Apple por trimestre. Tem dado muito certo e eu consigo organizar toda a minha vida para os próximos três meses sem percalços: cursos, projetos, viagens, entregas, eventos.

Quando um trimestre chega, eu já começo a planejar o próximo. Chega a ser divertido. Logo, o planejamento é feito trimestralmente – ou sazonalmente, a cada estação.

Mensalmente, eu vejo essa planilha para ajustar o foco para o mês. A ideia é estabelecer metas. Falei mais sobre isso aqui.

Já fiz alguns ajustes em alguns projetos, esticando o prazo ou começando antes, por entender que precisaria de mais antecedência na produção, mas tudo bem. Também já acrescentei projetos novos. Porém, ter montado essa pipeline foi fundamental para distribuir os grandes projetos ao longo do ano, pois assim eu garanti que não sobrecarregaria os meus meses.

Aí teve um acontecimento bem interessante que foi o seguinte: agora em junho eu teria um evento que me tomaria duas semanas, mas cujo planejamento era robusto e intenso. Tanto que eu não estava marcando nada para este mês e antes, deixando todos os outros compromissos que aparecessem para depois (julho, agosto). Bem, o tal evento foi adiado para o ano que vem. Resultado? Um mês livre, que vou dedicar a outros projetos, adiantar o que eu faria apenas mais para a frente, com bastante tranquilidade. Por outro lado, se tivesse acontecido, seria tranquilo da mesma forma, pois eu tinha me planejado para isso.

Outra vantagem da pipeline: as pessoas me perguntam qual é a previsão para a entrega de tal projeto ou quando acontecerá determinada coisa, e eu sei responder por causa dessa planilha. Eu digo: tal fase acontecerá em agosto, depois em setembro e a entrega final em tal época. Isso traz uma tranquilidade imensa a todos, mas principalmente para mim, porque sei que consigo gerenciar esses prazos. Tem funcionado muito bem.

Se tiverem dúvidas, por favor, postem nos comentários. Obrigada!

Dúvida da leitora: você ainda está fazendo armário-cápsula?

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Mais de uma leitora me pediu para falar se eu continuo fazendo armário-cápsula, então eu pensei que talvez fosse uma oportunidade legal de retomar o assunto aqui no blog.

Não sabe o que é armário-cápsula? Clique aqui para ler.

A experiência do armário-cápsula foi muito importante para desencadear novamente em mim a consciência de prestar mais atenção às peças de roupas que eu estava adquirindo e usando.

Vale lembrar que o armário-cápsula não se trata de ter poucas peças, mas de ter peças em número suficiente, coordenáveis entre si. Você pode ter poucas peças que não têm nada a ver uma com a outra, e isso não se trata de um armário-cápsula.

Imagem: Un-Fancy.com
Imagem: Un-Fancy.com

Quando eu fiz a análise de cores no ano passado, com a Ana, eu deixei o meu armário-cápsula de lado. Porém, quando eu trouxe as minhas roupas que estavam guardadas de volta, eu senti uma dificuldade imensa em lidar com todas elas. Eram muitas. Então eu meio que montei um armário-cápsula com as peças que tinham as cores da minha cartela de cores e eram adequadas ao clima na época. De certa forma, eram um armário-cápsula, mas sem as supostas regras que a moça do blog acima (Un-Fancy.com) havia criado. E eu me senti super ok com isso.

Depois, com a chegada do verão, foi a mesma coisa. Adquiri poucas peças, usei as que já tinha, e guardei as peças de inverno em uma mala grande de viagem em um local de difícil acesso em casa. Isso faz com que meu guarda-roupa fique apenas com as poucas peças que eu realmente possa usar no meu dia a dia. Estou fazendo assim até hoje.

200815-armario03

Essa reavaliação tem sido feita constantemente. A última foi um pouco depois da chegada do outono.

Então, respondendo a pergunta: Você continua usando o armário-cápsula? Sim, mas sem seguir as regras da criadora do conceito. Sem tirar fotos, sem me preocupar em esperar a próxima estação para comprar alguma peça. Tenho comprado muito menos porque adquiri essa consciência já no exercício do primeiro armário-cápsula, que foi radical – e acho que é a isso que ele serve.

Tenho buscado aproveitar mais as roupas que eu tenho, mesmo não sendo das cores ideais da minha cartela. Comprei roupas usadas, olho o material e a composição das peças antes de comprar, não saio gastando com o que não preciso. Tem sido muito bom e quase não tenho comprado nada.

Ana, eu e nossas leitoras em um dos nossos workshops
Ana, eu e nossas leitoras em um dos nossos workshops

O que me ajuda a entender se meu guarda-roupa tem uma proporção legal é usar a regra da Ana de 5 peças de cima para cada 1 de baixo. Nossa, isso me ajuda muito! Também procuro diminuir o número de peças parecidas ou repetidas (para que duas calças jeans? ou dois sapatos marrons?). Não que seja regra, mas sempre avalio a necessidade.

Percebi que todo esse exercício também me deixou muito mais crítica e criteriosa para fazer compras. Mal tenho vontade de comprar coisas, porque acho que nada vale o dinheiro que custa. Às vezes até preciso comprar algo, mas não consigo, porque não encontro nada que eu considere aceitável por um preço justo. Não acho que isso seja um defeito, mas certamente é um problema, porque não tenho tempo para ir para lá e para cá procurando opções. Compras online ajudariam nessas horas se eu tivesse segurança na modelagem das peças.

Enfim, vivendo e aprendendo! O armário-cápsula certamente foi e tem sido uma experiência válida que eu recomendo que seja feita pelo menos uma vez na vida de uma pessoa, para que ela sinta como pode otimizar o uso de poucas peças juntas, o que precisa ter em seu acervo, a importância do caimento, dos bons materiais e muito mais. Só quando a gente manuseia bastante as mesmas peças é que a gente percebe.

Esta semana

Guia do blog para começar a se organizar

Um dos grandes desafios que nós enfrentamos por aqui é montar algo simples e didático para ajudar as pessoas a se organizarem. Por isso,...